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Destruir a economia não é uma política social - e muito menos uma questão de saúde pública
Governos não podem consertar a crise econômica que eles próprios causaram

A economia é o coração do organismo social. Se desligarmos o coração de um organismo para proteger os membros e o cérebro, o organismo morre.

Isso é bastante óbvio, mas, ao que tudo indica, nunca foi tão crucial e necessário repetir o óbvio. Em face a esta crise sem precedentes gerada pela pandemia de Covid-19, temos de ser realistas, responsáveis e cautelosos.

A Lei de Say mandou lembranças

Estamos vivenciando um profundo choque de oferta causado por um desligamento compulsório da economia. Políticos deram a ordem para que o comércio fosse fechado, para que o setor de serviços fosse interrompido, e para que pessoas fossem proibidas de empreender e produzir, e até mesmo de circular livremente. Várias fábricas tidas como produtoras de bens não-essenciais também foram compulsoriamente fechadas.

Com uma só canetada, milhões de empreendedores e trabalhadores foram humilhados pelo estado, o qual, além de proibi-los de auferirem seu ganha-pão no livre mercado, ainda afirmou arrogantemente que suas atividades não são essenciais para ninguém. Um golpe duplo.

Com a produção e a oferta paralisadas, não há renda para essas pessoas. Sem renda, não há como elas demandarem outros produtos e serviços. Este é o básico da Lei de Say: quem não oferta bens e serviços não aufere renda; sem renda, não há como demandar outros bens e serviços.

Sendo assim, em decorrência deste choque de oferta, uma resposta séria deve ser feita também pelo lado da oferta. Mas não. Todas as políticas apresentadas são do lado da demanda. É completamente insensato os governos adotarem políticas do lado da demanda para resolver um problema de oferta.

Um choque de oferta causado por um fechamento compulsório da economia não tem como ser resolvido por meio de expansão monetária, aumento dos gastos públicos e redistribuição de renda. Políticas de demanda em um ambiente de confinamento e de oferta profundamente reduzida não irão aumentar a oferta. Isso é lógica pura. 

Com efeito, a crise de oferta nem sequer decorre de algum desarranjo econômico. Tampouco decorre de alguma destruição em massa. Ela decorre das medidas tomadas em decorrência de uma pandemia. Só que uma crise pandêmica é solucionada adotando-se protocolos de segurança e equipamentos sanitários no ambiente de trabalho (sair às ruas com máscaras e luvas, por exemplo), de modo que empresas e empregos continuem existindo. Não se combate pandemia simplesmente desligando toda a economia, medida essa que pode criar problemas sociais e de saúde muito maiores no longo prazo, independentemente de eventuais injeções maciças de liquidez e políticas fiscais expansionistas. 

Políticas do lado da demanda não fazem nenhum sentido em um cenário de fechamento forçado de todos os setores. Não existe uma demanda a ser "incentivada" quando o governo ordena o fechamento de todas as atividades produtivas. E não há oferta a ser oferecida quando a inevitável crise econômica gera um colapso no emprego, na produção, na renda e no consumo.

Não será em V, mas em L

Médicos, jornalistas, artistas, intelectuais e até mesmo economistas estão dizendo que o desligamento da economia é uma medida essencial para se ganhar tempo para controlar o vírus e, principalmente, para preparar os hospitais para atender os futuros infectados.

Mas esse tipo de análise é típica de quem simplesmente não entende os efeitos em cascata — bem como todas as ramificações — de um completo desligamento. Tais pessoas veem esse desligamento da economia como um pequeno e temporário dano colateral, pois acreditam que tudo pode voltar ao normal em um mês. Errado. O impacto será severo, generalizado e exponencial.

A decisão de fechar a economia pode causar estragos duradouros aos empregos e às empresas, danos estes que não podem ser desfeitos em poucos meses. Sim, é essencial conter a disseminação do vírus e medidas drásticas podem ser necessárias, mas é crucial relembrar que cada mês de confinamento significa milhões a mais de desempregados e milhares a mais de empresas falidas e fechadas para sempre. 

E de nada adianta o governo fornecer capital de giro a juros baixos para empresas que não estão tendo receitas. É uma questão de contabilidade básica. A realidade de um balancete não pode ser abolida por uma simples "vontade política". Se os custos são fixos, mas a receita cai a zero por muito tempo, os ativos vão se tornando menores que o passivo, o patrimônio líquido se torna negativo e a falência está contabilmente decretada.

Mecanismos artificiais de suporte estatal às empresas (basicamente, empréstimos estatais a juros baixos) duram por apenas alguns dias, ao passo que a ausência de receitas e a subsequente expansão dos prejuízos destroem o fluxo de caixa e os balancetes. Empresas veem suas faturas serem atrasadas ou simplesmente caloteadas. Ao mesmo tempo, por causa da total incerteza, encomendas para o restante do ano vão sendo canceladas. 

Não há como dizer que isso será passageiro.

A vasta maioria das empresas não está vivenciando um problema de acesso ao crédito (ao redor do mundo, há ampla liquidez e oferta de crédito a taxas baixas para empresas solventes). Elas estão vivenciando, isso sim, a total paralisação de suas atividades, e as inevitáveis demissões por causa dessa interrupção completa das atividades. Várias empresas descobrirão que apenas postergar (diferir) o pagamento de impostos ou receber empréstimos subsidiados pelo estado não resolverão seus problemas contábeis.

O principal problema vivenciado pelas empresas não é o de fornecer garantias para conseguir empréstimos, mas sim a impossibilidade de sequer ter motivos para requerer um empréstimo. Não estamos em uma crise causada pela falta de acesso ao crédito, mas sim em uma crise causada pelo desaparecimento da atividade econômica. 

Isso, por si só, afasta a tese de que haverá um recuperação econômica em formato de V. O mais provável é uma "recuperação" em formato de L. Ou seja, depressão seguida de estagnação. Mesmos todos os eventuais pacotes de estímulo e auxílio dos governos não podem abolir esse verdadeiro pesadelo que é a abolição do capital de giro e a destruição do balancete das empresas.

A saúde pública

Essa crise sanitária tem de ser atacada por três ângulos: prevenção, testagem, e a garantia de que tratamentos e vacinas estarão amplamente disponíveis quando prontos. Se os governos continuarem em pânico, destruindo o tecido social das economias, eles irão apenas adicionar pobreza, miséria, falências e desespero às fatalidades da epidemia, criando assim uma depressão sanitária e social muito maior e mais longeva.

As melhores medidas a serem tomadas para lidar com essa crise sanitária, bem como o risco de colapso econômico, é seguir a estratégia da Coreia do Sul, de Cingapura e de Hong Kong. Realmente, não é necessário reinventar a roda. Basta copiar o que deu certo. 

A Coreia do Sul, com seus 51 milhões de habitantes, é um dos países mais bem posicionados no ranking de liberdade econômica da Heritage (25ª economia mais livre do mundo). Seu gasto público em porcentagem do PIB (30% do PIB) é menor que o das principais economias do mundo, e seu gasto per capita em saúde é muito menor que o dos EUA e da União Europeia. A Coreia do Sul também é um exemplo mundial no gerenciamento da pandemia, com 186 mortes e 10.284 casos (em 6 de abril de 2020).

O mesmo pode ser dito de Cingapura e Hong Kong, também líderes em liberdade econômica e com gastos em relação ao PIB bem menores (17% e 18%, respectivamente).

No lado oposto, temos Espanha e Itália, com maciços gastos governamentais (acima de 41% na Espanha e acima de 48% na Itália) e amplos sistemas de saúde pública. Ambos, infelizmente, apresentam a maior taxa de letalidade. Há vários fatores envolvidos, é claro, mas um é evidente: maiores gastos estatais com saúde não são a solução mágica para uma crise gerada por má prevenção e má gestão.

Mas, afinal, qual tem sido o sucesso dos países mais bem posicionados no combate? Pouca burocracia na administração e um rápido, efetivo e eficiente sistema de prevenção, análise e contenção. Em suma, testagem e isolamento dos contaminados, e liberação para o trabalho dos não-contaminados e dos já imunizados.

Qualquer cidadão espanhol ou italiano pode perceber que o acúmulo de ineficiências que vivenciaram no gerenciamento da pandemia teria sido o mesmo caso os gastos de seus governos fossem ainda maiores, pois os recursos teriam sido alocados em outras coisas, e não especificamente para um surto pandêmico que todos os governos falharam em reconhecer. Trata-se de um problema de gestão, e não de fundeio — e muito menos de fundeio gerenciado pelo governo.

No final, o serviço público (em especial os médicos) e o setor privado estão fazendo de tudo, e mais um pouco, nesta pandemia. A crise mostrou que a única solução para futuros desafios virá exatamente de uma maior colaboração, com um sólido e poderoso setor privado. Não há setor público sem o setor privado. Não há saúde pública sem a tecnologia, a inovação, a pesquisa, os produtos e os remédios produzidos pelo setor privado. Nenhum governo do mundo poderá lidar com os desafios da saúde no futuro impondo o gerenciamento político como a única opção.

É indiscutível que iremos precisar de concorrência, liberdade de escolha e liderança tecnológica para atender a muito mais pessoas no futuro, ao mesmo tempo em que maximizamos o uso dos recursos disponíveis. Por tudo isso, acreditar que é possível destruir o setor privado, como está sendo feito agora, e ainda assim ter maior e melhor acesso a bens e serviços no futuro é postura de quem tem sérios problemas com a história e com as estatísticas. No mundo, nenhum sistema de saúde de ponta é exclusivamente estatal. E nenhum trabalha exclusivamente com recursos estatais.

Com efeito, esta crise tem demonstrado a realidade de que o capitalismo é o sistema mais eficiente e social possível. Empresas e trabalhadores autônomos têm respondido de maneira exemplar. O número de empresas, empreendedores e organizações que atuaram rápida e eficientemente para apoiar os países em dificuldades — convertendo suas linhas de montagem para a produção de máscaras, equipamentos hospitalares e álcool em gel — é enorme. 

Por outro lado, e infelizmente, exemplos de solidariedade e de contribuição da parte dos agitadores anti-capitalistas são quase nulos. Com efeito, é curioso que exatamente aqueles anti-capitalistas radicais que vivem entonando slogans anti-corporações agora estão exigindo a adoção de medidas que só podem ser levadas a cabo em ambientes capitalistas. Querem que multinacionais reduzam seu patrimônio líquido doando e ofertando equipamentos (algo que seria impossível não fossem os lucros anteriores); querem que as grandes empresas emitam bilhões em títulos que terão de ser comprados pelos fundos de investimento que eles odeiam; querem que os governos incorram em endividamentos maciços financiados por investidores que eles abominam; querem maciços investimentos que terão de ser feitos por empresas que condenam; e querem empréstimos volumosos feitos por bancos que eles querem destruir. Nunca os anti-capitalistas foram tão capitalistas. 

Sim, graças ao capitalismo, sairemos dessa crise — que foi pessimamente prevista e gerenciada pelos governos — em tempo recorde, desde que não haja mais obstáculos artificiais à recuperação econômica.

Para concluir

Esta crise irá destruir milhões de empregos, mas a recuperação poderia ser rápida se os governos não incorressem no erro de atacar a pandemia criando uma depressão econômica. Por ora, os governos, ao fecharem suas economias, estão mandando a esmagadora maioria das pequenas e médias empresas para o colapso, gerando anos de estagnação econômica, pobreza e desemprego maciço. Destruir a economia, como está sendo feito agora, não é uma política social.

Governos, em existindo, deveriam fornecer aos cidadãos e às empresas as ferramentas para garantir a segurança, e não matar o tecido social de um país.

Mas, em vez de proteger o tecido produtivo para possibilitar a criação de mais empregos quando a pandemia for controlada, alguns governos irão, ao contrário, levar centenas de milhares de pequenas empresas à falência. E essas empresas não ressurgirão quando a crise passar.

A pandemia sanitária será superada graças à genialidade humana, à ciência, à tecnologia e às empresas. Já a pandemia intervencionista irá custar muito mais, em termos de vidas, de emprego, de crescimento e de oportunidades.

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autor

Daniel Lacalle
é Ph.D. em economia, gestor de fundos de investimentos, e autor dos livros  Escape from the Central Bank TrapLife In The Financial Markets and The Energy World Is Flat.



  • Entusiasta Crítico  06/04/2020 21:50
    O país está parado e o governo irá subsidiar aqueles que estão sem renda por causa do isolamento.

    Eu sei que vocês são contra o isolamento, eu também tenho as minhas ressalvas mas vamos supor que o isolamento fosse extremamente, por unanimidade, necessário.Somente 10% da força de trabalho trabalhando.

    Boa parte da população não podendo trabalhar e milhares de empreendimentos indo à falência.

    Como o ancapistao lidaria com isso?
    Existiria um subsídio para aqueles que estão sem renda e impedidos de trabalhar?

    E as empresas ,que recrutam milhões, que serão fechadas. O ancapistao resgatará elas evitando o desemprego descomunal e a falência generalizada?

    Existiria uma consultoria privada coordenando todas as medidas para conter a pandemia?
  • Vladimir  06/04/2020 22:16
    "O país está parado e o governo irá subsidiar aqueles que estão sem renda por causa do isolamento."

    Parcialmente correto. Irá subsidiar apenas alguns e por pouco tempo.

    "Eu sei que vocês são contra o isolamento, eu também tenho as minhas ressalvas mas vamos supor que o isolamento fosse extremamente, por unanimidade, necessário.Somente 10% da força de trabalho trabalhando."

    Quem imporia?

    "Boa parte da população não podendo trabalhar e milhares de empreendimentos indo à falência."

    Quem imporia esse fechamento completo da economia (que é uma ideia completamente imbecil)?

    "Como o ancapistao lidaria com isso?"

    Se não há políticos e burocratas ameaçando mandar para a cadeia todo o "criminoso" que decidir trabalhar e produzir, quem irá impor o confinamento?

    "Existiria um subsídio para aqueles que estão sem renda e impedidos de trabalhar?"

    Só se fosse voluntário.

    "E as empresas ,que recrutam milhões, que serão fechadas."

    Quem irá fechá-las? Por que elas fecharão?

    "O ancapistao resgatará elas evitando o desemprego descomunal e a falência generalizada?"

    Por que haveria todo esse colapso econômico se não há nenhum político filha da puta ameaçando de cadeia quem quer trabalhar?

    Você criou um cenário de ancapistão, mas inseriu nele todos os elementos exclusivos de um sistema estatal. Completamente bizarro.
  • Entusiasta Cr%C3%83%C2%ADtico  06/04/2020 22:33
    Quem imporia? As autoridades de saúde! Você é um tipo de divindade que sabe que "tudo pode funcionar, de menos o isolamento"? De onde você tirou essa informação de que o isolamento não é eficaz na contenção de todas as doenças que existem e que estão por vir?

    Se você sabe, um prêmio Nobel te aguarda
  • Vladimir  06/04/2020 22:42
    Ô, gênio! Você próprio criou o cenário. Você disse bem claramente: é um ancapistão. E aí você agora quer que haja Ministério da Saúde no ancapistão?!

    Se você próprio cria um cenário, então atenha-se a ele.
  • Kanitz  06/04/2020 22:43
    Você, involuntariamente, apontou algo importante. Alguém tem o estudo científico com grupo de controle que nosso ministro Mandetta usou para colocar todos em quarentena? Gostaria de ver.

    Não tem? Pois é, não existe. No entanto, ele é ardorosamente defendido pelos mesmos que exigem rigor científico dos que se opõem. Aliás, é defendendo até mesmo pelos que condenam a hidroxicloroquina, que é um remédio antigo, liberado, já testado e que comprovadamente reduz efeitos danosos do vírus.
  • 1berto  15/04/2020 04:44
    Falou bem até o comentário da cloroquina. Manda link doS estudoS que comprovem eficácia IN VIVO da cloro... ou hidrocloro...

    Cuidado pra não cair no mesmo erro do ministro.

    Sars e Mers não tem tratamento até hoje.



  • Humberto  15/04/2020 15:30
    Estudos já os há. Exemplo:
    www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7102549/

    É 100% garantido que irá funcionar? Não. Mas quem recorre a esse argumento, como é o seu caso, cai em profunda contradição.

    Já existe vacina contra a gripe. Comprovadamente eficaz. E, no entanto, muito gente vacina morre de gripe todo ano. E aí?

    Entenda esse básico: não existe nenhum remédio de eficácia 100% garantida no mundo. Até remédio pra dor de cabeça não funciona igualmente para todos (para mim, só funciona o Anador; pra minha mulher, só o Tylenol; e o Doril não funciona para nenhum de nós).

    É óbvio ululante que a hidroxicloroquina não será 100% eficaz para todas as pessoas do mundo. Mas isso não é motivo para ignorá-la.

    Pela sua lógica, todos os tratamentos contra o câncer deveriam ser abolidos, pois nenhum deles é comprovadamente 100% eficaz.

    Vocês, torcedores do vírus e da debacle econômica, deveriam arrumar argumentos um pouquinho melhores. Deixem de ser desumanos e ridículos.
  • DAGC  23/04/2020 17:41
    Didier Raoult ja testou em humanos, e ja foram mais de mil testes, rumo aos 60 mil.... va se informar.
  • Satur Barros  08/04/2020 12:38
    É uma pena que seu conceito não foi aplicado na lava jato. Detonou com as maiores empresas, em consequência, com a macroeconomia.
  • Vitor  06/04/2020 22:27
    Primeiro que no Ancapistão não teria estado destruindo poupança, parasitando o grosso do crédito para sustentar déficits eternos e criando um péssimo ambiente para negócios. Haveria muito mais poupança para passar por tempos difíceis.

    E só lembrar que esse resgate de empresas não é grátis, é mais dívida que será paga em um futuro muito próximo. O déficit do governo federal será explosivo esse ano. E também imagino que estados falidos como Minas, RS e RJ ficarão em estado de ultra calamidade fiscal.

    Lembre-se que a dívida federal do Brasil já está na casa dos 80%. E terminará o ano provavelmente acima dos 85%.
  • Entusiasta Cr%C3%83%C2%ADtico  06/04/2020 22:40
    Eu pensei na poupança. Veja, milhares de empresas irão falir, no entanto, os seus bens de capital não serão destruídos.As empresas falidas venderão os bens de capital para quem poupou (e os preços estarão baixos). Neste ponto, o subsídio empresarial seria desnecessário.

    Agora, e o subsídio para o pessoal que não poupou e que ficará sem nada durante o isolamento?
  • Humberto  06/04/2020 22:55
    Você pulou o crucial. Quem causou isso tudo é o estado, que saiu arbitrariamente fechando a economia e proibindo as pessoas de produzir. Tá cheio de vídeo no YouTube de policial pretendendo barbeiro e confiscando fruta de feirante.

    Ora, é óbvio que, neste cenário de destruição causada inteiramente pelo estado, então ele próprio tem de apresentar alguma solução. E a solução apresentada foi exatamente essa que você defende. A questão é que não tem como ela dar certo. Só isso.
  • anônimo  07/04/2020 01:11

    É impossível pagar subsídios pra todo mundo, sem piorar ainda mais a economia. Não era pra pagar subsídio nem pros ricos nem pros pobres. Subsídio é o governo decidindo quem paga e quem vive recebendo dos que pagam.

    O subsídio contraria a boa economia. Gera distorções que só pioram a vida dos empreendedores e trabalhadores produtivos, que são os que pagam. Acabam melhorando a vida dos que não fazem, mas apenas em parte. Ao piorar os números econômicos, tornam o custo de vida pior e isso contribuem pra pobreza.

    O que mais existe é politico prometendo tirar dos ricos e subsidiar pobres. Isso não ocorre e quando ocorre gera o desastre do comunismo.

    A maneira correta do pobre ficar mais rico não é tirando dos ricos, o que é uma ilusão. É o pobre produzir cada vez mais, auferir renda e ficar com seus rendimentos. E isso não é possível pois o governo com suas políticas intervencionistas, legislação tributária arcaica e legislação trabalhistas faz o contrário: o peso dos impostos nos mais pobres é mais forte. Quanto mais impostos, mais tributações, mais burocracias, mais subsídios, quem acaba pagando a conta vai ser o pobre.

    Esse subsídio pago ao trabalhador pra ficar em casa vai ter o mesmo efeito. Quem vai pagar vão ser os pobres. Subsídio é quase uma palavra sinônimo pra disfarçar distribuição de renda. A diferença é quem recebe e quem originalmente deveria pagar. Não se "iluda" com subsídio.
  • Thomas  07/04/2020 01:35
    Para o estado pagar subsídios para todos, ele tem antes de tributar a todos. Mas só é possível tributar se estiver ocorrendo alguma atividade econômica. Sem produção, sem renda e sem consumo (ou seja, sem transação monetária), não há o que ser tributado.

    Logo, o estado pagar subsídios em uma economia artificialmente paralisada pelo próprio estado, e na qual não há transações, é o cúmulo do paradoxo.
  • Jo%C3%83%C6%92%C3%82%C2%A3o  06/04/2020 22:41
    Em uma sociedade onde as pessoas não fossem educadas desde o berço para ser dependentes do estado, elas teriam poupança própria.

    A diferença começa aí.

    Se você tentar imaginar um "ancapistão" habitado por pessoas com a mentalidade estatista e irresponsável de hoje, não dará certo.
  • Marcelo  07/04/2020 00:16
    É evidente o uso político dessa gripe chinesa.
    Querem deliberadamente quebrar a economia para se instalar uma Nova Ordem Mundial comunista, sob o monopólio do poder político e econômico nas mãos de uma central única.
  • Thiago  07/04/2020 07:38
    Se o isolamento for necessário do jeito que está falando, na hipótese que ele seja voluntário, seria difícil achar os 10% que se arriscariam a morrer para que os 90% vivessem....
  • Zuca em Tuga  07/04/2020 08:45
    "Existiria uma consultoria privada coordenando todas as medidas para conter a pandemia?"

