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O Coringa e a ideologia da destruição
Quando o indivíduo atribui seu fracasso pessoal ao fato de o mundo não ser como ele deseja

"É apenas um filme sobre um homem se afundando na loucura", disse ele. "Só isso".

Assim me alertou o vendedor de ingressos na bilheteria do cinema quando eu lhe disse qual filme queria ver: Coringa.

Muito estranho. Por que o bilheteiro foi instruído a me alertar sobre o filme? Por que ele me apresentou esta análise prévia do filme? Isso nunca aconteceu antes. A frase soou ostensivamente ensaiada, como uma nota de advertência dada aos espectadores com o objetivo de prevenir algo que vem preocupando as pessoas: a hipótese de que o caos fictício apresentado no filme venha a inspirar imitadores no mundo real.

Ainda assim, sua mini-análise de fato me trouxe alguma tranquilidade. Eu me vi obrigado a ir assistir ao filme sobre o qual todos estão falando. As cenas prévias que vi já eram, por si sós, sinistras. A vida já é amarga o bastante e não necessita de filmes nos introduzindo mais tristeza, e é exatamente por isso que eu prefiro filmes mais edificantes. Mesmo assim, eu me mobilizei para ir assistir a este filme.

O bilheteiro estava certo, mas apenas superficialmente. É apenas um filme sobre um homem. Mesmo após sair do cinema, eu ainda fiquei repetindo essa frase para mim mesmo. E, ainda assim, após o término, vivenciei exatamente aquilo que muitas outras pessoas relataram. O filme transmite uma aura da qual você não consegue se livrar. Você leva o filme para casa. Você dorme com ele. Você acorda na manhã seguinte e vê aquele maldito rosto novamente. Você relembra, repassa e repensa várias cenas. E então você relembra de mais coisas. E aí mais elementos passam a fazer sentido — não sentido moral, mas sentido narrativo.

Assistir a este filme foi tremendamente desagradável. Foram as duas horas cinematográficas mais difíceis das quais me recordo. E foi assim porque cada quadro do filme é brilhante e emocionante. Você não consegue se desvencilhar. Não consegue se desprender. A trilha sonora é perfeita. E o mais espantoso: a atuação não parecia ser uma atuação.

Quanto à interpretação de que "é apenas um homem", ela é difícil de ser sustentada. As cenas nas ruas. Os metrôs lotados de pessoas usando máscaras de palhaço para ir às manifestações. O empresário rico e estabelecido concorrendo a prefeito e os protestos que isso gera. A maneira estranha como esta figura perturbadora e violenta se torna um herói popular nas ruas. Certamente, há algo muito mais amplo aqui.

Sim, eu já li boa parte das resenhas e, principalmente, todo o cabo-de-guerra no Twitter sobre qual seria a verdadeira ideologia do filme. Para alguns, ele é de extrema-esquerda e faz apologia da ideologia antifa. Para outros, trata-se de um filme conservador que faz um alerta sobre as consequências de políticas extremistas. Alguns gritam que o filme é uma calúnia direitista contra a forte guinada à esquerda do Partido Democrata. Outros juram que o filme é uma apologia esquerdista da revolta dos trabalhadores contra as elites, na qual há a defesa explícita da máxima socialista de que ovos devem ser quebrados para se fazer uma omelete. E, por fim, não faltaram conservadores anti-establishment idolatrando o filme.

O problema é que nenhuma das narrativas explica as reviravoltas, o desconforto e a ambiguidade que o filme cria dentro do espectador.

Eu demorei um dia inteiro para enxergar uma teoria alternativa.

O destrutivismo

A tese provavelmente diz respeito a todas as caracterizações do Coringa tanto nos quadrinhos quanto no cinema, mas esta é particularmente presciente porque se concentra exclusivamente na personalidade apresentada neste filme, pois foi a primeira vez em que a história da vida desta personagem é apresentada de maneira elaborada e detalhada.

