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Por que o PISA, por si só, é inútil
Para começar, ele confunde escolarização com educação

Publicado no início de dezembro, o resultado do exame PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) de 2018 e as posições (sempre baixas) ocupadas pelo Brasil no referido ranking tornaram-se o principal assunto da grande mídia. 

Independentemente do viés ou da linha editorial de cada jornal, o comentário foi uníssono: "O Brasil precisa investir mais em educação!". "Precisamos melhorar o resultado, ou para sempre seremos um país subdesenvolvido".

Não se trata apenas de uma questão  de ingenuidade (acreditar que o estado possa prover educação genuína a algum indivíduo). A situação é bem pior: as afirmações revelam a cosmovisão positivista reinante no Ocidente moderno. 

Com efeito, talvez seja este o pior veneno jamais ministrado à nossa agonizante civilização: a ideia de que é possível se construir uma sociedade organizada, justa e próspera a partir de modelos centralizados de educação que reflitam as convicções de uma elite intelectual iluminada, incumbida do seu dever de "desselvagizar" o homem bruto, inculto e religioso.

A auto-importância que os intelectuais se atribuem

O escândalo causado pelo baixo desempenho dos alunos brasileiros no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) reflete o mesmo cenário exposto por Nassim Taleb, em seu best-seller "Antifrágil", no capítulo chamado "Ensinando Pássaros a Voar". No texto, o autor ilustra a história de um grupo de intelectuais que agrupa um bando de pássaros em salas de aula e lhes ministra palestras sobre aerodinâmica e técnicas de voo. Em seguida, os pássaros são levados a campo e verifica-se que 100% da amostra conseguiu voar. Os resultados então são convertidos em artigos, seminários, livros e cursos de pós-graduação, atestando a efetividade do método acadêmico quanto à didática do voo de aves.

Ao suscitar risos no leitor, o autor então começa a descrever como processos semelhantes ocorrem nas salas de aula das mais renomadas escolas e universidades do mundo, apenas trocando pássaros por humanos. Ele rotula de "epifenômeno" a falsa associação de um evento a outro registrado simultaneamente. Mais especificamente, os acadêmicos acreditam que o bom desempenho dos pássaros se dá exclusivamente por causa das aulas ministradas, e não apesar delas. 

De igual forma, podemos ser levados a crer que a chegada da noite faz surgir estrelas no céu em vez de entender que elas sempre estiveram ali, estando apenas antes ofuscadas pela luz solar.

O epifenômeno educacional é a constante do Ocidente moderno. De alguma forma, aparentemente todos foram levados a crer que o desenvolvimento de uma sociedade possui relação direta com os níveis de educação formal de seus membros. Taleb atribui esta miopia a um problema ao qual ele denominou "A história escrita pelos perdedores". 

Segundo o autor, os indivíduos mais pujantes em uma sociedade (os mais inteligentes, produtivos, empreendedores, caridosos etc.) estão ocupados demais em sua tarefa de carregar o mundo nas costas, enquanto que aos intelectuais da academia é relegada a tarefa de escrever livros e registros que contarão a história (o que ocorrerá obviamente sob sua ótica, geralmente elitista e soberba).

Como realmente funciona no mundo real

No que tange ao desenvolvimento econômico, o autor passa então a discorrer sobre diversos eventos, tidos como pontos de inflexão na curva de riqueza da sociedade, desvinculando sua origem da teoria originalmente proclamada: a de que a ciência precede a tecnologia. 

Para Taleb, o que ocorre é exatamente o contrário, a tecnologia precede a ciência. E a ciência se serve da tecnologia para seu avanço e sobrevivência.

É intuitivo pensar que a roda veio antes da matemática e da descoberta do pi, como também é intuitivo pensar que as armas, o fogo e o cozimento de alimentos vieram antes da mecânica, da química e da termodinâmica. Contudo, não é intuitivo pensar que os instrumentos que permitem a existência da vida moderna surgiram de forma independente da ciência acadêmica e organizada. É a partir daí que Taleb passa a contar a história de invenções, como a dos motores a jato, da máquina a vapor e da cibernética como movimentos aleatórios não-provocados, ou seja, executados por indivíduos independentes e com pouca ou nenhuma instrução formal, orientados apenas pelas necessidades de seus respectivos contextos cotidianos.

Atenção: não estou aqui dizendo que a pesquisa acadêmica é inútil e que os conhecimentos produzidos em departamentos hierarquizados, tão logo sejam levados por indivíduos produtivos para fora da academia, não podem ser aproveitados no processo de inovação tecnológica.  O que realmente está sendo afirmado é que a pesquisa acadêmica e o nível geral de escolarização formal de uma sociedade não são, sob hipótese alguma, motores do desenvolvimento econômico, mas sim suas consequências

Primeiro uma sociedade enriquece, e só depois passa a permitir que alguns indivíduos possam se dedicar a atividades contemplativas e "desligadas" do mercado produtivo. Esta é a ordem, e não o contrário.

Assim como a máquina a vapor e o motor a jato citados anteriormente, quase tudo o que move o mundo moderno foi primariamente inventado ou economicamente viabilizado à parte da academia. Do refino de petróleo de John Rockefeller à linha de montagem de Henry Ford, da descoberta dos semicondutores ao motor à combustão interna de Otto, do Windows, Mac OS e Linux ao iPhone, a necessidade é que dirige as soluções e a necessidade só pode ser enxergada sob a condição da exigência de mercado — ou seja, no mundo real, fora do ambiente controlado do laboratório.