    O estatismo é tão grande nas pessoas que, até em um hipotético ancapistão, é preciso ter UMA "otoridade suprema" que resolve tudo.
  • Dalton Catunda Rocha  08/04/2020 15:12
    " Um tratamento da Covid-19 pelo sangue

    Uso de plasma de convalescentes pode tratar a nova doença, mas merece avaliação rigorosa

    8.abr.2020 à 1h00

    A ideia não é nova. Em 1890, Emil Adolf von Behring e Shibasaburo Kitasato publicaram um estudo mostrando a cura de ratos e outros animais inoculados com soro de animais previamente infectados com bactérias altamente virulentas.

    Um ano mais tarde, esse método, batizado como "imunização passiva", foi usado com sucesso para tratar uma criança acometida de difteria. Até então, cerca de 50 mil crianças alemãs já haviam morrido pela doença e o novo tratamento mudou a história da medicina. Merecidamente, Behring recebeu o primeiro Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina no ano de 1901.

    Muitos estudos mostraram que anticorpos, encontrados no plasma das pessoas que já passaram por uma infecção, poderiam ser usados com segurança. Eles funcionariam como mísseis direcionados a germes específicos, previamente desenvolvidos no sangue de algumas pessoas cujo sistema de defesa conseguiu montar uma guarda eficiente para novos ataques. Várias doenças foram tratadas com sucesso usando essa estratégia.

    É importante lembrar que, até a segunda metade do século 20, não havia medicamentos que destroem diretamente os germes, como antibióticos e antivirais, para o tratamento de doenças infecciosas. O uso desse plasma, denominado "convalescente", mostrou-se uma arma valiosa.

    Durante a gripe espanhola, pandemia causada pelo vírus influenza H1N1 no início do século 20 e que levou à morte cerca de 50 a 100 milhões de pessoas, plasma convalescente foi administrado a mais de 1.700 pacientes, reduzindo pela metade a mortalidade nesse grupo. Foi também empregado durante outros surtos, incluindo o de ebola, na África, e o da febre hemorrágica pelo vírus Junin, na Argentina, ambos na década de 70. São situações de combate a doenças infecciosas que têm algo em comum: não têm tratamento específico, podem ser mortais e se espalham rapidamente.

    Entretanto, esta abordagem não é simples nem isenta de riscos. É preciso identificar as pessoas que têm melhor defesa, ou seja, cujos plasmas têm anticorpos bons e em alta concentração.

    Vários projetos de pesquisa estão em andamento para avaliar o uso do plasma convalescente na pandemia da Covid-19. A doação de sangue de pacientes que se curaram da doença deve seguir rigorosamente todos os procedimentos de segurança já estabelecidos, como afastar outras infecções que podem ser transmitidas pela transfusão desse componente do sangue. O uso em pessoas gravemente doentes, como as afetadas pela Covid-19, ofereceainda um desafio adicional, já que podem ocorrer reações alérgicas e outros efeitos colaterais.

    Um número ainda pequeno de pacientes foi tratado na China e nos Estados Unidos, com resultados promissores. Instituições brasileiras estão se organizando para seguir o mesmo caminho de investigação, com protocolos clínicos bastante cuidadosos.

    Será essa uma boa arma no tratamento dos casos graves da Covid-19? Esperamos ter essa resposta em breve. Para tal, muitas questões precisam também ser respondidas. Qual é o melhor doador? Qual paciente vai se beneficiar mais? Quais são os riscos reais? Qual a capacidade de obtermos esse tratamento em maior escala?

    Aqui, não bastam apenas suposições, mas dados analisados com a aplicação rigorosa dos estudos clínicos, comparando criteriosamente os pacientes que receberam e os que não receberam o plasma convalescente, com análise atenta e objetiva.

    A pandemia de Covid-19 exige respostas rápidas. E a ciência é a melhor forma de encontrá-las.

    Esper Kallás

    Médico infectologista, é professor titular do departamento de moléstias infecciosas e parasitárias da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador na mesma universidade. " > www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2020/04/um-tratamento-da-covid-19-pelo-sangue.shtml
  • Thiago  08/04/2020 23:24
    Se o isolamento for necessário do jeito que está falando, na hipótese que ele seja voluntário, seria difícil achar os 10% que se arriscariam a morrer para que os 90% vivessem....
  • LSB  09/04/2020 19:25
    "vamos supor que o isolamento fosse extremamente, por unanimidade, necessário.Somente 10% da força de trabalho trabalhando"

    Amigo, se isto acontecer (só 10% da força de trabalho, de fato, trabalhar), você pode então encomendar um extrema unção global para uns 90% da população.
    Claro que se for por um período muito curto, tipo um mês, a sociedade ainda aguenta. Mas se 90% da força de trabalho parar de trabalhar por 6 meses, você pode "encomendar" umas 6 bilhões de sepulturas... Sem produção, sem pão...
  • Carlos  06/04/2020 22:18
    Por que a grande mídia está escondendo que o Alcolumbre e o David Uip se curaram com a hidroxicloroquina? Por que toda a mídia está atuando em conjunto para esconder essa informação do povo? E por que ela torce tão explicitamente pelo vírus?

    Isso é crime. Prevaricação e abdicação das funções. Pura e simplesmente.
  • BK  07/04/2020 02:49
    David Uip foi curado pela hidroxicloroquina. Mas ele não teve coragem de admitir em público. O que leva esse renomado médico a se negar a dizer se tomou a hidroxicloroquina para se curar? Quantos idosos ainda terão que morrer nessa luta pelo poder por parte do governador de São Paulo?

    twitter.com/claudioedantas/status/1247343258218479617
  • HB  07/04/2020 15:17
    Na cabeça da cúpula, você é um brasileirinho que não entende assuntos "complicados", não sabe defender seu próprio interesse, e portanto não deve ter toda a verdade. Eles é que devem concentrar a info e só passar a você o que acham importante na visão deles (enquanto tomam a hidroxicloroquina).
  • G. Fiúza  08/04/2020 05:28
    O nível de dramatização do relato de David Uip sobre seu caso de coronavírus soa excessivo p/ um médico. Lembra o áudio de um colega seu sobre a chegada do covid q parecia Orson Welles narrando a invasão dos marcianos. Uip diz que o sistema de saúde de SP está à beira do colapso.

    A afirmação (governo Dória) é de que se não aumentar o isolamento social para 75% faltarão leitos em 15 dias. As entidades médicas têm a obrigação de exigir o modelo científico dessa projeção. Nem a OMS projeta uma correlação matemática entre confinamento e progressão da epidemia.
  • Pedro Albuquerque  09/04/2020 01:28
    Cronologia dos fatos de um escândalo, vou desenhar pra quem ainda não entendeu:

    1- David Uip reaparece e quase chora ao dar depoimento sobre sua infecção com o vírus, lado do Governador, em coletiva de imprensa.

    "Uma coisa horrível, aterrozizante !", diz o médico 

    2- Com o depoimento, Doria reforça que vai manter o Estado completamente parado por mais 15 dias

    3- Ainda no mesmo dia, em um entrevista, David Uip se nega a falar se foi curado com hidroxicloroquina. O experiente entrevistador (Datena) pega na hora: "Não precisa nem falar, tomou !" 

    4- Com uma enorme pressão das mídias sociais depois da entrevista, a historinha começa a ruir.

    5- Surge uma imagem de uma receita de cloroquina na internet , receitada para o próprio David Uip

    6- Após negar que tomou o medicamento, admite que a receita era verdadeira…

    7- Médico e Governador mudam abruptamente o discurso e dizem que defenderam o uso da cloroquina para o Ministério da Saúde

    8- Mandetta nega tal defesa e diz para um tal de Governador parar de politizar os debates sobre o remédio.

    Sabe qual o resultado dessa história ? Muitos brasileiros estão morrendo.

    Esse é aquele mesmo Governador que disse que estava do lado do povo para salvar vidas e que estas não eram apenas CPFs.

    Veja o tamanho do sem-vergonha que Governa o Estado de São Paulo. 

    Pior: veja o escândalo que está acontecendo, no qual todos os médicos usam o remédio para escapar do coronavírus, mas a medicação não é liberada para o povo.

    Governos e Ministério da Saúde estão matando as pessoas.

    Ah, mas vejam só quem está do lado do povo, lutando pelo país e sempre tendo defendido a hidroxicloroquina.

    Bate mais panela aí, bando de idiota ! 
  • Rodrigo Mendes  06/04/2020 22:33
    Mas o que o Instituto Mises Brasil sugere? Não fazer nada? Deixar as pessoas irem trabalhar para contagiar mais pessoas e morrer muita gente? Deixar os informais sem auxílio algum? Essas medidas foram necessárias em um momento de epidemia.
  • Juliano  06/04/2020 22:42
    Respondido explicitamente no artigo, inclusive citando exemplos práticos. Se não viu, é porque não leu. Ou leu, mas não entendeu. Aí já é problema educacional mesmo.
  • Ex-microempresario  06/04/2020 22:44
    1) Suécia, Suíça, Hong Kong, entre outros, não impuseram quarentena e até agora não "morreu muita gente".

    2) Há uma diferença entre "foram necessárias" e "o governo disse que foram necessárias". Como a história não volta, nunca saberemos.
  • Humberto  06/04/2020 22:45
    A solução é tripla:

    1) Copiar a Coreia de Sul, que simplesmente fez o básico e sensato. Testou e isolou os positivos, e deixou livre os não-infectados.

    Aliás, por que o Japão, que tá perto de Coreia e China, não teve nada? Possui uma população bastante idosa e, até agora, teve 1.128 infectados e 42 mortos — taxa baixíssima para um país idoso.

    E não teve nada de confinamento.

    2) Sair às ruas de luvas, máscaras, manga comprida e calça comprida. Agindo assim, pode acreditar, a chance de contágio é quase nula. Você só será contaminado se algum outro contaminado cuspir dentro do seu olho. O problema é que ninguém quer esse desconforto.

    3) Aos já contaminados (atenção: foi contaminado, mas ainda está no início), usar hidroxicloroquina com azitromicina. 100% de sucesso em todos os pacientes submetidos a isso. (Vá perguntar como Alcolumbre e David Uip se curaram).

    Ou seja, a solução já está aí. Já se sabe o que fazer com os contaminados e o que fazer para não se contaminar. E fim. O item dois é facílimo de ser implantado, e, curiosamente, ninguém fala dele. A mídia quer é tocar o terror, pois ganha muita audiência com isso.

    No final, o risco de se contrair Covid-19 é o mesmo de você pegar uma gripe no inverno. Se usar luvas e máscaras, e evitar contato com terceiros, estará praticamente protegido.

    E o risco é menor do que pegar dengue (muito mais fatal que a Covid-19), pois você dificilmente vê o mosquito e ele pode lhe picar enquanto você estiver dormindo.

    Eu já fui um dos que pensavam que isso era grave. Mas realmente não passa de uma gripe forte. Quem morreu é quem já tinha mais de 70 anos e tinha outros problemas de saude: diabetes, problemas cardíacos, problemas renais, respiratórios etc.

    Quem tem menos de 60 anos, que tinha saúde boa e foi contaminado, já melhorou depois de 11 dias. Agora, com a descoberta de que hidroxicloquina com azitromicina (dois remédios antigos) cura 100% dos doentes, não há mais motivo nenhum pra histeria.

    Mas como políticos adoram controle absoluto, e dado que eles hoje gozam total apoio da imprensa, estão lavando a égua.

    E a verdade é que os epidemiologistas se transformaram nas novas sumidades mundiais. O que eles determinam está decidido, e ai de quem discordar. Se eles mandarem fechar as economias por 2 anos, é pra obedecer. Quaisquer considerações econômicas sobre os efeitos disso é mero obscurantismo materialista e anti-vida humana.
  • Rodrigo Mendes  06/04/2020 23:00
    A Coréia do Sul impôs quarentena a todos os que chegam de viagem:

    exame.abril.com.br/mundo/coreia-do-sul-impoe-quarentena-a-todos-que-chegam-no-pais/

    "Aliás, por que o Japão, que tá perto de Coreia e China, não teve nada?"

    Porque o Japão também impôs quarentena a todos os que chegam de viagem.

  • Vladimir  07/04/2020 01:05
    Opa, quarentena só pra quem chegou de viagem? Topo. Total. E aí, quando começamos?
  • Entusiasta Cr%C3%83%C2%ADtico  06/04/2020 23:26
    1)O grande X da questão é descobrir quem está infectado e quem não está. Eu estou gripado, será que estou infectado? E desde quando, já que os sintomas demoram para aparecer? Sorte que eu fiquei só em casa

    2) O vírus possui uma longevidade alta, ou seja, se um infectado espirrasse na sua "EPI especial"ou se você passasse, com sua EPI, por uma região que contém o vírus na forma de aerossóis de saliva (o vírus pode sobreviver por 40min a 2h30), o vírus iria sobreviver na superfície do seu EPI por umas 72 a 96 horas. Então, só a proteção das máscaras e roupas não funcionam, a não ser se você lavar constantemente...mas mesmo assim o vírus pode sobreviver. (fonte: Globo e Veja)

    3) Pela última notícia que eu li da f
    Foxnews, milhares de americanos estão sendo tratados com o coquetel. O tempo nos dará a resposta.
  • Lucas  06/04/2020 23:48
    "Mas o que o Instituto Mises Brasil sugere? (...) Deixar as pessoas irem trabalhar para contagiar mais pessoas e morrer muita gente?"
    Sim. Cabe a cada indivíduo tomar as medidas de proteção necessárias para não ser contagiado por outras pessoas. Manter as mãos limpas, não tocar no rosto, evitar contato próximo com outras pessoas e, quando necessário, usar máscara, luvas, álcool em gel e o que mais possa ajudar na proteção. Aqueles que não tomarem esses cuidados, infelizmente correrão alto risco de ser contagiado. A responsabilidade em se proteger é individual.
  • Entusiasta Cr%C3%83%C2%ADtico  07/04/2020 13:35
    *Continha (em algum lugar)

    E se um indivíduo não der a mínima para tudo isso? Ele está pondo, mesmo sem saber, a vida de outros indivíduos em risco, como eu demonstrei acima.E nessa crise, eu não canso de ouvir notícias demonstrando isso. Baladas coronavírus.

    "Cada indivíduo usando calças, máscaras e luvas" não adianta, já que o vírus consegue sobreviver em superfícies, nos tecidos que são utilizados para fabricar as roupas especiais.
    Eu vou ver se encontro o manual de dqbrn do exército. Eu sei que com armas químicas, as roupas devem ser imediatamente descartadas caso houver contato com o tóxico. Com agentes biopatógenos deve ser a mesma coisa, dado as excessões.Vou pesquisar.

    Se cada indivíduo fizesse, espontaneamente, o que é bom para ele e bom para os outros, os treinamentos militares seriam bem mais rápidos e fáceis, já que a principal dificuldade é moldar o espírito de grupo, é colocar na cabeça do indivíduo que ,às vezes, o individualismo é fatal

    Quanto ao artigo, agora temos 2 opçoes: Seguir as recomendações ou ter sorte de não ser infectado. Sair de casa é uma aposta. Você não tem muito controle sobre o destino, então o governo e a sociedade deve seguir as recomendações.

    Os serviços essenciais e a classificação do que é essencial ou não estão sendo aperfeiçoados para sustentar toda situação, a economia de emergência

    Quanto a crise que virá depois, temos milhares de opções que todos os estudos econômicos podem nos oferecer. Se tudo for feito corretamente, não será o fim do mundo.
  • Vladimir  07/04/2020 15:05
    Se você realmente acredita em tudo isso que você escreveu (e aqui não vai nenhuma crítica), então a sua vida já acabou. Você viverá em permanente estado de medo e pavor. Qualquer superfície em que você encoste, qualquer ar que você respire (com efeito, qualquer inalação) poderá estar contaminado, e você estará à beira da morte.

    Não sei se você já percebeu, mas você trocou sua liberdade por sua segurança. Seu pavor fez com que você abdicasse de tudo, principalmente de sua liberdade, apenas para ter uma maior sensação de segurança.

    Respeito sua decisão, mas isso, para mim, já é a própria morte. Se algum dia minha vida se resumir a isso, já serei um cadáver em vida.
  • Lee Bertharian  07/04/2020 17:39
    Mais do que sugerir, o artigo INFORMA.
    Se os súditos valorizam menos informação e mais os comandos dos "líderes", aí já é outro problema.
  • anônimo  07/04/2020 18:24
    Isolamento ou redução do contato como forma de redução do contágio é até hoje a única forma de impedir a dispersão de uma doença, ainda mais com características epidêmicas e sobretudo em um caso de ser uma patógeno novo.

    Até hoje a melhor forma de impedir o avanço do HIV é redução de contato, tanto que, inclusive, a redução de parceiros sexuais ou mesmo o uso de material descartável não passa de uma forma de isolar as pessoas. Mesmo a dengue, reduzir os criatórios do mosquito aumenta a distancia entre as pessoas contaminadas. A questão é que doenças respiratórias como a Covid-19 passam pelo simples contato. Inclusive a adoção da medida irá permitir que medicamentos como a cloroquina sejam bem calibrados e as medidas sejam reduzidas.

    O resto é achismo. A Coreia do Sul, único país que achatou a curva e não parou a vida, fez isolamento; a diferença é que eles testam em massa e por isso conseguem separar o joio do trigo. Só que, para funcionar isso, tem ser feito no início. O Brasil não tem ainda a capacidade de testes, então tem que montar a infraestrutura antes dos casos explodirem. Algo tão simples que é ate estranho não ser compreendido.

    Quem quer voltar a trabalhar tem que brigar por testes e não fabricar fantasias com gráficos e interpretações de idiotas - como o Augusto Nunes ou Caio Copolla, que divulga um modelo de Israel que tem como condição testes em massa.
  • Márcio  06/04/2020 22:44
    Diferente do que o texto diz, o governo da Coréia do Sul não ficou de braços cruzados diante da pandemia. A Coreia do Sul fez uma política acirrada de identificação, isolamento e vigilância dos casos de coronavírus que entraram por aeroportos. Somada à testagem em massa (uma capacidade que nem todo país tem) e imposição de quarentena aos grupos de riscos identificados nesse processo:

    super.abril.com.br/saude/a-estrategia-de-sucesso-da-coreia-do-sul-contra-a-covid-19-testes-em-massa/
  • Gomes  06/04/2020 22:51
    Ou seja, exatamente o que diz o artigo (que em momento algum falou sobre "braços cruzados", mas sim de prevenção e testagem).

    Sempre impressiona a total incapacidade de leitura do brasileiro médio. No futuro próximo, estaremos nos comunicando na base do au-au, miau e oinc-oinc.
  • Richard Stellman  07/04/2020 14:33
    O bonde passo essa estratégia não funciona mais.
  • Gabriel  06/04/2020 22:57
    E quem disse isso? No texto:

    "Essa crise sanitária tem de ser atacada por três ângulos: prevenção, testagem, e a garantia de que tratamentos e vacinas estarão amplamente disponíveis quando prontos. Se os governos continuarem em pânico, destruindo o tecido social das economias, eles irão apenas adicionar pobreza, miséria, falências e desespero às fatalidades da epidemia, criando assim uma depressão sanitária e social muito maior e mais longeva.

    As melhores medidas a serem tomadas para lidar com essa crise sanitária, bem como o risco de colapso econômico, é seguir a estratégia da Coreia do Sul, de Cingapura e de Hong Kong. Realmente, não é necessário reinventar a roda. Basta copiar o que deu certo.
    "


    Qual a dificuldade de ler antes de comentar?
  • Débora Cristina  07/04/2020 01:47
    Gomes,
    Se o governo da Coreia nao ficou de braços cruzados, significa que ele interviu. Se ele interviu vai contra a ideologia do "mercado resolve tudo".
    Posso entender que o que vocês estão querendo provar é que existe a intervenção boa e a intervenção ruim. É isso?
    Não creio que seja, mas só quero confirmar
  • Gomes  07/04/2020 02:11
    "Se o governo da Coreia nao ficou de braços cruzados, significa que ele interviu. Se ele interviu vai contra a ideologia do "mercado resolve tudo"."

    Doçura, pra começar, não é "interviu", mas sim "interveio". Eis aí uma prova cabal de que sua educação, inteiramente controlada pelo MEC, foi um lixo. (Foi uma intervenção estatal boa ou ruim?)

    E, duh!, é óbvio que o estado intervém nas coisas. Afinal, ele existe (para o deleite de muitos, como você). Se ele existe, ele fará de tudo, inclusive intervenção. De todos os tipos. E também prenderá pessoas pelo "crime" de caminhar na calçada, como fez hoje a polícia carioca. Veja o vídeo:

    twitter.com/profpaulamarisa/status/1247267802681094144

    E aí, você apoia essa intervenção também? Ou é seletiva? Vamos, demonstre coerência.

    De resto, sensacional sua lógica. Os governos simplesmente fecharam todas as economias, proibiram todas as transações comerciais, proibiram todos os estabelecimentos de funcionarem, proibiram as pessoas de trabalharem, proibiram circulações, proibiram viagens, e basicamente baniram todo e qualquer empreendedorismo. E então, com as economias inevitavelmente em colapso em decorrência dessa pesada intervenção estatal, você diz que esta é a evidência de que o mercado não resolve tudo?

    Você deixou sua inteligência a descoberto.

    "Posso entender que o que vocês estão querendo provar é que existe a intervenção boa e a intervenção ruim. É isso? Não creio que seja, mas só quero confirmar"

    De minha parte, eu sou contra todas as intervenções, principalmente aquela que manda fechar toda a economia e, após o inevitável colapso econômico, diz que tal colapso foi culpa do mercado.

    E você? É a favor de a policia prender (em nome da "saúde") duas mulheres que estavam caminhando na calçada? Ou para você tal intervenção está na categoria das ruins? E, se ela é ruim, por que então me proibir de trabalhar seria uma intervenção boa?

    Só quero confirmar.
  • Débora Cristina  07/04/2020 13:47
    "De minha parte, eu sou contra todas as intervenções, principalmente aquela que manda fechar toda a economia e, após o inevitável colapso econômico, diz que tal colapso foi culpa do mercado"

    Você é contra toda intervenção, ok. Então vc é contra que o governo queira testar todo mundo, como fez na Coreia? Praticamente todos os países que tinham pouca restrição voltaram atrás. A Itália se arrepende de não ter feito uma quarentena mais pesada desde o início. Tem video do prefeito de Milão falando disso. EUA voltaram atrás, Suécia voltou atrás, Japão voltou atrás, Hong Kong voltou atrás.