Todo o problema começa com sucessivos fracassos na vida pessoal. Embora ele seja um homem visivelmente perturbado, em alguns momentos você acredita que ele talvez não tenha chegado ao ponto de se tornar um caso perdido. Ainda há cura. Ele pode voltar a funcionar bem. Ele pode superar isso, assim como todas as outras pessoas aprendem a lidar com seus próprios demônios. Joaquim Phoenix faz um excelente trabalho ao retratar a personagem entrando e saindo da loucura, de maneira inconstante. Ele parece se comportar bem ao lado da mãe e de sua breve namorada (aqui, não posso falar mais do que isso para não gerar spoiler). Ele possui interações que não são totalmente destruídas por sua excentricidade.

Entretanto, circunstâncias da vida continuamente o frustram e lhe causam rancor, até que finalmente o empurram ao ponto em que ele perde todo o amor pela vida que tem. E então ele renuncia a qualquer esperança e passa a abraçar por completo a descrença e o niilismo como um meio de pensar e de viver. Ele então passa a cometer atrocidades e descobre algo que lhe traz poder e satisfação: sua consciência não lhe fornece um corretivo. Ao contrário: as atrocidades que ele comete o fazem se sentir fortalecido, autoconfiante e valorizado.

Revisando: sua vida não estava funcionando; ele descobriu algo que finalmente passou a funcionar para ele; e então ele abraçou essa descoberta.

E o que foi que ele descobriu e abraçou? Trata-se de algo que possui um nome específico na história das idéias: Destrutivismo.

Não se trata apenas de uma predileção, de um pendor. Trata-se de uma ideologia; uma ideologia que se considera capaz de moldar a história e o sentido da vida. Esta ideologia diz que o único propósito da vida de uma pessoa deve ser o de destruir tudo o que outras pessoas criaram, inclusive a própria vida delas.

Esta ideologia se torna uma necessidade quando um indivíduo passa a acreditar que não tem mais capacidade para fazer o bem; quando ele acredita que fazer o bem se tornou praticamente impossível. E ele adota esta ideologia porque ainda quer fazer alguma diferença no mundo, porque quer sentir que sua vida ainda possui algum propósito, e porque fazer o mal é fácil.

A ideologia do destrutivismo permite a um indivíduo racionalizar que o mal que ele está praticando ao menos está preparando o terreno para uma sociedade melhor no futuro.

Qual seria essa "sociedade melhor"? Pode ser qualquer coisa utópica que se encaixe em sua mente. Pode ser um mundo no qual todo mundo possui tudo igualmente. Pode ser um mundo sem felicidade ou um mundo de felicidade plena e universal. Pode ser um mundo sem fé. Pode ser um mundo em que todos vivem em autarquia sem nenhum comércio internacional. Pode ser uma ditadura (uma sociedade em que todos obedecem a esta pessoa). Pode ser um mundo que aboliu o patriarcado. Pode ser um mundo sem combustíveis fosseis. Pode ser um mundo sem propriedade privada e tecnologia. Pode ser um mundo que aboliu a divisão do trabalho. Pode ser um mundo de moralidade perfeita. Pode ser um mundo de uma só religião.

Qualquer que seja o arranjo sonhado, ele é anti-liberal e, consequentemente, é impraticável e inalcançável. Consequentemente, por ser inexequível, seu proponente irá encontrar consolo e alívio não na criação de algo, mas sim na destruição da ordem vigente.

A primeira vez que li sobre este conceito foi no livro Socialismo, escrito por Ludwig von Mises em 1922. Mises apresenta este conceito já ao final da obra, após ter provado que o socialismo é, em si mesmo, uma impossibilidade prática. Se não há nada de positivo a ser feito, nenhum plano real para se alcançar um arranjo tido como "socialmente benéfico" — porque toda a idéia é completamente insana —, então você deve ou abandonar a teoria ou encontrar satisfação na demolição da sociedade vigente. Os socialistas optam pela segunda. Mises diz que tal atitude é muito óbvia no comunismo. No entanto, diz ele, tal atitude também é presente nas versões mais leves do socialismo, como a social-democracia, pois o objetivo de se atingir o ideal utópico por meio de etapas é igualmente inalcançável na prática.

O destrutivismo, portanto, é uma psicologia de escombros gerada por uma ideologia inexequível na teoria e na prática. O Coringa fracassou na vida. Consequentemente, ele passa a ter como objetivo destruir a vida dos outros.

O mesmo comportamento têm aquelas pessoas que são consumidas por uma visão ideológica a qual o mundo teimosamente se recusa a adotar.

