clube   |   doar   |   idiomas
"Sou a favor da liberdade de opinião, mas…"
"essa liberdade acaba onde começam minhas sensibilidades"

Textos que tratem da liberdade de opinião parecem dispensáveis diante da crença de que esse valor estaria consolidado no Ocidente. 

Em Sobre a Liberdade, John Stuart Mill, inicia o capítulo intitulado "Da Liberdade de Pensamento e Discussão" afirmando que é de se esperar que não seria mais necessário discorrer sobre os males associados ao controle governamental de idéias. Também na Inglaterra, na mesma época, Herbert Spencer declara em O Direito ao Livre Discurso que seria supérfluo repetir o Areopagítica, o panfleto que John Milton escreveu em 1644 para defender o fim do sistema de licenças para publicações.

A mesma crença é comum em nossa própria época. Afinal, a adesão à liberdade de expressão ainda exige de seus oponentes, como um tributo, a afirmação de que eles seriam "favoráveis à liberdade de opinião" antes do fatídico "mas", que invariavelmente se segue e esvazia tal declaração. 

Ademais, o anseio pelo controle do pensamento sempre existiu, em especial entre alguns intelectuais, movimentos políticos e grupos religiosos. Porém, quando a defesa da censura extrapola esses círculos e contamina o resto da sociedade, devemos nos preocupar seriamente com a sinceridade do compromisso com esse valor.

O cenário atual

Na academia, no jornalismo, nas grandes empresas e nas redes sociais tornou-se natural censurar e pedir a demissão de pessoas que ousam contrariar determinadas opiniões ou mesmo violar o código de termos permitidos por aqueles que buscam controlar a linguagem e instrumentalizar o ensino. 

Quem questiona algum dogma presente é visto como ignorante ou imoral, um criminoso que espalha falsidade e ódio entre aqueles tidos como menos capazes de pensar por si próprios. 

Esse paternalismo, por sua vez, suscita o clamor por controle estatal do fluxo de informação, sem que sejam expressos temores significativos a respeito da vontade e da capacidade que autoridades responsáveis pelo controle teriam para separar a verdade da falsidade. Ao mesmo tempo, o debate racional é novamente substituído pela mais tosca das falácias, que dispensa a análise do conteúdo das idéias em favor do ataque aos seus autores, bastando que esses sejam "denunciados" como membros de alguma classe imaginária de inimigos. 

Além da censura, também a defesa da agressão física se torna cada vez mais comum nesse ambiente não acostumado com a multiplicidade de pontos de vista. Pessoas com mentalidade autoritária rotulam de "fascistas" e "nazistas" quaisquer opiniões diferentes das próprias; e os oponentes intelectuais, assim desumanizados, são vistos como ameaças à civilização, devendo ser combatidos pela força física.

Recorrendo a Mill

Cada um desses fenômenos assustadoramente retoma práticas comuns em regimes autoritários, o que faz com que o clima político e intelectual moderno lembre as ficções distópicas de autores como Zamyatin (Nós) e Orwell (1984) e os modernos censores "politicamente corretos" pareçam tragicomicamente com inquisidores moralistas de tempos mais remotos.

Diante do presente grau de deterioração do compromisso com a liberdade, são cada vez mais necessárias re-exposições dos fundamentos da liberdade de expressão. Neste artigo, reproduziremos, com comentários relativos ao cenário atual, os argumentos de J. S. Mill contidos no segundo capítulo de Sobre a Liberdade. Essa escolha foi feita tendo em vista o caráter sistemático da argumentação desse autor e ao fato de que ele identifica com sucesso o cerne da questão.

Iniciemos destacando algumas conclusões do texto de Mill, especialmente relevantes para o nosso tempo:

i) sendo o conhecimento falível, o aprendizado ocorre de forma descentralizada, por tentativas e erros, sendo a liberdade condição necessária para tal;

ii) a censura tem sempre como origem a presunção de superioridade intelectual ou moral e é historicamente demandada não por vilões, mas por pessoas que se consideram esclarecidas;

iii) mesmo se fosse possível estabelecer com certeza que uma opinião é falsa, isso não justifica sua supressão;

iv) o duplo padrão aplicado ao julgamento de opiniões majoritárias e minoritárias induz a autocensura, que constitui um dos piores inibidores do progresso.

Mill contempla em sua argumentação três possibilidades: uma opinião que se pretende calar pode ser verdadeira, conter elementos de verdade ou ainda ser completamente falsa. No primeiro caso, a censura evidentemente rouba da humanidade os benefícios que seriam gerados pela verdade suprimida. Menos óbvio é a capacidade de identificar a verdade de forma inequívoca. Essa é a ocasião para identificarmos os elementos responsáveis pelo progresso do conhecimento no texto de Mill.

O autor parte de bases falibilistas, isto é, da idéia de que proposições podem ser verdadeiras ou falsas, mas não temos condições de estabelecer sua veracidade de forma inequívoca. Em especial no que diz respeito aos assuntos polêmicos, nas palavras de Mill, "nunca podemos ter certeza de que seja falsa a opinião a qual tentamos sufocar".

Encontramos no texto desse autor os dois elementos centrais de uma teoria falibilista sobre o crescimento do conhecimento: pluralismo e crítica. 

Quando o conhecimento for limitado diante da complexidade do mundo, o aprendizado ocorre se houver simultaneamente liberdade para expor soluções diferentes para os problemas e disposição a examinar criticamente essas soluções.

O papel da crítica

Considere em primeiro lugar o papel da crítica. Para Mill, "toda a força e todo o valor do julgamento humano dependem … de uma única propriedade – de que este pode ser corrigido quando errado". As duas fontes de identificação de erro apontadas pelo autor são a discussão racional e a experiência empírica, que por sua vez dependem da disposição a escutar objeções que possam ser feitas a qualquer explanação que gostamos.

Como a disposição a escutar hoje é mais ameaçada pela falta de discussão, destacaremos esse primeiro fator. É cada vez mais comum encontrarmos pessoas que nutrem a ilusão de que suas próprias opiniões seriam embasadas em evidências empíricas enquanto as dos demais derivariam de mera ideologia. Para aqueles que enxergam um potencial terraplanista em toda pessoa com opiniões diferentes, a leitura do capítulo de Mill é bastante útil. 

Mill observa que, para que fatos e raciocínios realizem seu trabalho de correção de erros, é necessário antes que os mesmos sejam apresentados. Nos termos do modelo de aprendizado aludido acima, não faz sentido falar em correção de erros sem que se conheçam os candidatos à solução dos problemas, que fornecem o material para que dados sejam interpretados. 

Conforme cresce a complexidade do assunto estudado, além disso, aumenta o número de explanações antagônicas compatíveis com o mesmo conjunto de dados e em particular nos assuntos relativos à política e sociedade, parte considerável do trabalho intelectual envolve a crítica de teorias rivais. 

Furtar-se da tarefa de se familiarizar com as diferentes explicações seria portanto postura incompatível com o progresso do conhecimento. Nas palavras de Mill

O homem que conhece apenas o seu lado da questão não sabe muita coisa. Suas razões podem ser boas, e é possível que ninguém seja capaz de refutá-las. Mas se for igualmente incapaz de refutar as razões do lado contrário, se não estiver em condições de saber o que são, não possui fundamentos para preferir uma opinião à outra.

Para que se leve a sério a tarefa proposta, evitando distorções fáceis, não bastaria ainda conhecer uma teoria rival a partir das descrições apresentadas por adversários, sendo necessária a leitura dos argumentos formulados por seus melhores defensores. Com efeito, nas discussões modernas na internet, dificilmente os debatedores passariam no teste que os convidaria a expor um esboço das teorias que rejeitam com tanta confiança.

Mesmo entre pesquisadores profissionais, a pretensão do conhecimento gerada por crenças metodológicas não-falibilistas resulta em dogmatismo, como mostrou Hayek em sua Contrarrevolução da Ciência. Para Mill, do mesmo modo, "a tendência fatal dos homens a desistir de pensar sobre algo quando não mais é duvidoso causa metade de seus erros."

Em resumo, para Mill o conhecimento falível é aperfeiçoado pela crítica, sendo o progresso um fenômeno que ocorre em meio à dúvida, diversidade, controvérsia e estudo sério de posições contrastantes, e não pela uniformidade de pontos de vista e estabelecimento de autoridades. 

Essa conclusão é expressa por meio de uma objeção retórica: "Mas como! (poderão perguntar) A ausência de unanimidade é condição indispensável do verdadeiro conhecimento?" Sim. Do mesmo modo que os economistas austríacos apontam para os equívocos gerados pelas análises de equilíbrio que proíbem o processo de mercado, barrando as atividades competitivas necessárias para que o conhecimento seja gerado, Mill argumenta que não existe aprendizado sem diversidade.

Essas idéias fornecem a base do ataque do filósofo inglês à censura. Sua argumentação não trata do mais óbvio direito à livre expressão dos censurados, mas das consequências não-premeditadas da censura. Concentra-se assim nos malefícios para a sociedade induzidos pelo bloqueio do processo de aprendizado por tentativas e erros, independente de uma opinião vetada ser verdadeira ou falsa.

O objetivo do controle das ideias

Devido ao valor da liberdade de pensamento como fonte de progresso intelectual, são condenadas tentativas de controlar a opinião, sobretudo no caso de censura pautada pela opinião pública. Nas famosas palavras de Mill:

Se todos os homens menos um partilhassem a mesma opinião, e apenas uma única pessoa fosse de opinião contrária, a humanidade não teria mais legitimidade em silenciar esta única pessoa do que ela, se poder tivesse, em silenciar a humanidade.

Depois de rejeitar a censura devido ao bloqueio do processo de aprendizado, Mill passa a investigar as razões que levam as pessoas a defenderem o controle das idéias. Para que tenhamos consciência dos perigos envolvidos no moderno flerte com a censura, é importante reconhecer que ela não é imposta por pessoas malévolas, mas por indivíduos sinceramente preocupados com a verdade e justiça.

Mill associa a censura à presunção de infalibilidade. Essa relação não recebe a consideração devida porque os sentimentos de superioridade moral e intelectual são sutis — se questionada explicitamente, nenhuma pessoa se declararia infalível. 

Para Mill, no entanto, isso não significa que as pessoas levem em conta em seus julgamentos a precariedade de suas convicções:

Infelizmente para o bom senso dos homens, ocorre que sua falibilidade está longe de exercer sobre seu juízo prático a influência que sempre se lhe permite na teoria, pois embora cada um se saiba perfeitamente falível poucos julgam necessário tomar precauções contra sua própria falibilidade, ou admitir a suposição de que uma opinião qualquer, da qual se sentem muito seguros, possa ser um dos exemplos de erro a que reconheçam estar sujeitos.

De fato, não é fácil reconhecermos a nossa própria ignorância: aqueles que pontificam cheios de certeza sobre assuntos sobre os quais pouco leram gostam muito de citar o Efeito Dunning-Kruger, que justamente constata que aqueles que menos estudaram algo demostram maior confiança em suas opiniões.