    Quando eu digo que o mercado não consegue lidar com a pandemia é pq, toda vez que os governos prefiriram não intervir, as mortes dispararam e os governos tiveram que voltar atrás.

    A intervenção estatal é apenas consequencia do mercado não ter "resolvido o problema". Só isso.

    A sua proposta - que, por sinal, é diferente da do autor do artigo, já que este defende a testagem, vacina pra todos etc - de não intervir no que diz respeito ao coronavirus falhou miseravelmente no mundo inteiro.
  • Gomes  07/04/2020 15:04
    "Então vc é contra que o governo queira testar todo mundo, como fez na Coreia?"

    Não tem problema nenhum ele querer testar. Só não pode obrigar. Em havendo testes disponíveis, pode até ser que eu o faça, sem problema nenhum.

    "Praticamente todos os países que tinham pouca restrição voltaram atrás."

    Isso é uma decisão puramente política. Políticos sempre são cobrados para "estarem fazendo alguma coisa". Mesmo que tal coisa seja errada.

    Um político pode estar completamente correto em sua inação; porém, o simples fato de ele ser visto como "alguém que não está fazendo nada" já pode ser fatal para sua imagem.

    Eu nunca discordei que a mentalidade das pessoas ao redor do mundo é intervencionista. Sempre querem que políticos estejam "fazendo alguma coisa", ainda que esse alguma coisa ferra a vida de todos.

    Veja, por exemplo, aqui no Brasil. Quando tem um deputado que nunca apresentou nenhum projeto de lei na Câmara (ou seja, um deputado que nunca atuou para reduzir minhas liberdades), ele é imediatamente trucidado pela mídia como alguém que não faz nada. Ora, esse é exatamente o tipo de deputados de que precisamos. Alguém que não esteja querendo regular minha vida, a economia, e nem salvar o mundo. Mas, para a mídia, esse é o tipo de deputado que não presta. E o povo vai atrás. Aí o deputado, pra mostrar que "é do bem", começa a criar um monte de projeto de lei insano. E aí tudo vai pro saco.

    "A Itália se arrepende de não ter feito uma quarentena mais pesada desde o início. Tem video do prefeito de Milão falando disso."

    Desde que a Itália entrou em quarentena total, os números de infectados e de mortes explodiram. Exatamente como previu Osmar Terra (motivos óbvios: quando todas as famílias passam a ficar juntas, os mais novos infectam os mais velhos; ademais, acaba-se com o fenômeno da "imunidade do rebanho").

    Mas falar isso se tornou proibido. A mídia embargou o debate. E ainda dizem que os outros é que são obscurantistas.

    "EUA voltaram atrás, Suécia voltou atrás, Japão voltou atrás, Hong Kong voltou atrás."

    Hong Kong não voltou atrás. Está tudo aberto lá. Assim como no Japão. Decretar estado de emergência não significa adotar confinamento. Só que todo mundo sai às ruas de máscaras. Exatamente como deve ser. Pare de sacar. De resto, ver duas respostas acima.

    "Quando eu digo que o mercado não consegue lidar com a pandemia é pq, toda vez que os governos prefiriram não intervir, as mortes dispararam e os governos tiveram que voltar atrás. A intervenção estatal é apenas consequencia do mercado não ter "resolvido o problema". Só isso."

    As mortes dispararam após o confinamento. Tanto na Itália quanto na Espanha. Isso é fato. Se você não aceita isso, nada posso fazer.

    "A sua proposta - que, por sinal, é diferente da do autor do artigo, já que este defende a testagem, vacina pra todos etc - de não intervir no que diz respeito ao coronavirus falhou miseravelmente no mundo inteiro."

    Qual proposta, meu doce? Eu não falei nenhuma. Onde você viu alguma proposta minha? Se quisesse saber, que perguntasse.

    Eis a minha proposta: todo mundo sai às ruas de máscaras, luvas, calças e manga comprida. Faz-se isolamento vertical dos idosos. Já os contaminados devem ser tratados desde cedo com Hidroxicloroquina e Azitromicina. 100% de cura.

    E você? Além de trancar todo mundo em casa (tudo junto), qual a sua proposta?
  • Debora Cristina  07/04/2020 17:44
    "Não tem problema nenhum ele querer testar. Só não pode obrigar. Em havendo testes disponíveis, pode até ser que eu o faça, sem problema nenhum."

    Sim, mas nao tem almoço grátis, o governo vai ter que roubar mais do que ja rouba pra fazer esses exames

    "Isso é uma decisão puramente política. Políticos sempre são cobrados para "estarem fazendo alguma coisa". Mesmo que tal coisa seja errada"

    Calma lá!!!! A pressão política em Milão foi justamente a inversa. Eles queriam que os políticos nao fizessem nada, liberassem a maratona, a vida normal etc, e o governo foi por esse caminho. Obviamente que na hora que vc ve gente morrendo a torto e a direito, com os cemitérios não dando vazão, aí vc muda de ideia.
    Mesma coisa o Trump, pressão inicial era por não intervenção. Uma hora a realidade se impões, mas que fique claro que o receituário adotado de partida era o mesmo que vc propõe.

    "Quando tem um deputado que nunca apresentou nenhum projeto de lei na Câmara (ou seja, um deputado que nunca atuou para reduzir minhas liberdades), ele é imediatamente trucidado pela mídia como alguém que não faz nada"

    Isso é outra falácia!!!!
    A reforma tributária que estão tentando passar no Brasil é justamente pra desregulamentar, reduzir carga tributária, desburocratizar, facilitar a vida do empresário etc. Vc passa uma lei, pra unificar os diplomas legais, por exemplo e tornar as coisas inteligiveis e mais fáceis, passa uma lei pra revogar outras 10 por exemplo.
    Mas o que vc tá falando é platitude típica de manual libertário que a gente ve por ai. So nao encontra suporte na realidade.

    "Desde que a Itália entrou em quarentena total, os números de infectados e de mortes explodiram. "

    As políticas demoram um tempo pra dar o efeito, vc mexe na ponta da corda e pra impactar a outra ponta demora-se um tempo. Se nao fosse a quarentena, infectaria os avós E TB os amigos, E TB os colegas de trabalho E TB o vendedor da loja que ele vai, E TB o atendente do bar E ASSIM POR DIANTE.

    "Hong Kong não voltou atrás. Está tudo aberto lá."

    portuguese.xinhuanet.com/2020-04/03/c_138943483.htm
    Hong Kong, 3 abr (Xinhua) -- O governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong anunciou nesta quinta-feira a decisão de fechar temporariamente bares e outros pontos de consumo no local de bebidas alcoólicas em resposta ao aumento nos casos de COVID-19.
    Alem disso, eles controlaram a fronteira de maneira muito mais forte que os outros países.

    "Eis a minha proposta: todo mundo sai às ruas de máscaras, luvas, calças e manga comprida. Faz-se isolamento vertical dos idosos. Já os contaminados devem ser tratados desde cedo com Hidroxicloroquina e Azitromicina. 100% de cura"

    Ah entendi, e quem obrigaria isso? O governo? Ou o mercado, a vontade individual das pessoas as fariam agir assim?
    Olhe pra janela, as poucas pessoas que saem à rua ja saem, em maioria, sem proteção mesmo com todo terrorismo midiatico que há. Boa parte dos idosos ja nao respeitam a quarentena com decreto, imagina sem imposição legal. Desça pra Terra!
  • Gomes  07/04/2020 19:04
    "Sim, mas nao tem almoço grátis, o governo vai ter que roubar mais do que ja rouba pra fazer esses exames"

    Por que teria de ser "mais do que já rouba"? Que tal cortar de outros lugares? Que tal reduzir os salários do alto escalão do funcionalismo público, como você? Tá dentro?

    "Obviamente que na hora que vc ve gente morrendo a torto e a direito, com os cemitérios não dando vazão, aí vc muda de ideia."

    Afirmação factualmente falsa. O número de infectados e mortos disparou após o confinamento. Isso não é teoria; é fato. Logo, a sua frase, que é puramente emotiva, não tem respaldo nenhum nos fatos (e não é você que diz ser serva da ciência)?

    "Mesma coisa o Trump, pressão inicial era por não intervenção."

    Ao contrário: a imprensa desceu o cacete nele exigindo que ele "fizesse alguma coisa". Aí o covardão cedeu. Que se estrepe.

    "A reforma tributária que estão tentando passar no Brasil é justamente pra desregulamentar, reduzir carga tributária, desburocratizar, facilitar a vida do empresário etc."

    A reforma tributária, minha flor, é de autoria do Ministério da Economia. Não é de deputado nenhum. Algum deputado será escolhido como relator, é fato, pois é assim que tem de ser. Mas nenhum deputado foi o autor dessa ideia. Acorde para o mundo.

    "Mas o que vc tá falando é platitude típica de manual libertário que a gente ve por ai. So nao encontra suporte na realidade."

    Dado que eu só citei fatos, e demonstrei que você só falou falsidades, podemos dizer que a rainha das platitudes (e das mentiras) é essa que me lê.

    "As políticas demoram um tempo pra dar o efeito, vc mexe na ponta da corda e pra impactar a outra ponta demora-se um tempo. Se nao fosse a quarentena, infectaria os avós E TB os amigos, E TB os colegas de trabalho E TB o vendedor da loja que ele vai, E TB o atendente do bar E ASSIM POR DIANTE."

    Só recorre ao Caps Lock quem é descontrolado emocional e quem não tem nenhuma segurança nos argumentos. Cole aqui, por favor, o link para um paper académico, revisado por pares, que tenha utilizado grupos de controle e que tenha feito estudos randomizados controlados, e que prove isso que você acabou de falar. É simples.

    Você, que diz amar a ciência, está recorrendo ao puro achismo (e à gritaria, como comprova o Caps Lock). Já eu estou apenas citando fatos. Controle-se, recomponha-se, e cole o link, por favor.

    "O governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong anunciou nesta quinta-feira a decisão de fechar temporariamente bares e outros pontos de consumo no local de bebidas alcoólicas em resposta ao aumento nos casos de COVID-19."

    Ou seja, apenas agora, quando a epidemia já diminuiu enormemente na Ásia, e pela qual o país passou incólume (e está ali coladinho na China, hein?), os burocratas decidiram fechar exclusivamente apenas alguns botecos.

    É isso mesmo?

    Bravo! Sua teoria está comprovada!

    "Alem disso, eles controlaram a fronteira de maneira muito mais forte que os outros países."

    Ou seja, nada de confinamento, nada de isolamento horizontal. Por mim, já tá ótimo. E aí, bora defender esse arranjo aqui?

    "Ah entendi, e quem obrigaria isso? O governo? Ou o mercado, a vontade individual das pessoas as fariam agir assim?"

    Primeiro eu preciso saber se você concorda com tudo o que foi escrito acima (o que significa que você discorda de tudo o que você própria disse). Se sim, então podemos proceder no debate. Se não, nada feito. Não estou aqui para ficar ensinando de graça a quem faz apologia à ignorância.

    "Olhe pra janela, as poucas pessoas que saem à rua ja saem, em maioria, sem proteção mesmo com todo terrorismo midiatico que há."

    Opa! Obrigado por reconhecer. É exatamente isso o que ocorre no país: puro terrorismo midiático. Sabe aquela imagem de um cemitério cavando covas em São Paulo, que foi parar no Washington Post, e que a Globo repercutiu? Pois é, nada mais do que o procedimento padrão de todos os cemitérios. Todo cemitério tem de diariamente de ter covas abertas para receber os "clientes". Afinal, num dia normal, quantas pessoas você acha que são enterradas em São Paulo?

    "Boa parte dos idosos ja nao respeitam a quarentena com decreto, imagina sem imposição legal. Desça pra Terra!"

    Eu vivo no mundo real. É você quem tem de abrir mão de seus proventos garantidos de funcionária pública, sair de sua varanda gourmet e vir para a economia real.
  • Debora Cristina  07/04/2020 21:19
    "Por que teria de ser "mais do que já rouba"? Que tal cortar de outros lugares?"

    De acordo. Cortemos de outros lugares. Mas isso não invalida que entre a opção de fazer teste contra a opção não fazer teste a opção fazer teste é a mais intervencionista.
    A gente pode cortar de todos os lugares que vc queira cortar e não fazer testes.

    "Afirmação factualmente falsa. O número de infectados e mortos disparou após o confinamento."

    Óbvio que disparou. As medidas demoram tempo pra funcionar, os infectados demoram tempo para aparece. Quem testa positivo hoje foi infectado de 2 a 3 semanas atrás.
    Isso aqui tá feio, ta parecendo Gabriela Prioli x Tomé Abdch. A estudiosa e conhecedora da lógica e do mundo contra um agitador de palanque.

    "Ao contrário: a imprensa desceu o cacete nele exigindo que ele"

    Parece até que a imprensa, as pessoas e todos os neocomunistas do mundo (já que todo mundo com minimo de bom senso virou comunista atualmente) inventaram os hospitais lotados, as pessoas morrendo a torto e a direito, o caminhao frigorifico em NY pra recolher os mortos das doenças, o Equador caótico, é tudo holograma e foi tudo inventado.

    "A reforma tributária, minha flor, é de autoria do Ministério da Economia. Não é de deputado nenhum."

    Eu so dei um exemplo de que mudanças e criação de novas regulamentações podem ser para reduzir o Estado e a burocracia. é tao dificil entender isso?
    Quando um deputado cria uma lei pra que as aereas estrangeiras possam operar no Brasil. Isso é intervençao ou liberalismo? Na sua cabeça é intervenção. De novo, achismos, pra cima de mim, não.

    "Só recorre ao Caps Lock quem é descontrolado emocional e quem não tem nenhuma segurança nos argumentos."

    To tentando deixar o mais didático possível. Agora quem se autoproclama vencedor de um debate é pq realmente é uma criança mimada que deve gastar rios de dinheiros em terapeuta bancado pela mamãe.

    "Cole aqui, por favor, o link para um paper académico, revisado por pares, que tenha utilizado grupos de controle e que tenha feito estudos randomizados controlados, e que prove isso que você acabou de falar."

    www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-NPI-modelling-16-03-2020.pdf
    Toma sua aulinha!

    "Ou seja, apenas agora, quando a epidemia já diminuiu enormemente na Ásia, e pela qual o país passou incólume (e está ali coladinho na China, hein?), os burocratas decidiram fechar exclusivamente apenas alguns botecos."

    Ah entendi, como estava tudo bem lá em Hong Kong eles resolveram fechar uns botecos de bobeira. Segundo sua lógica só pra aparecerem pra população. Sendo que a medida sempre gera transtorno pras pessoas.
    É incrivel, quando a realidade não atua em consonancia com sua teoria amalucada vc cria teorias conspiratorias umas em cimas das outras.
    é cada piada de mau gosto por aqui

    "Primeiro eu preciso saber se você concorda com tudo o que foi escrito acima (o que significa que você discorda de tudo o que você própria disse). Se sim, então podemos proceder no debate. Se não, nada feito."

    hahahahaha. Agora vc quer condicionar o seu argumento a ser fiel aos seus pensamentos. "Eu so posso te compravar isso se vc acreditar que a Terra é plana, ela só funciona se a Terra for plana, se vc nao acredita vc é lunatica e a minha teoria nao funciona.
    Patético

    "É você quem tem de abrir mão de seus proventos garantidos de funcionária pública, sair de sua varanda gourmet e vir para a economia real."
    Proventos garantidos? Sou do setor privado e a menos que vc ache que a FGV é estatal eu nao tenho nada de funcionaria pública. Mais um argumento tosco de sua parte. Ad hominen é manjado, tipico de quem nao sabe mais o que fazer
  • Gomes  07/04/2020 22:33
    Ô, minha querida. De todos os papers que você podia citar*, você citou exatamente aquele cujo autor foi ridicularizado por ter manipulado os números? Que dó.

    www.dailymail.co.uk/news/article-8164121/Professor-predicted-500-000-Britons-die-coronavirus-accused-having-patchy-record.html

    www.washingtonexaminer.com/news/imperial-college-scientist-who-predicted-500k-coronavirus-deaths-in-uk-revises-to-20k-or-less

    Volte pro maternal, volte. Como você bem disse: vai lá ter sua aulinha.


    * Não se preocupe: não há nenhum outro.


    P.S.: Como você nada acrescentou de proveitoso em todo a sua logorreia acima, nada terei a acrescentar. Não vou trabalhar de graça. Não vou ficar gratuitamente educando alguém que tem alergia ao conhecimento.
  • Ex-microempresario  08/04/2020 16:08
    "Parece até que a imprensa, as pessoas e todos os neocomunistas do mundo (já que todo mundo com minimo de bom senso virou comunista atualmente) inventaram os hospitais lotados, as pessoas morrendo a torto e a direito, o caminhao frigorifico em NY pra recolher os mortos das doenças, o Equador caótico, é tudo holograma e foi tudo inventado. "


    "já que todo mundo com minimo de bom senso virou comunista": então era verdade, o covid vai causar o fim da civilização.

    "inventaram os hospitais lotados": É mesmo, hospital público lotado é coisa que nunca existiu na história. Só o Corona Vírus para transformar esse modelo de organização e eficiência que é a saúde estatal em algo que não funciona.

    "as pessoas morrendo a torto e a direito": Depende da definição de torto e direito. Essa crise mostrou que em um país onde morrem 1800 pessoas por dia, em média, você pode pegar 10% disso, atribuir a um vírus mortal, fazer um escândalo na imprensa e todo mundo acredita.

    "o caminhao frigorifico em NY": quando me mostrarem centenas de caminhões, talvez eu fique preocupado. UM caminhão só me faz pensar que estão querendo aparecer na mídia. De novo: morrem centenas de pessoas todos os dias em NY, algumas de doenças bem mais perigosas que o covid.

    "o Equador caótico". Como alguém lembrou aqui, Orson Welles levou uma cidade ao caos apenas com uma novela no rádio. Governos são muito mais poderosos que Welles quando se trata de produzir o caos.
  • anônimo  08/04/2020 02:36
    Resposta perfeita, Gomes.

    "Os políticos estão sendo cortejados por cientistas … cientistas que querem ser importantes para conseguir dinheiro para suas instituições. Cientistas que apenas nadam na corrente principal e querem sua parte […] E o que está faltando agora é uma maneira racional de ver as coisas.

    Deveríamos estar fazendo perguntas como "Como você descobriu que esse vírus era perigoso?", "Como era antes?", "Não tínhamos a mesma coisa no ano passado?", "É algo novo?"

    Está faltando."
  • Vorner  08/04/2020 14:12
    Afinal,
    Pra crise do coronavírus, é necessário que o governo faça alguma coisa ou não?
    Intervém ou não intervém?
    Esse é o cerne da questão
  • Christian  08/04/2020 15:04
    Ele interveio, sem necessidade*, e quebrou tudo. Respondido?

    * Era só anunciar que as pessoas deveriam usar máscaras e luvas, e liberar os hospitais para adotar como protocolo hidroxicloroquina e azitromicina. Todo mundo que usou foi curado.
  • Vorner  08/04/2020 15:49
    Christian,
    A pergunta não é o que o governo fez, é o que é necessário fazer (mesmo que seja nada fazer).
    Mas aproveitando sua resposta, você diz que "Era só anunciar que as pessoas deveriam usar máscaras e luvas". Isso seria obrigatorio ou apenas recomendação.
    Não precisaria testar tambem nao? Se houver vacina, é obrigatorio mandar todos se vacinarem?
    A propósito, brilhante artigo do Elio Gaspari hoje no Globo sobre o assunto que estamos discutindo

    oglobo.globo.com/opiniao/hamburgo-1892-24357624
  • Leitor  08/04/2020 16:06
    "Isso seria obrigatorio ou apenas recomendação."

    Recomendação.

    "Não precisaria testar tambem nao?"

    Pode também, para quem quiser.

    "Se houver vacina, é obrigatorio mandar todos se vacinarem?"

    Não. Mas se eu fosse o proprietário de um estabelecimento comercial, iria exigir que os clientes apresentassem seu cartão de vacinação. Se não tiverem, não entram.

    Pare, por favor, com essa tara de querer delegar todo o controle da sociedade a políticos e burocratas. Essa gente não sabe porra nenhuma sobre nada. A sociedade, sozinha, em liberdade, consegue achar soluções. Por que tanto tesao com tiranos?

    "A propósito, brilhante artigo do Elio Gaspari hoje no Globo sobre o assunto que estamos discutindo"

    Exclusivo para assinantes. E eu não assino o Globo. Não dou aos Marinhos esta satisfação. (E, como diria Raul, "eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz". Pagar pra alguém mentir para você é, ao meu ver, o cúmulo do masoquismo.)
  • 1berto  15/04/2020 05:23
    Caramba...como o Mises libera um comentário desse...cheio de xingamento gratuito e nem sequer é coerente. Pra que "auditar" se liberam essas insanidades?

    O cara fala mal de erro de português e faz vários no próprio texto. Enche de argumentum ad hominem. Que bizarro!!

  • G. Fiúza  06/04/2020 22:55
    O "fique em casa" já se transformou em "cale a boca". Os planos de saída da imobilização total estão embargados pelo tabu. A humanidade vai esperar o fim da epidemia para constatar que se jogou no abismo."

    De resto, nada mudou. Os que torciam pela crise, pelo desemprego e pelo fracasso das reformas agora torcem pelo vírus. Estão só um pouco mais excitados. Uns até já disseram que a epidemia será depuradora (uma espécie de nazismo do bem). Outros estão operando atestado de óbito. Vida normal.
  • Engenheiro e Economista  08/04/2020 02:38
    A frase lacradora "fique em casa", repetida a exaustão pela mídia e pelo povo inconsequente, que adora posar de bonzinho, deveria ser mais esclarecedora da verdadeira opinião de cada uma que a repete.
    Digo, ela deveria ser assim: "Fique em casa. A fome é aceitável, pois não mata ninguem."
    Aí sim, eu teria algum respeito de quem a dissesse.
  • Thyslei  06/04/2020 23:22
    Aqui em minas o slogan "FICA EM CASA" está mostrando os resultados, funcionários públicos, que não forem essenciais, ficaram sem receber. Muitos dizem, que os problemas são bons, mas acho, que no nosso caso não vamos sair dessa bem.
  • Gabriel  06/04/2020 23:39
    O João Dória anunciou mais 15 dias de quarentena aqui em São Paulo, mas no pronunciamento de hoje (06/04/2020) não disse uma linha sobre qual o plano para a testagem em massa (se é que ele existe).