Os americanos nunca lideraram (e até hoje não desempenham muito bem) os índices educacionais, assim como a China só passou a crescer nesses rankings após a abertura comercial dos anos 1970. O mesmo padrão pode ser visto no Japão, na Coréia do Sul e nos países nórdicos. 

O crescimento nos rankings educacionais só aparece após o crescimento econômico. Isso é algo lógico: é totalmente intuitivo que, quanto mais ricas as famílias, menos será demandada a mão-de-obra das crianças, sendo possível que o jovem seja sustentado por mais anos de carreira escolar/universitária. 

Contudo, é necessário enfatizar que, ainda que os níveis gerais de escolarização cresçam, o impacto de tais "avanços" sobre o desenvolvimento econômico de uma sociedade não será determinante, sendo na maior parte das vezes inócuo e, por significativas vezes, problemático. Haja vista o mal que as escolas de economia e "ciências sociais & humanas" têm trazido para o mundo moderno. 

Tente apenas imaginar como seria a sua vida se não houvesse essa inflação de Ph.D's nos bancos centrais, quebrando as economias de tempos em tempos. Pense também em todos os males causados pelos "experimentos sociais" promovidos por intelectuais de sociologia-filosofia-e-afins quando a estes é concedido o poder de ditar as chamadas "políticas públicas". Nestes casos, podemos dizer que a "academização" tem mais prejudicado que ajudado o nosso mundo.

Para concluir

Deveríamos medir o desenvolvimento de nossas crianças com base em suas aptidões para resolver problemas do cotidiano, em suas capacidades de buscar soluções por conta própria, em serem pessoas honestas que cumprem contratos, em seu respeito pelos demais entes da sociedade e em sua capacidade de resistir a tempos difíceis. 

E não pelo desempenho em índices de escolarização — sim, a palavra certa é escolarização; educação é outra coisa.

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autor

Mateus Vieira
é analista financeiro, estuda e escreve sobre filosofia, economia e teologia.



  • Marcos  16/12/2019 16:31
    Muito bom! Bem provocativo. Taleb, aliás, é leitura obrigatória. E viciante.
  • Dalmo  16/12/2019 16:39
    Eu me viciei nos textos dele. Li todos os livros em sequência . Mas recomendo ler Iludidos pelo Acaso antes de Cisne Negro. Mas foi a leitura de Antifrágil que me colocou de volta num estado mental mais libertário.
  • Mad Max  16/12/2019 21:35
    outro importante livro dele é o mais recente: arriscando a propria pele. neste livro ele defende que boa parte dos problemas economicos são causados por agentes que não correm risco nenhum, caso suas ações tragam prejuizos a terceiros. ex: presidente do FED.
  • João  16/12/2019 16:40
    Quando li "A Lógica do Cisne Negro" fiquei maluco porque eu pensava exatamente a mesma coisa, mas não conseguia descrever com tamanho brilhantismo. Tanto esse como "Antifrágil" são leituras obrigatórias pra quem quer se afastar da mentalidade de manada.
  • Richard Hugh  16/12/2019 16:38
    Um dos melhores e mais 'crus' artigos do Mises.
  • Dalton C. Rocha  16/12/2019 17:16
    "A ocupação do aparato estatal brasileiro pelo comunobanditismo levou MEIO SÉCULO. Se querem livrar-se dela, preparem-se para um esforço igualmente longo em vez de cobrar do governo milagres instantâneos." > www.youtube.com/watch?v=RyNdh1OgioE


    "ABRAHAM WEINTRAUB: PISA, MEC E O QUE PODE SER FEITO" > www.youtube.com/watch?v=4S-SrH-Indg



    "V ESCOLA & DESINFORMAÇÃO CONTRA MIN WEINTRAUB" > www.youtube.com/watch?v=BUMljVmH6Vg
  • Alfredo Gontijo  16/12/2019 18:27
    A academia é totalmente superestimada. E o pior: quanto mais inútil é a área (tipo sociologia e qualquer outra ciência humana), mais importante eles se acham.

    Já as áreas que sã0 realmente importantes, como medicina e engenharia, são bastante humildes. Quanto mais importante é o cara, mais humilde ele tende a ser. Normal: a humildade decorre da complexidade da área. Quanto mais o cara estuda, mais ele percebe que não sabe nada. Já quem é de humanas jura que encontrou todas as soluções para o mundo. E daí advêm as desgraças.
  • Ex universitário.  16/12/2019 18:48
    "Já as áreas que sã0 realmente importantes, como medicina e engenharia, são bastante humildes."

    Não entendi o que você quis dizer com isso.

    Sou formado em física, minha irmã mais nova em serviço social, e minha irmã mais velha em medicina.
    Tenho um tio advogado e outro engenheiro, e meu pai é engenheiro e minha mãe enfermeira e professora universitária.

