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Sobre como resistir ao mal — há os que se vendem, e há os que se retiram da luta
Os últimos são ainda piores que os primeiros

Como pode alguém, encontrando-se cercado por uma crescente maré de transgressões, de desrespeito à liberdade mais básica, e de maldade, não lutar até suas últimas forças contra ela? 

Há tempos estamos sendo submergidos por uma inundação de perversidades na forma de coletivismo, socialismo, igualitarismo, niilismo e autoritarismo. 

Sempre foi muito óbvio para mim que temos uma imperiosa obrigação moral de lutar contra esses males – para o nosso próprio bem, para o de nossos entes queridos, de nossa prosperidade, de nossos amigos, de nossos vizinhos e de nosso país.

Sendo assim, sempre foi um mistério para mim por que as pessoas que enxergaram e identificaram estes males – e, consequentemente, foram convocadas a combatê-lo – abandonam esta luta, aos poucos ou de uma vez. Como pode alguém enxergar a verdade, entender seu premente dever, e, então, simplesmente desistir e até mesmo ir além e trair a causa e seus companheiros de luta? 

E, no entanto, nos dois movimentos e em suas variantes aos quais já estive associado — libertário e conservador —, isto acontece o tempo todo.

Conservadorismo e libertarianismo, no fim, são movimentos "radicais", ou seja, eles se opõem radical e fortemente a todas as tendências de estatismo e imoralidade. Logo, como pode alguém que se juntou a um movimento destes — seja como ideólogo, ativista ou financiador – simplesmente abandonar a luta? 

Recentemente, perguntei a um perspicaz amigo por que um conhecido nosso abdicou da luta. Ele respondeu que "ele é o tipo de pessoa que deseja uma vida tranquila, que só quer se sentar à frente da TV e não quer ouvir falar de nenhum problema". Ok, mas, neste caso, disse eu angustiado, "por que então estas pessoas se tornaram 'radicais'? Por que elas orgulhosamente se proclamam 'conservadores' ou 'libertários'?" Infelizmente não obtive nenhuma resposta.

E o fato é que, se você quer realmente mudar o estado das coisas — tanto moral quanto economicamente —, esqueça qualquer tipo de vida tranquila ou sossegada. Não vai acontecer.

Em algumas ocasiões, as pessoas desistem da luta porque, dizem elas, trata-se de uma causa perdida. Perdemos, elas dizem. A derrota é inevitável. O grande economista Joseph Schumpeter escreveu em 1942 que o socialismo é inevitável, e que o capitalismo está condenado não por suas falhas, mas pelo seus próprios êxitos, os quais deram origem a um grupo de intelectuais invejosos e malignos que iria subverter e destruir o capitalismo por dentro. Os críticos acusaram Schumpeter de pregar o derrotismo aos defensores do capitalismo. Schumpeter respondeu que, se alguém disser que um barco está inevitavelmente afundando, seria isto a mesma coisa de dizer: "não faça o melhor que pode para salvar o barco"?

Da mesma maneira, assuma por um minuto que a luta contra os malefícios estatais seja uma causa perdida: por que isto implica abandonar a batalha? 

Em primeiro lugar, por pior que as coisas estejam, lutar significa que o inevitável pode ao menos ser adiado. Por que isto não valeria a pena? Não é melhor perder daqui a trinta anos do que perder agora? 

Em segundo lugar, na pior das hipóteses, é muito divertido provocar e irritar o inimigo; deixar o monstro incomodado. Por si só, isto já vale a pena. 

Não se deve pensar no processo de luta contra o inimigo como um tormento sério e melancólico. Ao contrário: é altamente inspirador e revigorante ir à guerra contra um oceano de problemas em vez de simplesmente se render passivamente. E, ao oferecer essa oposição, há a chance de alguns ganhos; no mínimo, haverá alguma resistência e não se estará entregando ao inimigo a vitória gratuitamente.

E, por fim, ora!, se você de fato luta contra o inimigo, você pode sim vencê-lo! Pense nos bravos que lutaram contra o comunismo na Polônia e na União Soviética e que nunca desistiram, que enfrentaram adversidades aparentemente impossíveis de serem superadas. Ninguém acreditava neles; todas as chances estavam contra eles. E então, do nada, bingo!, um dia o comunismo sucumbiu. 

Com certeza as chances de vencer são bem maiores se você lutar do que se você simplesmente desistir.

Os que se corrompem e os que abandonam

Nos movimentos conservador e libertário foram duas as principais formas de desistência, de abandono da causa. 

A forma mais comum e mais patentemente óbvia é aquela com a qual todos nós estamos bem familiarizados: vender-se. 

O jovem libertário ou conservador entra no governo – ou no Executivo, ou no Congresso, ou em um cargo administrativo – ansioso e pronto para a batalha de reduzir o estado em prol de sua estimada causa radical. E então alguma coisa acontece: às vezes, gradualmente; outras, com uma impressionante rapidez. Esse jovem começa a frequentar alguns coquetéis frequentados pelo alto escalão, descobre que o inimigo parece ser muito agradável, começa a se envolver com a marginália, começa a fazer concessões e, sem perceber, já está dando extrema importância a alguma comissão ordinária, ou a algum insignificante corte de imposto ou emenda. E, com o tempo, ele se mostra disposto a abandonar totalmente a batalha em troca deum pomposo cargo no governo ou de um bom contrato no setor privado ganho em decorrência de suas conexões políticas. 