    Ou seja, estamos vendo políticos com discursos lindos e floreados enquanto ficam adiando o fim da quarentena indefinidamente, sem apresentar nenhuma solução. Testagem em massa, prevenção e uso de EPI's, nada disso foi sequer mencionado no discurso do governador.

    Para aqueles que gostam de seguir bovinamente a OMS, segue o que a mesma começou a recomendar hoje: OMS fala sobre fim de quarentena e diz que transição exige testes para controlar o vírus.

    Estão recomendando exatamente aquilo que foi feito na Coreia do Sul, Hong Kong e Cingapura.
  • Felipe L.  06/04/2020 23:43
    O que achei interessante é que agora há pouco eu calculei o "valor correto" do câmbio. Me baseei neste artigo.

    Ficou assim os resultados:

    A inflação de preços acumulada entre julho de 1994 e fevereiro de 2020 (dia primeiro de cada mês), no Brasil, foi de 523,459760%, mas irei arredondar para 523,46%. Ou seja, R$ 1 hoje corrigido pela inflação seria R$ 6,23. Ou R$ 100 passariam a R$ 623,46.

    Enquanto isso, a inflação acumulada nos Estados Unidos, no mesmo período, foi de 74,31%. Ou seja, US$ 1 hoje corrigido seria US$ 1,74. Ou US$ 100 passariam a US$ 174,31.

    Se usado o índice IGP-M, da FGV, essa inflação acumulada seria de 726,803370%, ou arredondada para 726,80%. R$ 1 se tornaria R$ 8,27. Ou R$ 100 se tornaria R$ 826,80.

    O câmbio encerrou fevereiro em R$ 4,47. Só que, se dividíssemos os R$ 6,23 pelo US$ 1,74, obteríamos uma taxa de R$ 3,58. Ou seja, o câmbio até fim de fevereiro ficou subvalorizado. Se usado o índice IGP-M, o câmbio teria ficado em R$ 4,75. Assim sendo, o câmbio até fim de fevereiro ficou sobrevalorizado.

    O que acharam dos resultados? Faz sentido? Vale lembrar que o IGP-M sofre mais influência do dólar americano.

    Falando dessa pandemia, é realmente lamentável ver o que os governos estaduais e prefeituras estão fazendo Brasil afora. Se eu já sentia desprezo pelo João Dória, agora sinto ainda mais (Bruno Covas nem se fala, já o considero pior que Haddad). Aqui em Mococa, cidade que já não estava indo tão bem em questão de empregos e sucesso de empresas há alguns anos (muito comum a pessoa se mudar para outras cidades, depois de uma certa idade), vai piorar ainda mais nesse quesito. Acho um absurdo de ver, por exemplo, recomendação de não poder passear com minha cadela pelo bairro, sendo que é deserto e é mais fácil eu pegar o vírus da raiva do que o SARS-CoV2 (mesmo porque existe cachorro solto e sem dono, assim como morcegos...). Interessante mencionar que, quanto menor o país, mais fácil de controlar esses tipos de situações. Além de secessão ajudar em tendência maior à liberdade econômica e individual, ainda é mais fácil de controlar em caso de pandemias assim. Acho que isso explica o motivo (também) de, por exemplo, Taiwan estar lidando bem com a situação. Mas outro fator importante é que (por favor, antropólogos e historiadores, se eu falar besteira, me corrijam) os asiáticos tendem a serem mais pontuais e não possuem costume de ficarem se tocando com cumprimentos como, por exemplo, os brasileiros. Seria bom se houvesse testes fartos e baratos de coronavírus, que pudessem ser testados em casa, como existe para os testes de gravidez. O motivo de isso não existir? Provavelmente o estado. Impressionante como esse aparato interfere em cada aspecto na nossa vida.

    Depois é capaz de vários governadores que fecharam indústrias e comércios, pedirem ajuda do governo federal. E aí? Vai cair a "arrecadação", como vão pagar os seus burocratas e funcionários, inclusive os que estão fiscalizando? Sorte do dia: os governos estaduais não podem mais emitir dívida. Imagine só, se hoje aparecesse o Wilson Witzel mandando o Banerj hiperinflacionar a moeda... Assisti/ouvi à entrevista do Bolsonaro para os Pingos nos Is. Apesar de ele não saber Economia, ele me pareceu muito realista. Se ele tiver que emitir um decreto para acabar com essas restrições despóticas, é claro que ele pode ser impedido pelo STF e pelo Legislativo, apesar de o governo federal ter bastante poder. Certamente seria extremamente impopular, porque o Bolsonaro ainda está, pelo menos na minha opinião, com alta popularidade. Lembro de quando o Temer aumentou as alíquotas sobre os combustíveis. Um juiz havia tentado barrar isso, mas não conseguiu. Será que hoje aconteceria a mesma coisa? Não foi o que vi com o DPVAT, por exemplo.

    Esse Daniel Lacalle é muito lúcido. Meses atrás traduzi um artigo dele sobre a Argentina.
  • Felipe L.  07/04/2020 01:10
    Só fazendo um adendo.. repetindo um comentário que fiz alguns dias atrás (fiz apenas algumas alterações)... economias relativamente livres como Cingapura, Hong Kong, Taiwan e Suécia irão se recuperar da pandemia. Isso não é um grande problema para eles. Taiwan é inédito pois lá praticamente não está existindo essas restrições que contaminaram todo o mundo, e sem uma explosão de casos do vírus. Imagina só, Cingapura com uma taxa de poupança altíssima (mais de 50% do PIB, enquanto o Brasil fica abaixo de 20%), eles vão passar por isso com bem menos dor do que em outras partes do mundo.

    Pode ser mais difícil para países como os EUA, pois esses "estímulos fiscais" sempre prolongam recessões. Isso já foi feito lá por volta de 2008.

    Problema é em países como o Brasil, onde o mercado de trabalho é tão regulado que os empregadores parecem que são obrigados a te contratar (chamar esse programa Verde e Amarelo de reforma é uma ofensa, é muito mixuruca e ainda é temporário, além de pegar somente uma faixa etária), a economia agoniza desde meados de 2015 com uma recuperação medíocre, a moeda é uma porcaria (e ainda com ajuda do Ciro Guedes), sem segurança jurídica e patrimonial, instabilidade política e um monte de coitado que agora está tendo que demitir, provavelmente muitos deles abriram o seu negócio se endividando anos atrás.

    O maldito "deep state" que só atrapalha o desenvolvimento, com parasitismo, corporativismo e autoritarismo. O que fazer com isso?

    Paulo Guedes até falou de ir atrás de reformas depois da pandemia. Quero só ver se vai mesmo, porque tiveram o ano passado inteiro para fazer algo melhor e fizeram pouca coisa. Acho que quem fez mais ali foi o Tarcísio Gomes de Freitas, que falou pouco, mas fez muito. Esse não vejo a mínima possibilidade de ser tirado do governo, só se ele quisesse por conta própria. Se o Mandetta sair, poderiam aproveitar e trocar o Paulo Guedes por alguém que pelo menos não fique defendendo impostos e moeda fraca.
  • Arthur  07/04/2020 02:14
    Sim, seus cálculos estão corretos. O valor de hoje seria algo entre R$ 3,60 e R$ 4,20.

    Quanto à entrevista do Bolsonaro, ele demonstrou mais bom senso (e mais humildade) do que todos os governadores somados. Eis aí os nossos atuais ditadores: os governadores.

    Aliás, impressiona-me a passividade do povo. Políticos tiraram seu ganha-pão e não houve absolutamente revolta nenhuma. Mas vejamos pelo lado positivo: as chances de ocorrer aqui algo tipo o que aconteceu no Chile é nula. Isso significa que dá pra aprovar qualquer tipo de reforma dura sem qualquer problema.
  • Felipe L.  07/04/2020 04:49
    Tenho esse problema de deixar partes meio implícitas, quando disse impopular, seria se o Legislativo e/ou STF revertessem as decisões do Bolsonaro.

    Acho que não gerou revolta ainda pois há muita desinformação. E também não é cultural daqui uma revolta generalizada por parte do povo a ponto de sair às ruas, como por exemplo é na França. Getulismo? Eu no começo mostrei preocupação com esses fechamentos, fui cético, vi gente falando aqui que seria pior se não ocorressem essas restrições (e no Facebook também)... aí a discussão ficou aquela chatice. Aí parei de ver vídeo de Átila e fui fazer outra coisa. Hoje eu acho que isso deveria tomar outro rumo. As pessoas precisam ter responsabilidade sobre essas coisas. Precisa de prefeitura e governo estadual ficar ditando? Sinto falta desse termo: "bom senso". Superlotação em transporte coletivo? Desestatizar. Esse é um exemplo de como o estado acaba piorando o problema.

    Falando do Chile, até agora eu não entendi que diabos foi aquela porcaria de manifestação. Para mim soa um monte de socialista mimado reclamando de algo que não existe, como na França em 1968. Bando de peões reclamando de inflação alta é que não era. Deve ter havido algo por trás.
  • Felipe L.  08/04/2020 03:21
    Leandro, essa do "valor correto" do câmbio faz algum sentido? Qual usar? O baseado no IGP-M ou o no IPCA?
  • MILHÃO  06/04/2020 23:57
  • Thiago  07/04/2020 07:34
    Vídeo top, impossível ser a favor de que o Estado obrigue seu povo à quarentena.
  • anônimo  07/04/2020 19:11
    Americanos já estão percebendo que milagrosamente ninguém mais morre de pneumonia. Estão jogando as mortes que ocorreriam de pneumonia nessa época do ano nas costas do Corona. É muita canalhice.

    thedonald.win/p/FMSsghWu/can-anyone-else-think-of-a-reaso/c/
  • Andre  07/04/2020 00:54
    Após essa pandemia mas isolamento social compulsório, quais números vocês acham que teremos para PIB, inflação e dívida pública para finais de 2020? Tou achando que será no mínimo governo Collor, queda de 5% do PIB e dívida públca indo pros 90%.
  • Régis  07/04/2020 02:15
    Tudo vai depender de quanto tempo os ditadores (governadores e prefeitos) irão estender o confinamento. Mas seus números estão bem realistas.
  • G. Fiúza  07/04/2020 02:18
    Desculpem o meu francês, mas que porra de cena é esta? Que estado de exceção é esse? Qual é a base científica desta violência animalesca? Tem ou não tem politização fascista do vírus? Essa ditadura dos governadores vai até quando? Os progressistas vão jogar videogame de ditadura fingindo salvar vidas até que fase?

    twitter.com/profpaulamarisa/status/1247267802681094144
  • Raphael  07/04/2020 02:22
    Quem está em quarentena, e está recebendo salário, não está em quarentena. Está de férias. Políticos, funcionários públicos, jornalistas e toda a classe artística está nessa situação. Por isso, a opinião dessa gente sobre quarentena vale menos que papel higiênico usado após uma diarréia.
  • Átila, o burro  07/04/2020 05:54
    Exatamente. A elite socialite não aprendeu nada com as eleições, está cada dia mais alienada dentro duma bolha.
  • Pedro  07/04/2020 13:59
    Raphael,
    Em que mundo tu vive? Os artistas sao os mais impactados com a Covid19, nao fazem show, nem peça nem filme.
    Jornalistas estão na rua cobrindo tudo (serviço essencial, como disse o Bolsonaro).
    Os funcionários públicos de SP e RJ estão de Home Office. Coisa que filho de papai saberá o que é.
    Não adianta vir com teoria conspiratória. A ignorancia nao é uma virtude
  • Raphael  07/04/2020 15:13
    Por "artistas", refiro-me aos globais, aqueles que ficam postando vídeo no Instagram tomando vinho, comendo Roquefort e mandando todo mundo ficar em casa. Esses têm salário garantido.

    Jornalistas, a mesma coisa. Bonner e Renata Vasconcelos mandam todo mundo ficar em casa, mas eles mesmos estão lá na redação apinhada de gente, todos sem nenhuma máscara. Renata Ceribelli, que também manda todo mundo ficar em casa, foi flagrada dando um rolezinho. Resta óbvio que essa gente não acredita no que fala.

    Quanto a funças, sim, estão em casa fazendo home office. E ganhando adicional de 15% para isso, sugados do espoliado trabalhador que agora nem tem emprego.

    O que realmente impressiona é como há idiotas no mundo. (Não é o seu caso, claro, que é funcionário público e continua recebendo direitinho estando de férias em casa; você é o esperto. Essa é a sua "virtude").
  • Pedro  07/04/2020 16:13
    Vc vive realmente numa realidade paralela.
    Esses "artistas globais" tem salários garantidos aonde? Podem ser mandados embora a qualquer momento.
    Se estão no Instagram fazendo live, estão pq sao influenciadores e ganhando com isso. Estão monetizando com toda a situação, e não chorando como vc ai na internet. Vai procurar o que fazer

    Jornalistas são serviços essenciais, assim como trabalhos das fábricas são, e do agronegocio idem.

    Quanto aos funcionarios públicos, vc citou uma decisão absurda e pontual. Apenas juizes do CE estão com este adicional. A maioria segue trabalhando normalmente, as vezes até mais do que antes

    Quantos aos idiotas, realmente há mts no mundo, sobretudo aqueles que não sao capazes de passar nas provas que passei. Aposto com vc que vc não é capaz de passar nem em concurso de ensino médio, por isso fica chorando.

    Se não fosse o dinheirinho do papizinho, tava morrendo de fome
  • Raphael  07/04/2020 18:43
    Haha, joguei a isca e o otário mordeu com gosto. Eu nem sabia que você era funça, apenas apostei na lógica: quem defende ferrenhamente o confinamento é gente que tá com a vida ganha porque vive do esbulho dos desdentados. É gente que tá de férias.

    Quer dizer então que você realmente é funça? Caramba, então realmente o povo tá certo. A lógica realmente funciona. Só defende a paralisação da economia essa escória que vive do dinheiro esbulhado dos trabalhadores.

    Obrigado por se prestar ao papel de cobaia e por voluntariamente confirmar a teoria.
  • Pedro  07/04/2020 21:36
    "Haha, joguei a isca e o otário mordeu com gosto."

    Isso! é o funça que na hora do aperto a sociedade recorre, fica batendo palma na janela mas depois não quer valorizar. É quem produz conhecimento e ciencia nesse país, até pq esperar que a cura do Covid venha da Mackenzie é piada né.
    Não tenho nenhum problema de dar a cara a tapa, debater aqui e te ridicularizar pelos seus preconceitos.
    O pior é vc que fica se escondendo atrás de fake e não é capaz de viver com o proprio mérito, tal qual seu amiguinho que gosta de chamar de funça, quando ele mesmo não consegue se dar bem no setor privado e fica sendo embuste do papai na lanchonete alheia, né, JOAO LUCAS COUTO CORREIA
  • JOAO LUCAS COUTO CORREIA  08/04/2020 06:05
    Não gosto de me envolver em discussão na internet, mas dado que você pelo visto carece do mínimo de respeito, eu vou te responder pelo Raphael:

    O pior é vc que fica se escondendo atrás de fake e não é capaz de viver com o proprio mérito, tal qual seu amiguinho que gosta de chamar de funça, quando ele mesmo não consegue se dar bem no setor privado e fica sendo embuste do papai na lanchonete alheia, né, JOAO LUCAS COUTO CORREIA

    Não te conheço, não lhe dei liberdade nem intimidade para se referir a mim como embuste, até porque fiz um relato pessoal meu. E já se denota sua brutal incapacidade em interpretar texto, uma vez que eu disse que sai da condição de empregado por que quis para me dedicar ao negócio da família. E dito que a lanchonete pertence ao meu pai, não é alheia, e sim propriedade da família que será um dia herdada por mim. Não vejo nada de fracasso em se dedicar em algo que um dia será meu ao invés de me acomodar como funcionário dos outros.

    Ademais, se você é de fato um funcionário público, não me admira que tenha um comportamento tão arrogante e pretensioso diante de quem não conhece. Se acha que sou fake, faça bom uso da internet pelo menos uma vez na sua vida e pesquise se eu existo ou não.

    Quantos aos idiotas, realmente há mts no mundo, sobretudo aqueles que não sao capazes de passar nas provas que passei. Aposto com vc que vc não é capaz de passar nem em concurso de ensino médio, por isso fica chorando.

    Essa você mandou para o Raphael, mas eu respondo. Esse é o argumento mais preguiçoso e arrogante que a maioria ignara adora usar para rebater aqueles que criticam o funcionalismo público. Então, se eu critico os servidores, é porque eu queria ser um servidor e não consegui? Que lógica absurda é essa? Será que todos aqui sonham em ser funcionários públicos e não conseguiram? Ou simplesmente são pessoas que preferem usar sua massa cinzenta para empreender, trabalhar duro e gerar valor para os outros ao invés de ler apostilas para passar num concurso público?

    Obviamente, é muito mais difícil trabalhar por conta numa lanchonete, ganhar seu pão ralando muito, do que decorar apostila, passar num concurso e se gabar por ai que é mais inteligente que a maioria. Até porque, a imensa maioria da população é de gente como eu, que trabalha muito para se sustentar sem estabilidade e ainda sobreviver no país da carteirada. E é essa maioria que sustenta os funcionários públicos. Então, dê mais valor pra quem paga o seu salário, ok?

    Isso! é o funça que na hora do aperto a sociedade recorre, fica batendo palma na janela mas depois não quer valorizar. É quem produz conhecimento e ciencia nesse país, até pq esperar que a cura do Covid venha da Mackenzie é piada né.

    Somos obrigados a pagar impostos altíssimos, com pesadas restrições ao que fazer com nosso dinheiro e nossa propriedade, no mínimo, o funcionalismo têm a OBRIGAÇÃO de servir a sociedade. Veja bem, SERVIR a sociedade. Mas como se vê nos seus comentários, sua concepção é altamente inversa, é a sociedade(diga-se o setor privado) que deve ser pesadamente tributado e espoliado para sustentar o funcionalismo. E ainda deve valorizar e dar benção por algo que deveria ser a obrigação dele. E que evidentemente faz de muito má vontade. Se você duvida, é porque não precisa frequentar cartórios, postos de saúde e nem mesmo receber visitinhas de fiscais que acham que são donos de sua propriedade e da sua vida. Um simples comparação da diferença brutal entre o setor privado e o setor público: em qualquer lojinha meia boca ou em grandes redes, sempre se vê a placa "Agradecemos a preferência e volte sempre"; já em qualquer repartição pública é sempre "Desacato ao funcionário público é crime".

    E me desculpe, mas só sendo muito ingênuo ou mal intencionado para querer dar algum crédito pra suposta geração de "conhecimento e ciência" que o setor público fornece no Brasil.

    Um beijo na sua alma, e fique com Deus.
  • Ex-microempresario  08/04/2020 15:29
    Caro funça:

    Seus argumentos já estão velhos por aqui, já apareceram nos comentários de dezenas ou centenas de artigos.

    Mas só para não deixar passar em branco:

    " o funça que na hora do aperto a sociedade recorre".

    Não, a sociedade só apela para o funça porque é obrigada, porque o governo cria leis e regras que impedem os cidadãos de fazer qualquer coisa sem antes ter que humilhar-se para receber os carimbos, alvarás e autorizações que só servem para justificar o salário de inúteis como você.

    "Aposto com vc que vc não é capaz de passar nem em concurso de ensino médio"

    E eu aposto que você não dura 24 horas em um emprego na iniciativa privada, tendo que mostrar responsabilidade e eficiência, coisas que no mundo dos funças são palavrões.
  • Daniel Cláudio  08/04/2020 16:28
    Em MG, o governador já avisou que simplesmente não tem dinheiro e nem data pra pagar o funcionalismo. Ou seja, podem anotar aí: em uma semana, o comércio de BH estará reaberto.

    www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/04/07/interna_gerais,1136587/zema-diz-que-nao-ha-data-para-pagar-servidores-peco-desculpas.shtml
  • Daniel Cláudio  09/04/2020 18:31
    Ahaha, não falei? Não durou nem um dia!

    www.em.com.br/app/noticia/politica/2020/04/09/interna_politica,1137264/apos-reuniao-com-bolsonaro-zema-diz-estudar-suspensao-de-isolamento.shtml

    Basta o funcionalismo ficar sem dinheiro, e tudo muda na hora!
  • YURI VIANNA  07/04/2020 06:03
    Leandro,

    Sei que você não tem bola de cristal,

    Mas você acredita que está havendo/haverá um processo de desdolarização global mais intenso, com os Bancos Centrais e países desfazendo-se do dólar e adquirindo ouro. Acredita que num cenário do ouro como substituto ao dólar no futuro?