É por isso que qualquer interpretação sobre o filme ser de direita ou de esquerda é excessivamente limitada. Em nossa atual era, estamos empanturrados de personalidades midiáticas e políticas com visões insanas sobre como a sociedade deveria funcionar. Não deveríamos nos surpreender quando esses visionários recorrem à raiva, e então à desumanização dos oponentes, e finalmente à criação de planos voltados abertamente a destruir tudo o que já existe, apenas pelo prazer da destruição. Esse "tudo que já existe" pode ser qualquer coisa: bilionários, consumo de energia, exploração de florestas, comércio internacional, consumo de carne, diversidade, escolhas humanas, pessoas degeneradas, pessoas tradicionalistas, ou mesmo a simples frustração de um indivíduo ao constatar sua ausência de poder total e efetivo.

O destrutivismo é a segunda etapa de qualquer visão inalcançável e impraticável sobre como a sociedade deveria ser em contraposição a uma realidade que se recusa a se conformar à sua utopia.

Por fim, vale ressaltar que o destrutivismo também é estranhamente cativante para movimentos políticos de esquerda e de direita ansiosos em exteriorizar seus inimigos e em destruir toda e qualquer força que esteja no caminho impedindo sua retomada de poder. Com o tempo, tais movimentos sempre acabam encontrando satisfação na destruição — como um fim em si mesmo —, pois é isso que os faz se sentir vivos e que fornece algum sentido à vida.

Conclusão

O Coringa, portanto, não é apenas um homem, não é apenas um indivíduo maluco, mas sim a incorporação dos perigos insanos e mórbidos associados a contínuos fracassos pessoais, os quais são reforçados por uma convicção de que, quando há um conflito fundamental entre uma ideologia utópica e a realidade, este conflito só pode ser resolvido pela criação de caos e sofrimento.

Por mais desagradável que seja, Coringa é o filme que temos de ver para entendermos — e, consequentemente, nos prepararmos para — os horrores que esta mentalidade descontrolada (utópica e, por isso mesmo, vitimista e derrotista) pode desencadear no mundo.

Em outras palavras, o Coringa já inspirou imitadores, e vem fazendo isso há séculos. No caso, é o filme quem está imitando a realidade.

 


autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Fabrício  09/10/2019 18:12
    O filme é sensacional e eu concordo com cada palavra deste artigo. É um filme obrigatório para se entender o que mentalidades perturbadas podem fazer.

    Aliás, a esquerda vem criticando o filme. Jornais como The Guardian, revistas como a The New Yorker e sites como o Slate ficaram putos porque o filme destrói a idéia esquerdista de que pessoas cometem atrocidades apenas porque estão armadas (de modo que desarmamento seria a solução). Não. Como o filme mostra, pessoas cometem atrocidades porque são desequilibradas mentais. Ponto. Atribuir ao indivíduo a culpa por suas falhas não é uma atitude muito popular entre a esquerda.
  • Paulo  09/10/2019 18:45
    Sim, no geral, a mídia progressista não gostou. E tem um motivo exato: o filme retrata perfeitamente a sociedade que ela própria foi cúmplice em criar: uma sociedade niilista, atomizada, que adora propagandear coisas ultrajantes, que é obcecada por celebridades, e que adora culpar terceiros (principalmente os "reacionários") pelos seus fracassos.
  • Realista  09/10/2019 18:54
    Correto. É uma análise dos monstros que a nova engenharia social cria e que, até o momento, não só não estão sendo noticiados por essa mesma mídia, como a própria faz questão de esconder suas origens.
  • Marco A.  10/10/2019 19:28
    Perfeito comentário. Compartilho dessa mesma ideia.
  • Yuri Bezerra  12/10/2019 18:19
    A esquerda nunca disse que pessoas cometem atrocidades SÓ POR ESTAREM ARMADAS, não seja burro. O que é dito é que armas facilitam o cometimento de atrocidades.
  • Ivan Carneiro  12/10/2019 18:53
    Ou seja, por essa lógica, se o comércio de armas fosse proibido, a quantidade de atrocidades seria mínima. Certo?