E, à medida que esse processo de corrompimento continua, ele descobre que a coisa que mais o incomoda não é o inimigo estatista, mas sim os seus antigos aliados que se transformaram em meros "resmungões e criadores de caso", que não param de fazer cobranças, vivem fazendo sermões sobre princípios e até mesmo o atacam por ter traído a causa. 

E, assim, rapidamente, esse jovem e O Inimigo se tornam indistinguíveis.

Todos nós conhecemos bem este roteiro de corrompimento, e é fácil e correto ficar indignado com esta traição moral a uma causa que é justa — a batalha contra o mal — e aos seus antes estimados camaradas. 

Mas existe outra forma de abandono que não é tão evidente e é ainda mais insidiosa – e não me refiro à simples perda de forças e entusiasmo. Nesta forma, que tem ocorrido bastante no movimento libertário e também em setores do conservadorismo, o militante simplesmente decide que a causa é perdida e, então, desiste de tudo, abandonando resolutamente este mundo corrupto e imoral, refugiando-se em alguma comunidade pura e nobre formado exclusivamente por semelhantes. Para os randianos, este seria o "Vale de Galt", do romance de Ayn Rand A Revolta de Atlas

Outros libertários seguem tentando formar alguma comunidade underground, com o intuito de "capturar" uma pequena cidade, ou de ficar "underground" em um floresta ou em plataformas marítimas, ou até mesmo construir um novo país libertário em uma ilha, nas montanhas ou onde quer que seja. 

Já os conservadores têm seu próprio jeito de isolamento e retirada. Em cada caso, surge o apelo de abandonar o mundo perverso, e de formar uma pequena comunidade alternativa em algum refúgio isolado. 

Muito tempo atrás, rotulei este posicionamento de "isolacionismo". Poderiam chamar esta estratégia de "neo-Amish", exceto pelo fato de que os Amish são fazendeiros produtivos, e recuo que estes grupos jamais chegariam a este estágio.

A justificativa para este isolacionismo sempre vem acompanhado de uma Moral Superior, e também de termos pseudo-psicológicos. Estes "puristas", por exemplo, dizem que eles – ao contrário de nós, combatentes incautos – estão "vivendo a liberdade", que eles estão enfatizando "o positivo" em vez do "negativo", que estão "vivenciando a liberdade" e vivendo uma "vida libertária pura", enquanto que nós, pobres almas, ainda estamos vivendo no corrupto e apodrecido mundo real. 

Há anos tenho respondido para estes grupos de isolacionistas que o mundo real, no fim das contas, é bom; que nós libertários podemos ser anti-estado, mas que não somos categoricamente anti-sociedade ou contrários ao mundo real, por mais contaminado que ele possa estar. Propomos continuar a luta para salvar valores, princípios e pessoas que estimamos, mesmo que o campo de batalha fique lamacento. Igualmente, eu citaria o grande libertário Randolph Bourne, que proclamou que nós somos patriotas, não no sentido de patriotas adeptos ao estado, mas ao país, à nação, a nossas gloriosas tradições e cultura que estão sob vil ataque (de políticos, de progressistas, de parasitas, de desarmamentistas e de demais tipos de degenerados autoritários).

Nossa atitude deveria ser, nas famosas palavras de Dos Passos (apesar de ele tê-las dito como um marxista), "tudo bem, somos duas nações". Sim, nosso país, como existe hoje, são duas nações; uma é a nação deles, a nação do inimigo corrupto, de seu sistema de educação pública de lavagem cerebral deles, de toda a sua burocracia estatal, de sua grande mídia, e de todo o seu autoritarismo; e a outra é a nossa nação, muito maior, formada pela maioria; uma nação muito mais nobre que representa o antigo e mais verdadeiro país. Nós somos a nação que irá vencer, que irá retomar o país, não importa quanto tempo isto leve. É na verdade um grave pecado abandonar esta nação necessitada de vitórias.

Mas estaríamos então enfatizando "o negativo"? Em certo sentido, sim; mas o que mais deveríamos destacar quando nossos valores, nossos princípios, nossos próprios seres estão sob ataque de um adversário insaciável? 

Porém, primeiro temos que entender que no próprio ato de acentuar o negativo também estamos enfatizando o positivo. Por que lutamos contra – e, sim, até mesmo odiamos – o mal? Somente porque amamos o bem, e nossa ênfase no "negativo" é apenas o outro lado da moeda, a consequência lógica de nossa devoção ao bem, aos princípios e valores positivos que prezamos. Não há razão para não podermos enfatizar e espalhar nossos valores positivos ao mesmo tempo em que lutamos contra nossos inimigos. Na realidade, os dois andam juntos.

No fim, há uma diferença crucial entre os dois

O que é realmente fascinante e crucial é que estes dois caminhos – mesmo que pareçam ser diametralmente opostos – acabam inexoravelmente no mesmo lugar. 

Os corrompidos abandonam a causa e traem seus camaradas por dinheiro e status; os isolacionistas, compreensivelmente abominando os vendidos, concluem que o mundo real é impuro e se retiram dele. 

Em ambos os casos, seja em nome do "pragmatismo" ou em nome da "pureza", a causa, a luta contra o mal no mundo real, é abandonada.