  • Jairdeladomelhorqp/tras  07/04/2020 16:05
    Caro Yuri Vianna,
    Creio que o Leandro já respondeu isto numa pergunta recente. Aqui vai, mais ou menos o que ele disse.
    Nenhuma chance de o dólar deixar de ser utilizado agora ou num futuro relativamente próximo (digamos 15 anos).
    O dólar é a unidade de troca e a moeda de reserva internacional. Comércio internacional em dólar, poupança em dólar, dívidas internacionais são também em dólar.
    O dólar não é a moeda dos sonhos. Mas é a menos pior de todas. Não existe nenhum candidato a substituir o dólar como moeda internacional. E , exatamente com a crise, observamos uma enorme procura por dólar. Até quem tinha ouro vendeu por necessitar de dólares. Quem tinha bitcoin também vendeu.
    Penso ter respondido precariamente e peço desculpas ao Leandro. Só pensei em poupá-lo para que ele tenha mais tempo para escrever um artigo sintetizando o momento atual.
    Abraços


  • SuperTrader  07/04/2020 18:45
    O dólar se valorizou contra todas as moedas. Eu disse todas (relevantes).
    Se vc acha que isso não é um sinal de resiliência da moeda americana eu não sei o que poderia ser.
    E se valorizou mesmo que o diferencial de juros tava mais alto nos eua ano passado e anterior em comparação com o euro, por ex.
    Os juros não determinam nada quando se diz respeito a corrida pela segurança.
    O problema é que entrar agora vc pode perder dinheiro. Só se vc achar que as coisas ainda vão piorar
  • anônimo  07/04/2020 22:24
    O Fed paga juros pros bancos deixarem a oferta monetária parada nos bancos. Isso faz com que o dólar não tenha inflação. O governo injeta dinheiro, liga a prensa. Mas esse arranjo trava o despejo. Por isso dólar tá estável, não tá desvalorizando. E ele é o mais procurado pra fazer reserva. Por isso ninguém aposta na desvalorização do dólar.
  • Antônimo   08/04/2020 00:00
    Isso aí anônimo, daí o erro da escola austríaca
  • Vinicius  08/04/2020 04:11
  • Antonimo  08/04/2020 19:22
    Há um erro crucial neste artigo. Na verdade uma omissão. O raciocinio não avançou por completo
    Ele diz basicamente que os bancos estão inundados de liquidez, dado que nem buscam mais emprestimos interbancarios, mas não emprestam pros cidadãos e empresas pq o Fed paga ridiculos 0,25% ao ano. Oi?
    Se o banco pode cobrar por exemplo 2% dos cidadaos e empresas e está abarrotado de liquidez, nao teria pq ele manter essa grana parada no Fed, dado que ele ganharia mais emprestando do que deixando empoçar no Fed. A lógica seria ele emprestar para a economia, ou seja, cidadaos e empresas, dado que assim ganharia mais dinheiro.
    Onde está o erro no paragrafo acima?
    A situação parece se aproximar mais de uma armadilha pela liquidez, em que a economia não cresce com reduções adicionais de taxa de juros quando chega em um determinado patamar de juros.
  • Vinícius  08/04/2020 19:54
    "Há um erro crucial neste artigo. Na verdade uma omissão. O raciocinio não avançou por completo"

    Você se refere ao artigo linkado acima, né? Então vejamos qual seria esse "erro crucial".

    "Ele diz basicamente que os bancos estão inundados de liquidez, dado que nem buscam mais emprestimos interbancarios"

    Correto.

    "mas não emprestam pros cidadãos e empresas pq o Fed paga ridiculos 0,25% ao ano. Oi?"

    Essa afirmação nunca foi feita. É óbvio que os bancos continuaram emprestado para pessoas e empresas. Tanto é que o M1 seguiu crescendo normalmente.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m1.png?s=unitedstamonsupm1&v=202003141009V20191105&d1=20080408&d2=20200408

    O que foi dito, aí sim, é que esse novo mecanismo criado pelo Fed, o qual nunca foi constado em absolutamente nenhum livro-texto da história, impediu que toda a expansão da base monetária se convertesse em expansão da oferta monetária. Só isso. E isso é fato. Os gráficos estão lá no artigo.

    Esse mecanismo aboliu por completo qualquer chance de hiperinflação.

    "Se o banco pode cobrar por exemplo 2% dos cidadaos e empresas e está abarrotado de liquidez, nao teria pq ele manter essa grana parada no Fed, dado que ele ganharia mais emprestando do que deixando empoçar no Fed."

    E eles realmente emprestaram, tanto é que o M1 seguiu crescendo. Mas seguiu crescendo um ritmo várias vezes menor que o crescimento da base monetária, graças a esse mecanismo inventado pelo Fed, o qual, também, aboliu qualquer chance de hiperinflação.

    De novo, qual o erro?

    "A lógica seria ele emprestar para a economia, ou seja, cidadaos e empresas, dado que assim ganharia mais dinheiro."

    E ele fez isso (mas, obviamente, dando preferência a quem tinha bom histórico de crédito; as novas regulações bancárias americanas — Dodd-Frank — são mais rigorosas neste quesito).

    "Onde está o erro no paragrafo acima?"

    O único erro está em seu questionamento e em sua acusação caluniosa e sem nexo.
  • Antonimo  08/04/2020 21:00
    Vamos lá

    Vc diz que "Essa afirmação nunca foi feita" quando eu disse que o artigo dizia que os bancos "não emprestam pros cidadãos e empresas pq o Fed paga ridiculos 0,25% ao ano."
    Vou colocar aqui abaixo o trecho do artigo linkado que corrobora com o que eu disse:

    "para impedir que toda esta dinheirama fosse emprestada pelos bancos, ele simplesmente decidiu pagar aos bancos juros anuais de 0,25% sobre todo e qualquer dinheiro que os bancos voluntariamente deixassem parado no Fed"

    Bom, ai vc segue e parece querer dar destaque de que, como não foi TODA a base monetaria que se transformou em moeda, com destaque à TODA.
    Só que se formos ver a proporção entre base monetaria e M1 entre 2010 e 2020 eles crescem quase na mesma proporção, com o M1 crescendo mais até
    Segundo seu grafico de M1 em 2010 estavamos na faixa de 1,7 e em 2020 proximo a 4,0. O que da um crescimento de mais de 2x.
    Já no que coloco abaixo, da base monetaria, ela era em jan-2010: 1,99 e em 2020 era 3,4. Ou seja, cresceu proximo de 1,5x.

    fred.stlouisfed.org/graph/?id=BOGMBASE,

    Ou seja, a quantidade de moeda propriamente dita, M1, cresceu mais do que a base monetaria!

    Alias, a propria questão do Fed remunerar as reservas dos bancos no Fed com juros, incentivava os bancos a manterem reservas, visto que eram remunerados por isso, e aumentava sua capacidade multiplicadora de dinheiro. Se ele tem 1 de e sobre esse 1 so pode ter 100 emprestados, via multiplicador, agora, de uma hora pra outra, ele tinha 45 de reserva podendo aumentar os emprestimos agora para 4500.
    obs: numeros apenas exemplificativos

    "Mas seguiu crescendo um ritmo várias vezes menor que o crescimento da base monetária"

    Ja mostrei que não

    "O único erro está em seu questionamento e em sua acusação caluniosa e sem nexo"

    Não há erro em perguntar, tampouco há acusação! Apenas fiz uma respeitosa pergunta
  • Vinícius  08/04/2020 22:14
    Ué, por que você pegou 2010 como ponto de partida? Em 2010, todo o grosso da base monetária já tinha explodido, e a crise financeira já tinha ocorrido há dois anos.

    É exatamente esse tipo de postura intelectualmente desonesta que lhe deixa a descoberto.

    Você tem de pegar como ponto de partida a base monetária e o M1 de antes da crise, pois foi durante a crise que as novas medidas foram implantadas.

    A base monetária em 2007, antes da crise financeira, era de US$ 820 bilhões. Em 2014 (ápice da base monetária), era de US$ 4 trilhões. Aumento de 387%.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m0.png?s=unitedstamonsupm0&v=202003141011V20191105&d1=20070108&d2=20200408

    O M1 em 2007 era de 1,4 trilhão. Em 2014, era de US$ 2,8 trilhões. Aumento de 100%.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m1.png?s=unitedstamonsupm1&v=202003141009V20191105&d1=20070108&d2=20200408

    Mais ainda: a base monetária aumentou US$ 3,18 trilhões. Já o M1 aumentou 1,4 trilhão.

    A base monetária, portanto, aumentou mais que o dobro do aumento do M1.

    Pela teoria convencional do multiplicador bancário e monetário, era para o M1 ter crescido muito mais que a base monetária. Mas cresceu muito menos.

    Eu realmente não consigo ensinar matemática básica para adultos. E nem metodologia. Nada posso fazer.
  • Antonimo  08/04/2020 23:30
    Eu tomei por base o grafico que vc mesmo tinha colocado.
    Toda a lógica que vc cria está completamente destruída.
    O cara diz que o fato de a base monetaria aumentar é que impede de a moeda entrar em circulação. O que é EXATAMENTE O CONTRÁRIO. Mais base permite mais expansao do M1.

    Agora, sabe qual a é a precondição de a base virar M1? Haver demanda. O próprio Leandro confirmou isso nos comentários abaixo!
    E sabe pq é a demanda que determina? Pq a Lei de Say só existe no reino da fantasia! Se a toda oferta criasse sua demanda, a oferta de M1 ancorada na base monetaria teria explodido muito mais do que explodiu.

    E digo mais, o M1 cresceu entre 2002 e 2008, em 6 anos, cerca de 15%. E entre 2008 e 2014, cerca de 100%.
    Agora vamos pro CPI. 2002 a 2008 foi na média 2,7%. Enquanto que entre 2008 e 2014 foi na média 2,0%.

    Nunca foi tão fácil derrubar a Lei de Say e a Teoria Quantitativa da Moeda (TQM) de maneira tão acachapante e inconstetável.
  • Leandro  09/04/2020 00:36
    "O cara diz que o fato de a base monetaria aumentar é que impede de a moeda entrar em circulação."

    Ninguém nunca disse isso. Não que eu tenha visto.

    O artigo linkado afirma que o componente "reservas bancárias" da base monetária explodiu, mas isso não se converteu em M1 porque essas reservas bancárias não saíram do Fed. Continuaram ali paradinhas. E por que ficaram ali paradinhas? Porque o Fed, em uma atitude totalmente inédita, e a qual nunca constou em nenhum livro-texto de macroeconomia, passou a pagar juros sobre todo e qualquer dinheiro que os bancos depositassem voluntariamente no Fed.

    Antes de 2008, o Fed só pagava juros sobre as reservas compulsórias. Depois de 2008, o Fed passou a pagar juros sobre toda e qualquer quantidade de dinheiro que os voluntariamente bancos depositassem nele. Tal medida simplesmente alterou completamente a mecânica da expansão monetária. Pela primeira vez na história, o crescimento do M1 ficou completamente dissociado do crescimento da base monetária. Como bem disse o autor, colocou-se uma rolha no mecanismo de transmissão.

    Nenhuma escola da economia previu isso. Nem a austríaca, nem a keynesiana, nem a chicaguista e nem a marxista.

    "O que é EXATAMENTE O CONTRÁRIO. Mais base permite mais expansao do M1."

    Isso até 2008. Após 2008, perdeu-se essa relação. Prova disso é que, após 2014, a base monetária encolhe, mas o M1 segue aumentando.

    "Agora, sabe qual a é a precondição de a base virar M1? Haver demanda. O próprio Leandro confirmou isso nos comentários abaixo!"

    Para a base monetária virar M1, pessoa e empresas devem pegar empréstimos. Quando isso ocorre, os bancos retiram dinheiro de suas reservas depositadas junto ao Banco Central e repassam ao tomador de empréstimo (e, ato contínuo, têm de repor essas reservas pedindo empréstimos para outros bancos no mercado interbancário).

    Dito isso, não vi o outro leitor acima negando isso ou nem sequer dizendo o oposto.

    "E sabe pq é a demanda que determina? Pq a Lei de Say só existe no reino da fantasia! Se a toda oferta criasse sua demanda, a oferta de M1 ancorada na base monetaria teria explodido muito mais do que explodiu."

    Tanto a sua frase quanto o seu raciocínio são completamente sem sentido.

    A Lei de Say afirma que um indivíduo, para consumir, tem antes de produzir (ofertar). É apenas produzindo (ofertando bens e serviços) que ele obtém renda. E é com essa renda que ele então pode demandar.

    Em outras palavras, sem produção (oferta) não há renda, e sem renda não há demanda. Para alguém poder consumir, esse alguém tem antes de ofertar (para obter renda). É impossível consumir sem antes ter produzido e ofertado. Quem não oferta bens e serviços não aufere renda; sem renda, não há como demandar outros bens e serviços.

    Logo, é aumentando a oferta (produção) que se aumenta a renda e, consequentemente, a demanda.

    Essa é a Lei de Say. Eis uma excelente e detalhada explicação aqui.

    Já o seu exemplo monetário, além de tecnicamente errado, nada tem a ver com a Lei de Say. Não vai nem de encontro a ela e nem ao encontro dela. Está simplesmente errado.

    De novo: a oferta de M1 aumentou bem menos que o aumento da base monetária exatamente por causa daquele mecanismo inédito (a "rolha") que foi explicado acima.

    Pelo menos 80% da base monetária (a qual o Fed tem o poder de literalmente criar do nada; basta comprar ativos dos bancos) continuou retida no próprio Banco Central americano. Só isso. Nada a ver com Say. Nem a favor nem contra. Apenas teoria monetária básica.

    "E digo mais, o M1 cresceu entre 2002 e 2008, em 6 anos, cerca de 15%. E entre 2008 e 2014, cerca de 100%. Agora vamos pro CPI. 2002 a 2008 foi na média 2,7%. Enquanto que entre 2008 e 2014 foi na média 2,0%. Nunca foi tão fácil derrubar a Lei de Say e a Teoria Quantitativa da Moeda (TQM) de maneira tão acachapante e inconstetável."

    Este fenômeno, de fato, aparentemente deixa a TQM em situação difícil. Mas só aparentemente. Já a Lei de Say não só continua perfeitamente intocada, mas como ainda até sai reforçada.

    Um economista do lado da oferta, como é o meu caso, não tem dificuldade nenhuma em explicar o ocorrido. Sim, a oferta monetária cresceu muito, mas a demanda pela moeda cresceu ainda mais. (Olha Say aí.)

    E como eu sei que a demanda por dólares cresceu muito mais que a oferta por dólares? Dois indicadores: o índice DXY e o índice de commodities.

    O índice DXY caiu entre 2002 e 2008 (o que significa que a demanda mundial por dólares caiu em relação à demanda por outras moedas), e voltou a subir a partir de 2008, o que significa que a demanda mundial por dólares subiu mais que a demanda por outras moedas.

    Pode conferir:

    ibb.co/BtHFSZW

    Igualmente, mas mais importante ainda: os preços das commodities em dólar subiram forte entre 2002 e 2008, caíram um pouco e ficaram estáveis até meados de 2014, e depois a desabaram.

    Eis a evolução do índice CRB, o mais importante índice de comandites do mundo. Ele é composto por commodities agrícolas, pecuárias, metálicas e energéticas. Quanto menor o índice, mais baratas elas estão em dólares.

    ibb.co/ByvjSfg

    Ambos esses indicadores demonstram que a demanda por dólares se tornou extremamente forte após 2008, e com ainda mais intensidade após 2014.

    A TQM falha ao considerar apenas a oferta da moeda. Tem de considerar também a demanda. Neste sentido, a TQM de fato demonstra uma falha, que não é irredimível. Já a Lei de Say segue absolutamente intacta.

    Dica: você ainda está bastante cru em teoria econômica básica. Não é crime nenhum, é claro, mas essa sua postura arrogante (pior ainda: arrogância mistura com ignorância) não é bem-vinda. Procure educar-se um pouco mais e volte quando estiver mais preparado.

    Saudações.
  • anônimo  09/04/2020 19:52
    obrigado pela aula. como sempre bem correta e mastigada.
  • Wesley  07/04/2020 07:44
    Pior não é isso. Só vai ter uma parte da população que não terá prejuízo nenhum: Os funcionários públicos. Eles vão continuar recebendo salários nababescos e seus auxílios moradias e paletó (os do judiciário e legislativo). Os empregados da iniciativa privada terão os salários cortados ou serão demitidos. Para quem é informal e autônomo vai ser difícil sobreviver, pois não podem vender com as pessoas sem dinheiro para comprar e impedidas de sair de casa. Já os funcionários públicos não terão nenhum corte de salário e regalias. Já estão falando em taxar grandes fortunas sem cortar essa imoralidade que é o que acontece no setor público.
    Fora que eles vão aumentar os gastos públicos e a inflação sem nem fazer as reformas que o país necessita. A não ser que você seja funcionário público ou saia do país, seu futuro será sombrio.
  • Bicho papão   08/04/2020 03:17
    Isso aí. Os funcionários públicos estão todos na lista da forbes. Só tem milionário.
    Uma coisa é certa: foram os funcionários que mais brigaram contra a uberizacao e a precarização do trabalho. E ironia do destino agora quem sempre foi contra eles são os que mais estão sofrendo, infelizmente
    Se tivéssemos mais gente com carteira assinada. Um governo mais estruturado a atender os trabalhadores isso seria dirimido melhor
  • Observador  08/04/2020 04:22
    "Isso aí. Os funcionários públicos estão todos na lista da forbes. Só tem milionário."

    No Brasil, estão no topo da lista.

    "Uma coisa é certa: foram os funcionários que mais brigaram contra a uberizacao e a precarização do trabalho."

    Correção: foram os funcionários públicos que mais brigaram para impedir que o cidadão comum encontrasse emprego mais facilmente e, consequentemente, pudesse ter uma renda que não fosse o seguro-desemprego.

    Igualmente, foram os funcionários públicos que mais atuaram para garantir as mamatas dos sindicatos.

    Da próxima, seja mais atento em suas frases.

    "E ironia do destino agora quem sempre foi contra eles são os que mais estão sofrendo, infelizmente"

    Em comparação ao funcionalismo público, todo o resto da classe trabalhadora sempre sofreu mais.

    Só que, atualmente, quem não tem carteira assinada, como os trabalhadores de aplicativos, está em melhor situação do que os que tinham carteira assinada. Os trabalhadores de aplicativos seguem trabalhando; já os que tinha carteira assinada foram demitidos (pois seus patrões, agora sem receitas, não são instituições de caridade).

    Logo, eis aí a ironia: aqueles que, segundo você, são os protegidos pelos funças (os de carteira assinada), estão hoje em pior situação do que aqueles que os funças queriam evitar (os sem carteira assinada, que ainda têm emprego).

    "Se tivéssemos mais gente com carteira assinada. Um governo mais estruturado a atender os trabalhadores isso seria dirimido melhor"

    Meu querido, se tivéssemos mais gente com carteira assinada, o exército de desempregados hoje seria incalculavelmente maior. Como estes seriam custos fixos para as empresas, eles já teriam sido demitidos há muito tempo (empresas sem receitas não têm como pagar salários; e empresas não são instituições de caridade).

    Felizmente, os funças não venceram a batalha da regulação trabalhista, e hoje muitas pessoas conseguem empregos sem necessariamente terem de se submeter às leis trabalhistas criadas por Getulio Vargas, as quais ele copiou abertamente de Mussolini (por isso a esquerda o ama).

    Se a sua visão de mundo tivesse prevalecido, todo mundo hoje seria mendigo.
  • Bicho Papão  08/04/2020 12:57
    "No Brasil, estão no topo da lista."

    Estão no topo da lista uma fração bem pequena, que são os do Judiciario (a galera la do Dallagnol, Moro, Bretas e seus amigos que ganham auxilio moradia mesmo que tenham residencia na propria cidade de trabalho, auxilio paleto e uma serie de beneficios mais) e os do Legislativo federal.
    Os funcionarios chão de fabrica, professores e médicos ganham quase o mesmo do que ganham no setor privado, na sua maioria, o mesmo profissional trabalha tanto na rede pública quanto privada, inclusive.
    A maioria dos empregos públicos são para pessoal com ensino superior, enquanto na privada, nessa economia fraca que temos, a maior parte de emprego no setor privado é para trabalho pouco qualificado.
    E a estatistica de que ta no topo da lista só considera a renda do trabalho, nao a renda de capital. Um empresario nessa lista teria renda zero, pois a sua remuneração vem do capital e nao do trabalho.

    "Correção: foram os funcionários públicos que mais brigaram para impedir que o cidadão comum encontrasse emprego mais facilmente e"

    Errado. Antes dessa precarização em massa tínahmos desemprego recorde (nas minimas) e um grua de formalização alto.
    Hoje o governo incentiva a precarização e o desemprego na cai, como pode? Com regras mais rigidas tempos atras tinhamos pouco desemprego e formalização. Hoje com informalização e regras mais flexiveis o desemprego ta mais alto!

    "Igualmente, foram os funcionários públicos que mais atuaram para garantir as mamatas dos sindicatos."

    Sim! Ha uma correlação direta entre queda dos salarios e queda da sindicalização no mundo. Vc pode questionar os métodos dos sindicatos mas nao sua existencia.
    É como nessa crise, vc pode questionar se o governo manda todo mundo pra quarentena ou deixa a galera circular mas com obrigação de máscaras e testagem em massa, vc só nao pode questionar a essencialidade do governo. Não há uma proposta até agora que diga que o governo deva não fazer absolutamente nada nessa crise.

    "Só que, atualmente, quem não tem carteira assinada, como os trabalhadores de aplicativos, está em melhor situação do que os que tinham carteira assinada"

    Se na sua cabeça quem nao tem carteira assinada é entregador vc ta mt enganado. São quase 40 milhoes de ifnormais, tu acha mesmo que é so entregador? Eu sei, do sofa confortavel da sua casa é dificil mesmo pensar em outra atividade pra essa galera

    "já os que tinha carteira assinada foram demitidos (pois seus patrões, agora sem receitas, não são instituições de caridade)"

    Dai a necessidade de ação governamental. Dar linha de credito pras empresas e bancar uma especie de renda universal às pessoas nesse momento. Os EUA estão mais pra quem ta sem trabalhar do que pra quem ta trabalhando

    "Felizmente, os funças não venceram a batalha da regulação trabalhista, e hoje muitas pessoas conseguem empregos sem necessariamente terem de se submeter às leis trabalhistas criadas por Getulio Vargas"

    Engraçado as leis foram flexibilizadas, a informalidade mesmo assim cresceu, e esses dois fatores que deveriam gerar mais empregos segue mantendo a taxa de desemprego lá no alto. Com um adicional para o caso de vc ser austriaco, os juros brasileiros despencaram, o que segundo essa corrente, era para termos crescido o PIB artificialmente.
  • Amante da Lógica  08/04/2020 15:34
    "Antes dessa precarização em massa tínahmos desemprego recorde (nas minimas) e um grua de formalização alto."