    O que não falta no meio acadêmico é gente arrogante e que se acha. Isso em todas as áreas, INCLUSIVE medicina e engenharia. Todos da minha família tem suas histórias dos tempos da faculdade e os seus respectivos professores que se achavam deuses do Olimpo.
  • Revoltado  16/12/2019 20:04
    O primeiro grupo que me veio à mente foi logo o de comunicação social. As pessoas mais pedantes, beócias e boçais que o mundo acadêmico permitiu que eu tivesse o desprazer de cruzar em minha vida. A arrogância pode dar seu ar presencial noutras áreas dos aber, mas no ambiente mais vermelho de qualquer faculdade/universidade, a medalha de ouro no quesito boçalidade certamente vai a esses!
  • Kennedy  16/12/2019 20:27
    E vá tentar questionar alguma afirmação dos digníssimos acadêmicos... Possuem um tom de deboche tão ardiloso e inadmitido como eu nunca vi em mais nenhum outro lugar. Toda discussão pra eles é uma briga de egos e sempre vão tentar te imputar a reputação ou impressão de que você é só um doidinho com ideias "polêmicas".

    Duvido que uma pessoa humildemente em busca da verdade, fundada na razão e/ou em fatos precisaria ser tão ardilosa só pra conseguir provar seu ponto.
  • Ripvan Winkle  21/12/2019 06:56
    Você só pode estar de brincadeira com a gente. Medicina humilde? kkkkk pândego! O pessoal da medicina é um dos mais arrogantes, ainda mais por conta da alta cartelização e baixa produtividade na área. Sim, médico no Brasil trabalha nada e ganha muito, veja aí a quantidade de hora de trabalho e a equivalência salarial. Tem gente trabalhando 4 horas por dia ganhando 10 mil reais. Que profissão paga isso? Engenharia no Brasil é perda de tempo, porque devido à baixa industrialização nossa, normalmente o Brasil não tem P&D em vários setores e coisas do tipo, quem se forma em engenharia acaba indo pra mercado financeiro ou trabalhar em alguma empresa na área administrativa. Já o resto que você mencionou, só ocorre essa glamourização por conta de existir universidade pública com fanáticos esquerdopatas, privatiza pra você ver só. Me diga qual sociólogo temos no Brasil na linha de um Humberto Eco ou Domenico De Masi? Não existe, aqui nego fuma maconha e fica pregando Marx nas universidade o dia todo, fazendo pesquisas inúteis que não servem pra nada, e nem capacidade intelectual tem de publicar um livro, ganhando salários de mais de 15 mil reais em uma universidade pública. Isso que é revoltante, o resto, é história! O último sociólogo de renome que tivemos foi Paulo Freire, mas veja o estrago dele na nossa educação, total!
  • Pobre Mineiro  16/12/2019 18:54
    Segundo o falecido José Monir Nasser. (só conheci o seu trabalho depois que ele morreu, e por acaso devido ao YouTube)

    Ele disse numa palestra, que está no YouTube, que educação não é ensino, essa é uma falsa equação.

    O trivium e o quadrivium são os instrumentos de educação, o resto é ensino quando muito...
    (foi nesse dia que eu ouvi falar no trivium e no quadrivium)

    Ele ainda afirmou que a educação no Brasil é irrecuperável. (um tanto pessimista, mas usou argumentos para isso)
  • Revoltado  16/12/2019 20:07
    Também gostava do Monir Nasser. Como os integrantes do Queen pós-Freddie Mercury cantavam em 1997, "only the goods die young"...
  • Lucas  16/12/2019 20:11
    Isso de falar que a educação é irrecuperável, ou que a educação deveria ser assim ou assado, é totalmente inócuo. A verdadeira questão é outra: a educação é algo que acima de tudo começa em casa.

    Se os pais não incentivam seus filhos, lamento, mas dificilmente estes se sentirão estimulados para os estudos. É do ambiente familiar que nasce o genuíno impulso para a educação; se os pais não conseguem estimular seus filhos para tal, não serão os burocratas do Ministério da Educação (que, em última instância, são quem determinam os currículos) que o farão. Educação é uma conquista pessoal e ninguém se educa por mera obrigação, contra a própria vontade e sob pressão externa.

    Logo, se uma família não estimula os filhos aos estudos, desculpe, mas não serão as suas boas intenções que farão com que aquelas crianças aprendam. Muito menos as "boas intenções" dos burocratas.
  • Guilherme  16/12/2019 20:18
    Disse tudo. Educação não é algo que se impõe (muito menos para quem não quer). É algo que se conquista apenas quando o impulso para obtê-la é voluntário e genuíno. Sem esse impulso, nada feito. Não há milagres.
  • Ripvan Winkle  21/12/2019 07:52
    O Trivium e o Quadrivium foram as duas ferramentas da educação clássica ou também chamada de artes liberais. Por 25 séculos as pessoas foram educadas utilizando essas duas vertentes. Realmente se existisse o trivium e o quadrivium como educação nas escolas, tenho certeza que o cenário seria outro. Porém, como bem disse o Lucas, a verdadeira educação se dá em casa, ou seja, o trivium e o quadrivium para ter uma certa efetividade teria que ser através do Homeschooling, não do MEC. Mas concordo que são as duas melhores ferramentas de formalização da educação. Se for para padronizá-la, essa seria a melhor escolha! No entanto, até mesmo a educação clássica possui algumas "inutilidades". No caso do trivium eu acho que todo mundo deveria estudá-lo como forma até de se desenvolver como indivíduo, porém jamais sendo obrigado a isso. Mas o trivium tem relevância em qualquer coisa que vá se fazer depois de adulto, você aprende gramática (fundamental saber ler e escrever bem, coisa que a escola brasileira falhou absurdamente), retórica (falar com eloquência não prejudica ninguém) e a dialética (convenhamos que a lógica argumentativa ajuda em qualquer situação, além de saber interpretar os textos para poder almejar o primeiro objetivo).