O texto de Mill explora diversas situações nas quais se manifesta a presunção de infalibilidade. Para ele, as pessoas tendem a tomar como certas as convicções dos grupos aos quais pertencem, mesmo sabendo que grupos diferentes, em épocas diferentes, nutriam crenças hoje descartadas, fato que deveria induzir humildade intelectual.

Um exemplo curioso é a formação de bolhas de indivíduos com opiniões homogêneas em redes sociais. Boa parte das pessoas preocupadas com isso ironicamente propõem restrições aos modos de associação que na prática equivalem à presunção de que elas próprias pairariam acima do fenômeno, como uma elite de clérigos autorizados a ler textos heréticos. 

Não ocorre a elas que as políticas de controle propostas privilegiem crenças derivadas da bolha do próprio censor e possam resultar na redução da diversidade de opiniões que pretendem combater.

O pressuposto de infalibilidade também se manifesta, para Mill, entre aqueles que afirmam que a liberdade de opinião não pode ser levada ao extremo. Aqueles que recomendam livre discussão apenas para casos duvidosos supõem infalibilidade ao arrogar para si o direito de determinar o que é conhecimento certo e o que é conjectural: "Dizer que uma proposição é certa, enquanto há alguém que lhe negará a certeza se lhe permitirem, mas a quem não permitem fazê-lo, significa assumir a nós mesmos e aos que concordam conosco como juízes da certeza e juízes que não ouvem o outro lado."

Retoricamente, a defesa do controle de informações transita sutilmente de proposições óbvias, para as quais esse controle pode parecer razoável, para questões mais complexas. Pergunta-se com frequência ao defensor do falibilismo se ele negaria afirmações como "um mais um é igual a dois" ou "é errado o espancamento de bebês". Mas, na prática, raramente observamos censores preocupados com a difusão de aritméticas exóticas em vez de opiniões políticas que os desagradem.

Lênin, que antes da revolução se dizia defensor da liberdade de imprensa, logo após a mesma determina, em decreto de 27 de outubro de 1917, que órgãos da imprensa poderiam ser fechados "se semearem confusão através de óbvia distorção difamatória dos fatos", ou, traduzindo para a linguagem moderna, "qualquer pessoa pode ser calada se for pega semeando confusão por meio de fake news". 

Isso não revela apenas oportunismo e inconsistência por parte do ditador: dada sua fé ilimitada no referencial teórico que emprega, qualquer coisa que contrarie suas crenças será sinceramente vista como mentira inequívoca, cuja divulgação consiste em crime.

Do mesmo modo, partindo de exemplos concretos de notícias falsas, o defensor do combate às fake news por meio de censura invariavelmente classifica material contendo opiniões polêmicas de que não gosta como se fosse relativo a fatos verificáveis, ilustrando o deslocamento do argumento de proposições incontroversas para questões debatidas. 

Enquanto a perspectiva falibilista celebra a diversidade de opiniões como fonte de aprendizado e confia na crítica como método falível de combate à falsidade, a defesa do controle deposita sua fé na infalibilidade do censor que guia seu rebanho. Se a diversidade implica necessariamente convivência com o erro, a alternativa resulta em tornar universal um erro particular. 

Portanto, partindo-se da perspectiva falibilista, que compara arranjos institucionais em termos de sua capacidade de correção de erros, é completamente equivocada a crença de que "fake news não é liberdade de opinião". Pelo contrário, esta última pode ser definida como a liberdade dos outros dizerem algo que cada um considera ofensivo.

A censura do verdadeiro, ou: "se me desagrada, deve ser censurado"

Além de examinar a censura aplicada a algo que possa ser verdadeiro, Mill contempla ainda as possibilidades de que o material censurado possa ser falso ou ainda contenha algum aspecto da verdade. Iniciemos por essa última, que adiciona elementos importantes ao argumento exposto no último parágrafo. 

O desenvolvimento do conhecimento humano, no texto de Mill, não implica necessariamente a substituição de falsidades por verdades, ou teorias mais restritas por teorias mais gerais, sendo comum que perspectivas diferentes contenham elementos diferentes da verdade e que parte desta deixe de ser considerada mediante o abandono de um ponto de vista. Se de fato for o caso que raramente a verdade toda esteja concentrada em apenas um ponto de vista, a censura também será prejudicial. 

Nas palavras de Mill, "quando se encontram pessoas que, em relação a qualquer assunto, formam exceção à manifesta unanimidade do mundo, mesmo se o mundo estiver certo, é sempre provável que os dissidentes tenham a dizer algo digno de se ouvir, e que a verdade perca muito com seu silêncio."

Essa observação ganha importância se considerarmos que, como notaram diferentes filósofos e cientistas depois de Mill, o crescimento do conhecimento se dá pela recombinação entre idéias, algo que possibilita a exploração de consequências não antecipadas de conceitos retirados de outras tradições. Esse argumento se aplica não apenas à ciência; a política, em uma democracia, também requer a diversidade de pontos de vista, não uma perspectiva única tida como politicamente correta.

Considere mais uma vez a moderna defesa do controle do fluxo de informações em meios eletrônicos. Como a pretensão de infalibilidade do censor resulta, na prática, não no combate de mentiras, mas na supressão de opiniões divergentes, os limites aos abusos dos dirigentes, impostos pelo livre debate, são atenuados se as críticas só puderem ser feitas a partir de uma perspectiva ideológica particular. 

Nesse sentido, os órgãos tradicionais da imprensa põem a perder seu legado de luta pela liberdade de opinião diante da expansão de formas rivais de comunicação, experimento natural que os força a revelar se, por liberdade de opinião, se referiam apenas à sua própria e não à liberdade de expressão propriamente dita. 

Novamente, o conceito se torna vazio se não for definido como o direito do outro dizer o que me desagrada.

Os ungidos, Popper e a presunção da infalibilidade

A presunção de infalibilidade tem origem intelectual e moral. Consideremos mais de perto esse último aspecto. 

Para Mill, a presunção de infalibilidade gera as mais terríveis consequências quando uma opinião censurada é qualificada como imoral, pois a sensação de certeza é mais intensa. 

Sobre o julgamento de Sócrates, o autor especula que seus acusadores não seriam homens maus. Da mesma forma, a censura e perseguição aos cristãos no Império Romano muitas vezes teria partido de governantes esclarecidos, que tinham convicção moral de que estavam certos.

Embora evoque a lembrança de inquisidores do passado, a convicção moralista é central no debate político contemporâneo, em especial no que diz respeito à ideologia do "politicamente correto". Por si só, essa expressão implica a negação de uma sociedade livre, pois substitui o debate entre pessoas com pontos de vista diferentes sobre quais seriam as políticas mais apropriadas por uma visão simplista que atribui verdade e justiça a um ponto de vista particular.

A melhor análise do aspecto moralista da ideologia contemporânea é feita por Thomas Sowell, que a rotula "visão dos ungidos". 

Como os ungidos não estão familiarizados com a existência de teorias rivais e com análises sobre a eficácia de políticas alternativas — que os levariam a considerar a existência de trade-offs, consequências não-premeditadas de políticas bem intencionadas ou ainda custos de diferentes arranjos institucionais —, adotam uma perspectiva política maniqueísta, que classifica os indivíduos como favoráveis ou contrários a algum fim, em vez pessoas que divergem sobre meios. 

Como identificam automaticamente sua opinião política com a defesa de cada causa, se colocam como os esclarecidos, que possuem consciência dos problemas sociais, em contraste com os ignorantes, que precisariam ser educados pelo seu exemplo e protegidos da desinformação. 

A análise de Sowell ilustra de forma perfeita a tese segundo a qual a presunção intelectual e moral tem entre suas causas a desconsideração pelo caráter falível do conhecimento e entre suas consequências o autoritarismo.

Outro exemplo do mesmo fenômeno é o ressurgimento da defesa da violência física contra quem professa opiniões diferentes. Também nesse caso a pretensão de infalibilidade se revela pela transferência da argumentação do certo para o duvidoso. 

O primeiro passo da defesa invoca um trecho de uma nota de rodapé da Sociedade Aberta e Seus Inimigos, na qual Popper se refere ao paradoxo segundo o qual uma sociedade livre não poderia tolerar intolerantes, que utilizam "punhos e pistolas" em vez de argumentos. O segundo passo aplica essa idéia a um mal inequívoco, como o nazismo ou o fascismo. O terceiro passo, crucial mas implícito, classifica como fascista qualquer opinião contrária à própria, justificando em nome da tolerância o uso de punhos e pistolas.

As pessoas com inclinações autoritárias fascinadas por essa nota de rodapé deveriam ler também o corpo do texto ao qual ela se refere. Nele, Popper rejeita a abordagem política que indaga quem deveria governar (o bom, justo, o sábio, a maioria etc.), questão que gera uma série de paradoxos (eleitos optando por ditaduras, bons cedendo a maioria, esta cedendo ao mais inteligente etc.). 

Para Popper, esses paradoxos teriam relevância menor se mudarmos de perspectiva. Em vez de nos preocuparmos em conferir o poder a um governante ideal enquanto nos decepcionamos eternamente com as alternativas concretas, a análise deveria indagar como podemos limitar a capacidade de um mau governante fazer estragos. 

Se tivermos em mente a sugestão de Popper, o maior autor falibilista do século XX, a questão se inverte completamente: quais seriam as instituições que inibem a possibilidade de que pessoas dogmáticas, imbuídas de certezas alimentadas pelo desconhecimento de perspectivas alternativas, tenham a liberdade de saíram por ai batendo em pessoas que discordam delas?

A justificação da violência através da pretensão de conhecimento não é fenômeno recente. O moderno "antifascismo" tragicamente imita estratégia comum em regimes totalitários do século XX. Nos campos de trabalhos forçados soviéticos, os presos políticos classificados como fascistas eram em sua maioria originalmente fiéis a ideologia coletivista prevalecente, mas que divergiram marginalmente sobre algum detalhe do credo ou foram presos devido a uma ação contra alguma classe de "inimigos do povo". 

Muitos investiam contra a liberdade de fascistas imaginários — aquelas pessoas que nutriam opiniões diferentes das suas — para descobrirem no instante seguinte que eles próprios seriam os "fascistas" da vez.

Censurando o falso

Resta ainda considerar a terceira possibilidade contemplada por Mill: a censura de opiniões patentemente falsas. 

De forma consistente com sua crença de que a razão se nutre da livre discussão, também nesse caso o autor rejeita a censura. Dois motivos são apresentadas. 

Uma crença verdadeira seria um dogma morto se fosse apenas repetido, herdado por argumento de autoridade, sem que as pessoas saibam em um debate com as idéias falsas apontar as razões que a sustentam. Um exemplo moderno é fornecido pelo terraplanismo, que forçou muitas pessoas a travarem contato com os argumentos e experimentos que o refutam, em vez de apenas aceitarem a tese correta como informação decorada na escola ou já esquecida.

Para Mill, não apenas os motivos que sustentam uma proposição seriam desconhecidos na ausência de discussões, mas também o próprio significado da proposição. Nossas crenças teriam pouco impacto sobre nossa ação se fossem repetidas mecanicamente, sem que nuances sobre seu significado fossem avivadas pelo debate, modificando nosso comportamento. Podemos oferecer como exemplo o próprio compromisso com a liberdade de opinião, hoje valor apenas defendido nominalmente, que só pode ser revivificado pela discussão dos fundamentos desse valor.