    O desemprego era baixo porque vivíamos sob um arranjo econômico totalmente artificial, o qual, sem nenhuma surpresa, degenerou-se na maior e mais prolongada depressão econômica do país desde o século XIX. E pior: depressão inflacionária (queda no PIB de 5% em 2015, com IPCA de quase 11%). Uma façanha!

    Tão artificial, errado e fadado ao colapso era este arranjo, que ele foi narrado aqui quase que em tempo real:

    mises.org.br/article/837/o-que-esperar-da-economia-brasileira

    mises.org.br/article/1489/a-economia-brasileira--um-resumo-de-final-de-ano

    mises.org.br/article/1635/o-brasileiro-foi-as-ruas-e-gostou--mas-continua-sem-entender-nada

    mises.org.br/article/1767/a-economia-brasileira-em-2013--um-resumo-de-final-de-ano

    mises.org.br/article/1943/o-que-houve-com-a-economia-brasileira

    www.mises.org.br/article/2120/o-tragico-legado-da-nova-matriz-economica--um-resumo-cronologico

    www.mises.org.br/article/2220/o-descalabro-gerado-pelo-governo-na-economia-brasileira--em-25-graficos-

    www.mises.org.br/article/2466/como-a-crescente-estatizacao-do-credito-destruiu-a-economia-brasileira-e-as-financas-dos-governos

    Conte a história direito. Não tente adaptar os fatos à sua narrativa. E nem à sua ideologia. O nível aqui é bem mais alto.

    "Hoje o governo incentiva a precarização e o desemprego na cai, como pode?"

    Antes da reforma trabalhista, o desemprego era de 13,7%. Em dezembro do ano passado, foi de 11%.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-unemployment-rate.png?s=bzuetotn&v=202003311248V20191105&d1=20170108&d2=20200408&type=column

    Isso tem de ser enfatizado: enquanto ainda vivíamos exatamente sob o arranjo que você defende como sendo ótimo, o desemprego chegou a 13,7%.

    Bem-vindo ao mundo real.
    "Com regras mais rigidas tempos atras tinhamos pouco desemprego e formalização. Hoje com informalização e regras mais flexiveis o desemprego ta mais alto!"

    Deve ser maravilhoso viver em um mundo em que a crise de 2015, que foi causada exatamente por essas "políticas de pleno emprego" que você defende, totalmente artificiais e insustentáveis, não existiu.

    Na sua narrativa, tudo ia maravilhosamente bem. Aí, do nada, veio uma reforma trabalhista, e tudo ficou pessimamente mal. Não houve nada nesse ínterim. Né?

    Sua desonestidade lhe qualifica para um alto cago na hierarquia do PT. Recomendo.

    Nem perdi meu tempo de ler o resto. Com tanta desonestada em uma única frase, o risco de eu me corromper ao ler resto era estratosférico.
  • Régis  08/04/2020 04:26
    Por falar nisso:

    "Servidores passam imunes à redução de salário, apesar de propostas tramitando no Congresso"

    www.gazetadopovo.com.br/republica/servidores-passam-imunes-a-reducao-de-salario-apesar-de-propostas-tramitando-no-congresso/

    A disparidade de classes se aprofunda.
  • Anderson  08/04/2020 13:44
    Régis,
    Vc quer que os funcionários públicos trabalhem sem receber?
  • Gustavo A.  09/04/2020 18:40
    Não, gostaria que trabalhassem recebendo menos, de preferência um salário de acordo com a realidade brasileira.

    Seria interessante extinguir cargos inúteis também.
  • JOAO LUCAS COUTO CORREIA  07/04/2020 08:16
    Um salve ao pessoal do Mises, vim aqui deixar meu breve relato pessoal de um "Sobrevivente em Banânia".

    No final de dezembro, eu decidi arriscar e buscar minha independência financeira, então sai de um emprego de base no setor de serviços e me aventurar no empreendedorismo. Basicamente iria trabalhar com o meu pai na lanchonete dele. Era um arranjo bom para ambos: ele poderia ter uma ajuda extra, sem ter que sofrer arrumando um CLT; e eu poderia ganhar independência financeira trabalhando no negócio da família.
    Então o ano virou, e estamos aqui com a crise do coronavírus, resumindo brevemente o que me ocorreu:
    1-O prefeito de Maringá, onde eu moro, Ulisses Maia(PDT), sem se importar com as consequências que acarretariam na população local, anunciou uma quarentena de 30 dias sobre todas as atividades comerciais da cidade. E isso três dias antes do decreto começar a valer. O povão correu pros supermercados estocar alimento, isso significa que o pessoal que trabalha com restaurantes e lanchonetes(meu caso e do meu pai) perdeu a venda de três dias pros supermercados. Mas a situação pra nós está até melhor, porque aqui perto da minha casa tinha acabado de inaugurar um restaurante, o coitado do dono estava angustiado porque depois de dois meses reformando o ponto, ele teria só dois dias de venda(ele inaugurou na quarta-feira, o decreto valeria pra sexta-feira).
    2-O pessoal que trabalha com comida teve que recorrer ao delivery, mas nem isso foi suficiente pra recuperar as vendas anteriores. No ramo da alimentação, o rendimento é diário, cada dia de venda importa muito. Nossas vendas tombaram. Como o decreto foi editado antes do dia 20 do mês passado, a maioria da população estourou o cartão de crédito nos supermercados. O pior que a Copel e a Sanepar tão nem ai, cortando água e luz de quem não tem conseguiu pagar. Arrancando relógio de água e cortando luz no poste.
    3-Fizeram uma passeata semana passado, de comerciantes que queriam reabrir o comércio da cidade. Maringá depende muito do comércio pra sustentar a população, principalmente quem tem baixa renda. Os supermercados estão restringindo a quantidade de pessoas que podem entrar, então têm unidades que as filas formam quase um quarteirão de pessoas querendo comprar. Meu pai é amigo do cara que fez o grupo do Whatsapp onde os empresários combinaram a passeata. E adivinha? O poder público tá querendo processar o cara por ter quebrado a quarentena.
    4-Nessa semana a Justiça começou a liberar na marra alguns ramos do comércio para funcionar. E parece que dia 13 já vai liberar todo mundo. Só que, com todo mundo endividado e vários comerciantes ferrados(como meu pai), quero ver quem vai conseguir ficar funcionando. Eu mesmo já to mandando currículo, porque não vamos conseguir manter o negócio funcionando. As vendas caíram mais de 80% durante mais de 15 dias, pra uma empresa grande até vai, e pra quem é pequeno e micro empreendedor?
    5-Os funças tão ganhando integral e trabalhando 6 horas por dia. Até caminhão de bombeiro o pessoal da fiscalização tá usando para patrulhar a cidade. Mas o Parque do Ínga(no centro da cidade) tá cheio de velho passeando, as filas fora do supermercado, dá 8h da manhã para abrir, só velho esperando para comprar.
    6-Eu sei que é bem anti-cristão isso, mas desejo que o prefeito da minha cidade pegue coronavírus só de raiva. Aqui em Maringá a dengue fez mais estrago na saúde da população do que esse vírus. Foi o combo duplo, um ferrou a saúde e o outro acabou com o bolso de todo mundo.
    7-Pra finalizar, meu pai foi um dos que entraram na onda de que o coronavírus era uma "terrível" ameaça para todo mundo. Ele só não previu que o vírus iria falir ele em 15 dias, e não matar ele.
  • Felipe L.  07/04/2020 14:49
    O pior é que conseguir emprego vai ser mais difícil do que antes, já que várias empresas irão falir. Sem uma ampla reforma nessa estrutura, desemprego vai continuar sendo um problema crônico brasileiro. Querer desemprego em nível dinamarquês com a CLT é uma das maiores obras de ficção da biosfera.
  • Aluno  07/04/2020 10:35
    Pessoal,

    É fato que o sistema bancário europeu está passando dificuldades e está bem frágil, correto?

    O que causou isso seria a política de juros negativos dos últimos anos? Haveria outras causas?

  • Tiago Arnoux  07/04/2020 14:04
    Excelente artigo.
    Primoroso.
    Uma leitura fácil até pra quem não tem conhecimento de economia.
    Ao meu ver o presidente foi banana.
    Falta-lhe visão de cima.

    O último artigo sobre esse tema, confesso que achei inconclusivo. Mas esse está sensacional.

    "Sim, graças ao capitalismo, sairemos dessa crise — que foi pessimamente prevista e gerenciada pelos governos"

    Obrigado Mises
    Obrigado Daniel
  • Comentador primoroso  08/04/2020 14:07
    O presidente foi banana? Ele é um banana. Se tivesse convicções em suas opiniões ele bancaria, mas é um frouxo, mal assessorado por essa turma olavista, mais preocupados em caçar fantasmas comunistas do que governar de fato, não entendem que o socialismo já acabou faz anos e não se cria mais nem por decreto. Mesmo antes dessa crise se embananou todo nas reformas, atrasou, cria conflitos desnecessários com o congresso e com os outros, tudo pra criar instabilidade e esconder o grande banana que é, incapaz e inútil.
  • Estado o Defensor do Povo  10/04/2020 02:51
    Não era ele o ditador? Nunca vi um ditador banana, ditador tem que ter punho de ferro :D
  • Dalton Catunda Rocha  07/04/2020 15:12
    " Medicamento contra Aids tem mais efeito que cloroquina para coronavírus, diz estudo da Fiocruz

    Atazanavir foi testado em laboratório e precisa de ensaios clínicos para ter eficácia comprovada

    6.abr.2020 às 20h58

    Um grupo de cientistas da Fiocruz publicou estudo sobre os efeitos do Atazanavir, já usado no tratamento de pacientes com HIV, e seus efeitos sobre o coronavírus.

    Os resultados foram promissores: o medicamento, em laboratório, performou melhor do que a cloroquina.

    Os testes foram feitos in vitro. Ainda é preciso fazer ensaios clínicos, em pessoas, para que seus efeitos positivos sejam comprovados no uso prático.


    No laboratório, ele se mostrou eficiente para quebrar uma enzima chave para a multiplicação do novo coronavírus, o que impediria a sua multiplicação no organismo.
    ARMA

    "O Atazanavir pode vir a compor o arsenal de me dicamentos contra o coronavírus", diz Thiago Moreno Souza, da Fiocruz, que participa do estudo.
    COISA NOSSA

    Uma das vantagens do Atazanavir é ser um antirretroviral já conhecido e fabricado no Brasil.

    Mônica Bergamo

    Jornalista e colunista" > www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2020/04/medicamento-contra-aids-tem-mais-efeito-que-cloroquina-para-coronavirus-diz-estudo-da-fiocruz.shtml
  • Intercept  07/04/2020 19:12
    Instituo Nacional de Saúde americano disse, em documento de 2005, que "a cloroquina é um potente inibidor da infecção e contaminação por coronavírus da SARS". Isso torna OMS e China os maiores GENOCIDAS ATUAIS. Omitiram a CURA e espalharam a DOENÇA:
    www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1232869/
  • GOLD COIN  07/04/2020 19:34
    E essa do Japão?

    "Japão disponibilizará 2,2 bilhões de dólares para transferir fábricas de volta ao país"

    www.forte.jor.br/2020/04/07/japao-disponibilizara-22-bilhoes-de-dolares-para-transferir-fabricas-de-volta-ao-pais/
  • Matheus Santiago  10/04/2020 14:18
    Você acompanha a Trilogia?
  • GOLD COIN  14/04/2020 03:16
    Sim.
  • Internauta da internet  07/04/2020 20:30
    Boa tarde amigos! Tenho algumas dúvidas sobre as quais gostaria de ouvir a vossa opinião:

    1 -> Já ouvi por ai que com a desaceleração, agora com o vírus, com um grande problema demográfico às portas e com cada vez mais os países ao redor se armando até os dentes, a China irá desacelerar cada vez mais e acabar estagnada igual o Japão e encurralada, isso faz algum sentido?

    2 -> A China realmente chegará ao posto que hoje é ocupado pelos EUA? Pergunto pois pelo que leio por aí não há sinais de que ela voltará à ter altas cifras de crescimento como em anos passados, e mesmo que passe a terra do homem laranja mau em PIB bruto, o PIB per Capita ainda está longe, vejam, a população é de ~1,4 bilhões de habitantes, o PIB per capita é de 7755 dólares, enquanto a terra do Tio Sam tem um PIB per capita de 54542 dólares, ou seja, para a China ser tão rica quanto os EUA seu PIB teria de ser ~76,3 trilhões de dólares, porém é de "apenas" 14,2 trilhões de dólares.

    3 -> Será que a Índia vai crescer muito nos próximos anos e se tornar a segundo ou terceira economia global?
  • Dedé   08/04/2020 00:04
    Economicamente eu duvido. Militarmente não tão cedo.
    A China poderá vir a ser o país com maior PIB nominal em dólar. Não acredito muito nisso. O modelo chinês de endividamento, investimentos em obras e subsídios pode durar por muito tempo, mas não durará pra sempre. Uma hora a conta chega.

    Do ponto de vista militar a distância que separa a China dos EUA é tão grande que cabe uma Rússia no meio.
    Descartando o uso de armas nucleares, na área militar os EUA tem mais capacidade operacional que China, Rússia, Índia, França, Reino Unido e mais alguns países juntos.
  • anônimo  08/04/2020 00:30
    A china é um assombro keynianista. Esse arranjo de crescimento é insustentavel. Se a china abandonar isso e se tornar pro mercado, ae sim ela cresce mesmo até passar os eua.
    A china vai frear porque a estimulação intervencionista estatal ta no seu limite.
    A india sim ta cada vez mais livre, fazendo reformas e isso ta puxando ela pra cima. Com o japao parado a india vai ser o terceiro.
    O novo líder do globo vai depender de como o mundo vai responder a crise. Economias cada vez mais travadas, pode ser que os campeoes de crescimento sejam as economias mais livres, mas pequenas.
    Os colossos eua, china, russia Brasil, india tao se travando. Australia e canada sao livres , mas tem pouca população, entao nao tem peso pra virarem lideres.
    Alias o brasil ta em 150 no ranking, entao tem que comer muito feibao com arroz e pinga pra almejar qualquer liderança.
  • Jairdeladomelhorqptras  08/04/2020 03:22
    Caro Internauta da Internet,
    Vc pergunta sobre a China e a Índia. Se estagnarão ou superarão os EUA. Podemos começar mensurando o gigantismo de suas populações. Os dois países, cada um, tem aproximadamente 1.4 bilhão de pessoas. Seis vezes mais que o Brasil. Lógico que talvez em 2050 superem o PIB americano.
    Mas superar a renda per capita é outra história (como vc mesmo demonstrou).
    Quanto a China, no aspecto político-militar, penso estar em posição "aprisionada". Apesar de suas pretensões de cunho expansionista (mar do Sul da China, etc) ela tem vizinhos poderosos com os quais as relações nem sempre foram amistosas. Eles não tolerarão uma China agressiva. Refiro-me a Rússia e a Índia. Mais o Paquistão (potência nuclear) e o Japão. Creio que os EUA, nem precisarão ter um envolvimento direto com a China. Estes vizinhos da China já a refrearão.
    E se fosse para apostar, apostaria mais no crescimento da Índia, que ao menos é uma democracia parlamentar constitucional.
    Vale recordar que na crise mundial dos anos 1930, todos elogiavam a URSS que aparentemente não sofria a amargura da grande depressão. Os prognósticos era que em breve superaria os EUA. Deu no que deu.
    Quem investe em país comunista (sem segurança jurídica) não tem direito a reclamar depois.
    Os EUA continuarão por muito tempo a ser a nação líder do mundo. Detem a moeda de troca e de reserva internacional. Possuem o maior volume de pesquisas de ponta do mundo. Possuem uma realidade geográfica invejável (são, do ponto de vista geopolítico praticamente uma ilha. Isto é, nenhum vizinho poderoso que faça sombra.)
    Um dia eles perderão a liderança. Mas isto não está no nosso horizonte.
    Abraços

  • Skeptic  08/04/2020 03:32
    Economistas palpitando sobre infectologia e infectologistas palpitando sobre economia, isso não vai dar certo.
    Pra mim já deu, depois de muitos anos chega de IMB.
  • Felipe L.  08/04/2020 13:14
    Leandro e demais leitores, o que acharam dessa entrevista?

    "Meirelles defende 'imprimir dinheiro' contra crise do coronavírus: 'Risco nenhum de inflação'"

    Realmente no cenário de agora, a tendência à inflação de preços pode ser menor, pois a economia vai entrar em retração e, desde 2015, os bancos estatais estão amarrados. Mas isso não quer dizer que isso que ele está falando não vá causar efeitos negativos. Eu confesso que não entendi o que ele quis dizer.
  • anônimo  08/04/2020 22:09
    Não é o primeiro que vejo falando disso. Já tinha visto um outro cara defendendo que "no momento atual", criar dinheiro não geraria inflação:

    threadreaderapp.com/thread/1242884339093962753.html


    Transcrevo:

    "Um fio sobre como financiar a resposta da crise do coronavirus.


    Minha proposta inicial custava R$ 600 bilhões. O Brasil está quebrado. Da onde viria o dinheiro? De impressão de papel moeda! "Opa. Tá maluco? Isso vai destruir o país!" Não vai. Explico.

    Primeiro: isso é o que todo mundo está fazendo. EUA, Alemanha, Dinamarca. Maioria dos governos está imprimindo papel moeda. Mas no Brasil, país fraco, isso funcionaria? A resposta é sim. É um caso especial e único. Se continuar, estaríamos ferrados. Não vai continuar.

    É o seguinte: em condições normais, impressão de papel moeda basicamente corrói a credibilidade do governo. Se o governo fizer isso em condições normais é realmente caos. Mas não hoje. E é só ver pela reação dos mercados ao pacote americano.

    Essa crise é única. Imprimir papel moeda (meu plano inicial era de R$ 600 bilhões, mas pode ser R$ 1 trilhão) significa segurar a capacidade de sobrevivência das pessoas. O dinheiro não iria circular como se fosse numa economia normal.

    Em economês: a velocidade de circulação do dinheiro está despencando. Nessas condições, mais dinheiro não gera inflação. Poderia gerar no futuro, mas quem critica a ideia esquece de uma coisa simples: o governo pode enxugar essa liquidez depois! Facilmente!

    O plano não é imprimir papel moeda e esquecer do assunto. O governo pode aumentar o compulsório ou aumentar os juros quando a crise passar. Pronto, retira os mesmos R$1 trilhão de circulação. Por isso, meu plano inicial envolvia crédito e não renda.

    Com crédito, esse processo seria feito naturalmente. Mas pode fazer renda universal e jogar dinheiro de para quedas pra pequenas e médias empresas sem problemas. Depois enxuga-se. O Bacen já enviou uma quantidade cavalar de dinheiro no sistema financeiro.

    Não gera inflação! E, nesse sentido, não faz nenhuma diferença o governo ser brasileiro ou dinamarquês ou americano. O problema é em moeda local! Não faz sentido falar em usar reservas. Nosso problema não é falta de divisas. Imprime-se reais, tira-se depois.

    Eu não sou de esquerda. Escrevi um manual de economia que mostra como é raro que haja multiplicador fiscal positivo. Sou a favor da LRF e sei que a má alocação de recursos e os gastos malucos da Dilma levaram o país à crise.

    Esse não é um plano de alguém que defende o incompetente governo brasileiro ser gastador. É o plano de alguém que sabe que essa é uma crise monstruosa e única, que requer soluções extraordinárias. Austeridade é genocídio. Impressão de moeda pra chegar nos pobres é a solução. Fin.

    PS: quem gostar, siga. Eu sempre posto informações de qualidade. E, diferente da maioria dos intelectuais públicos, admito qd estou errado. Nessa, não estou. Fui o primeiro a montar um plano pra essa crise. E, no momento, defendo o que nunca defenderia em outra situação.

    Ah, nos EUA estão imprimindo papel moeda pra dar um cheque de U$1.200 por trabalhador que ganha menos de U$75.000 por ano. Não faz nenhuma diferença os EUA terem poder militar ou ter a moeda do mundo. Em moeda local, o que restringe é a expectativa de longo prazo. Sem isso - caos.

    Não precisa de novos impostos, não precisa cortar salários de trabalhadores (eu não sou contra uma grande reforma de salários públicos - se passar, que bom), não precisa deixar os salários caírem. Não precisa meter a mão no FGTS. É impressão mesmo! Que acabaria em 3 meses.

    Quero ver alguém achar artigo meu contra reformas que limitem os gastos do Estado. O Estado brasileiro como gastador é um lixo. Mas agora, não tem alternativa!

    Ah, pra não dizer que não tem custos. O dólar subiria mais. No momento, isso não é um problema macroeconômico e tb não geraria inflação, mas não seria legal não. Não existe almoço grátis.

    Que se imprima 1 trilhão!

    O governo vai ter que retirar depois. Vai virar dívida pública. Mas não é uma questão de trajetória. É uma porrada só. Tá acontecendo no mundo inteiro".
  • Say  08/04/2020 22:20
    É isso aí. Já que estamos em uma crise de oferta, na qual não há produção nenhuma (pois o estado proibiu empreendedores de produzirem), então é claro que a solução é imprimir dinheiro!

    A impressão de dinheiro irá resolver todo o problema de falta de oferta, né? Trata-se de uma mágica que apenas poucos iluminados são capazes de entender: se não está havendo nenhuma produção (por decreto estatal), então é óbvio que a solução para essa ausência de produção é imprimir papel-pintado, pois isso irá abolir a escassez!

    Quando Robinson Crusoé está sozinho em uma ilha, sem nada, todos os problemas dele estariam resolvidos se ele tivesse ao menos uma impressora de dinheiro e começasse a pintar papel. Imediatamente, ele estaria na fartura.

    Como ninguém consegue ver essa obviedade?


    P.S.: entenderam agora por que a profissão de economista está em total descrédito? Não é à toa que todos se ajoelharam a epidemiologistas estrelinhas. Estão no mesmo nível. Compre ouro.
  • Leitora  08/04/2020 13:56
    DAniel Lacalle e Gomes,
    O que acham isso?
    oglobo.globo.com/mundo/no-japao-governo-criticado-por-ter-demorado-agir-com-mais-firmeza-contra-coronavirus-24358057
  • Leitor  08/04/2020 15:13
    Não dá pra ler a matéria. Não assino O Globo. Não dou aos Marinhos esta satisfação.