    Entretanto, se formos pegar o quadrivium o negócio muda de figura, porque ele engloba: aritmética (é importante saber bem, ou seja, ter domínio da aritmética, afinal você usa ela pra vida em qualquer área - quem não sabe fração, porcentagem, as 4 operações básicas terá dificuldades no mundo, mas não necessariamente será um fracassado ou mal sucedido por isso, se junta bem ao trivium); trigonometria (irrelevante ao meu ver para colocar isso como sendo imprescindível, afinal é um campo específico da matemática que pouquíssimas áreas usam); astronomia (nem vou comentar, porque não faz sentido padronizar) e música (eu sou violinista, adoro música, mas não podemos obrigar alguém a aprender música, até porque nem todos tem gosto ou aptidão para tocar um instrumento). Ou seja, do Quadrivium, somente aritmética tem uma relevância para padronização das massas, o resto não tem, é específico, e ainda arrisco a dizer que a álgebra tem mais importância do que a trigonometria, a trigonometria deveria apenas ser conceitual para se entender imagens geométricas e coisas do tipo, não pra querer formar alunos que um dia serão o Artur Ávila, que é o que hoje as escolas fazem, ensinam um monte de coisa inútil na trigonometria fazendo com que se ocupe espaço na grade à toa. Entre o BNCC e o Trivium e o Quadrivium melhor os últimos, óbvio, sem pestanejar! Agora, o melhor seria os dois aplicados em casa pela família, não como o Estado impõe.
  • Wesley  16/12/2019 20:32
    Achei interessante trazer esse link para vocês verem mobile.abc.net.au/news/2017-06-30/bilnd-recruitment-trial-to-improve-gender-equality-failing-study/8664888?pfmredir=sm ri muito, pior que o objetivo dos caras era aumentar a diversidade ao invés de pegar o melhor profissional
  • Em busca da verdade  16/12/2019 20:41
    Por que desmerecer o PISA? Será que é por que a China lidera o exame ?

    Habilidades em ciência, matemática e leitura são fundamentais para a produtividade do país avançar e para o sucesso do capitalismo. Sabotar a educação é sabotar o capitalismo. É uma atitude suicida dos que se dizem defensores do mercado.

    E por último, aposto que ninguém aqui abriu mão de pesado investimento na própria educação formal para preparar a si mesmo para a competição por bons empregos, a exemplo do autor, que certamente teve a oportunidade de desenvolver as habilidades medidas pelo PISA que ele critica.
  • Lucas  16/12/2019 21:26
    "Por que desmerecer o PISA? Será que é por que a China lidera o exame ?"

    Ranking tem pra todo gosto. Cada um escolhe o seu. Tem até ranking de IDH que coloca Cuba quase que no topo de tudo… E não, o PISA não foi desmerecido. Apenas foram apresentados argumentos contrários à ideia de que o PISA é inquestionável e que é a última palavra em mensuração e definição de qualidade.

    Já que você considera o PISA o supra-sumo de tudo, apresente argumentos. Fazer-se de escandalizado está longe de ser um argumento lógico, racional e irrefutável.

    "Habilidades em ciência, matemática e leitura são fundamentais para a produtividade do país avançar e para o sucesso do capitalismo".

    Habilidades essas que são estimuladas desde casa, e sobre as quais burocrata nenhum pode fazer nada. E o PISA — programa criado por burocratas da OCDE — não os estimula nem ensina. Apenas tenta mensurar, e com critérios arbitrários. Pior: quando a nota é ruim, a conclusão é sempre a mesma: o governo tem de aumentar tributos para repassar mais dinheiro aos sindicatos dos professores das escolas públicas. Tática manjadíssima. E tem otário que ainda cai.

    "Sabotar a educação é sabotar o capitalismo. É uma atitude suicida dos que se dizem defensores do mercado."

    Quem está sabotando a educação? Quer dizer que agora criticar um programinha criado por burocratas da OCDE significa "sabotar a educação"? Eu já vi lambedores de botas de burocratas, mas você bate o recorde. Parabéns.

    P.S..: ah, sim: no Brasil, a entidade que está no pleno controle da Educação é o estado, via Ministério da Educação. É ele quem define o currículo (inclusive das escolas privadas). Logo, se há alguém sabotando a educação, este alguém é o estado — a mesma entidade que você diz ser a salvadora.

    "E por último, aposto que ninguém aqui abriu mão de pesado investimento na própria educação formal para preparar a si mesmo para a competição por bons empregos, a exemplo do autor, que certamente teve a oportunidade de desenvolver as habilidades medidas pelo PISA que ele critica."