    Duas palavras para você: Brasil e Suiça.
  • Patrícia  15/10/2019 11:17
    O filme é uma obra de Arte. E sim o sistema piora situações de desamparo social onde a distância entre as classes sociais são imensas. Ele perturba porque é ligado a realidade, é assim que muitas vezes cria-se um monstro: a personalidade doentia + uma realidade cruel e injusta. Jocker não é o herói, ele continua sendo o vilão que deve ser contido por suas ações, mas entender como e porque ele chegou até aquele ponto é um exercício de empatia.
  • Leandro C  15/10/2019 20:38
    Patrícia 15/10/2019 11:17

    "(...) o sistema piora situações de desamparo social onde a distância entre as classes sociais são imensas"
    E o que é o "sistema"? o sistema, por acaso, é o conjunto de pessoas e suas relações? portanto, o sistema é o próprio amparo social? então o sistema de amparo, por pior que seja, piora situações de desamparo? sua afirmação não parece fazer sentido;
    de todo modo, se o sistema (de amparo) piora as situações de desamparo, bastaria se isolar na selva para que a pessoa se sentisse novamente amparada? completamente sozinha e isolada, mas amparada? não acompanho sua leitura.

    "Ele perturba porque é ligado a realidade"
    Acredito que o filme perturba porque, sendo ou não ligado à realidade, é bem feito; faça um filme baseado em fatos reais, concretos mesmos, mas, mal feito, ninguém se sentirá minimamente perturbado. Enfim, como você mesmo disse, esse é o aspecto artístico (obra de arte) do filme.

    "(...) é assim que muitas vezes cria-se um monstro: a personalidade doentia + uma realidade cruel e injusta. "
    Não sei, é!? há estatísticas para isso? temos uma receita de bolo?
    A propósito, se esta é a receita, não deveríamos levar em conta apenas a personalidade doentia? tenho que a realidade cruel e injusta é, por definição, a própria realidade, para todos; o pecado entrou no mundo e este está, desde então, fadado ao fim; o pecado tomou conta do mundo e o pecado é cruel e injusto; enfim, quero dizer, levar isto em conta não auxilia no problema, então o que temos é apenas a personalidade doentia, ou seja, a responsabilidade individual;
    mas, então dizer que a personalidade doentia cria monstros resolve o problema?

    "Jocker não é o herói, ele continua sendo o vilão que deve ser contido por suas ações, mas entender como e porque ele chegou até aquele ponto é um exercício de empatia."
    Concordo plenamente; inclusive com a ordem que colocou: primeiro parar o vilão.
  • 4lex5andro  16/10/2019 13:05
    Se deve ter empatia com quem preza a ordem e a paz, marginal que ataca de maluco pede por outra ''empatia'', que mede 9mm, cor de chumbo.

    Sem ordem, sem progresso, e a primeira precede o último.
  • 4lex5andro  16/10/2019 13:07
    Sem o cristianismo, e sua ética/moral, não há ordem, e daí não há espaço para prosperar a razão e o desenvolvimento socio-econômico não só do Brasil como de nenhum país.
  • Carlos Pedro Macena  02/11/2019 18:07
    Patrícia demoliu as credenciais do puritano boquiaberto utilizando incisões cirúrgicas sobre todas as "falhas de San Andreas " de seu raciocínio proto-cartesiano. Muito mais gente também é boa com jogos de palavras que gravitam em torno de si mesmo. O filme não é panfletário, nem niilista. O filme não faz apologia de nada, nem contrapõe em planos de similitude o indivíduo e a sociedade. Nada há nele de mais violento que qualquer videogame. Assustaram-se os scholars? Deviam acabrunhar-se é com o massacre que o Primeiro Mundo impõe silenciosa e implacavelmente sobre o Terceiro Mundo, tipo "Bacurau". Taí um ponto de contato entre a realidade de outubro de 2019 em Lampedusa, Mossul e Cabrobó e a ficção ora em tela. O "terceiro mundo" da frustração do Coringa não consegue nada diante da barba bem feita de Thomas Wayne. Estamos extrapolando? Aguardo quem vai trucar. Por enquanto, o elegante sarcasmo de Patricia está dando de goleada no bom-mocismo do incensado titular do texto de origem, e não se lhe roube o mérito de elevar um mícron o patamar da discussão, embora nem ouse revirar o fundo do tacho do que realmente importa: o galope de Cid, El Campeador, rumo ao destroçamento de Elon Musk e seus comparsas.