    No entanto, aos fatos: no Japão há 4.257 contaminados e 93 mortos.

    Isso sim é que é uma legítima gripezinha. A imprensa deve estar passando muito aperto para tentar transformar 93 mortos (menos que um prédio) em pandemia.
  • Ex-microempresario  08/04/2020 15:33
    A média de mortes no Japão no ano passado foi de 3800 por dia, a maior parte de idosos. Bem provável que destes 3800 uns 20 ou 30 POR DIA morram de gripe.
  • Thiago  08/04/2020 14:03
    Que beleza. Meireles defendeu a "impressão de dinheiro" pois, na opinião dele, na realidade atual não irá provocar inflação.

    www.oantagonista.com/brasil/henrique-meirelles-defende-imprimir-dinheiro-para-conter-crise-do-novo-coronavirus/
  • JOAO ALMEIDA  08/04/2020 14:36
    Pessoal, o que me dizem sobre essa noticia? Meirelles defende 'imprimir dinheiro' contra crise do coronavírus: 'Risco nenhum de inflação'.

    www.bbc.com/portuguese/brasil-52212033

  • Thiago  08/04/2020 15:09
    Pessoal, o que acham da declaração do Meirelles em entrevista para BBC?

    "Na visão de Meirelles, a retração da economia agora será tão brutal que não existe risco de inflação caso a autoridade monetária emita moeda, por exemplo, para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 concedido a brasileiros de baixa renda por ao menos três meses.

    O Banco Central tem grande espaço de expandir a base monetária, ou seja, imprimir dinheiro, na linguagem mais popular, e, com isso, recompor a economia. Não há risco nenhum de inflação nessa situação".

    É realmente possível com uma menor produção dos brasileiros e a impressão de dinheiro não gerar inflação dos preços?

    (Eu acho que ele estava fazendo uma piada de mal gosto, rs)
  • Fernando  08/04/2020 15:29
    Leandro,
    você pode POR FAVOR responder a essa entrevista em que o Meirelles defende a expansão monetária dizendo que não haverá inflação por conta disso. E também dizendo quais seriam os impactos negativos dessa medida.
    Estão usando essa entrevista dele para defender impressão de dinheiro, e eu queria entender de uma maneira mais cirúrgica.

    www.bbc.com/portuguese/brasil-52212033?at_medium=custom7&at_custom3=BBC+Brasil&at_campaign=64&at_custom4=9164D814-798A-11EA-9C39-2EE3C28169F1&at_custom2=facebook_page&at_custom1=%5Bpost+type%5D

    Meirelles - Não há dúvida. Evidentemente que a expressão "imprimir dinheiro" muitas vezes é uma expressão forte que pode preocupar as pessoas. Existem maneiras mais técnicas de dizer isso: "expandir ou recompor a base monetária". Não é exatamente (imprimir) dinheiro no sentido de dinheiro físico. Ele expande a moeda porque a expansão se dá principalmente em contas correntes, das empresas, dos bancos, é distribuído isso (por meio das contas bancárias). Então, é na realidade uma expansão contábil.

    O Banco Central está sempre calibrando isso (a quantidade de dinheiro circulando). Quando a atividade econômica atinge o máximo da capacidade, os preços começam a subir, você tem inflação. Muito bem, aí houve a inflação, o Banco Central sobe a taxa de juros, retira dinheiro de circulação. Isso aí faz com que a atividade econômica volte por equilíbrio.
    Vamos supor que você tem uma recessão. Aí você corta a taxa de juros, você incentiva, injeta liquidez na economia, e isso faz com que a economia se recupere. Só que agora o que nós temos? Uma brutal recessão.
    Com isso, diminui o meio de pagamento (quantidade de dinheiro circulando), então o Banco Central tem grande espaço de expandir a base monetária, ou seja, imprimir dinheiro, na linguagem mais popular, e com isso recompor a economia. Não há risco nenhum de inflação nessa situação.
  • Leandro  08/04/2020 15:57
    A explicação dele sobre a mecânica da expansão monetária está correta. Já a conclusão dele de que a expansão monetária não causará inflação é um raciocínio típico da economia convencional: não haverá inflação porque a economia está em recessão.

    Curiosamente, não foi isso o que ocorreu em 2015: a economia encolheu 5%, e o IPCA foi de quase 11%.

    Logo, essa tese dele não se sustenta.

    Entretanto, expansão da base monetária não necessariamente se traduz em expansão da oferta monetária. Expandir a base monetária significa o Banco Central dar dinheiro aos bancos. Mas são os bancos que decidem injetar esse dinheiro na economia (por meio de empréstimos a pessoas e empresas). Logo, se pessoas e empresas não estiverem dispostas a se endividar, esse dinheiro não entra na economia.

    A única maneira de contornar esse "obstáculo" seria se o BC pudesse enviar dinheiro diretamente a pessoas, empresas e fundos de investimento. Aí muda todo o jogo. Por enquanto, ele ainda é proibido disso. Resta saber quanto tempo essa proibição vai durar.

    De minha parte, tudo o mais constante, eu não vejo inflação de preços nos próximos meses. Com mais de 25% de desempregados (que é o que se estima), e os que ainda têm emprego com a renda em queda (os que ainda trabalham terão redução salarial), com os preços das commodities em baixa, e com a gasolina em queda, não haverá inflação de preços. Até mesmo a Magazine Luíza, que provavelmente é a empresa mais bem gerida do país, anunciou que seus altos executivos terão uma redução salarial de até 80%. Com todo mundo sem renda, não há espaço para explosão nos preços.

    Pode, aí sim, haver algum aumento de preços pontual em itens alimentícios, como leite, arroz, feijão e outros grãos (pois todo mundo que receber o dinheiro irá priorizar alimentos, mesmo que seja só para estocar). Mas inflação generalizada não.

    De resto, eis as duas variáveis em que você deve ficar de olho: preços das commodities em reais e oferta monetária.

    Eis a evolução dos preços das commodities em reais:

    ibb.co/ZcHwRdJ

    Os preços estão lá embaixo.

    E a oferta monetária ainda está no mesmo ritmo de crescimento de antes (só que os dados ainda são do final de março; a conferir como será em abril).

    Portanto, para concluir: se o BC conseguir a mágica de expandir a oferta monetária, e manter os preços das commodities estáveis, aí de fato é possível haver uma expansão monetária sem uma concomitante inflação de preços. Outra alternativa seria todo mundo utilizar esse dinheiro récem-criado para pagar dívidas com o sistema bancário (nesse caso, todo o dinheiro criado seria destruído, pois, tão logo uma dívida bancária é quitada, o dinheiro eletrônico deixa de existir).

    Agora, se ele expandir a oferta monetária (atenção: oferta monetária, e não apenas base monetária), e isso gerar uma forte elevação nos preços das commodities, aí eu quero ver qual será a mágica. Afinal, os custos operacionais das empresas subirão. Se elas não repassarem para os preços, aí elas quebrarão do mesmo jeito.
  • Antonimo  08/04/2020 19:41
    Leandro,
    QUando vc diz que "Expandir a base monetária significa o Banco Central dar dinheiro aos bancos. Mas são os bancos que decidem injetar esse dinheiro na economia (por meio de empréstimos a pessoas e empresas). Logo, se pessoas e empresas não estiverem dispostas a se endividar, esse dinheiro não entra na economia", posso depreender que a demanda das pessoas é que cumprem papel fundamental nessa expansão?

    De mais a mais, a inflação gerada nos preços de alimentos pode impactar forte o IPCA, dado que deve ser seu maior componente. Alem disso, a expansao monetaria no Brasil e o preço das commodities nao tem a menor relação de cauxa e efeito. Esses preços são cotados no mercado internacional e o Brasil tem papel mt limitado no impacto do preço e demanda dessas commodities
  • Leandro  08/04/2020 20:21
    "posso depreender que a demanda das pessoas é que cumprem papel fundamental nessa expansão?"

    Sim. A menos que o estatuto do Banco Central seja alterado, e ela possa voltar a poder financiar o Tesouro diretamente (como era na década de 1980), no atual arranjo bancário o dinheiro só entra na economia via expansão do crédito.

    "De mais a mais, a inflação gerada nos preços de alimentos pode impactar forte o IPCA, dado que deve ser seu maior componente."

    Sim, se a inflação for muito alta, e todos os outros componentes ficarem relativamente estáveis.

    Porém, se houver deflação destes outros componentes (e já há deflação nos combustíveis, nos transportes e na energia elétrica, e provavelmente vai haver nos vestuários e nos artigos de residência), um compensará o outro.

    "Alem disso, a expansao monetaria no Brasil e o preço das commodities nao tem a menor relação de cauxa e efeito. Esses preços são cotados no mercado internacional e o Brasil tem papel mt limitado no impacto do preço e demanda dessas commodities"

    Sugiro, gentilmente, informar-se melhor. Commodities são cotadas no mercado internacional em dólares, o que significa que os preços delas no Brasil são fortemente impactados pela taxa de câmbio.

    Se uma maior expansão monetária gerar uma maior desvalorização da taxa de câmbio, e se as commodities em dólar também estiverem encarecendo, então os preços dos alimentos, dos combustíveis e dos metais industriais aqui dentro também irão subir.

    Isso é tão fato que o próprio Banco Central — ao meu ver, corretamente — se guia maioritariamente pelo preço das commodities ao implantar sua política monetária. Veja, por exemplo, o último Relatório Trimestral de Inflação. Deixaram explícito que se guiam pelos preços das commodities (a partir da página 27).
    Veja também na página 34 deste outro relatório:

    www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2017/12/ri201712p.pdf

    E neste vídeo a própria alta cúpula do Banco Central reconhece que utiliza o IC-Br como guia. Veja a partir do minuto 38:30:



    Com efeito, o IC-Br (Índice de Commodities Brasil) tem tanta proeminência que é o segundo item dos Indicadores Econômicos Selecionados, atrás apenas da prévia do PIB.

    No momento, eis a evolução dos preços das commodities em reais:

    ibb.co/ZcHwRdJ

    Os preços estão lá embaixo.

    É por isso que o Banco Central não está nem aí para o dólar (por enquanto). O dólar está alto, mas as commodities estão no buraco. Logo, uma coisa compensou a outra.

    O dólar alto afetará gravemente os custos de produção das empresas que importam maquinário e peças de reposição, mas não a inflação de preços aos consumidores (não há espaço para repassar preços aos consumidores). E como o mandato do Banco Central está voltado exclusivamente para a inflação de preços aos consumidores, e não para os custos de produção das empresas, ele não está nem aí.

    Enquanto os preços das commodities estiverem lá em baixo, não haverá nenhuma preocupação em relação à taxa de câmbio e nem à inflação de preços.
  • Antonimo  08/04/2020 21:05
    Leandro,
    Valeu pela resposta.
    Nao tinha sacado, mas agora entendi que o canal de transmissao da politica monetaria que vc citou sobre as commodities se dariam pelo cambio.
  • Leandro  09/04/2020 15:13
    Saiu hoje o IPCA de março. Como previsto acima, houve inflação nos alimentos, e deflação nos transportes e nos artigos de residência. Vestuários ficaram estáveis (houve razoável deflação em fevereiro e pequena alta em março), mas a tendência é de queda. Energia elétrica caiu em algumas cidades e subiu em outras. No agregado, subiu 0,12%.

    Um lado compensou o outro, e, no final, o IPCA de março ficou quase em zero. Em termos de Brasil, está bom. Não fosse pelo câmbio, tranquilamente teríamos tido deflação, o que seria ainda melhor para todos que hoje estão sem emprego e renda.

    agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/27382-ipca-varia-0-07-em-marco
  • Elias  09/04/2020 22:30
    Olá Leandro! Tenho essa dúvida com relação as commodities que você falou. O Real teve uma grande desvalorização perante o Dólar, de R$ 3,60 para R$ 5,20 (mais ou menos). Porque o IPCA ainda se mantêm intacto, mesmo com esse aumento estrondoso do Dólar (que influencia nos preços das commodities)?
  • Leandro  09/04/2020 23:00
    Porque os preços das commodities, em reais, também caíram e voltaram para níveis do início de janeiro de 2018. Pode conferir:

    ibb.co/ZcHwRdJ

    Ou seja, as commodities baratearam em dólares com mais intensidade do que o dólar encareceu em reais.

    (Com efeito, uma das causas do forte encarecimento do dólar foi exatamente a forte queda nos preços das commodities. As moedas de países exportadores de commodities flutuam majoritariamente de acordo com o movimento das commodities.)

    Commodities são matérias-primas e estão presente em absolutamente tudo. Produtos agrícolas, bovinos, suínos, todos os metais industriais e combustíveis. Tudo o que você compra foi feito de commodities. Até mesmo no setor de serviços elas são importantes. Quando você contrata um encanador, ele tem de usar ferramentas, que são construídas com matérias-primas englobadas nas commodities. Ele tem de se deslocar até sua casa, logo, o preço dos combustíveis também são determinantes.

    Commodities são cruciais para determinar os custos de produção. Logo, se elas estão baratas, não há por que haver inflação de preços.
  • Advogado do Diabo  10/04/2020 01:21
    Leandro, como fica a explicação daquele seu artigo sobre as reais causas do crescimento do governo Lula diante dessa sua explicação de agora? Naquele artigo, você defendeu que o governo só pôde expandir o crédito, de maneira cavalar, sem causar maiores impactos inflacionários por causa do dólar mundialmente fraco (o que fez o preço das commodities disparar). Antecipo que você possa responder que um (o dólar fraco) compensou o outro (alta do preço das commodities), mas isso não é o mesmo que dizer que o dólar estar fraco ou forte é irrelevante para expandir internamente o crédito?
  • Leandro  10/04/2020 03:04
    "como fica a explicação daquele seu artigo sobre as reais causas do crescimento do governo Lula diante dessa sua explicação de agora?"

    Completamente inalterada.

    "Naquele artigo, você defendeu que o governo só pôde expandir o crédito, de maneira cavalar, sem causar maiores impactos inflacionários por causa do dólar mundialmente fraco (o que fez o preço das commodities disparar)."

    Correto. O dólar ficou fraco e, consequentemente, os preços das commodities, em dólar, subiram. Só que o real se valorizou ainda mais intensamente, de modo que as commodities também caíram em reais. E muito.

    Lembrando que o dólar caiu de R$ 3,90 no final de 2002 para R$ 1,70 em 2010 (chegando a esbarrar em R$ 1,56 em 2008). Barateamento de quase 60%.

    Já as commodities, ao contrário do que você dá entender, não ficaram na mesma em reais. Elas baratearam 42%.

    Pode conferir aqui a evolução dos preços das commodities em reais:

    ibb.co/BVgPTDN

    No ápice, em 2004, uma cesta de commodities chegou a custar em torno de R$ 825. Em 2010, a mesma cesta ficou em torno de R$ 475. Queda de 42%.

    Ou seja, ao contrário do que você dá a entender, a queda do dólar não foi compensada por um encarecimento das commodities em reais. Ao contrário: as commodities também caíram em reais. E muito.

    Portanto, ao contrário do que ocorre hoje, tivemos um duplo barateamento: barateamento contínuo do dólar e barateamento contínuo das commodities.

    Tal arranjo é uma benção.

    O dólar em queda contínua ajudou nos bens de consumo importados, principalmente aqueles de cunho mais eletrônico, que já sofrem naturalmente deflação, como televisores, computadores e celulares. Bens de capital importados também ficaram continuamente mais baratos em reais. Até passagens aéreas também baratearam. (Lembro-me vivamente de que, em 2010, nas vésperas do natal — ou seja, alta temporada —, fiz um voo de Porto Alegre a BH, pela Webjet, por R$ 80.)

    Portanto, ficamos assim: as commodities caíram 42% em reais e todos os produtos industriais importados (bens de consumo e da capital) caíram 60% em reais, em média.

    Isso não é nada desprezível. Tamanha queda foi extremamente benéfica para conter a inflação de preços.

    Por si só, era para termos tido deflação de preços no período 2003-2010. Porém, vale lembrar que foi uma época de intensa expansão monetária, com os bancos estatais jogando dinheiro na economia a rodo. Isso fez com que a inflação se concentrasse majoritariamente no setor de serviços. E foi alta.

    Já hoje, esse arranjo de queda dupla de preços não acontece: as commodities até baratearam em reais (mas só recentemente), já o dólar encareceu enormemente. Bens de capital e bens de consumo importados estão, em reais, bem mais caros do que há 2 anos. Passagens aéreas também.

    A sorte é que o crédito dos bancos estatais está em contração (veja o gráfico 1). Isso ajuda enormemente a conter os preços.

    Até aqui tudo certo?

    "Antecipo que você possa responder que um (o dólar fraco) compensou o outro (alta do preço das commodities)"

    Na verdade, como demonstrado, mais do que compensou. Ao contrário do que você talvez tenha imaginado, tanto o dólar quanto as commodities baratearam, o que causou pressão baixista em todos os preços da economia. Estes preços seriam muito maiores se o dólar não tivesse caído. Bens importados não teria barateado em reais.

    "mas isso não é o mesmo que dizer que o dólar estar fraco ou forte é irrelevante para expandir internamente o crédito?

    Dado o que foi exposto acima, creio que agora está claro por que essa sua conclusão é errada. Vale a pena recapitular:

    1) No período 2003-2010, em reais, o dólar barateou continuamente e as commodities também. Ambos baratearam continuamente. Tudo que era commodity barateou em reais, tudo que era bem de consumo importado barateou em reais, tudo que era bem de capital importado barateou em reais. Consequentemente, mesmo com a explosão do crédito estatal, a inflação de preços ficou relativamente estável.

    2) Atualmente, em reais, as commodities baratearam recentemente mas o dólar encareceu. Ou seja, bens de consumo importados encareceram e bens de capital importados encareceram. Temos a benção de commodities mais baratas em reais, porém a tristeza de bens de consumo e bens de capital mais caros em reais.

    3) O crédito estatal hoje, ao contrário do daquela época, está em contração. Naquela época, ele expandia dois dígitos ao ano. Hoje, ele encolhe quase dois dígitos ao ano. Isso ajudou enormemente a reduzir a pressão altista nos preços. Não fosse isso, é de se esperar que o IPCA fosse mais alto, por causa dos serviços.

    4) Ou seja, se o crédito estatal estivesse hoje crescendo no mesmo ritmo do período 2003-2010, a oferta monetária seria muito maior. E, consequentemente, a taxa de inflação de preços também teria de ser maior, tudo o mais constante. Teríamos mais dinheiro na economia (encarecendo os serviços) em conjunto com bens de consumo e bens de capital mais caros em reais (por causa do dólar caro). Felizmente, temos commodities em queda e contração do crédito estatal.

    Donde podemos concluir que foi a taxa de câmbio, sim, o grande diferencial. O dólar em contínuo processo de barateamento permitiu grande expansão monetária com inflação de preços relativamente baixa, pois as importações iam ficando continuamente baratas.

    Espero que o raciocínio tenha ficado claro agora. E eu agradeço sua pergunta, que foi realmente bem perceptiva e de alto nível.

    Abraços!
  • Advogado do Diabo  10/04/2020 05:04
    Belíssima resposta! Grato.
  • anônimo  10/04/2020 05:38
    1 O dólar desvalorizou por quais fatores no gov do George bucho? Deficit e mais o que?
    2 porque que na epoca preco das comodities desvalorizaram tb?
    Isso fecha a conta.
  • anônimo  10/04/2020 22:59
    1) Majoritariamente por causa das guerras do Iraque e do Afeganistão

    2) Os preços das commodities se encareceram em dólar. E se encareceram em dólar porque o dólar perdeu poder de compra.

    Tudo explicado em detalhes no artigo:

    www.mises.org.br/article/2190/o-que-realmente-permitiu-o-grande-crescimento-economico-brasileiro-da-ultima-decada
  • Felipe L.  10/04/2020 23:21
    Além disso, o Bush sempre defendeu dólar fraco. Isso ajudou a afundar a moeda. E acabou afundando a economia também.
  • Felipe L.  10/04/2020 17:11
    O real ter se fortalecido foi graças ao Meirelles e ao crescimento econômico que houve na economia?

    Interessante que, apesar de ter havido esse crescimento, os salários no setor privado ficaram quase estagnados. Isso foi triste.
  • anônimo  11/04/2020 23:00
    Boa tarde Leandro,

    Tenho uma dúvida sobre a Austrália. Não sei dizer se foi vc que escreveu aqui, mas já li diversas vezes que "moeda forte pode não ser tudo, mas é essencial", ou "não existe economia forte com moeda fraca". E na Austrália? Não tem um record de 20 anos sem recessão? E o dólar australiano não vem em constante declínio em relação as principais moedas do mundo a uns dez anos já? m.investing.com/indices/australian-dollar-index-advanced-chart

    A outros fatores que diminuem a importância de se ter uma moeda forte?

    Desde já agradeço e peço desculpas por qual quer falta de atenção.
  • Leandro  12/04/2020 20:05
    Eis a evolução do dólar australiano em relação ao dólar americano (quanto menor o valor, mais forte está o dólar australiano):

    ibb.co/q7GHfHt

    Ou seja, no início de 2018, antes das atuais confusões (o que inclui a guerra comercial de 2019), o dólar australiano estava no mesmo nível em que estava na década de 1990, tendo inclusive se fortalecido bastante neste ínterim. Ou seja, o gráfico não condiz com sua narrativa.

    Agora, a evolução do dólar australiano em relação às principais moedas do mundo (quanto menor o valor, mais forte está o dólar australiano):

    ibb.co/qkhBZ45

    Mesmíssima conclusão acima.

    Agora, por fim, o gráfico mais importante de todos, que mostra o preço de uma cesta de commodities em dólares australianos. Quanto menor o preço mais forte a moeda:

    ibb.co/FVqw8hq

    Está hoje nas mínimas históricas, o que significa que, em termos práticos, a moeda ganhou poder de compra neste período.