A autocensura decorrente da pressão pública

Mill dedica o final de seu texto para enfatizar os malefícios da censura autoimposta, sob a pressão da opinião pública.

O autor nota uma assimetria entre opiniões comuns e opiniões mais raras. A liberdade que um defensor de opiniões majoritárias tem para empregar sarcasmo, comentários injuriosos e "discussão intemperada" não se permite ao defensor de posições minoritárias, que tem que medir cada palavra para não ofender, gerar reação desmedida contra si, como o "cancelamento" moderno.

Mill se preocupa com a inibição do aprendizado por diversidade e crítica causada pelo policiamento a posturas impopulares, com frequência classificadas como como imorais:

A pior ofensa dessa espécie que se pode cometer numa polêmica consiste em estigmatizar, como homens maus e imorais, os que sustentam a opinião contrária. Os que sustentam qualquer opinião impopular estão particularmente expostos a esse tipo de calúnia, pois em geral são pouco numerosos e pouco influentes, e ninguém mais, além deles mesmos, tem muito interesse em ver fazer-lhes justiça.

Como o crescimento do conhecimento depende do debate entre diferentes pontos de vista, a hostilidade dirigida contra posturas heterodoxas que inibem sua manifestação prejudicam o progresso humano. 

Exemplo disso é a assimetria que encontramos na discussão política a respeito de que conduta é considerável aceitável ou condenável. Basta discordar da maioria para que sua opinião seja considerada como "discurso de ódio", ao passo que defesas explícitas de violência e preconceito, o famoso "ódio do bem", são relativizadas ou ignoradas se partirem dos defensores da ideologia padrão.

Embora a causa da liberdade de opinião tenha pouca chance de prosperar sob instituições que cada vez mais transferem as decisões para a esfera coletiva, politizando cada aspecto da vida, ainda assim, diante da frequência com a qual a censura volta a ser considerada, é nossa obrigação revisitar os fundamentos da liberdade tal como expostos por autores como John Stuart Mill.

________________________

Referências

HAYEK, F.A. The Counter-Revolution of Science: studies on the abuse of reason. Indianapolis: Liberty Press, 1979.

MILL, J.S. A Liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

MILTON, J Areopagitica; A Speech of Mr. John Milton for the Liberty of Unlicenc'd Printing, To the Parlament of England. Londres, 1644.

POPPER, K. A Sociedade Aberta e seus Inimigos. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/Edusp, 1987.

SOWELL, T. The Vision of the Anointed: self-congratulation as a basis for social policy. New York: Basic Books, 1995. 

SEBASTYEN, V. Lenin, the Dictator. Londres: W&N, 2017.

SPENCER, H. Social Statics: the conditions essential to human happiness specified, and the first of them developed. New York: R. Schalkenbach Foundation, 1995.


autor

Fabio Barbieri
é mestre e doutor pela Universidade de São Paulo.  Atualmente, é professor da USP na FEA de Ribeirão Preto.



  • Lucas Mendes  03/08/2020 17:15
    A coisa mas surreal é esse inquérito da fake news. Quem mais faz fake news é politico em época de eleição. Prometem e mentem na cara dura. E outra quem tem que regular o que é certo ou errado é o leitor. Mas uma vez querem o Estado babá regular sua vida. A ótica dessa turma só vale se forem a favor de seus pensamentos, se o contrário for é taxado de fascista, nazista, taxistas e outras alcunhas.....
  • Gabriel  03/08/2020 19:22
    "Mas uma vez querem o Estado babá regular sua vida. A ótica dessa turma só vale se forem a favor de seus pensamentos, se o contrário for é taxado de fascista, nazista, taxistas e outras alcunhas....."

    Exato. Fica claro quando você vê a "debate" que o Felipe Neto participou na GloboNews. Ele disse, com todas as letras, que a liberdade na internet é um problema porque existe um "esquema piramidal de ódio". Nesse suposto esquema existe uma "pirâmide do ódio", onde as pessoas são instruídas (!?) a disseminar Fake News e o "negacionismo da ciência".

    Só faltou ele provar tudo isso. Ele não se importou em mostrar provas desse suposto esquema, assim como os "jornalistas" que o entrevistaram também não se preocuparam em perguntar. O importante é a narrativa e, claro, colocar em evidência e promover a Greta Thunberg tupiniquim.

    A parte mais interessante do "debate" foi quando ele revelou suas verdadeiras cores autoritárias. Para a Greta tupiniquim, pessoas que concordam e compartilham essas ideias -- todas contrárias ao pensamento mainstream e do beautiful people --, são ingênuas. Elas estão sendo "usadas" nesse "esquema piramidal" e estão compartilhando "notícias falsas e negacionismo" porque são burras demais para pensarem por si próprias.

    Entendeu? É por isso que precisamos que Felipe Neto, Orlando Silva, Rodrigo Maia, David Alcolumbre e todo o beautiful people articulem com urgência o projeto das Fake News.

    Assim combatemos o ódio. Como? Calando as pessoas e dando controle total ao estado, é óbvio. Você não pode falar, compartilhar ou ler aquilo que não passou pelo crivo do Felipe Neto e dos fact checking da grande mídia.
  • Marcelo  04/08/2020 17:54
    É como se o direito de quem se sente ofendido fosse maior do que o do outro de esposar a sua opinião.
    Trata-se de mais uma modalidade de inversão da narrativa esquerdopata, que acaba com a livre expressão em nome da liberdade de expressão.
  • Élvio  03/08/2020 17:38
    O debate teórico é importante e crucial, mas ele sozinho não resolve nada. Tem que partir para o ataque em linhas práticas, exatamente como faz a esquerda. Você não vê a esquerda perdendo tempo com teorias; eles já vão direto pra porrada (censura e cancelamento).

    Durante os governos Lula e Dilma, quando sites de esquerda recebiam verba pública para criar e difundir fake news, ninguém fez absolutamente nada. Como consequências, ganharam 4 eleições seguidas e fizerem o que quiseram com o país. Nenhum meio de comunicação denunciou petrolão, eletrolão e outras coisas. Estavam todos no bolso.

    Ate que eles perderam o controle da narrativa graças às mídias sociais. E agora que perderam a bolha, querem tentar conter o estrago proibindo a difusão de conteúdo anti-esquerda que ameaçam sua hegemonia.

    E tentar combater isso apenas com palavras bonitas não terá efetividade nenhuma.
  • Régis  03/08/2020 17:43
    Concordo. Hoje mesmo o Sleeping Giants Brasil passou a coagir abertamente o Pag Seguro pelo simples fato de Olavo de Carvalho usar a ferramenta para receber doações para seu curso de filosofia. Consequentemente, toda a esquerda se uniu ao massacre.

    É questão de tempo até o Pag Seguro ceder e, com isso, asfixiar todo e qualquer movimento de direita que depende de financiamento voluntário (a esquerda não tem esse problema pois recebe grana de George Soros, de Ariana Huffington e da Fundação Ford).

    Você não vai combater isso com exposições teóricas. A única maneira é agitar para que todo e qualquer financiamento da esquerda também seja cortado. Já que a esquerda tem o poder de banir toda e qualquer manifestação da "direita", então a recíproca também tem de ser aplicada. Enquanto a direita não agitar para asfixiar financeiramente e banir toda as plataformas de comunicação da esquerda (exatamente como a esquerda abertamente faz com a direita), não há qualquer chance de jogo justo.

    Ou ambos os lados têm a mesma liberdade ou ninguém tem nenhuma. Eu prefiro a primeira opção, mas como a esquerda não aceita, então vamos ter de ir para a segunda.
  • WMZ  03/08/2020 22:43
    A esquerda alega que ela é uma santa (patrona da ciência, da razão e do moralidade; com seus seguidores sendo cientistas, intelectuais e filósofos) que não espalha fakenews e ataca o STF.Ela alega, por exemplo que fake news elegeram o Bolsonaro e o Trump

    Uma coisa prática: mostrar os fakes que ela espalha por aí (na campanha eleitoral de 2018, eu lembro do fake que falava que o Bozo foi expulso do EB e do fake que falava que a facada foi falsa) e mostrar as vezes que ela atacou o STF (na época do impeachment e da prisão do Lula, principalmente...mas comparar com os ataques da direita pois, talvez, o STF censurou a direita porque ela flertava com a ditadura militar, ou seja, examinar as motivações e tentar encontrar um caso de "dois pesos e duas medidas")

    *Eu não estou nem aí para o Bozo, nem para direita e nem para esquerda porém a ideia de censurar é da reconhecidamente esquerda e do centro

    Outra coisa interessante seria elaborar um artigo explicando quais seriam as consequências práticas e nefastas se o PL das Fake News fosse aprovado e por qual motivo prático devemos ser contra o PL

    Eu penso naquelas histórias de: "quem fiscalizará os fiscais?*", "os fiscais e os controladores dos fiscais terão o poder de controlar a verdade**" e que a mera perspectiva de que o seu conteúdo será julgado por um fiscal, o qual decidirá se é fato ou fake e que poderá punir ou constranger a pessoa do divulgador, fará com que o medo de ser mal interpretado ou propositalmente mal interpretado seja um inibidor da vontade de se expressar, principalmente aqueles que estão longe da visão do mainstream***

    *Quem me garante que os fiscais não farão mau uso do poder?

    **E se uma notícia verdadeira for taCHada como falsa porque está em desacordo com os interesses da organização fiscal (o Estado ou qualquer que seja)?...verdade ou mentira são dois conceitos bem...líquidos, facilmente travestíveis

    ***Eu não divulgaria este post se houvesse uma pena de morte para "posts que desagradam o moderador". No caso do PL, a pena de morte é a possibilidade de ser processado ou de ser declarado como mentiroso (o Pl fala mais em identificar os propagadores)

    Enfim, são várias pautas para refletir (tem a dos robôs...ora, qualquer um pode ser um robô...tem a do anonimato, ora, eu uso o anonimato para me proteger)
  • anônimo  03/08/2020 18:01
    Quando a esquerda se une pra fazer linchamento virtual, tentam fazer as tréguas com medo. Quando a direita se une pra fazer linchamento virtual, aparece a mídia falida e os políticos corruptos dando proteção e calando sua boca.

    A forma de acabar com a esquerda de vez é que empresas concorrentes apareçam e engulam empresas com marketeiras gordas de cabelo rosa. A informação descentralizada e a concorrência enterrarão a esquerda, basta saber utilizar a tecnologia.

    A fórmula 1 teve um prejuízo multimilionário por causa das ideias progressistas, quem sabe vão começar a perceber a besteira que estão fazendo ao colocar coisas de bicha em um esporte masculino.

  • Juliano  03/08/2020 18:26
    A Fórmula 1 era o único evento europeu que ainda resistia ao politicamente correto. Aí, primeiro, proibiram mulheres bonitas desfilando pelo grid de largada. Agora, um mulato de família riquíssima (e que é funcionário de uma empresa alemã) obriga todo mundo a se ajoelhar antes da largada (quem não se ajoelhar é "cancelado" e chamado de racista).
    Daqui a pouco vão exigir só motor elétrico nos casos.