    Mas é claro que ninguém abriu mão. Eu mesmo investi pesado na minha própria educação. Esforcei-me, corri atrás e fiz de tudo para me educar por conta própria. Meu impulso e meu desejo de me educar foi genuíno. Burocrata nenhum me estimulou a isso. Não aprendi nada de útil em banco de faculdade (só a jogar sinuca, o que já valeu a pena). Tudo que sei de útil aprendi na vida, apanhando, e tudo por conta própria. Quem confiou só na educação estatal está hoje ou desempregado ou sobrevivendo de bico.
  • Ripvan Winkle  21/12/2019 07:19
    Você confunde educação com escolarização. Educação sempre será algo subjetivo, enquanto o MEC continuar entendo educação como algo objetivo, sempre acontecerá anomalias desse tipo. Além disso, se o problema do Brasil fosse investimento em educação era para sermos muito bem colocado nesses rankings fantasiosos, porque o país investe mais em educação do que Coréia do Sul, França e Alemanha, se vossa mercê não sabe. Outro erro crasso cometido no seu comentário é quando você diz que precisamos investir nas ciências, matemática e leitura. De fato, realmente, é preciso criar um certo gosto por esses campos, porém não com o Estado intervindo. Além do que, se a intervenção do Estado fosse boa para incutir tais melhoras nesses campos, explique-nos o porquê de cada 10 brasileiros, somente 1, sim, mísero 1, usar corretamente a crase? Explique-nos o porquê de jovens chegarem nas universidade sem saberem interpretar um texto? Não saberem ao menos escrever uma redação, explique-nos, porque eu não entendo essa lógica, esse fetiche com a educação fornecida pelo Estado. Uma educação ridícula que não cumpre o básico de um simples domínio de ortografia. Destruíram a educação brasileira desde a década de 70 quando acabaram com o científico e o clássico, não fale bobagens aqui, por favor!
  • Dúvida  16/12/2019 21:25
    Aproveitando o tema da educação, uma dúvida quanto ao títulos: é "por que" ou "porque"?
  • Pasquale  16/12/2019 21:35
    É "por que", separado. Exatamente como está no título, que está correto.

    Sempre que couber um "por que motivo", o "por que" é separado.

    Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário ser uma pergunta para se ter um "por que" separado.

    Exemplos:

    "Eu não sei por que (motivo) ele não veio."

    "Por que (motivo) as estatais devem ser privatizadas."

    "Não sabemos por que (motivo) o resultado ainda não saiu."

    "Por que (motivo) o Pisa, por si só, é inútil."


    Se quiser se aprofundar:

    www.bbc.com/portuguese/brasil-39572054

    duvidas.dicio.com.br/por-que-por-que-porque-porque/

    guiadoestudante.abril.com.br/blog/duvidas-portugues/quando-usar-por-que-porque-porque-ou-por-que/
  • Ex-aluno da FFLCH e ex-soça  17/12/2019 11:40
    Essa formalidade gramatical exacerbada é apenas mais um instrumento da burguesia opressora, branca e cristão, contra o proletariadX afro-descendente, pobre, obesX e excluídX.

    Sim, isso se chama sarcasmo.
  • Rene  16/12/2019 21:26
    Concordo que a academia é superestimada. Ainda assim, o fato do Brasil apresentar um desempenho tão ruim é preocupante. O aluno fica praticamente uma década e meia na escola. Mais de 200 dias letivos no ano. E quando sai de lá, tem dificuldade com coisas básicas como ler, fazer contas simples, etc.

    É verdade que as habilidades requeridas para ser bem sucedido na escola não são necessariamente as mesmas que são requeridas para ser um profissional bem sucedido no mercado de trabalho (Muitas vezes estas habilidades são até opostas, mas isto é outra história). Mas considerando que o aluno fica este tempo todo na escola, e justamente na época da vida em que é mais fácil para o ser humano aprender coisas novas, e considerando ainda todo o gasto com educação que os governos são obrigados a ter com educação, é vergonhoso o desempenho que estamos alcançando.
  • Régis  16/12/2019 21:37
    Ora, mas o estranho seria se ele saísse de lá realmente sabendo alguma coisa. Todo o arranjo foi montado exatamente para transformá-lo em um robô e para matar sua capacidade de raciocínio próprio e de busca autônoma pelo conhecimento.

    Como a escola acaba com a criatividade e com o raciocínio próprio

    Sim, e escola está destruindo gerações e causando estragos profundos

    O entusiasmo e a obsessão são suas mais decisivas habilidades
  • Tobias  16/12/2019 23:26
    Outra coisa. Hoje dá-se muito valor ao "fazer várias atividades". Uma criança hoje é matriculada em várias atividades distintas para "amadurecer". Mas isso faz com que ela raramente acabe criando coisas que mudam o mundo. Muito menos poderá construir grandes empresas que irão concorrer com outras empresas.

    Bill Gates, por exemplo, era obcecado com computadores. A cada chance que ele tinha ele ia mexer em computadores. Ele cabulava aula e ficava noites acordado se dedicando a essa sua devoção.

    Michael Jordan, após ser afastado do time quando criança, decidiu que nunca mais iria se sentir tão desprezado novamente. Passou a cabular aulas pra ficar treinando no ginásio, jogando dias e noites inteiros.

    Donald Trump passou toda a vida focado em negócios imobiliários. Mesmo quando ainda estava na faculdade pegou dinheiro emprestado do pai para comprar um condomínios de 1400 unidades. Graduou-se milionário e, uma década depois, já era bilionário.