    Logo, a afirmação de que o dólar australiano "vem em constante declínio" não encontra qualquer sustentação nos fatos.
  • Felipe L.  08/04/2020 20:16
    Leandro, essa oferta monetária que você mencionou seria qual? Seria o M1, né? O gráfico que achei. Foi um aumento (claro, ele se intensificou depois de 2018, quando baixaram mais a SELIC), embora não tão substancial.

    "A única maneira de contornar esse "obstáculo" seria se o BC pudesse enviar dinheiro diretamente a pessoas, empresas e fundos de investimento. Aí muda todo o jogo. Por enquanto, ele ainda é proibido disso. Resta saber quanto tempo essa proibição vai durar. "

    Isso era o que mais ou menos acontecia até o Plano Real, ou não teria nada a ver? Antes o Banco Central podia comprar títulos diretamente do Tesouro Nacional, isso é o que sei, além do fato de que os bancos estaduais seguiam ordens de políticos e ficavam se endividando, expandindo a oferta monetária.
  • Fernando  09/04/2020 16:25
    Leandro, muito obrigado pela resposta. Cirúrgico como sempre!

    Então com essa aumento da liquidez através dos bancos, só teremos maiores problemas caso as pessoas tomem crédito. Correto?

    Mas vamos supor que o BC consiga o aumento da oferta monetária (da maneira como você explicou), com essa pressão deflacionária e não víssemos um aumento da inflação.
    Existiria alguma impacto negativo? O Real perderia valor? Ou nessas condições seria uma "mágica" mesmo?
  • Leandro  09/04/2020 17:31
    "Então com essa aumento da liquidez através dos bancos, só teremos maiores problemas caso as pessoas tomem crédito. Correto??

    Correto. A menos, é claro, que alterem estatutos, e o BC possa comprar diretamente do Tesouro ou até mesmo de fundos de investimento. Aí muda tudo.

    "Mas vamos supor que o BC consiga o aumento da oferta monetária (da maneira como você explicou), com essa pressão deflacionária e não víssemos um aumento da inflação."

    Aí seria apenas a volta da rotina. Seria tudo como sempre foi. Só entraria um volume trilionário de dinheiro na economia se pessoas e empresas estivessem dispostas a se endividar em quantias trilionárias. Em época de enorme incerteza, a chance disso acontecer é praticamente nula. Por menores que sejam os juros, ninguém irá sair se endividando sem ter nenhuma perspectiva futura.

    "Existiria alguma impacto negativo? O Real perderia valor? Ou nessas condições seria uma "mágica" mesmo?"

    No atual cenário, tudo o mais constante, se realmente adentrasse um volume trilionário na economia, em meio a esse choque de oferta que estamos vendo, aí realmente tudo seria hiperinflacionário.

    Mas, como disse acima, eu realmente não consigo visualizar este cenário.

    A menos, volto a repetir, que o BC possa financiar diretamente o Tesouro. Aí muda tudo.
  • Felipe L.  09/04/2020 18:06
    Essa resposta serviria também à minha segunda pergunta do meu comentário anterior?
  • Leandro  09/04/2020 22:43
    Correto. Naquela época, o Banco Central, em conjunto com o Banco do Brasil, podia monetizar diretamente os títulos do Tesouro, bem como as carteiras de crédito dos bancos estaduais. Era a Teoria Monetária Moderna na veia.
  • anônimo  12/04/2020 07:53
    Leandro,

    isso que estão fazendo no FED agora é a mesma coisa que vc estava falando do BC comprar fundos de investimento, ou não tem nada a ver?
  • Kennedy C.  09/04/2020 20:03
    Leandro, corrija-me se estiver errado, mas esses ciclos de crescimento e recessão são ocasionados quando o Banco Central reduz a taxa de juros expandindo o crédito mais do que deveria, dessa forma os agentes econômicos/investidores contraem mais empréstimos do que deveriam, correto?

    No caso, quando a taxa precisa ser subida novamente (porque estava em um nível considerado "estimulativo", abaixo do valor correto) é quando a recessão ocorre porque isso cria um aumento de custos imediato que inviabiliza diversos projetos que nem deveriam ter existido, nesse momento ocorrem demissões, falências, etc., certo?

    Se tudo o que eu disse anteriormente está correto, a minha dúvida é: Por que o agente econômico/investidor toma todo o crédito disponível sabendo que está havendo uma expansão de crédito para além do valor correto, e que vai haver uma contração de crédito futura? Por que ele não utiliza apenas a quantidade de crédito necessária ao invés de tomar todo o crédito disponível? Desse jeito não ocorreria over investment, certo?

    Agradeço a atenção.
  • Leandro  09/04/2020 22:43
    "Por que o agente econômico/investidor toma todo o crédito disponível sabendo que está havendo uma expansão de crédito para além do valor correto, e que vai haver uma contração de crédito futura?"

    Porque se ele não fizer isso, seu concorrente o fará, e aí tomará toda a sua fatia de mercado.

    Coloque-se você no lugar do empreendedor. Você está vendo seus concorrentes pegando empréstimos baratos para expandir os negócios deles, comprar maquinário, contratar mais mão-de-obra, aumentar a produtividade, melhorar os produtos e serviços e, dependendo, até mesmo reduzir os preços (ou, pelo menos, não aumentá-los).

    Você ficaria quieto, sem fazer nada? Os ciclos de crescimento duram em média 10 anos. No mínimo, 5 anos (mas esses pequenos são raros). Você pode se dar ao luxo de ficar 10 anos parado, austero, vendo seus concorrentes ampliarem sua presença no mercado e tomar seus clientes?

    Se você ficar parado, seus concorrentes agradecerão, tomarão seus clientes e, com isso, poderão até tirá-lo do mercado antes da recessão. Você simplesmente não pode se dar ao luxo de correr este risco.

    E detalhe: quando a recessão chegar, seus concorrentes sofrerão; porém, no período da expansão, eles podem ter acumulado tanto caixa (com os clientes que tomaram de você), que ainda assim poderão estar mais líquidos do que você durante a recessão. Alguns irão quebrar, mas outros permanecerão. E ainda poderão estar à sua frente.

    Esse é o grande problema das expansões artificiais de crédito: mesmo os prudentes são obrigados a embarcar na aventura. Pois, se não o fizerem, poderão ser dizimados e expulsos do mercado.

    E esta é também a nocividade de uma expansão creditícia: ela inevitavelmente pune os prudentes, de um jeito ou de outro. Se não fizerem nada, perderão clientes e receitas, e poderão ser expulsos do mercado. Se fizerem, destruirão seu capital na inevitável recessão.
  • Felipe L.  10/04/2020 02:25
    Sim, eu ia responder isso. Não tem como o sujeito evitar.

    Falando em bancos, eu dei uma olhada nesse interessante documento falando acerca do PROES. Eu não entendi por completo, pois tenho um problema em entender essa linguagem bancária e contábil, de liquidez, sanear, liquidação e afins, mas pelo que vi, foi uma verdadeira geringonça. Essas privatizações de bancos estaduais cobraram um preço no endividamento da própria União? Isso porque foi dito ali que o governo federal emitiu títulos para refinanciar os estados quebrados. Que esquema mirabolante... Essas tais agências de fomento que foram criadas em alguns estados (por exemplo o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, embora este seja de 1962), seriam na prática ramificações do BNDES, só que sem capacidade de imprimir dinheiro e emitir dívida? Qual a lógica de existir isso, sabendo que já há bancos privados fazendo esse papel?
  • Felipe L.  10/04/2020 21:31
    Eu li esses artigos (e os sugeridos pelo Fernando em um dos artigos). O que me intriga é o caso da Nossa Caixa. Por que ela foi fundida à estatal Banco do Brasil? Estaria também relacionado aos motivos abordados nos artigos?
  • anônimo  11/04/2020 21:41
    Deve ser por motivos politicos . Fundir cria um campeão nacional. A dilma ja tinha feito os seus . Marketing politico pra agradar os eleitores estatistas . Alem do mais uma instituição unificada da mais margem pra controle.
    Sonho dos políticos é um meio de tormar todas as instituicoes numa coisa so Burocracia
  • Felipe L.  10/04/2020 23:48
    O gráfico mostrado no artigo inclui também esses bancos de desenvolvimento estaduais?
  • Ex-microempresario  08/04/2020 15:57
    Uma parábola para a "quarentena" ou "confinamento":

    Está havendo uma grande seca. Um grupo de pessoas (políticos incluídos) acha que a solução é fazer uma dança da chuva. Então essas pessoas decidem que:

    - Se chover, o mérito será delas.

    - Se não chover, a culpa será dos outros que não participaram da dança.
  • Dirce  08/04/2020 17:22
    Tenho saído para trabalhar no escritório todos os dias e quase não tenho dormido. A cidade está quase como fantasma. Esta semana alguns comércios voltaram, mas a questão dos restaurantes, bares e outros "não essenciais" estarem proibidos continua.

    Esta semana vi esta notícia com muita preocupação (Paralização em frigoríficos):
    economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/04/04/crise-do-coronavirus-reduz-consumo-de-carne-e-ja-paralisa-11-frigorificos-no-pais.htm

    Lembrei do artigo que vocês publicaram acerca da 'classificação' do essencial e não essencial.

    Se a dívida brasileira chegar aos 100% do PIB nossa moeda será esfacelada de uma só vez após o ocorrido ou será de forma progressiva? Sabem de alguma análise a respeito? Será que impactará os LCAs? É bem preocupante.

    Não tem ninguém qualificado da escola austríaca que poderia chamar o Brasil para a razão? Tudo que vejo são as pedradas em quem 'ousa' falar sobre 'economia' num momento desses..... mas como bem sei graças aos artigos de vocês, o Brasil é pobre e não tem como bancar quarentena por muito mais tempo.

    Que todos vocês também cuidem da saúde mental, abraços.
  • Régis  08/04/2020 19:06
    "Tudo que vejo são as pedradas em quem 'ousa' falar sobre 'economia' num momento desses."

    Exato, mas não se engane. Tudo isso é muito bem orquestrado. Tem muita gente grande que, por mera politicagem, está torcendo pelo vírus e pela derrocada econômica. Entre no Twitter e você verá a quantidade de jornalistas famosos da Folha, do Estadão e do G1 torcendo explicitamente pelo caos. É uma coisa nojenta mesmo.

    Ademais, uma crise iniciada por fatores externos sempre dá poderes ditatoriais a uma classe política e a todos aqueles atrelados a ela (inclusive a mídia).

    Sempre tem tubarão ganhando.

    Como a Globo fatura com a peste
  • Dirce  09/04/2020 13:35
    Realmente assustador, caro Régis.

    Depois de 3 dias (leia-se 1º fim de semana depois de anunciada a 'pandemia' em março) martelando internet e jornais, percebi que estava paranóica, então resolvi focar apenas no trabalho e atividades manuais em casa.

    Mas como falei antes, temos que trabalhar para manter a saúde mental - sem também perturbar a saúde mental do vizinho.
  • anônimo  09/04/2020 21:28
    progressiva, depende de vários fatores. no japão chega a 250 por cento do pib.
    o brasil tem um a nota fiscal péssima, então fica difícil mensurar o quanto de divida aguenta sem arrebentar. o os custos da divida vão ser repassados a população pagante. o brasileiro pode pagar menos que o japonês.
  • J Edimar  09/04/2020 14:21
    Governos sem caixa porque gasta tudo e mais um pouco. Empresas sem caixa porque govetnos tomam grande soma de receitas. Povo sem caixa porque grande parte do salários se convertem em impostos trabalhistas.
    E parar a economia na ditadura do covid-19 é asfixiar o país: govetnos com superdividas e o povo na miséria.
    E o que faz o Sudoeste Asiático e Oriente Próximo ter sucesso no controle não é parar a economia, é a cultura de higiene e limpeza.
  • Joao Paulo  11/04/2020 21:28
    Concordo com você.

    Mas mudar a cultura do brasileiro é algo improvável. Muitos preferem seguir o "mito".
  • Daniel Ribeiro  10/04/2020 22:51
    Excelente artigo. Só faço uma correção: não é o "Estado" que proíbe isso, proíbe aquilo, até porque "Estado" não pensa hehehe quem pensa são seres humanos. A ação humana só pode vir de seres humanos, nunca de entidades abstratas. Além do mais, tem muitos membros do próprio Estado defendendo a volta do comércio, da normalidade, inclusive o próprio presidente da república.
  • Maurício Lemos  11/04/2020 23:46
    A manutenção da vida tem um custo, e é alto.
    Governos não geram receitas; são tomadores de receita, precisam da economia funcionando pra obterem recursos com impostos e taxas.
    A economia fechada como está, provocará uma queda gigantesca na arrecadação, e a conta será paga por nós no futuro.
    A vida só terá sentido com economia girando, criando perspectivas e motivando novos projetos.
    Tudo é essencial e precisa funcionar livremente.
    Temos que pensar nos que vão ficar, não nos que infelizmente vão partir.
    Essa é a realidade.
  • Aluno - Ex esquerdista  13/04/2020 03:18
    Pessoal,

    Entendo que a liberdade econômica é o melhor caminho para reduzir a pobreza e melhorar o padrão de vida da população.

    Entretanto, num cenário de ausência do estado, não cairíamos num cenário de dominação dos bilionários que detêm poder, dinheiro (controle e influência sobre os meios de comunicação) sobre os demais? Como se evitaria essa dominação econômica e cultural/social dos que detêm grandes recursos e com isso até aparato militar , sobre os restante da sociedade (sobretudo sobre os mais despossuídos)?

    Obs: Sei que a existência do estado não garante a solução para esse problema, visto que ele é aliado dos metacapitalistas.
  • Ex-microempresario  13/04/2020 22:17
    Como vc mesmo disse, a "dominação econômica e cultural/social dos que detêm grandes recursos" acontece justamente através do estado.

    Graças à existência do estado, eu e você somos obrigados a sustentar o aparato que sustenta os poderosos.
  • anônimo  14/04/2020 00:55
    Existem várias maneiras de evitar o domínio. Sem o estado por exemplo dando poder a esses mesmo bilionários, tomando impostos da população pra repassar pra esses, quando um bilionário antiético agisse, a população faria boicote aos seus produtos. E este não teria o estado pra garantir que não tivesse concorrência contra ele. O melhor boicote é comprar da concorrência.

    A concorrência só não existe quando o estado age pra impedir. Sem concorrência as pessoas são obrigadas a continuar comprando e financindo esse suposto bilionário antiético. Então esse daí fica mais poderoso.

    Meios de comunicação são meros produtos. Esses meios aliados do bilionário do mal iriam também ser boicotados. Sem o estado dando concessão pra algumas e impedindo outras, iria ter uma oferta boa de informação não centralizada. O meio imoral que contradiz seus valores iria perder receitas e ficaria mais fraca.

    O sistema atual e estatal obriga você, querendo ou não, a consumir e financiar a mídia que vai contra seus valores. Você não consegue boicotar eficientemente.
  • Eduardo  14/04/2020 01:04
    Monopólios e oligopólios só existem em ambientes regulados pelo governo. É impossível existir monopólio ou oligopólio quando não há regulamentação estatal impedindo a livre entrada de concorrentes no mercado.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    Como as regulações estatais prejudicam os pequenos, protegem os grandes, e afetam os consumidores

    Liberem empresas aéreas estrangeiras para fazer vôos internos no Brasil

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Questão de lógica: defender o livre mercado é ser contra os interesses de vários megaempresários

    Sim, há um Mecanismo que governa o país - e sua ideologia é bem clara

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    O capitalismo de estado, ou "rent seeking", é o comportamento que explica a economia do Brasil

    Odebrechts, Eikes e Joesleys: como surgem os bilionários no Brasil?

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    O estado, longe de garantir a livre concorrência, é exatamente quem garante a concentração do mercado, os privilégios, os oligopólios e os monopólios.

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural


    Quem é a favor de estado regulador é, por definição, a favor de monopólios, oligopólios e cartéis. E quem é contra monopólios, oligopólios e cartéis é, por definição, a favor de estado mínimo ou mesmo nulo. Não há meio termo.
  • anônimo  14/04/2020 15:06
    Pela lógica, se há muitos concorrentes num sistema de livre mercado, para que um suposto grande abusador econômico domine tudo ele vai ter que gastar muito pra comprar toda concorrência. Em consequência disso ele vai ficar mais pobre. Sempre vão surgir novos concorrentes. Fazê-lo vai minar seus recursos.

    Ele vai ficar mais pobre tentando controlar as inúmeras possibilidades de pessoas competindo. Ao dar dinheiro pra concorrência, ele vai enriquecer os outros, esses empresários depois de vendidos vão usar o dinheiro pra montar novos negócios e aumentar ainda mais o nível de concorrência. Nunca deu certo pra quem quer ter poder absoluto dividir seus recursos. No livre mercado ganha mais quem serve melhor o consumidor, não quem compra .

    Só compensa quando ele compra o estado (deputados, senadores, juizes, burocratas) e manda seus agentes impedir a concorrência. Aí sim. Pagando pouco ele se protege e o que ele gasta o torna poderoso, pois manda no arranjo. Só no estatismo é possível montar um monopólio de qualquer coisa. É abusando que vc monta monopólios e fica poderoso e rico. Então vc que quer ser poderoso, tem que impedir o livre mercado. Senão vc não conseguiria.

    No livre mercado, abusadores econômicos prejudicam os consumidores e estes se aliam a concorrência deste, comprando destes e boicotando as vendas do abusador. Ele não tem alternativa. Não pode abusar.

    Sem o estatismo esse abusador não pode comprar senadores, deputados, juizes, fiscais e burocratas, pois estes não tem poder pra atrapalhar a concorrência. Estes nem teriam as leis nas mãos pra facilitar as vendas a esse abusador econômico e ao traírem os consumidores-eleitores, não estariam protegidos pra não terem suas cabeças cortadas. Teriam que andar na linha e não venderiam o estado pra quem pagar mais. O tal abusador econômico não teria meios de agir. E teria que respeitar os consumidores.
  • YURI VIANNA  14/04/2020 04:56
    Já encontrei aqui no IMB informações e artigos que demonstram a situação delicada e frágil do sistema bancário europeu, como exemplo alguns dos bancos da Itália e Alemanha.

    Queria saber se há artigos ou dados sobre a situação dos bancos de outros países como França Espanha, Portugal, etc.

    Acredito que, com a política de juros negativos, eles devem estar em situação parecida a dos bancos Italianos e Alemães, correto?

    Além da política de juros negativos, há outros elementos que podem ter contribuído para essa difícil situação do sistema bancário europeu?
  • Daniel  16/04/2020 16:23
    A economia americana criou 21,5 milhões de empregos desde meados de 2009.

    Na últimas três semanas, depois que os governadores e prefeitos decidiram fechar tudo, 22 milhões de empregos desapareceram.

    Ou seja, todos os empregos criados nos últimos 10 anos foram abolidos em 3 semanas.

    Destruir a economia não é uma política social.


    P.S.: entenderam agora por que toda a esquerda é delirantemente a favor de confinamento? Aqui no Brasil, é a primeira vez na minha vida que vejo toda a esquerda fervorosamente defendendo um ministro de um governo da oposição.
  • Rafael  16/04/2020 19:41
    No Brasil, se houvesse um índice diário de suicídios causados por este lockdown, todo mundo já estaria implorando pela reabertura do país.

    Nem empresa listada em bolsa está conseguindo pagar aluguel, imagine o pequeno e médio empresário?
  • Gabriel  16/04/2020 19:57
    O que impressiona mesmo é a total passividade dos brasileiros. Estão acreditando que os governadores e prefeitos estão preocupados com a saúde. Europeu e americano acreditando nisso até vai. Ponto para estupidez, que anda crescente no mundo, quase nas mesmas taxas do coronavírus.

    Agora brasileiro? Que viveu mensalão, petrolão e o assalto dos dois grandes eventos que cismamos em sediar ("copa das copas" e "legado olímpico")? Tudo isso é recente. Nem a estupidez explica, é caso de internação em massa mesmo.

    P.S.: Não deu nem 24 horas da aprovação do plano Mansueto desfigurado e o governador do Rio de Janeiro já sancionou reposição salarial dos funças estaduais. Claramente está contando com a aprovação no Senado. Deram cheque em branco para caloteiros.
  • Felipe L.  16/04/2020 21:56
    Isso é coisa, suponho eu, lá da ideologia getulista. Essa porcaria contamina até a suposta direita.
  • Isolacionista  22/04/2020 00:36
    Eu fiquei assustado ao ler a sessão de comentários deste artigo. É impressionante como ninguém apareceu para desmitificar as inverdades que foram ditas pelo autor e corroboradas por este "instituto".

    Inicialmente gostaria de dizer que toda a questão da economia se resume a um fator muito simples. Quando tudo voltar ao normal, as lojas vão abrir e vão estar exatamente como estavam no dia em que foram fechadas exceto por uma única diferença. Haverá um pouco de pó para ser limpado. Portanto assim que as lojas abrirem uma nova esperança se restabelecerá inaugurando um novo boom no ciclo econômico causado pelos patrões que se recusaram a utilizar seu capital para continuar investindo. Não há nada com o que se preocupar e por isto a quarentena é saudável para a economia também.

    Recentemente eu estava passeando na rua e percebi algo inédito: os vendedores das lojas que estão furando a quarentena estão sendo bem educados. Inclusive isto está relacionado com a prova de que o capitalismo é irracional e auto-destrutivo. Não há dados científicos sobre isso mas digo sem medo de errar que 99% das pessoas conhecem algum vendedor mal educado e que não transmitiu uma boa experiência na venda. Teoricamente era para os patrões terem consertado este problema mas na prática não é isso que ocorre. Existem maus vendedores perpétuos. Esta é prova de que o capital cega qualquer racionalidade econômica.

    Espero ter esclarecido as coisas e manifesto meu repúdio a este artigo. O Twitter e Instagram já banem publicações indecentes sobre o Covid-19. Se fossemos um país sério este website que se declara "instituto" já deveria ter sido tirado do ar.


  • Ex-microempresario  26/05/2020 17:29
    O triste de um comentário desses é que a gente nunca tem certeza se é alguém tentando fazer ironia ou se o sujeito realmente tem a caixa encefálica conectada com o intestino grosso.


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