No entanto, há claramente uma grande diferença moral nos dois caminhos. 

O vendido é moralmente mal; já o isolacionista, por sua vez, é – dizendo com educação – extremamente equivocado. É perda de tempo tentar convencer um corrompido; não vale a pena tentar dialogar com eles. Já os isolacionistas têm que entender que lutar contra o mal não significa trair a causa, longe disso. E abandonar o mundo real não ajuda em nada a luta pela liberdade.

O isolacionista, em sua atitude, se torna indiferente ao poder e à opressão, gosta de relaxar e mostrar que não liga para o autoritarismo à sua volta se a sua "alma interior está livre". 

Sim, claro, é bom ter liberdade para nossa alma interior. Sou bem familiarizado com os velhos clichês sobre como a mente é livre e como o prisioneiro também é livre no fundo de seu coração. 

Porém, podem me chamar de vil materialista, mas acredito, e creio que todos os libertários e conservadores também acreditam sinceramente, que o homem merece mais do que isso, que nós não temos que nos contentar com a liberdade interior do prisioneiro em uma cela, que devemos entonar o bom e velho coro de "Liberdade e Propriedade", que devemos exigir liberdade em nosso mundo real externo de dimensão e espaço. Eu acredito que é disso que se trata a luta. E que sempre foi disso que se tratou.

Coloquemos dessa forma: não temos que deixar nossas vidas, nossas propriedades, nosso país, o mundo real, para os bárbaros. Nunca. Vamos agir no espírito daquele magnífico poema que James Russel Lowell criou para a bela melodia Welsh:

Uma vez para cada homem e nação chega o momento de decidir/na contenda entre a verdade e a falsidade, se para o lado do bem ou do mal deve ir.

Alguma grande causa, o novo Messias de Deus, oferecendo a cada um o flagelo ou o florir.

E a escolha vale para a eternidade entre aquela escuridão e a luz que há de vir. 

Embora a causa do mal prospere, ainda é a verdade sozinha forte; embora sua parcela seja o cadafalso, e ainda que aquele cadafalso distorça o futuro, por trás do sombrio desconhecido, Deus se ergue firme em meio às sombras mantendo os olhos sobre os Seus filhos.


autor

Murray N. Rothbard
(1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.


  • Henrique Z.  05/03/2021 20:50
    Muito bom! Embora eu não saiba qual a posição específica do autor neste quesito, digo apenas não acho que temos de ficar afastados do Estado, sem tentar se infiltrar nele para fazer parte de algum governo, pois se ele exerce a coerção, quanto menos liberais para contrapor suas façanhas psicopatas, pior. E tenho pena daqueles que tem a mente fraca e se corrompem ou tem medo da corrupção.

    Se ainda não conseguimos nos livrar do Estado (e isso sim é tarefa dos educadores e jornalistas, atuando na conscientização do mal que ele causa), melhor que estejamos de olho nele bem de perto.
  • Cristiano  05/03/2021 20:58
    Discordo. Não tem que entrar nem em estado e nem em serviço público. É bíblico: "comerás o pão com o suor do teu rosto". A pessoa que entra no serviço público rompe essa condição existencial do homem, esse fundamento ético primordial.

    Isso vai minando o caráter e mesmo a alma. Seja produtivo e isso é recompensador.
  • Daniel  05/03/2021 21:04
    Não acho que a política deva ser ignorada. Se existem candidatos libertários, penso que devemos elegê-los. Na pior das hipóteses, estarão ocupando o lugar de um socialista e isso por si só já evita um dano maior.

    Sim, o ideal é divulgar ideias mas também sempre que possível, agir politicamente. E eu não digo aqui para as pessoas se candidatarem. Estou dizendo que, sempre que existirem candidatos libertários, eu apoiarei.
  • anônimo  05/03/2021 21:40
    O grande problema é justamente o fato de quê Libertários não gostam de política, pois, quando alguém entra em algum cargo público e começa á receber salários, ela automaticamente se torna uma parasita, recebendo salários astronômicos á custa dos produtivos.

    E mesmo se diversos Libertários entrassem na política, formassem um partido, e se recusassem á receber os salários, ainda assim teriam de posar de liberais, pois obviamente não iriam conseguir chegar á lugar algum pedindo o fim do Estado dentro do sistema.

    Lá nos EUA, um dos paises quê mais valoriza á liberdade, em total contraste com o Brasil, existe um partido Libertário, e apesar de ser considerado o 3° maior partido de lá já faz algumas décadas, até hoje ainda não conseguiram nada.

    Por isso ao invés de perderem tempo na política, os libertários preferem apenas divulgar as ideias da escola austríaca, é muito mais preferível alguém quê já está dentro do sistema se tornam Libertário e usar sua influência e popularidade para espalhar as idéias, e as pessoas perceberem por si só quê pedirem mais estado e mais assistencialismo não irá melhorar á vida delas.
  • Felipe  05/03/2021 22:09
    É o sistema. Foi feito para ser assim. Aliás, o Partido Libertário é bem melhor do que qualquer partido aqui do Brasil que tente se dizer como liberal. Há uma vasta comunidade libertária no país, diversificada até (com algumas alas mais voltadas para pautas mais de progressistas). Aqui é coisa nova ainda.