    Steve Jobs tinha a criatividade como sua paixão. Na década de 1980 ele já visualizava um iPod, mas com a tecnologia então disponível, o negócio seria um trambolho enorme. Tão obcecado ele era que não descansou enquanto sua imaginação não ganhou vida EXATAMENTE no formato que ele imaginou.

    Mark Zuckerberg se dedicou incansavelmente à codificação e conversão de uma linguagem em código. Era o único do seu grupo a ser considerado um verdadeiro gênio. Construiu o Facebook.

    Parece que a única maneira de ser bem-sucedido na vida é ter um foco afiado e empurrar tudo o que secundário para o lado.
  • Gabriel  16/12/2019 23:28
    Será que a escola estatal não é uma das razões pelas quais a depressão se faz tão presente entre os mais jovens? Se leis pesadas sobre o mercado podem desestimular empreendedores, por que a mesma coisa não poderia estar acontecendo com a juventude?
  • Felipe  17/12/2019 01:55
    Gabriel, provavelmente sim. Note que o sistema educacional é tão falido que eles vão enfiando cada vez mais matérias e conteúdos inúteis, então sobrecarregando ainda mais os coitados que são obrigados a frequentar esse troço. O tempo é escasso, mas os gênios burocratas se esqueceram disso, e então vão empurrando mais e mais matérias. Nunca dá tempo de passar todas as matérias, e eu percebo isso desde 2004, quando entrei no ensino obrigatório (1ª série).

    Além disso, a essência do arranjo coletivista de integração forçada, além de propiciar bullying, gera outros problemas como ansiedade. E aí a demanda por medicamentos, psicólogos e psiquiatras aumenta, então causando um aumento nos preços nesses setores, por serem severamente regulados e tributados. Em cursos de Medicina há um problema de alunos que entram em profunda depressão e se suicidam.

    Nos EUA, assim como no Brasil, há o problema de médicos sobrecarregados e estressados. Por qual motivo? A oferta de médicos é restringida, mas a demanda continua (acho que está nesse artigo que traduzi meses atrás). Trabalhadores estressados são menos produtivos e não apenas prejudicam a si próprios mas também os seus potenciais consumidores. Imagine você fazer alguma reclamação de algum produto de uma empresa e então o funcionário se estressa com você. Isso prejudica a reputação da marca como um todo.
  • Pobre Mineiro  17/12/2019 14:27
    Na Coréia do Sul os estudantes estão ficando loucos, talvez seja por isso que a taxa de suicídios lá é alta.

    Veja uma coreana falando um pouco sobre as escolas na Coréia do Sul:

    youtu.be/Etpoi1OzQg0
  • Felipe  17/12/2019 16:43
    Exatamente, é um problema seríssimo. Os asiáticos realmente possuem uma cultura muito diferente da do restante do mundo, neste caso os sul-coreanos e japoneses. Foi abordado em um artigo no antigo site Portal Libertarianismo (não sei o que aconteceu com o site, porque não existe mais; hoje há um site bem diferente com o mesmo nome).
  • Fabrício  16/12/2019 23:37
  • Zuca em Tuga  16/12/2019 23:58
    Se jogar mais dinheiro em uma coisa fosse o suficiente, a África seria o continente mais avançado da Terra. Não o é, da mesma forma que a educação brasileira é pífia, pela péssima gestão do dinheiro.

    Tal qual trabalhar melhor > trabalhar duro, usar melhor > usar mais.
  • Vinicius  17/12/2019 00:54
    Fugindo do tema eu e um colega estávamos especulando a seguinte questão:

    "um país com moeda forte sem banco central, economia livre ou até mesmo sem estado poderia entra uma crise (no sentido de quebra geral, não flutuações) dado que ele estariam imerso no mercado mundial e outros estados estariam quebrando"??

    Eu tenho a impressão que afetaria sim, mas seria mais fácil se recuperar por não ter política monetária piorando e ter uma moeda forte

    A pergunta é para o Leandro em especial; mas todos que tenha algo a contribuir que assim façam.
  • Leandro  17/12/2019 01:07
    O que pode acontecer:

    1) Suas exportações seriam reduzidas, afetando pontualmente os setores voltados para esta área. Teria de haver um rearranjo na economia, o que levaria a um aumento pontual (porém forte) do desemprego.

    2) Se toda a divisão internacional do trabalho entrar em colapso (cenário extremo e só possível com uma guerra nuclear), será difícil encontrar coisas para serem importadas, o que aumentará pontualmente a escassez e, logo, os preços.

    3) Tendo moeda forte, todos os outros países do mundo farão de tudo para vender para este país, o que o colocará como cliente prioritário (isso amenizará bastante o item 2.)

    4) Se os bancos deste país houverem emprestado dinheiro para empresas falidas de outros países, eles ficarão insolventes, mas poderão ser adquiridos por outros a preços baixíssimos. Haveria uma maior concentração bancária e uma pontual restrição do crédito, mas nada tão grave quanto ao resto do mundo.

    5) Com moeda forte e estável, o que permite cálculo de preços e fornece alta previsibilidade para os investimentos de longo prazo, esta economia rapidamente (em relação ao resto do mundo) se rearranjaria guiada agora pelo mercado interno.