    Eu já parei de assistir. Enquanto o mimado do Hamilton estiver no controle das regras, eu me recuso a dar audiência.
  • Lucas  05/08/2020 00:11
    A Fórmula 1 era o único evento europeu que ainda resistia ao politicamente correto. Aí, primeiro, proibiram mulheres bonitas desfilando pelo grid de largada. Agora, um mulato de família riquíssima (e que é funcionário de uma empresa alemã) obriga todo mundo a se ajoelhar antes da largada (quem não se ajoelhar é "cancelado" e chamado de racista).
    Daqui a pouco vão exigir só motor elétrico nos casos.

    Eu já parei de assistir. Enquanto o mimado do Hamilton estiver no controle das regras, eu me recuso a dar audiência.


    Eu também desanimei total da Fórmula 1 por conta disso. Detalhe que eu sempre fui torcedor do Hamilton - inclusive torci por ele contra o Felipe Massa em 2008(!). O piloto britânico sempre teve as "excentricidades" e os ataques de estrelismo dele e eu sempre relevei. Mas, com essa atitude, ele perdeu totalmente o meu respeito!

    Adorei saberque ao menos seis pilotos se recusaram a se ajoelhar! Foram eles: Kimi Raikkonen, Max Verstappen, Carlos Sainz Jr., Charles Leclerc, Antonio Giovinazzi e Danyil Kvyat. Do Raikkonen, eu não poderia esperar nada diferente. Ele nunca se dobrou ao politicamente correto e, por isso mesmo, tem muitos fãs. Do Verstappen a gente nunca sabe o que esperar, mas sempre o admirei pela sua firmeza e determinação e o respeito que eu tinha por ele só aumentou. O Carlos Sainz Jr. também foi um sujeito pelo qual passei ter muito respeito depois daquele documentário da Fórmula 1, e fiquei satisfeito em vê-lo não se render a isso. O Leclerc, confesso que foi uma grata surpresa! Dos outros dois eu também não sabia o que esperar e achei ótimo ter mais gente para se opor a isso.
  • Leandro  05/08/2020 00:29
    Depois que Alonso saiu, perdi completamente o interesse. Acabou a técnica.

    Para mim, Vettel e Hamilton (que só ganham quando têm os melhores carros) sempre disputaram acirradamente o prêmio de quem é o mais insuportável. Não vejo absolutamente nenhuma graça no estilo de nenhum dos dois.

    Quem se acostumou a ver ao vivo Piquet, Senna, Prost, Mansell, Hakkinen, Montoya e Schumacher (além de corridas na íntegra com Nikki Lauda e Gilles Villeneuve) é mais exigente com nível de pilotagem.

    E, vendo esses últimos acontecimentos, com toda esse politicamente correto dominando e acabando com tudo, percebo que não perdi absolutamente nada.
  • Felipe L.  05/08/2020 01:33
    O Leandro gosta de Fórmula 1, eu nunca gostei. Interessante. Daqui a pouco dará para fazer o "50 coisas sobre o Leandro Roque que você provavelmente não sabe".
  • Andre de Lima  08/08/2020 08:53
    Kimi é o cara, sempre torci por ele, exceto na época da Ferrari, não por ele, mas pela Ferrari, eu sou anti-ferrari. A Ferrari manipula a FIA e vice-versa, ou seja, é o setor privado de conluio com o "estado". Peguemos o caso em 1994 quando os recursos eletrônicos foram removidos dos carros, a propria Williams não fez choradeira como a Ferrari faz sempre que algum concorrente vem mais forte na temporada, e a Williams tinha o melhor carro na época.
    Mas o assunto em questão aqui é outro. Liberdade de expressão; falei só porque também gosto muito de Formula 1. O Hamilton sempre foi um muleque mimado, sempre. A única vez que eu o admirei foi no GP do Canadá na temporada retrasada, se não estou enganado, quando ele reconheceu que os fiscais de prova erraram em punir o Vettel que tinha vencido a corrida, e ele deixou claro pra todo mundo ver que ele reconhecia a vitoria do adversario e que os fiscais tinham cagado o pau.
  • Estado o Defensor do Povo  08/08/2020 01:37
    Quando eles pedem pra se ajoelhar, é só um ato de respeito para com as vítimas de racismo, concordo que tachar quem se recusa a fazer tal gesto de racismo automaticamente é exagero, mas também é pouca coisa pra reclamar, é um ato legítimo de combater o racismo, diferente de criminalizá-lo, e como eu sou contra o racismo eu apoio a atitude que essas competições estão tomando.
  • Imperion  09/08/2020 15:49
    Ajoelhar é ato de submissão. Eles não estão pedindo pra se ajoelhar. Estão ordenando se ajoelhar. Obrigar quem não escravizou ninguém a se culpar pra falar que está combatendo o racismo.

    Ajoelhar-se diante de outra pessoa não é ato de respeito. E o ato de atacar quem se recusa já é um ataque ao direito individual de não ser obrigado a fazer nada.

    Nova moda agora, se vc se recusa a abrir mão dos seus direitos humanos, vc é racista porque discorda do que eles impõem.
  • Revoltado  11/08/2020 17:13
    Exatamente, Imperion!

    Há cerca de onze anos (acho), em São Paulo, foi realizado um patético evento no 8 de Março do ano correspondente envolvendo marmanjos chamado "Ajoelhaço".

    Pagaria uma garrafa de 600ml da deliciosa Laranjinha Água da Serra se pudesse a quem adivinhasse pelo quê os mancebos na ocasião flexionavam seus joelhos sobre o solo tão bovinamente.

    Uma dica: ali não haviam "ratos de academia", milionários, modelos masculinos e ninguém semelhante.
  • anônimo  03/08/2020 18:10
    Já viram a mais nova brilhante interpretação da liberdade de expressão do Judiciário bananense? Se alguém aponta o dedo na sua cara dizendo que você cometeu Fake News, podem te apagar da existência.

    Ou seja, os iluminados senhores da razão ao invés de levar o caso pra um tribunal, preferem censurar os supostos mentirosos EM DEFINITIVO. Defender tal absurdo não há sentido nenhum, sob nenhum ponto de vista. Por essa mesma lógica, o STF deveria começar a banir as contas do Lula, Boulos, Haddad, Gleisi, em definitivo, por terem espalhado Fake News há pouco tempo. Total absurdo.

  • Estado o Defensor do Povo  03/08/2020 18:55
    Vou entender por cancelamento a mobilização das pessoas nas redes sociais para rejeitar uma determinada ideia, se for isso então não é porrada, é um meio privado de resolver desentendimentos, ninguém é forçado a nada em última instância.
  • Estado o Defensor do Povo  03/08/2020 18:52
    Esse é um dos motivos que eu defendo a liberdade de expressão de qualquer marxista ou socialista de internet, o discurso deles em si não machuca ninguém, apenas se los pô em prática, ter uma diversidade de ideias no meio político e econômico é uma boa coisa.

    De qualquer forma, mentir fere a ética libertária? Fere a propriedade privada? Lembrei disso quando o artigo mencionou as fake news, mas eu estou falando nos casos onde o jornalista propositalmente frauda os dados para passar um certo ponto de vista.
    Se não fere, então mentir no ato de compra e venda não fere também? Por exemplo, comprar um celular no mercado livre pra vir um tijolão no lugar, antes que alguém responda que nesse caso é diferente já que teve o seu dinheiro envolvido, e consequentemente, propriedade privada, então e no caso onde você compra um jornal impresso pra vir com dados fraudados? Teve dinheiro envolvido também.

    Eu vou assumir que liberdade de expressão envolve qualquer tipo de comunicação, mesmo que palavras não estejam envolvidas, tal como gestos e sinais, portanto, mentiras implícitas ferem a ética libertária? Por exemplo, um mendigo pedindo esmola que, na verdade, não é pobre como faz parecer ser, ele não fala nada pra ninguém, só fica de joelhos na rua, todo sujo com um pote ao lado pra colocar as moedas, mas essa sua atitude claramente é um sinal de que ele quer que as pessoas doem dinheiro pra ele, só que elas estão sendo "enganadas", e envolve dinheiro também, propriedade privada, grato a quem responder, tenho outros problemas em relação à liberdade de expressão, mas talvez eu poste outra hora.
  • Bruno  03/08/2020 20:10
    Aproveitar esse tópico para desabafar, talvez nem tenha relação direta com o próprio artigo.
    Estava eu em home office, no interior, quase roça, cidade onde nasci e cresci, pessoas simples, lugares simples, ar puro, trator, plantações, ceifas, poeira e a coisa toda. Por quatro meses em home office fiquei por lá, e eu havia esquecido a felicidade que é viver no interior, bem como da sensação 'libertária' de se andar sem máscara na rua sem ninguém te olhar torto, ou policiais te chamando a atenção.

    Semana passada voltei à cidade grande, trabalho presencial, pegar metrô, ver gente na rua, cumprimentar sem ser cumprimentado, etc., e devo admitir que minha conclusão vai ofender muitos aqui, mas como toda regra, as exceções existem - e penso que o Mises é o lugar onde essas exceções se encontram. Cheguei à conclusão inevitável que as pessoas de cidade grande são absolutamente patéticas, com seu senso de superioridade e uma absoluta covardia com qualquer potencial ameaça (seja de vírus, até de grilo essa gente tem medo). Por apenas quatro meses eu fiquei longe daqui e em uma semana eu me sinto um completo estranho nesse lugar, tendo que me voltar de novo ao álcool todas as noites - diferente do que fazia no home office.

    Eu realmente não sei se essa mentalidade se aplica apenas às grandes cidades do BR, ou se é algo universal, mas é quase uma tortura saber que para eu sair daqui meu salário precisa diminuir em R$ 10k a.m, no mínimo. Por outro lado não existe dinheiro que compre a paz de um lugar pacífico, e persiste essa 'disputa' interna do que é melhor pra si mesmo, a felicidade ou o sucesso objetivo - hoje tido como o financeiro.

    Quando venho ao Mises, essa minha vontade só se reforça, pois toda essa lavagem cerebral do coletivo que tão perfeitamente se descreve nos artigos daqui é aplicável quase que exclusivamente nas cidades grandes; nas cidades minúsculas do interiorzão desse país ninguém quer saber de político, ou mesmo de economia, só querem viver sua vida e, sim, em quase plena liberdade. Por cinco minutos que eu ando pelas ruas desse lugar, vendo 100% das pessoas usando máscara, vários usando uma merda de uma proteção de plástico que parece estarem escavando uma mina de carvão, devo dizer que nunca na história da minha vida (e não sou lá tão jovem) eu senti tanta vergonha da minha espécie.

    Espero que não rejeitem esse comentário, hoje o Mises é basicamente o único lugar em que ao menos algumas das minhas opiniões são compartilhadas.
  • Régis  03/08/2020 20:30
    Sim, eu mesmo venho dizendo aqui há um bom tempo que o futuro da liberdade está nas cidades pequenas do interior.