    O mais importante é espalhar as ideias e pensar no longo prazo. Ficar só pensando em eleições a cada quatro anos é bobagem. No final, é sempre escolher o menos ruim e ter sorte de não cair um socialista ao extremo, além de humilhante. Por que depender de um presidente "para barrar o globalismo"? A solução está nos indivíduos.

    Aprendamos com os esquerdistas.
  • Felipe  05/03/2021 22:26
    Rothbard, coitado, foi perseguido na academia pelo establishment, simplesmente porque ele nunca fez concessões aos seus princípios. Houve até um rolo envolvendo conflitos entre ele e os irmãos Koch, isso porque o Rothbard foi um dos criadores do CATO Institute. O CATO até que ainda tem uns textos bons, embora eu não costume acessá-lo.

    Lendo esse artigo, lembro dos cubanos que se reuniram para estudar sobre Escola Austríaca e, pouco tempo depois, um deles foi preso pela polícia cubana.
  • WMZ  06/03/2021 00:49
    O que o Partido Libertário fez nos EUA foi eleger o Biden.

    Em vários estados decisivos, onde o Biden venceu por uma margem estreita de 0,5% até 2% dos votos, a JoJo detinha os 0,6% até 2,1% que poderiam ter dado a vitória ao Trump.
  • Edson  06/03/2021 00:57
    O Walter Block até escreveu artigo criticando os libertários que votaram na Jorgensen por terem jogado o poder no colo da esquerda progressista.
  • Felipe  06/03/2021 01:21
    Você teria esse artigo para me passar?
  • Felipe  06/03/2021 15:37
    Ah, que coisa, precisa se cadastrar para ler o artigo inteiro.
  • Felipe  06/03/2021 02:50
    Pode ser, mas eu digo das ideias transmitidas, não em exatamente eleger presidentes. Acho que encontrei o artigo do Walter Block, depois leio.
  • Sérgio  05/03/2021 20:54
    Tudo correto, mas eis o que é crucial ser feito: o contra-gramscismo. Libertários e conservadores (esqueçam os liberais; esses aí são meros social-democratas progressistíssimos) devem se infiltrar nas escolas, nas universidades e na mídia para moldar a culura e a educação.. E colocar conservadores e libertários no parlamento (e expulsar os liberais) para barrar os planos da esquerda. Só assim.
  • anônimo  06/03/2021 04:28
    Sim. Pra você derrubar o Estado, você tem que entender como o Estado funciona, tem que conhecer o Estado, entrar na mente do Estado, pensar como o Estado, dormir como o Estado, acordar como o Estado, TEM QUE SER O ESTADO ;)
  • Tiago  06/03/2021 04:33
    É crucial disseminar na sociedade civil, a partir de cada indivíduo, os princípios e valores da liberdade. Considero esse o nosso maior desafio.

    Por outro lado, é igualmente essencial que haja a ocupação de cargos públicos (eletivos e não eletivos) por defensores da liberdade. Caso contrário, esses postos continuarão sendo preenchidos pelos inimigos da liberdade; conhecemos bem o resultado do encontro estado + inimigos da liberdade: menos liberdade!

    Pragmaticamente, entendo ser mais efetivo o processo simbiótico composto pela (i) disseminação das ideias de liberdade junto à sociedade civil e pela (ii) penetração em quantidade crescente desses indivíduos nas estruturas estatais - num processo que se retroalimenta, a fim de gradualmente alterá-las, aprimorá-las, reduzi-las ou eliminá-las, a depender do caso, sempre pelas vias democráticas. There's no free lunch!

    Quem disse que seria fácil e rápido?
  • Rodrigo  05/03/2021 20:59
    Tenho uma duvida:
    Por eu ser um amante da liberdade, estarei traindo minhas convicções se eu me tornar um funcionario publico?

    Quero trabalhar na área de TI, mas cada vez mais as empresas aumentam o cerco, dificultando a entrada no mercado de trabalho(muito provavel por culpa do Estado).

    Então, o que fazer?
  • Matheus  05/03/2021 21:04
    Todo funcionário público tem seu salário pago com o roubo - praticado pelo estado através de impostos ou inflação. Se você é um amante da liberdade, não pode concordar com essa imoralidade.

    Sobre a área de TI eu também faço parte e posso te dizer que o governo ainda está longe e somos ligeiramente livres, mas sindicatos existem e muitos colegas concordam com intervenções e obrigatoriedade de certificações (claro, somente para reservar o mercado). O que podemos fazer é iniciar o debate com bons argumentos. Já obtive ótimos resultados na minha empresa mostrando a superioridade da liberdade.

    Não temas.
  • Inácio Rodrigues  05/03/2021 21:34
    Porque deveriamos deixar de trabalhar para o estado ? Se pelo menos aqui no Brasil, é onde se tem os melhores salários. Sad but true.
  • Erick   05/03/2021 21:41
    Por que deveríamos deixar de estuprar mulheres? Se pelo menos aqui no Brasil, é onde se consegue sexo ao custo mais baixo. Sad but true.
  • Jeferson Vasquez  07/03/2021 06:42
    Estuprar mulher pra quê? Pra de repente acordar no outro dia com metade do rosto todo avermelhado e depois descobrir que está com AIDS? Essa gente nunca pensa nas consequências! Por si só isso é uma punição por tê-lo feito! Se chama justiça poética! E não começem a pensar que isso não é possível pois é!
  • Eduardo  05/03/2021 21:41
    Por que deveríamos deixar de *roubar velhinhas*? Se pelo menos aqui no Brasil, é onde se tem os melhores salários. Sad but true.