    Ou seja, haveria impacto, mas este seria muito menor que aquele sentido pelo resto do mundo.
  • Oscar Silva  17/12/2019 09:45
    Confesso que, apesar dos argumentos do autor, não entendi a razão do desprezo ao PISA. Existem métricas melhores de avaliação dessas conhecimentos com a abrangência desse programa? Matemática, ciências e leitura não são conhecimentos suficientes para se fazer tudo na vida, mas são basicos. Sem eles (ou pelo menos parte deles) é muito difícil se conseguir uma capacitação em qualquer atividade mais avançada.
  • Lucas  17/12/2019 14:12
    Qual desprezo? Cite, por gentileza, no corpo do artigo, um trecho que despreza o PISA.

    O PISA — e agora sou eu falando, e não o autor — é apenas um programa criado por burocratas da OCDE. Iguais a ele há vários outros. Quem quer se submeter ao PISA, por mim, problema nenhum, mas apenas não o tome como o suprassumo da mensuração e como dotado de qualidade inquestionável. Tampouco queira gerenciar políticas públicas em torno de seus resultados.

    De resto, o texto deixa claríssimo seu ponto:

    "Deveríamos medir o desenvolvimento de nossas crianças com base em suas aptidões para resolver problemas do cotidiano, em suas capacidades de buscar soluções por conta própria, em serem pessoas honestas que cumprem contratos, em seu respeito pelos demais entes da sociedade e em sua capacidade de resistir a tempos difíceis. 

    E não pelo desempenho em índices de escolarização — sim, a palavra certa é escolarização; educação é outra coisa."
  • Oscar Silva  17/12/2019 16:00
    O artigo todo, a começar pelo título, busca desqualificar o PISA, principalmente os seus resultados. Pior, o autor parece demonstrar um certo desprezo não apenas pelos conhecimentos medidos pelo PISA, mas pelas ciências de um modo geral.
  • Lucas  17/12/2019 16:41
    "O artigo todo, a começar pelo título, busca desqualificar o PISA, principalmente os seus resultados."

    Meu Deus, que crime! Um site libertário que se recusa a endeusar um testinho criado por burocratas da OCDE!

    Não pode!

    Pergunta: e se o artigo estivesse criticando o MEC na gestão do PT? Aí poderia?

    "Pior, o autor parece demonstrar um certo desprezo não apenas pelos conhecimentos medidos pelo PISA, mas pelas ciências de um modo geral."

    O PISA é citado em apenas dois parágrafos. Todo o resto do artigo se concentra em outra discussão (que, embora subjacente ao PISA, possui um tema próprio).

    Quanto ao seu achismo, argumente. Aponte fatos que substanciem seu achismo. Dizer, em tom de escândalo, que "o autor parece demonstrar um certo desprezo" é uma ilação típica de pessoa insegura para o debate. Você faz uma afirmação caluniosa e desqualificadora, porém em tom cauteloso. Você ataca, mas ao mesmo tempo já faz um hedge para se proteger. Coisa de covarde.

    Pegue os fatos que o autor citou e os refute com outros fatos. Ou então com argumentos teóricos (você escolhe). Fazer-se de ofendido por uma leitura é coisa de fraco.
  • Oscar Silva  17/12/2019 19:06
    Cara, como você é grosseiro. Infelizmente, este é um fenômeno da internet: gente que se esconde no anonimato dos ambientes virtuais, para atacar os outros. Flamers. Estamos falando de educação, e você se mostra um total sem-educação.

    Ninguém está falando em endeusar o PISA, como você endeusa o artigo. Eu estou discordando das conclusões apresentadas, pelas razões muito óbvias expostas pelo autor, porque não vejo razão para desprezar uma métrica de conhecimentos tão básicos, a menos que se aponte alguma coisa melhor. Esse é um direito meu, e não é você que vai retirá-lo.

    Quanto ao desprezo pela ciência, o autor do artigo avaliza a ideia de outro autor que a tecnologia precede a ciência, o que é difícil digerir. Chega a reproduzir a ideia de Taleb de que invenções, como a dos motores a jato, da máquina a vapor e da cibernética como movimentos aleatórios não-provocados, ou seja, executados por indivíduos independentes e com pouca ou nenhuma instrução formal, orientados apenas pelas necessidades de seus respectivos contextos cotidianos. Eu gostaria de saber se gente como Frank Wittle ou James Watt eram pessoas sem conhecimento científico.

    E isso não é afirmação caluniosa ou desqualificadora: isso é uma constatação minha, se é que você me permite. Ninguém é obrigado concordar. E quanto a se sentir ofendido por uma leitura de texto, o único que parece ofendido aqui é você, pelo teor da sua resposta. Talvez você seja o autor do artigo, ou está sendo muito bem pago para defendê-lo de forma tão virulenta.