    No Brasil, sempre que possível, você tem de morar no interior. As capitais e as grandes cidades são barris de pólvora (a mentalidade da esquerda universitária revolucionária ainda é forte), ao passo que no interior há um maior conservadorismo, mais segurança e um maior laço entre as pessoas. E o custo de vida é bem tolerável (moro no interior do ES).

    Nesta pandemia, no interior praticamente não houve encheção de saco. Saio de casa sem máscara, respiro ar puro, e ninguém me condena. No início, políticos locais fecharam tudo (todo político é imbecil), mas já voltaram a abrir (a vantagem de viver em locais ainda não muito ricos é que não há espaço para bizarrices como mandar todo ficar 5 meses parado em casa sem produzir; isso é inconcebível). Hoje, já é vida quase normal.

    E você disse tudo. No interior, embora haja aquela fama de que "todo mundo sabe da vida de todo mundo", a realidade é que todo mundo só quer viver a própria vida em paz, sem dar ordens aqui. Não há esse senso de superioridade que você encontra nas capitais. Não há autoritarismo. No interior ainda é trabalho, família e religião.

    Espero que continue assim por muito tempo.

    Não pretendo voltar a morar em cidade grande nem f#%endo. Não troco a minha liberdade interiorana pela vida insegura e tensa de capital de jeito nenhum. Nas capitais hoje só tem cordeirinho e gente submissa a políticos. No interior, o povão trabalhador nem sabe o que é político.
  • WMZ  03/08/2020 21:15
    O que é a liberdade?
    Por qual motivo a liberdade deve ser o "valor" de uma sociedade?
    Por que não a igualdade ou qualquer outro valor?
    E quais serão as consequências ruins de não termos a liberdade como valor?
    E por que essas consequências são ruins?
    E das motivações utilizadas para argumentar, por qual motivo elas são válidas (ex: se for o utilitarismo, por que o utilitarismo é válido)

    Dependendo das respostas, saberemos se a liberdade vai ou não durar numa sociedade.Se elas forem fracas, a liberdade estará ameaçada.

    Imaginem, por exemplo, se uma sociedade fosse contra a escravidão "só porque está na moda"? Agora, imaginem no arsenal que os poderosos do mal possuem para desconstruir a moda vigente?

    "Comprova-se assim novamente, pela milésima vez, a lição do Eutífron de Platão, segundo a qual aqueles que estão do lado certo só por tradição e hábito, sem revigorar suas crenças pela busca ativa da verdade, se tornam presas fáceis e colaboradores inconscientes do mal." (Essa parte foi de um texto do Olavo)
  • anônimo  03/08/2020 22:02
    Sem contar que em várias cidades interioranas dos estados do sul e do sudeste (e em alguns do Centro-Oeste), você consegue segurança, baixo custo de vida, boas opções de lazer e boa gastronomia. Isso pra mim é a definição de qualidade de vida.

    Se você conseguir trabalhar de casa (algo cada vez mais comum), não pense duas vezes: fuja das capitais e das grandes cidades e vá para o interior, onde ainda há um maior conservadorismo, mais segurança e um maior laço entre as pessoas. E o custo de vida é bem tolerável.
  • John Hotzengard  03/08/2020 21:00
    Enquanto isso, no mundo real, fora da ideologia unicórnica do libertarianismo, pessoas se suicidam ou matam outra por conta de violência psicológica, pessoas são linchadas e agredidas por conta de difamações difundidas na internet, fake news destroem a vida de boas pessoas, pessoas criam grupos terroristas e por uma ideologia ou religião se enchem de bombas para explodir em uma multidão.
    A vida real não é só propriedade privada. Somos humanos, não robôs. Não existe só a economia. Discursos, mentiras, difamações e agressões psicológicas influenciam fortemente o comportamento humano. Bolsonaro, por exemplo, deve ter matado milhares de pessoas só por ter propagado a ideia erronea de que coronavírus era só uma gripezinha, ou espalhado a fake news que a hidroxicloroquina é uma espécie de "cura" para covid. Em tempos em que a informação circula tão rapidamente e de maneira tão ampla, é necessário ser responsável com o que se fala.
  • David  03/08/2020 21:31
    "pessoas se suicidam ou matam outra por conta de violência psicológica"

    "Violência psicológica" sempre existiu já a partir da 5a séria de qualquer escola, e independe de redes sociais. Na minha época já tinha bullying e não existia nem sequer email.

    Ademais, dizer que uma pessoa matou outra por causa de "Facebook" é uma belíssima maneira de atribuir a terceiros responsabilidades próprias.

    Por fim, um gravíssimo erro de lógica em sua análise: se isso que você falou fosse verdade, era para o número de homicídios estar disparando e quebrando recordes ano após ano, pois a penetração das redes sociais é cada vez maior. No entanto, vemos exatamente o contrário: os homicídios caem ano a ano.

    Como você sai dessa?

    "pessoas são linchadas e agredidas por conta de difamações difundidas na internet"

    Todos os casos de linchamento e agressão que conheço se deveram justamente a informações difundidas pela grande mídia. Mas, para esta, não há atribuição de responsabilidade.

    "fake news destroem a vida de boas pessoas"

    Tipo, como a mídia fez com os donos da Escola Base, em 1994?

    Como a mídia fez com Eduardo Jorge Caldas?

    Como fizeram com Wilson Simonal?

    De resto, o que se encontra na internet são casos de fofoca de bairro. Se uma mulher traída faz fofoca da amante do marido, e isso leva a calúnias, difamações e vidas destruídas, como é que políticos irão melhorar esse arranjo?

    Pare de relinchar e comece a apresentar medidas efetivas.

    "pessoas criam grupos terroristas e por uma ideologia ou religião se enchem de bombas para explodir em uma multidão."

    Interessante. Não sabia que guerras religiosas e grupos terroristas só surgiram depois das redes sociais…. A Al-Qaeda se formou usando o Twitter ou o WhatsApp? O pau quebra entre palestinos e judeus no Instagram ou no TikTok?

    Aprende-se uma coisa nova a cada dia…

    "Bolsonaro, por exemplo, deve ter matado milhares de pessoas só por ter propagado a ideia erronea de que coronavírus era só uma gripezinha, ou espalhado a fake news que a hidroxicloroquina é uma espécie de "cura" para covid."

    1) Você chamar um indivíduo de genocida não configura uma fake news criminosa de sua parte?

    2) Lamento, mas, estatisticamente, é sim uma gripezinha para quem tem menos de 50 anos.

    3) Bolsonaro pegou, tomou a hidroxicloroquina e se curou (tanto é que a mídia está implorando para esse assunto morrer). Assim como ele, várias outras pessoas fizeram o mesmo. Desde famosos como David Uip, Roberto Kalil, Edir Macedo, Sikêra Jr., Bruno Covas, Wilson Witzel, Rita Wilson e Tom Hanks, Felipe Santos, até conhecidos e vizinhos meus.

    4) De novo: você chamar um indivíduo de genocida não configura uma fake news criminosa de sua parte? Você está preparado para ir para a cadeia em nome desta sua crença?

    Responda sem tergiversar.
  • Santiago  03/08/2020 21:38
    "A Al-Qaeda se formou usando o Twitter ou o WhatsApp? O pau quebra entre palestinos e judeus no Instagram ou no TikTok?"

    Haha! E o cara dizer todo sério que grupos terroristas, atentados e disputas religiosas são causados por fake news de redes sociais foi de cair o c# da bunda…
  • r.raphael  03/08/2020 23:12
    assassinato de reputações é algo corriqueiro na internet PRINCIPALMENTE ENTRE ESQUERDINHAS E A IMPRENSA MARROM
    impressionante como sempre tem um lxcrxdxr que cai de paraquedas atirando pra todo lado achando que vai acertar alguém
  • John Hotzengard  03/08/2020 22:31
    David, seus argumentos são frágeis e você precisa aprender a ler. Algumas aulas de interpretação de texto devem lhe ajudar.
    Citei a palavra "internet" em um único exemplo de vários, sequer estava comentando sobre a internet em si, mas sim sobre liberdade de expressão, e você gastou 2/3 do seu texto tentando demonstrar que problemas já existiam antes da internet. Parabéns por refutar um argumento que nunca foi dado. Sente-se melhor?
    O mais engraçado foi o tal "Santiago" responder que eu disse que grupos terroristas são causados por fake news de redes sociais. Por favor, copiem e colem a parte que eu disse isso. Esperando.
    Sério, vocês não sabem sequer ler o que foi escrito, como querem que eu utilize de meu precioso tempo para debater com vocês? De que adianta eu falar "A", se analfabetos funcionais como vocês entendem "B"? O debate torna-se impossível dessa maneira. O nível intelectual dos indivíduos nesse site já foi mais alto, lá por volta de 2009.
    Ademais, logo de cara percebe-se que lógica não é o forte de vocês.
    Porém, por compaixão, eu lhes darei a beleza de ensinar um pouco de lógica a vocês também.
    Vamos lá, David, você afirmou o seguinte: "se isso que você falou fosse verdade, era para o número de homicídios estar disparando e quebrando recordes ano após ano, pois a penetração das redes sociais é cada vez maior. No entanto, vemos exatamente o contrário: os homicídios caem ano a ano. "
    Primeiramente, aqui você estava tentando refutar um argumento que eu nunca dei. Nunca afirmei que o problema se tratava de rede social. Isso você tirou da sua cabeça. Mas, vou ignorar esse fato e fingir que você realmente estivesse refutando um argumento real.
    Mesmo nesse cenário fictício, o que você falou simplesmente não possui lógica alguma. Afinal, são inúmeras as causas de homicídios. Você me lembra de esquerdistas afirmando que a reforma trabalhista AUMENTOU o desemprego. Por quê? Porque o desemprego aumentou após a reforma trabalhista. Porém falar que o desemprego aumentou após a reforma trabalhista e falar que ele aumentou por causa dela são coisas distintas. Você comete o mesmo erro, dando a entender que os homicídios só poderiam ser definidos por uma única variável. Você sequer refutou o que eu disse, e sequer conseguiu refutar o argumento espantalho que você mesmo criou para tentar refutar. Hahahahah. Você precisa melhorar urgentemente.
    E o Santiago fez a mesma coisa, porém pior ainda. Tentou tirar sarro de um argumento que eu nunca fiz. Ou seja, foi pior, pois ele sequer tentou refutar o argumento espantalho criado por ele mesmo. Porém, gostaria, já que vocês tocaram no assunto de internet e terrorismo, de lembrar que o ISIS utiliza-se largamente da internet para recrutar terroristas de outras culturas ao redor do mundo.
  • Gustavo  03/08/2020 23:02
    "Afinal, são inúmeras as causas de homicídios. Você me lembra de esquerdistas afirmando que a reforma trabalhista AUMENTOU o desemprego. Por quê? Porque o desemprego aumentou após a reforma trabalhista. Porém falar que o desemprego aumentou após a reforma trabalhista e falar que ele aumentou por causa dela são coisas distintas." 

    Duplamente errado. O desemprego caiu após a reforma trabalhista. O número de pessoas empregadas aumentou após a reforma trabalhista.