    Ética, a gente se vê por aqui.
  • Rafael  10/04/2021 02:03
    1) Se você deixar de assumir a posição, o roubo ao dinheiro alheio não cessará.
    2) Se você deixar de assumir a posição, alguém assumirá.
    3) Se você deixar de assumir a posição, esse outro alguém poderá ser de esquerda.
    4) Uma vez no cargo, existe uma chance de você zelar pela função. Eu prefiro acreditar em você que em alguém de esquerda.
    5) Não só isso, seu compromisso com a liberdade pode lhe render frutos. Talvez você denuncie descaminhos, corrupções, ou melhore a eficácia do sistema. Mesmo que seja iluminando os colegas de trabalho para que num futuro hipotético estejam mais pró-liberdade.

    Não vejo contradição, muito embora todos meus pontos sejam calcados em suposições.
  • Felipe  05/03/2021 22:29
    Rodrigo, por favor, peço que leia esse artigo (escrito pelo próprio Rothbard). O Hoppe também já foi funcionário estatal.
  • Andy Jow  06/03/2021 14:09
    Eu trabalho com serviços eletrotécnicos e minha empresa presta serviços para vários órgãos de governo. Tá sempre entrando em licitações.
    Tem alguma implicação moral nisso também?
  • Guilherme  06/03/2021 15:08
    Neste caso, as receitas da sua empresa estão advindo dos impostos pagos pelos desdentados. O estado contratou você (o fato de a licitação ter sido 100% limpa e honesta é secundário), e lhe pagou com o dinheiro que extorquiu dos desdentados.

    Não, não é culpa sua; não foi você quem desenhou este sistema. Mas estou apenas respondendo à sua pergunta.
  • Botelho  06/03/2021 00:14
    Honestamente eu não gostei do artigo.
    Primeiro porque ele tem um ar meio religioso, oq eu já rechaça o apoio dos ateus, como eu.
    Segundo porque ele coloca mais minhoca na cabeça. Se eu aceitar o emprego de 100 mil por mês pra fazer o papel que o william bonner faz eu seria uma espécie de Paria ou só estaria tomando minha ação individual baseado no que é melhor pra mim, como prega toda visão libertária?
    Ou se quero ter uma vida tranquila, sem ficar debatendo nesse mundo doente de hoje eu to errado? Eu tenho que ser um mártir? Um herói? Me ferrar por uma causa que eu não vou me aproveitar no fim das contas, mas sim os caronas e os descendentes do mundo?
    Sei lá, o texto só me deixou mais confuso
  • Augusto  06/03/2021 00:51
    "Se eu aceitar o emprego de 100 mil por mês pra fazer o papel que o william bonner faz eu seria uma espécie de Paria ou só estaria tomando minha ação individual baseado no que é melhor pra mim, como prega toda visão libertária?"

    Isso não tem absolutamente nada a ver com o tema do artigo. Você simplesmente nada entendeu.

    "Ou se quero ter uma vida tranquila, sem ficar debatendo nesse mundo doente de hoje eu to errado? Eu tenho que ser um mártir? Um herói? Me ferrar por uma causa que eu não vou me aproveitar no fim das contas, mas sim os caronas e os descendentes do mundo?"

    Se você realmente enxerga tudo dessa maneira (o que é um total direito seu), então você é tudo, menos um conservador ou um libertário.

    Simples assim.

    Começou a entender?
  • Emerson Luis  25/03/2021 18:55

    "Honestamente eu não gostei do artigo. Primeiro porque ele tem um ar meio religioso, oq eu já rechaça o apoio dos ateus, como eu."

    Ironicamente, Rothbard era ateu (pelo que sei).

    Eu não me importo se um pensador é ateu, agnóstico, religião A ou religião B, desde que suas convicções particulares não interfiram decisivamente naquilo que afirma no assunto em questão.

    O que me importa é se o pensamento dele é válido, verídico e quais resultados produz.

    * * *

  • WMZ  06/03/2021 01:08
    Supermercado Bolsocaro

    twitter.com/andrepdt12/status/1367950363953860609

    Engraçado, desde agosto de 2020 que eu sabia, por aqui, que os preços de tudo iriam disparar por volta de out/2020-2021.

    Mais uma previsão correta da EA...E o establishment?

  • Vladimir  06/03/2021 02:50
    Na verdade, foi previsto aqui em fevereiro de 2020, quando absolutamente ninguém (nem imprensa e nem oposição) falavam sobre isso:

    mises.org.br/article/3223/aviso-ao-ciro-guedes-uma-moeda-desvalorizada-e-um-ataque-direto-ao-padrao-de-vida-da-populacao

    Aliás, para ser bem sincero, começou ainda em agosto de 2019:

    mises.org.br/article/3052/o-investimento-estrangeiro-so-vira-quando-a-moeda-for-estavel--historicamente-nao-e-o-nosso-caso
  • Felipe  06/03/2021 02:57
    Eu nunca vi essa gasolina a R$ 2,50 em 2018. Isso foi em qual lugar?

    Engraçado ver o sujeito reclamando de dólar... ué, a esquerda falava anos atrás, em pleno dilmismo, que não comemos dólar e que dólar caro é ruim só para quem vai para a Disney. No final das contas, é só politicagem mesmo. É só defesa de políticos, e não de ideias.