    Pode responder o que quiser. Não vou perder mais tempo com gente do seu naipe.
  • Ripvan Winkle  21/12/2019 08:23
    O Autor em nenhum momento afirmou, no caso dos textos de Taleb, que todas as invenções foram feitas por pessoas sem conhecimento científico formal, sugiro que leia novamente essa parte, porque é um erro de interpretação básica da sua parte. Ele (Taleb) apenas diz que não existe uma relação factual de que se ter conhecimento formal de ciências ajuda no desenvolvimento das tecnologias, ora, ele disse alguma mentira? Tiveram várias descobertas científicas que foram até por acidente, porque se dependesse da teoria não sairia do papel, isso é fato! Peguemos o exemplo de Alexander Fleming e sua penicilina...Se não fosse o empirismo do Fleming não teria sido descoberto absolutamente nada, ou seja, se ele ficasse na teoria somente. O que fez o erro ocorrer, o acidente propriamente dito, foi justamente a prática. O Taleb esclarece isso muito bem, não consigo entender a dificuldade que você teve de não digerir bem isso. É curioso! Posso dar o exemplo do Mendel e as ervilhas, dos Nazista e os experimentos com judeus, e até a teoria do Einstein do E=MC2 aplicada por Fermi no Reator nuclear (na teoria Einstein não acreditava que fosse possível transformar matéria em energia, mas Enrico Fermi junto com Leó Szilard, na prática, provaram que era fazendo um teste de bombardeamento com neutrons na partícula alfa), inclusive esse teste foi bancado com roubo via impostos dos americanos durante a guerra, ou seja, sem o capitalismo não teria sido possível a bomba atômica, precisou ter investimento e produtividade (exatamente o que disse Taleb), enfim, têm zilhões de exemplos para dar. O PISA é um teste inútil sim, na verdade a educação centralizadora do MEC é inútil, porque não cumpre bem nada. No brasil é tanta matéria inútil pra estudar que o "importante" não é ministrado de forma profunda, resultando em 9 de cada 10 brasileiros que não empregam crase corretamente. Não adiante reclamar, você pode, mas seus argumentos são bem rasos para questionar, me desculpe se estou sendo arrogante, mas é uma observação que faço!
  • Oscar Silva  17/12/2019 16:05
    Além do polêmico tema central do artigo, é dureza também engolir o argumento (independentemente do seu autor) de que a tecnologia precede a ciência.

    Há um bom tempo que os artigos do mises.org se tornaram leitura diária para mim. Tenho muitos deles anotados como referência. Este aqui, entretanto, não será um deles.
  • SERGIO COELHO   17/12/2019 13:11
    Muito bom esse artigo. Pegou-me desprevenido. Eu sempre achei que a educação era o ponto de partido para o crescimento da sociedade e da igualdade de oportunidades dos indivíduos. Preciso urgentemente ler mais sobre isso. Parabéns ao articulista.
  • Leandro C  20/12/2019 12:23
    Sim; mas, pelo que entendi do texto é que ele diferencia educação de escolarização, sendo que educação seria a base de avanço das sociedades, enquanto escolarização teria um papel apenas secundário.
  • Raquel  17/12/2019 15:10
    O pisa em si é um sistema de avaliação muito deficiente.Mas por mais ruim que seja,a minha pergunta é,porque o Brasil fica sempre nas últimas posições?Estamos sofrendo um boicote,ou nossa educação é tão ruim assim?
  • J Edimar  17/12/2019 16:42
    Países do Oriente Próximo na Ásia tem a melhor escolarização e um dos fatores é o fim gratuidade da escola publica, por lá professores não são oprimidos para maquiar resultados e alunos que perderem ano pagam taxas equivalente a de escola privada.

    Já educação vem do peso de seu sobrenome
  • AGB  18/12/2019 00:15
    Oriente Próximo é um termo usado para designar um grupo de países como a Turquia, Chipre, Síria, Líbano, Israel, Jordânia e Iraque além dos caucasianos Geórgia, Armênia e Azerbaijão. Penso que seu comentário não é refente a essa região.
  • João Luiz Martins Teixeira Soares  17/12/2019 20:34
    No Brasil, essa academização de tudo e que os "Professores" acadêmicos possuem a solução de tudo, principalmente na área de economia, sociologia e pedagogia, se dá graças ao método Paulo Freire.
  • Victor  17/12/2019 23:33
    Uma coisa eh fazer uma prova de papel...outra coisa eh fazer na prahtica...quem dera se tudo fosse simples assim: "eh soh fazer uma prova de papel"
  • anônimo  18/12/2019 14:10
    Muito interessante mesmo!
  • anônimo  18/12/2019 14:10
    Muito interessante mesmo!
  • Giovane  23/12/2019 18:39
    Existe uma editora ou conjunto de livros para escolarizar crianças pequenas em suas aptidões para resolver problemas do cotidiano, em suas capacidades de buscar soluções por conta própria, em serem pessoas honestas que cumprem contratos, em seu respeito pelos demais entes da sociedade e em sua capacidade de resistir a tempos difíceis?
  • Rafael  23/12/2019 18:56
    Sim, há vários. E quantos deles foram leitura indicada pelo MEC nas escolas? Acertou. Nenhum.

    O MEC só indica livros que ensinam que escrever "nóis pega os peixe" está certo, que Che e Marighella foram heróis, que o capitalismo é o inferno na terra e que o socialismo é o paraíso, que a Revolução Francesa foi uma revolução humanitária e em prol do povo, e que ser empreendedor é ser explorador.

    E nem adianta você espernear dizendo que estou exagerando. Foi exatamente tudo acima o que eu aprendi na escola.


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