    A reforma trabalhista começou em 2017. Eis a evolução dos dados (você tem, obviamente, de ignorar os números pós-Covid, pois aí seria querer milagre):

    Desemprego:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-unemployment-rate.png?s=bzuetotn&v=202008032200V20200716&d1=20150805

    Pessoas empregadas:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-employed-persons.png?s=brazilempper&v=202008032200V20200716&d1=19200828

    Ou seja, a afirmação da esquerda já está factualmente errada. Ela nem sequer precisa de contra-argumentações teóricas. Você deu um tiro n'água.

    Todo o resto de sua resposta foi apenas puro desespero. Como você não conseguiu rebater um único comentário direcionado a você, restou apenas o surrado ad hominem de sair xingando e caluniando todo mundo (repare que, pela sua própria lógica, você está incorrendo em "discurso de ódio" e pode ser denunciado; para seu próprio bem, é até bom o moderador não mais lhe expor assim).
  • e M%C3%83%C2%B4nica  04/08/2020 11:37
    E aí, seu vigarista: já podemos te colocar na cadeia por MENTIR em relação ao desemprego, como foi demonstrado pelos colegas, e por não ter apresentado nenhuma prova(relação iniquívoca de causalidade) de que Bolsonaro é um genocida?
    Fake news não tem que ser crime?
    Aliás, você como toda cadelinha da grande mídia acredita piamente nas privisões de 1 milhão de mortos né? Nem perca seu tempo dizendo que 1 milhão de mortos era a previsão caso "nada fosse feito" - o restante da previsão está aqui:

    "de acordo com a previsão cientista do especialista e biólogo Atila, teríamos 1.1 milhão de mortos até agosto sem nenhuma medida. 627 mil mortos com distanciamento social. 529 mil mortos com distanciamento social e isolamento de idosos. 206 mil mortos com quarentena tardia. 44 mil mortos com quarentena cedo."

    Segundo Atila Iamarino, vão morrer meio milhão de pessoas nas próximas 6 horas


    Ou seja, MESMO com as medidas de distanciamento social adotadas(nunca houve lockdown total) - deveria haver 627 mil mortos. Podemos colocar na CADEIA todos os envolvidos por essa fake news que certamente teve muito impactos negativos(inclusive os suicídios que você faz de conta que se importa pra posar de bondoso)?

    Mas existe ainda outra questão: se o cenário previsto era de 600 mil mortos, e temos menos de 100, você duas alternativas aqui:

    1 - Ou a previsão foi uma fraude, e todos os envolvidos em propagar esta previsão(inclusive você, imagino) deveriam estar amanha mesmo sendo enrabados em Bangu 1.
    2 - Ou, a previsão está correta e Bolsonaro SALVOU 500 mil vidas - neste caso você deveria estar amanha mesmo sendo enrabado em Bangu 1 por propagar a fake news de que Bolsonaro é genocida;

    Eu nunca vi nenhum verme como você que defende PRISÃO por opiniões que você não gosta, assumirem a responsabilidade de serem presos pelas SUAS opinões. Crime de ódio e fake news quem pratica são só os outros, né?

  • Cristian  05/08/2020 01:13
    "Sério, vocês não sabem sequer ler o que foi escrito, como querem que eu utilize de meu precioso tempo para debater com vocês?"

    Ora, mas por favor eu te peço humildemente então...

    Pare de "perder" seu precioso tempo com todos nós aqui (...relinchando...)
  • John Hotzengard  03/08/2020 22:50
    David, também foi responder a parte 1/3 de seu comentário que não foi uma refutação do espantalho, mas foram perguntas.

    "1) Você chamar um indivíduo de genocida não configura uma fake news criminosa de sua parte?"

    Mão Tse Tung é chamado de genocida, principalmente pelo pessoal desse site. Socialistas são chamados de genocidas, quando eles tentaram implementar um sistema de ideias que obviamente falhou e levou ao caos e miséria. Ou seja, foram ideias colocadas em prática que causaram milhões de mortes. Da mesma maneira, Bolsonaro tem esse poder. Ideias colocadas em prática tem consequências. Bolsonaro menosprezou o coronavírus, e com seu poder de influencia, exemplo e de presidente, tomou inúmeras medidas para impedir ações que freavam ou minimizavam o avanço do vírus. Certamente isso trouxe consequências desastrosas para inúmeras vidas. Há notícias de seguidores de bolsonaro que foram em aglomerações e manifestações, pegaram covid e faleceram. É verdade, bolsonaro não pegou uma faca e foi matando pessoas. Mas tampouco Mão Tse Tung fez isso. Se não podemos falar que bolsonaro "matou" alguns, então vocês devem ser coerentes e pedir para esse site retirar do ar os artigos que chamam governantes socialistas de genocidas.

    "2) Lamento, mas, estatisticamente, é sim uma gripezinha para quem tem menos de 50 anos."

    Errado. Mata muuito mais e sequelas podem ficar no corpo. Vá se informar.

    "3) Bolsonaro pegou, tomou a hidroxicloroquina e se curou (tanto é que a mídia está implorando para esse assunto morrer). Assim como ele, várias outras pessoas fizeram o mesmo. Desde famosos como David Uip, Roberto Kalil, Edir Macedo, Sikêra Jr., Bruno Covas, Wilson Witzel, Rita Wilson e Tom Hanks, Felipe Santos, até conhecidos e vizinhos meus."

    Você realmente tem dificuldade com lógica, em entender causa e efeito. Tem gente que tomou placebo e também se curou. Pelo jeito você ainda não foi capaz de sair do entendendimento de lógica linear, por isso é libertário. O mundo é mais complexo que isso. A lógica no mundo real funciona em REDES. Um evento ocorre no mundo por ínumeras causas e não só uma. É possível alguém tomar algo que faça MAL a saúde e PIORE a sua situação e ainda assim se CURAR.

    "4) De novo: você chamar um indivíduo de genocida não configura uma fake news criminosa de sua parte? Você está preparado para ir para a cadeia em nome desta sua crença?"

    Você é incapaz de demonstrar que o que falei é fake news, afinal, ninguém sabe qual seria o cenário do Brasil caso Bolsonaro tivesse tomado outra postura. O fato é que eu creio que milhares de vidas poderiam ser salvas caso o Bolsonaro não fosse tão negligente.

    Isso é completamente, por exemplo, de uma fake news criada por uma feminista, dizendo ter sido estuprada por um homem tal, quando não foi. E depois ser provado que ela mentiu. Aí sim, num caso desse, a feminista deveria ser penalizada por propagar fake news. Afinal, populares poderiam linchar o homem ou destruir sua vida por causa dessa fake news. Porém, para vocês libertários, tudo bem a feminista acusar homens inocentes de estupro por aí. É liberdade de expressão, não é mesmo? Patético.
  • Vladimir  03/08/2020 23:07
    Ei, John, políticos que desviam dinheiro público, e consequentemente deixam a saúde pública e a segurança pública em situação inferior ao que poderia ser, também são genocidas?

    Aliás, vou facilitar ainda mais. Políticos que demonstram comprovada incompetência na gestão da saúde pública e da segurança pública são genocidas?

    Pela sua lógica, deveriam ser. (Só na segurança pública, são 50 mil homicídios todos os anos).

    Sendo assim, você deveria também agitar pelo julgamento de todos eles, começando por FHC, Lula e Dilma, e vários governadores e ex-governadores. Por que não o faz? Por que tamanha seletividade? Morrer de vírus, para você, é mais evitável do que morrer de assalto?
  • Bernardo  03/08/2020 23:13
    Pergunta sincera: dizer que a hidroxicloroquina "não funciona", sendo que há vários exemplos práticos comprovando que ela funciona, não seria também uma fake news?

    Reparem que eu nem estou negando que há casos em que ela não funciona, e tampouco estou dizendo que ela funciona sempre e em qualquer situação (nem mesmo comprimido para dor de cabeça possui essas qualidades). Estou apenas dizendo que, dado que ela comprovadamente já funcionou para milhões de pessoas ao redor do mundo (o Brasil, aliás, tem o maior número de recuperados do mundo), então não seria fake news dizer que ela "não funciona"?

    Pior ainda: não seria isso uma fake news extremamente grave, pois atenta contra a vida de terceiros (que, ao serem proibidos de usá-la, podem acabar morrendo)?

    Logo, uma pessoa que afirma algo patentemente falso não deveria ser enquadrada e presa?
  • Sense  04/08/2020 09:59
    Quero entrar nessa discussão e afirmar que sim, o COVID é só uma gripezinha para a maioria das pessoas, todas as pessoas que eu conheci, todos os estudos feitos mostram que praticamente 90% das mortes vem de pessoas que já tem problemas e 75% dessas mortes são de pessoas com mais de 60 anos de idade.

    A maioria das mortes vem de casas de repouso, asilos e afins

    como esses estudos e reportagens dizem:
    www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6915e3.htm
    www.theguardian.com/us-news/2020/may/11/nursing-homes-us-data-coronavirus
    www.dailymotion.com/video/x7tctuh
    www.spectator.co.uk/article/we-know-everything-and-nothing-about-covid?fbclid=IwAR3QVokYYqqXIO3nN40of57b




    Mão Tse Tung sim é um genocida, diferente de Bolsonaro que desde o começou disse que iria batalhar contra a doença mas não poderia parar a economia pois da mesma maneira que a doença mata pessoas, a economia mata 100x mais e em uma escala incomparável.
    Se o Brasil já sofria com desempregos imagina agora
    Mas voltando ao caso do Mão Tse Tung, a irresponsabilidade dele por esconder dados, dizer que tudo estava controlado mesmo claramente não estando, mesmo varios jornalistas sendo presos por tentar avisar que o vírus existia e já estava se espalhando pelo mundo todo a muito tempo.

    Existe até falas de chineses alegando que o proprio governo chines "apoiava" os habitantes a viajarem para fora do país mas não entre províncias, claro que essa afirmação não pode ser confirmada, mas vindo da China eu não duvido mais é de nada.

    E sobre a HCQ funcionar é só tu ver estudos que mostram a eficacia para ajudar o combate a COVID, lembre-se o HCQ n é um remedio para matar o virus e sim diminuir os sintomas e assim ajudar o seu sistema imunológico fazer o resto. como varios outros remedios que fazem a mesma coisa

    COVID na sua grande maioria é assim: os primeiros dias são ruins, tu n se sente bem e é uma fraqueza, dps vai melhorando de pouco em pouco até que na 1 semana tu se sente praticamente novo e o virus continua no seu organismo por +/- 2 longas semanas

    O que o HCQ faz é neutralizar esses sintomas no começo da doença assim diminuindo ainda mais as chances de transmissão do virus, já que COVID n é como influenza so pq tu tem covid n significa que é um potencial contaminador

    www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0924857920303125
    www.ijidonline.com/article/S1201-9712(20)30600-7/fulltext
    www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.07.21.20159301v1

    E sim saberiamos o que aconteceria caso bolsonaro tivesse tomado outro rumo como por exemplo possibilitar as pessoas a abrirem os seus comercios e n fechar a economia como aconteceu, mas como todas as ações foram passadas para governadores e prefeitos n da pra falar ne?