    A produção do vídeo até que ficou boa.

    Quem vai tentar se capitalizar em cima dessa carestia será o Ciro Gomes no ano que vem. Quem mandou colocar keynesianos na equipe econômica...
  • Vladimir  06/03/2021 03:00
    Aliás, a esquerda não tem do que reclamar. Ela passou toda a sua existência defendendo Selic zero, dólar caro e aumento das exportações. Exatamente tudo o que está sendo feito agora.

    Não tem como a esquerda criticar o atual arranjo sem cair em contradição.

    Como eu já disse em outro comentário, aquilo que o atual governo tem de mais criticável (a bizarra política monetária) é exatamente o que mais passa incólume para a oposição. E até mesmo para a mídia.

    A mídia até fez um alardezinho para a alta dos alimentos e dos combustíveis, mas absolutamente nada fala contra a Selic. Você não encontra um puto de um jornalista que seja contra a bizarra redução da Selic e contra a atual política monetária. Não me lembro de outro Banco Central que tenha sido tão protegido e incensado como este. Deve ser o charme do Campos Neto.

    Essa é a desgraça de se ter uma imprensa e uma oposição incompetentes. Em vez de criticarem o essencial (condução da moeda), perderam-se no trivial (Queiroz, lojas de chocolates, rachadinhas, cheques irrisórios pra Michelle, mansão comprada legalmente por um funça) e com isso se desmoralizaram por completo.

    Se tivessem batido na política monetária ultra-heterodoxa lá atrás, a situação hoje estaria melhor. (Creio que a imprensa quer o "bem do país", certo?).

    Nunca antes na história desse país a oposição e a mídia foram tão amadoras.
  • Bolsocaro  06/03/2021 07:07
    Fique em casa, economia a gente vê depois.
  • Fabrício  06/03/2021 13:32
    O depois já chegou. Só que todo mundo ainda continua em casa. Acho que não foi bem isso que os coronalovers previram.
  • Nabucodonossor  10/03/2021 19:15
    Desde setembro de 2019 já havia informes sobre a explosão de preços...
  • Individualista  06/03/2021 02:33
    Pessoal, qual site vocês me indicam pra confirmar os dados sobre covid em SP e no Brasil? Estamos em uma segunda onda mesmo?
  • Otávio  06/03/2021 02:57
    Não há nenhum que seja confiável.

    Vou repetir o que já disse em outro lugar: ninguém morreu de gripe normal em 2020. E, pelo visto, nem de dengue. Por quê? Pergunte a qualquer médico ou enfermeiro que trabalha em hospital ou pronto-socorro: todos eles são obrigados a declarar "Covid-19" como causa mortis de qualquer pessoa que tenha morrido de qualquer outra doença.

    Motivo: planos de saúde e seguros de vida, por lei, são isentos de arcar com os custos de mortes causadas por uma pandemia, o que faz perfeito sentido econômico.

    www.conjur.com.br/2020-abr-01/direito-civil-atual-seguros-privados-cobrem-eventos-associados-pandemias

    E eu nem acho que eles estão errados. Ao contrário: não faz sentido eles serem obrigados a pagar por algo que não está no contrato e cuja veracidade ninguém comprova.

    Mas o ponto é: por causa dessa prática, esse número oficial de mortos divulgado está extremamente inflado. Pessoas que efetivamente morreram de Covid (e não com Covid) não chega nem às metade do divulgado. E estou sendo conservador na estimativa (tem médico que jura que o número real não chega a 20% do divulgado).

    Com essa notícia aí da dengue, você pode com 100% de certeza saber que todos os mortos de dengue foram contabilizados como mortos por Covid-19.

    P.S.: dizem que as UTIs dos hospitais públicos estão lotadas. Ué, e quando foi que não estiveram? Apenas veja este compilado de notícias e as datas. Bem curioso:

    twitter.com/b1ancap/status/1367445740604301318/photo/1
  • Felipe J.  07/03/2021 00:47
    Eu acrescentaria mais um fator: a falta de tratamento precoce para a doença (e não estou falando da HCQ, visto que existem outras drogas testadas e utilizadas a contento). O protocolo de muitos municípios tem sido primeiro testar, o que implica em aguardar 5 dias após o início dos sintomas para fazer o teste rápido ou o PCR, e, dando positivo, enviar para casa até agravamento (falta de ar). Neste ponto, a vaca foi pro brejo, porque o indivíduo precisa de entubação. Colegas meus que foram enviados para casa no atendimento do SUS foram atrás de atendimento particular e receberam receita de medicação (repito, não foi usada a HCQ, pra quem gosta de alegar que ela não funciona; reforço isso, porque existem tratamentos alternativos com outras drogas) para tratamento precoce e se recuperaram rapidamente. Não entendo até agora o porquê dessa negligência médica a nível nacional, que não é praticada nem com dengue, que também é considerada uma doença grave.
  • Jeferson Vasquez  07/03/2021 06:53
    ''Não entendo até agora o porquê dessa negligência médica a nível nacional, que não é praticada nem com dengue, que também é considerada uma doença grave.''

    Fácil responder, universidades cheias de esquerdistas ''humanistas'' fãs de Karl Marx, Che Guevara e afins, com raras exceções claro! Como Dr Anthony Wong, Dra Nise Yamaguchi e Dr Alessandro Loiola por exemplo! Esses são exceções! Acho que já viu a própria imprensa censurando esses 3 mencionados!
  • anônimo  07/03/2021 04:11
    Sobre esse assunto, eu estou com uma suspeita:

    Indivíduos reagem a incentivos.
    Há grupos que desejam que a situação de caos permaneça, seja de forma aberta, velada ou até mesmo inconsciente.
    "Siga o dinheiro", diria Rothbard.
    Pois bem, lobbistas, professores, varejistas, funças, setor médico-hospitalar-farmacêutico, empresários do setor exportador, políticos, OMS, etc. Dentro destes grupos, é quase certo que haja algumas cabeças faturando como nunca.
    No meu estado por exemplo, no começo da pandemia, em março do ano passado, o governo criou uma espécie de força-tarefa que reúne profisionais de várias pastas para tomar as decisões técnicas no combate ao vírus. Também passou a dar uma gratificação financeira aos profissonais da chamada "linha de frente", como forma de reconhecimento e valorização pelo esforço e sobrecarga de trabalho. Sem surpresa, os médicos formam o grupo que ganha a maior destas gratificações. Os outros cargos ganham entre 2/3 e 1/3 da quantia dos médicos, varia.
    Ocorre que essa gratificação, criada por decreto, tinha um prazo de duração. Porém, como a crise não termina, ela vem sendo extendida por novos decretos. Não posso afirmar que exista correlação e causalidade, mas às vezes tenho a impressão de que sempre que o prazo para encerrar esse auxílio está próximo, eis que surge um novo evento ameaçador, o qual é catalisado pela imprensa alarmista (que também deve ter aumentado as suas receitas, haja vista todo mundo em casa voltando a assistir TV) e assim todos os grupos privilegiados passam a agir com furor, cada qual querendo mostrar "mais serviço", às vezes até se estranhando uns com os outros e se contradizendo, gerando um círculo vicioso, quase um moto-perpétuo.
    Como todos aqui devem saber, já tivemos: segunda onda, festas clandestinas, aglomerações, afrouxamento das restrições, eleições, festas de final de ano, jovens na madrugada que levam o vírus para casa, novas cepas (reino unido, amazonas). Agora falam em terceira onda... Some-se a isso tudo a birra política de quem não gosta do biroliro e a clássica ineficiência estatal para lidar com qualquer tipo de crise.
    No estado de vocês medidas semelhantes foram adotadas? Nos municípios?
  • sem nome  08/03/2021 12:01
    "Indivíduos reagem a incentivos" vou colocar essa frase em um quadro na parede. Eu estava estudando o funcionamento da Lightning Network do Bitcoin e comecei a pensar sobre a ação humana no processo. Por que as criptomoedas funcionam? cheguei nessas duas pedras fundamentais "indivíduos agem por interesse próprio" e "indivíduos reagem a incentivos". Chego aqui e vejo essa frase no topo do seu comentário. Só falta identificar o autor, se alguém souber agradeço.
  • anônimo  08/03/2021 14:50
    A frase eu não sei se é exatamente essa, mas a teoria acredito seja do economista Gary Becker.
  • Jeferson Vasquez  07/03/2021 06:55
    Se estressar com essa praga só vai diminuir a sua imunidade e facilitar a contaminação por essa coisa! Melhor desligar a TV e ler um livro, comer e beber coisas saudáveis, praticar boxe e etc..........
  • Nabucodonossor  10/03/2021 20:38
    Tenho este entendimento também... www.youtube.com/watch?v=Xn2utNCcRwY
  • Alexandre  06/03/2021 11:11
    "O êxito pode gerar coragem e proporcionar autoconfiança, mas a sabedoria advém somente das experiências de ajustamento dos resultados dos fracassos. Os homens que preferem as ilusões otimistas à realidade nunca se tornam sábios. Somente aqueles que enfrentam de frente os fatos, ajustando-os aos ideais, podem alcançar a sabedoria. A sabedoria inclui tanto os fatos, quanto o ideal e, por conseguinte, salva os seus devotos dos dois extremos estéreis da filosofia – o do homem cujo idealismo exclui os fatos, e o do materialista que é desprovido de abertura espiritual."
  • Cristian  06/03/2021 14:05
    Conservador? Essa parte não entendi mesmo.

    Até onde eu sei, conservadores defendem alguma forma de estado.

    Quanto ao conteúdo do artigo, concordo. Se "isolar" em uma ilha deserta além de não vencer o inimigo, não é definitivo dizer que estará a salvo dele, pois, vai que ele resolva invadir essa ilha? E aí como que faz? Foge pra outra?

    Se envolver na política, na esperança que vai destruir o inimigo por dentro é válido sim, porém é quase que um suicídio e o artigo explana muito bem isso.

    Acredito que nós libertários não podemos abandonar essa luta, no entanto, também temos que saber como lutar ela.

    Penso que se seguirmos os passos dos marxistas que foi de invadir as artes, a educação, a literatura, o cinema, o teatro e todos os setores de comunicação criamos uma enorme chance de vencer. Vale lembrar que aqui no Brasil por exemplo, o golpe de 64 não foi uma grande derrota para aqueles comunistas, muito pelo contrário, foi a maior vitória deles. Graças a esse episódio, posteriormente eles cometeram toda essa invasão e está ai o resultado.