    é só tu ver o exemplo da suecia e frança por exemplo

    suecia sem lockdown e n teve recessão
    frança teve e a recessão é praticamente de 20%
  • Moço  04/08/2020 14:42
    "Mão Tse Tung é chamado de genocida, principalmente pelo pessoal desse site. Socialistas são chamados de genocidas, quando eles tentaram implementar um sistema de ideias que obviamente falhou e levou ao caos e miséria. Ou seja, foram ideias colocadas em prática que causaram milhões de mortes. Da mesma maneira, Bolsonaro tem esse poder."

    Uma eventual comparação nesse estilo não faz o menor sentido, vamos lá:

    Os ditadores socialistas podem não ter matado alguém com as próprias mãos (digo, fora de um contexto de guerra), mas eles estavam/estão em posição de poder absoluto, e com isso, ordenavam/ordenam abertamente que pessoas sejam mortas por variados motivos, então sim, os mesmos são genocidas. E eu não estou nem considerando o fato de que eles, nas posição em que estavam/estão, sabem, que as políticas econômicas e sociais que forçam em seus países causam miséria e mortes, e ainda assim não mudaram de ideia, ou seja, genocidas. Ponto.

    Já o Bolsonaro, 1º: Ele não é um ditador, ao contrário do que você e a sua trupe pensam (afinal, todo governo de direita/liberal é totalitário por definição, não é mesmo? kkjk), 2º Ele não ordenou que pessoas fossem assassinadas em nome de sua ideologia, 3º Ele voltou atrás, pelo menos em tese, em sua posição anti medidas de restrição.

    Dito isso, os "líderes supremos" dos países socialistas são genocidas, você gostando disso ou não. Já o Boroliro, o cara fez muita merd*, poderia ter gerido toda a situação muito melhor mas não o fez, é um baita de um bobalhão no mínimo, mas chamá-lo de genocida é semântica freestyle.
  • Imperion  03/08/2020 22:03
    Vc sabe o significado de genocida? É dado pra quem mata milhares.
    Vc tem provas que ele matou alguém? Sabemos que não.
    Isso não apenas é fake news, como crime de calúnia.
  • Fritz inteligente e educado  03/08/2020 22:19
    "pessoas se suicidam ou matam outra por conta de violência psicológica"

    Defina violência psicológica. Pois se suicidar porque alguém te xingou no Twitter seria mais do que patético. Quanto à questão de espalhar mentiras, isso já acontece desde que o mundo é o mundo, pessoas espalhavam boatos umas sobre as outras de boca em boca antes da internet, qual é a solução? Prender sumariamente qualquer pessoa que seja pega dizendo algo que se possa considerar maldoso? Quem sabe "regulamentar" a comunicação oral das pessoas?

    "pessoas são linchadas e agredidas por conta de difamações difundidas na internet"

    Sim, mas e aí, vamos perseguir todo mundo que não concorda com o status quo porque isso supostamente vai reduzir os linchamentos e agressões?

    "fake news destroem a vida de boas pessoas"

    Nesse caso eu espero que você seja à favor de fechar toda a grande mídia.

    "pessoas criam grupos terroristas e por uma ideologia ou religião se enchem de bombas para explodir em uma multidão."

    Nossa! Quer dizer então que para acabar com o Estado Islâmico basta "regulamentar" a internet? Meu Deus, rios de dinheiro sendo torrados para combater essa galera enquanto o gênio John tem a grande solução nas mãos e nós não estamos dando ouvidos!!!
    Brincadeiras à parte, os Muçulmanos se matam desde que o pedófilo... digo, profeta deles morreu, a cultura deles é violenta, não importa o quanto eles neguem isso. Eu já fiz vários amigos de países muçulmanos moderados pela internet e todos eles eram abertamente homofóbicos, alguns defendiam inclusive que quem abandona o Islã deve ser punido (daquele jeitinho bem Árabe, se é que você me entende). E antes que você surte e comece à me taxar de homofóbico e todo aquele papo idiota lá, eu sei que não são todos, existem sim muitos muçulmanos que são pessoas boas e pacíficas, mas o grupo violento e incivilizado é enorme, infelizmente.
    Então mais uma vez, a associar extremismo religioso com a internet é simplesmente patético, vamos lá, melhore!

    "Somos humanos, não robôs."

    Pois então nos prove que você não é um robô e argumente, use a lógica e a razão ao invés de fazer ataques baratos e cuspir clichês surrados...

    "Discursos, mentiras, difamações e agressões psicológicas influenciam fortemente o comportamento humano."

    Tá, mas mais uma vez, isso vem desde milênios, não é algo novo. Qual é a solução? Criar uma "polícia da linguagem" ou algo do tipo?

    "Em tempos em que a informação circula tão rapidamente e de maneira tão ampla, é necessário ser responsável com o que se fala."

    Concordo plenamente, agora só falta você avisar pra sua turminha que nem todo mundo que discorda deles é fascista, avise para eles que devem ser responsáveis com o que falam, vamos lá, mãos à obra!

    No mais, aqui o nível é mais alto do que nas páginas do Twitter onde você curte lacrar, venha com argumentos, fatos e razão, aí quem sabe podemos ter um debate.

    Abraços!
  • John Hotzengard  04/08/2020 00:00
    Fritz, obviamente a solução é censurar todo aquele que utiliza-se de discursos mentirosos, difamação e outras expressões para causar puro mal a outrem. E isso já é feito, tanto por instituições privadas quanto pelo Estado. Aliás, vocês, libertários de meia tigela, estão defendo aqui liberdade de expressão irrestrita, mas sequer se dão conta que os libertários reais NÃO defendem a liberdade de expressão. O que é defendido no libertarianismo é a PROPRIEDADE PRIVADA. E o dono da propriedade privada pode censurar quem ele quiser, quando quiser, pelo motivo que quiser. Libertários nunca foram a favor da liberdade de expressão. Vocês, libertários novatos, sequer compreendem os ideais que vocês mesmos seguem. A censura é necessária para o bom convívio, coisa óbvia. Você não vê vídeos pornô no youtube. A censura, privada ou estatal, é necessária. E, em ultima ordem, ela deve ser Estatal, pois a censura se dá por meio da justiça, e o estado deve deter o controle final da justiça, uma vez que justiças privadas concorrentes (no mundo unicórnio do libertarianismo) não funcionam no mundo real, uma vez que a justiça privada "A" pode falar uma coisa e a justiça privada "B" pode falar o contrário. Uma lei geral e universal deve ser imposta, e isso se dá através da justiça estatal.
  • Fritz inteligente e educado  04/08/2020 15:08
    Meus Deus, o seu desespero é hilário! haha.

    E quem aqui está criticando o Facebook por banir alguém? Quem está dizendo que é errado o Youtube não permitir pornografia? Em suma, quem está contradizendo a ideia de que você pode censurar o que bem entender dentro da sua propriedade privada? Isso mesmo, ninguém!

    O debate aqui é sobre burocratas se acharem no direito de decidir o que pode ou não ser falado, e impor isso à todo mundo, passando por cima da ideia de propriedade privada. Burocratas estes que são sabidamente corruptos e autoritários, ditando o que é certo de se dizer e pensar e o que não é, entende agora qual é o problema aqui? Quanto à questão das Fake News, isso acontece desde muito antes da internet, vários, se não todos os grandes veículos da mídia tradicional já foram alguma vez pegos mentindo descaradamente, distorcendo números ou ocultando fatos importantes para uma determinada notícia, etc, as vezes tudo isso de uma vez só, por que até lá por 2015 raramente alguém falava sobre isso e agora do nada todos estão rasgando suas cuecas em completo desespero? Será que é porque estes referidos burocratas sentem a informação descentralizada ameaçando seus reinados?

    E sim, qualquer ambiente em que haja duas ou mais pessoas precisa possuir regras, sejam implícitas ou explícitas, do contrário a boa convivência será bastante improvável, isso é tão óbvio quanto 1+1=2, e nem o libertário mais fanático discorda disso.

    Eu não me considero libertário, só porque gosto dos artigos e das ideias daqui não significa que eu concordo com tudo o que é falado, quanto à questão da justiça privada, embora a ideia até pareça boa também fico muito com o pé atrás quanto à algo assim funcionar na prática, isso de forma alguma desqualifica todo o arcabouço de ideias aqui propagado. Esse negócio de rotular as pessoas de X ou Y é burro e contraproducente, pessoas são muito mais complexas do que um mero rótulo é capaz de expressar.
  • e M%C3%83%C2%B4nica  04/08/2020 17:30
    Olha o nível deste animal.
    Então a prova de nós concordamos com censura é que aceitamos que as big tech's têm o direito de controlar o conteúdo da sua plataforma?
    Não existe censura quando você utiliza sua PROPRIA PROPRIEDADE, seu indigente!
    O resto do seu texto asqueroso é simplesmente a descrição dos seus desejos autoritários de sociopata que você é. É incrível como qualquer um com QI abaixo de 90 acha que simplesmente descrever seus desejos constitui um argumento.
    "Deveria haver censura à fake news" - por que? Porque sim, porque eu quero. Não precisa argumentar, não precisa responder às dezenas de objeçoes humilhantes que foram feitas.

    É muita coragem um chimpanzé semi-letrado como você se meter a falar de justiça privada, mas já que falou, saiba que a justiça estatal não é um imperativo metafísico incontestável - se pode existir discordância entre agencias privadas, adivinha só? Pode haver e SEMPRE HOUVE discordância, inclusive violenta na formaçao dos estados, em grupos separatistas, em correntes políticas que derrubam governos. A lei estatal NAO É um imperativo categórico incontornável, para de falar bobagem.
    No fim, o que garante concordância com a lei estatal? A mesma violência que você faz de conta que abomina.

    Agora, se a sua preocupação é a unicidade e aplicabilidade universal da lei, a PIOR COISA que existe é o positivismo da lei estatal, que pode ser QUALQUER COISA, desde que seja votado e escrito num pedaço de papel - mesmo nesse ponto, o jusracionalismo ou meta-ética da lei de propriedade privada são muito mais eficientes. É possivel denfender a lei de propriedade privada a priori, ou a partir de um conceito de meta-etica, o que significa que, se você discordar, você está logicamente errado. E a lei positivada do estado? Possui esse nível de solidez?
  • Lucas  05/08/2020 22:03
    Aliás, vocês, libertários de meia tigela, estão defendo aqui liberdade de expressão irrestrita, mas sequer se dão conta que os libertários reais NÃO defendem a liberdade de expressão. O que é defendido no libertarianismo é a PROPRIEDADE PRIVADA. E o dono da propriedade privada pode censurar quem ele quiser, quando quiser, pelo motivo que quiser.

    Correto. Isso inclusive é dito em um artigo publicado aqui mesmo no IMB:

    -----
    "(...) a liberdade de expressão não se aplica à propriedade privada alheia. Uma pessoa tem "liberdade de expressão" apenas em sua própria propriedade ou na propriedade de alguém que concordou voluntariamente em lhe conceder o espaço determinado.