    E cada vez mais o estado está se despindo perante a sociedade e mostrando realmente o que ele é. O Brasil talvez esteja na vanguarda disso? Penso que sim.

    Para nós libertários está fácil nesse início de século 21 espalharmos o movimento libertário, pois todo dia temos material novo para ser trabalhado e a tecnologia de comunicação está em um nível nunca visto antes, o que torna um facilitador no processo.

    Só um adendo, defender libertarianismo nas redes sociais (ao menos em 90% delas), em minha opinião, é o mesmo que tentar enxugar gelo. É incrível como o ser humano abusa de sua estupidez nessas plataformas e simplesmente se esquece que tem capacidade cognitiva. Penso que as redes sociais pode ser uma abertura ao ideal libertário, mas não o meio e o fim.

    Sites e fóruns como o Mises Brasil são excelentes ferramentas, pois aqui por exemplo, por não ter os malditos botões de curtir e compartilhar, quem vem aqui, vai ter que pensar antes de escrever, mesmo que seja um monte de baboseiras. Fato, é que vai ter que ser de autoria própria e não a porcaria de um meme ou algo que outro disse e com isso se considerar inteligente e humano.
  • Conservadores  07/03/2021 04:52
    Rothbard certamente se refere aos conservadores norte-americanos. Ainda que eles defendam o estado, eles preservam valores de liberdade e livre-mercado. E principalmente, tem uma tendência a serem anti-establishment.
    Rothbard se via como aliado dos conservadores no final de sua vida, para enfrentar marxistas, progressistas e social-democratas que são certamente a maior ameaça a liberdade e fortalecem o estatismo.
  • Phundação  07/03/2021 10:49
    A minha parcela de contribuição eu já dei, e de forma contundente e irrefutável, pedi exoneração do serviço público certo e estável, agora estou aqui no Mercado privado, desempregado e com o meu comércio fechado desde 2020 (e para sempre).

    Quem puder contribuir comigo, não peço doação e tampouco esmola, apenas peço que acesse e acompanhe a Phundação, que é o nome/marca por trás do meu projeto e adquira produtos da loja.

    Também escrevi um livro com mais de 625 páginas, que diga-se de passagem também consta nas minhas redes.

    Avante Brasil!

    Estou fazendo a minha parte.
  • Richard  07/03/2021 13:31
    A razão da desistência é simples, e vem de uma frase feita bem clichê: a paz é melhor do que estar certo.
    Largar essa 'luta' (sem chance de vitória, como todos sabemos) e buscar a pacífica vida no campo, ou a mera paz interior, é muito mais produtivo do que passar a vida lutando contra algo que não quer enxergar.
    Primeiro você percebe o erro, depois você tenta avisar, caso ninguém queira enxergar, basta abandonar e viver sua própria vida. Assim como todas as pragas (sociais ou não) da história, isso só se resolve com o tempo, depois de atingido o caos, sempre foi assim, então nossas ações irão no máximo atrasar, mas evitar jamais.
  • Jeferson Vasquez  08/03/2021 00:15
    Seus filhos irão herdar os frutos da sua tal desistência e serão malditos por isso!
  • Richard  08/03/2021 09:50
    Meus filhos passarão pelo mesmo que nós, e os filhos deles também... Mudará talvez um pouco a intensidade, mas a única verdade é que nossas ações são irrelevantes.
  • Jeferson Vasquez  08/03/2021 17:03
    Se os cristãos durante as cruzadas entre 500dc e 1500 pensassem como você, seria um muçulmano falando assalamaleko agora! Tá justificando omissão pra tirar o corpo fora! Covarde!
  • Richard  08/03/2021 20:20
    Vai lá então, vai discutir, vai protestar, depois volta e conta pra nós os resultados.
  • Jeferson Vasquez  09/03/2021 21:59
    Sua resposta já diz tudo!
  • Ronaldo Silva  07/03/2021 16:00
    Muito bom texto! Porém estamos olhando os acontecimentos em plano fechado, porque estamos usando entrol. Toda grande mudança humana decorre da mudança técnica. A técnica está alcançando o seu limitar com a 4ª Rev Industrial. O tipo de técnica que está sendo dissipada no mundo, alterou a tecnologia e a ciência, afetando profundamente as relações econômicas e sociais, desnudando a decadência da democracia, das ideologias e do Estado. A técnica, que está agora no topo do mundo, é por si só totalitária. Nós, conservadores e libertários, temos que ter consciência dessa nova realidade e deixarmos as belas e comodas cidades para vivermos em localidades menores, que sempre foram dominadas pelo poder estatal. O povo não conhece as nossas ideias. Não será pela internet que eles nós apoiarão. Eles são práticos e não teóricos, necessitam de conviver com alguém para assimilarem suas ideias. Não mudaremos as coisas sem colocarmos os pés nas estradas terrestres e aquáticas. Os cristãos destruíram Roma por meio de suas comunidades, que foram interpretadas erroneamente como comunidades isolacionistas. É preciso invadir o território que sustenta o poder do Estado.
  • Jeferson Vasquez  10/03/2021 17:52
    Igual quando os Cavaleiros do Zodiaco invadiram o inferno e trucidaram hades de uma vez por todas na ultima guerra santa! A ultima de todas as guerras!


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