    (...) Você pode falar o que quiser em sua propriedade, mas não na propriedade alheia. Consequentemente, se uma determinada plataforma ou rede social (que são instituições privadas) decide banir usuários ou retirar páginas do ar, paciência. É um direito dela."
    -----

    Ou seja, se a censura partir do proprietário, ele tem todo o direito de fazê-lo. A plataforma é sua propriedade privada e cabe a ele decidir o que ele quer lá ou não.

    E, em ultima ordem, [a censura] deve ser Estatal

    Censura estatal é uma clara violação à propriedade privada e, por isso, repudiada pelos libertários. São terceiros usando a força estatal para ditar o que eu devo fazer ou deixar de fazer em minha propriedade privada. Se eu não tenho mais o controle de minha própria propriedade privada, então, por definição, ela não é mais minha.

    Logo, defender a liberdade de expressão é totalmente compatível com a defesa da propriedade privada. E, se libertários defendem a propriedade privada, como você mesmo afirmou, logo irão defender a liberdade de se expressar dentro de sua própria propriedade privada - ou dentro da propriedade de quem lhes conceder essa liberdade. Logo, é falsa a afirmativa que libertários não defendem liberdade de expressão.
  • Ex-microempresario  03/08/2020 22:21
    Os pais de meus bisavôs e bisavós fugiram da guerra em sua terra natal e emigraram para o Brasil no final do século 19. Chegaram a uma terra que não conheciam, sem sequer falar a língua local, e foram colocados no meio do mato, em um lote pelo qual deveriam pagar (mas o governo era bonzinho, dava dois anos de carência).

    Se soubessem que depois de trabalhar tanto seus bisnetos iriam viver em um mundo de gente que diz "palavras machucam" e tem medinho de "agressão psicológica", acho que nem teriam vindo. No tempo deles, os medos que existiam eram de onça, estiagem e tuberculose.

    Tenho vergonha dessa gente. Que se suicidem, é a única coisa útil que fazem para o mundo.
  • Thiago  03/08/2020 21:51
    O que temos fora do que vc chamou de "ideologia unicórnica do libertarianismo" ? Estado e cada vez mais Estado. É claro que com cada vez mais estado as pessoas farão isso que vc está falando. O Estado necessita de um ditadorzinho pra representar a sociedade, e nessa linha, temos eleições periodicamente, coisa essa que faz com que as pessoas se polarizem, que traz como resultado essa violência que vc citou. Então sim, é de extrema importancia bater sempre na tecla de quem tem a culpa pelo caos humano...

    O coronavirus não está matando muito mais gente que já morre anualmente por infecções do trato respiratório. Os números são muito próximos.

    E sim, a cloroquina funciona sim!

    "Em tempos em que a informação circula tão rapidamente e de maneira tão ampla"

    Que tal vc usar essa informação ampla e descentralizada pra se informar do que a midia mainstream não mostra:

    www.youtube.com/watch?v=njufu0QY6a8
  • Felipe L.  03/08/2020 21:52
    Falando nesse assunto, aqui no Brasil um dia houve liberdade de expressão irrestrita, inclusive para caluniar, difamar e afins? Pelo que sei, desde a República Velha a livre expressão por aqui é restringida.

    Nem preciso dizer que os tais "crimes contra a honra", além de servirem como uma ferramenta de controle social para tornar os funcionários estatais intocáveis, ainda é uma forma de infantilizar as pessoas.

    Walter Block é perfeito no capítulo onde ele fala sobre liberdade de expressão, em seu livro "Defendendo o indefensável".
  • anônimo  04/08/2020 16:50
    Para o Twitter e Facebook falarem que o STF está infringindo a liberdade de expressão, é porque os sacrossantos ministros passaram dos limites à muito tempo. As Big Techs quebram contratos banindo a torto e a direito.

  • Judeu  05/08/2020 03:06
    É exatamente isso que estavam falando num grupo libertário. Pra situação chegar a esse ponto, é porque o negócio extrapolou os limites aceitáveis.

    Nunca existiu liberdade de expressão no Brasil, mas o STF dessa vez enfiou o pé na jaca com gosto. O país até está parecendo um país islâmico ao contrário.
  • Drink Coke  04/08/2020 19:19
    Uma questão sobre a liberdade de expressão é separar opinião e fato.

    Eu sou totalmente a favor da liberdade de opinião sem nenhum mas, seja a opinião ofensiva, racista ou idiota.

    A opinião pertence a pessoa que emite e ponto. Como você absorve uma opinião é problema seu.

    Agora a propagação de mentira deve ser combatida, obviamente não dessa forma como estão fazendo, mas de forma meramente individualizada, há uma vítima da mentira e essa vítima se sentindo prejudicada pode entrar na justiça contra o mentiroso e exigir reparações. Simples assim e quem propaga a mentira, ainda que não tem sido o inventor tem que ser responsabilizado.
  • Arthur  04/08/2020 20:59
    Mas já é assim hoje. Aliás, sempre foi. Chama-se processo por calúnia e difamação. Não é necessário reinventar a roda, como pretendem muitos.
  • Felipe L.  04/08/2020 21:45
    Que por sinal deveria ser abolido também.
  • Elias  05/08/2020 00:28
    Mas a questão é quais são os critérios para definir o que é verdade e o que é mentira? Será que o "Tribunal da Verdade" usará a mesma régua para todos os casos? Vão punir a imprensa, os artistas, os esquerdistas também? Óbvio que não. Essa é a questão. Por isso a mentira não pode ser criminalizada, pois dá amplo espaço para o Estado suprimir a liberdade de expressão/pensamento/opinião (que é o que o STF já está fazendo agora).

    Para mim, a mentira só se combate com a verdade. É a história do livro "1984" de George Orwell se tornando realidade.
  • Drink Coke  06/08/2020 14:31
    Elias, acho que você não entendeu meu ponto.

    Mentira e verdade não dependem de critérios, mentira está ligado a fatos e esses não são subjetivos.

    Agora não é qualquer mentira que deve ser combatida, mas sim mentiras com vítimas (vítimas reais de carne e osso) e desde que essas vítimas se sintam prejudicadas e resolvam processar o mentiroso.


  • Chico  04/08/2020 22:38
    O pior de tudo é essa galera retardada que enche o saco nas redes sociais da empresa e não consome o produto, mas pior ainda são empresas que dão ouvido e se curvão a eles, e esquecem seu público consumidor. O que explica isso? Tipo, é burrice da empresa por dar atenção a quem não consome seu produto e esquecer o consumir real?
  • Drink Coke  05/08/2020 17:46
    Essa cultura de cancelamento é dificil de entender. As empresas são muito covardes, isso sim. A maioria das pessoas não dão a mínima para essas bobagens progressistas, mas uma minoria normalmente adultos jovens improdutivos, ultrasensiveis e barulhentos estão causando nas redes sociais e as empresas cedem.
  • r.raphael  04/08/2020 22:40
    propaganda é a parte da comunicação que tem como objetivo primário influenciar terceiros , difundir ideologias.

    en.wikipedia.org/wiki/Propaganda

    quando o EI prega a morte de ocidentais não é a liberdade de expressão de um indivíduo que fala. é um grupo disseminando uma agenda.

    usar extremismo religioso pra justificar a supressão de expressão de um indivíduo é justamente o tipo de comportamento que o artigo denuncia.

    esse tipo de radicalismo barato existe em praticamente qualquer tema. em reductio ad absurdum , ou uma variação da lei de godwin.

    ninguém gosta de ser chamado de racista ou sabe-se lá o termo da moda , então os grupelhos que impingem essa pecha em seus interlocutores o fazem , não por estarem certos , mas como meio de intimidar e calar os divergentes.


    "se você é contra o controle de armas, é porque quer ver o brasil virar um faroeste." (e vão citar uma briga trânsito)

    "se você é contra a guerra às drogas , então tá querendo vender cocaína no recreio das crianças."

    "se você é contra o controle da informação, e porque quer pregar violência contra um indivíduo."

    aliás , lembra o trecho de A LEI de bastiat em que ele fala :

    "É como se os socialistas nos acusassem de não querer que as pessoas se alimentem, porque recusamos a cultura do trigo feita pelo estado."

    algo escrito em 1850 é a cara do brasil de hoje.
  • Thiago  06/08/2020 11:55
    A cara de pau ta tanta atualmente que os globalistas estão censurando até o presidente dos EUA, algo impensável até pouco tempo atrás.

    Se o presidente da nação mais poderosa do mundo é censurado, imagina as pessoas comuns...
  • RESERVE RIGHTS  11/08/2020 09:35
    Nunca existiu liberdade de expressão no Brasil. NUNCA.

    Já começando pela própria Constituição. É crime a discriminação contra a raça e religião alheia. Ou seja, você é obrigado a gostar de todos os grupos possíveis e não pode expressar sua opinião legítima sobre nenhum, do contrário está cometendo o que hoje chamam de "discurso de ódio". A liberdade de expressão já começou morta por aqui.

    Depois indo pras interpretações do STF de vários artigos e termos da sacrossanta constituição que nunca respeitaram. Quase todas decisões são unicamente para cortar a liberdade individual e econômica da população brasileira. Uma das mais recentes, desde 2018, é crime não gosta de homossexuais.
    Ou seja, a maioria da população pode ser processada, e até presa, se não gostar de um grupo que corresponde a 3% da população. Então só falta criarem campos de trabalho forçado para reeducação de opinião.

    Embora seja majoritariamente devido à nossa legislação trabalhista arcaica de antes da 2ªGG, o Brasil é o país que mais ocorrem processos no mundo. É lógico, se tudo pode ser considerado ofensivo e punível de processos, então é um resultado mais do que óbvio tal posição vergonhosa.

    Aqui sempre imperou o que os juízes permitem o que seja dito. São literais ditadores, na mais simples e pura definição, e que nunca foram expostos pela opinião pública (possivelmente devido ao medo).

    Eu poderia listar mais absurdos que juízes cometem, mas por fim, deixo essas duas notícias. São do mesmo dia e retratam perfeitamente a contradição arbitrária ambulante que é o Brasil, graças aos poderes ditatoriais que dão para juízes:
    noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/08/09/bolsonaro-tera-que-pagar-multa-apos-perder-processo-para-jean-willys.htm
    noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/08/09/justica-condena-douglas-garcia-a-pagar-indenizacao-por-dossie-antifascista.htm
  • cmr  16/08/2020 11:32
    Só 3% da população é homossexual ?. !!!
    Sei não... Acho que tem muito mais. (Achismo mesmo)
  • anônimo  26/08/2020 01:47
    Há pesquisas brasileiras que indicam que existem de 3% até 9%. Nos EUA e Canadá, que possuem dados mais confiáveis, é 4% e 3%. Então, deve ser por volta dos 3% no Brasil mesmo. E lembrando que essas pesquisas são feitas majoritariamente em cidades grandes, ou seja, o resultado sempre tende pra mais do que realmente é.
  • Paulo Guedes  26/08/2020 03:06
    Passou da hora do censo incluir essa pergunta, aí aproveita e já que não se reproduzem pagam mais impostos para compensarem o que não gastam para a formação de novos pagadores de impostos.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.