  • Carlos Pedro Macena  02/11/2019 18:14
    Não resisti. Perdoem-me o atrevimento mas concedam-me aquele negócio que o Andy Warhol falou..."Bacurau" é indispensável para quem ainda tem mente, se é que me entendem. Como cinema, quase o diretor perde a mão naquele cacoete que, entra década e sai década, o cinema brasileiro não perde nunca - o espectador fica boiando uns 10, 15 minutos até se localizar nas tramas superpostas, entre os cortes abruptos, os planos enviesados, os diálogos metempsicóticos mas, quando cai a ficha, resta não, nem uma dúvida: "Bacurau" nasceu cult.
    Ecoa Glauber na fotografia bruta, emula "Westworld" (só faltou Yul Brinner todo de preto), descarna "MIB - Homens de Preto", faria Aldous Huxley, George Orwell, Henry Miller e Arthur Clarke urrarem "That´s what I was talking about, you dumbs!". Ri de si mesmo com ironia refinada - aquele drone Perdidos no Espaço é trash total. Depois vai cauterizando umas feridas, abrindo outras, ganha corpo, desafia, não incomoda nem enternece, o que, por esses dias insossos a mais não poder, não é pouco.
    Salvo porco engano, "Bacurau" não é emblemático do atual massacre do Primeiro sobre o Terceiro Mundo propositalmente. Só que, como não sói muito acontecer, calhou de, e até por isso mesmo, metaforicamente, sua trama, sua razão de existir, e o platô tipo Atlas de Marrocos donde se assentará para sempre, parametrizarem o chiste, "dá pra piorar, mas é pouca coisa", que é o que deve ter pensado aquele personagem enterrado vivo quando... Ôps, desculpe o spoiler. Foi mal, mas irresistível. No further words - não se pode adiantar mais nada. Bacuralize-se, vá em paz e bacuralize-se. São só 29 km.
  • anônimo  18/10/2019 04:10
    É muito inocência comparar esses países, ou apelo para ganhar um debate. Mas ok, respeito sua opinião
  • Joao Guimaraes  29/10/2019 13:37
    Errado. É a quantidade de atrocidades potenciais no ser humano que requer o porte de armas e a defesa de quem não as pratica. Este ano, tivemos a redução de 8.000 mortes de jan-jun pelo simples aumento da vigilância e possbilidade de uso do armamento. Onde não há auto-disciplina, ela tem que ser criada de alguma forma no caminho da conscientização, do qual estamos muuuuiiiito longe.
  • Tarantino  13/10/2019 18:39
    Arma é qualquer objeto que possa matar ou ferir alguém. Uma banqueta de madeira, uma chave de fenda, um cabo de enxada, 1 metro de corda. Vamos proibir tudo isso?
  • paulo  14/10/2019 13:22
    Não precisa ofender!! Seja educado!!
  • LEONARDO GUIDI FASSARELLA  19/10/2019 12:05
    Errado, "armas matam" é o slogan.
  • anônimo  01/11/2019 14:54
    Não acho que as atitudes tomadas pelo coringa tenha relação com a sua doença, as situações vividas e as frustrações conduziram suas atitudes.

    No filme, apesar da doença, ele sabe bem a diferença entre o certo e o errado...outras pessoas no filme não reconhecem essa diferença...esses são os doentes mentais...
  • Mauro Lima  18/11/2019 12:44
    Acho que o que os esquerdistas mais odiaram no filme foi o fato de se verem retratados nele, como se Lula ou Dilma fossem o Curinga fracassado e com problemas mentais (independente da origem) e do tipo de pessoa que optou por segui-los, não pessoas equilibradas buscando um futuro melhor

    mas simplesmente baderneiros, bandidos e toda sorte de pessoas destrutivas,

    apesar do discurso esquerdista de que "os outros " são os culpados, de que "os ricos" são os culpados, etc. etc.

    No final, o que fica claro, é que o líder é apenas um desequilibrado que quer destruir todo, e ser admirado como um Deus e, infelizmente, ele descobriu como.

    O filme "300" também é interessantíssimo ao mostrar exatamente o mesmo tipo de situação.
  • Carlos Alberto  09/10/2019 18:14
    O filme O Cavaleiro das Treves Ressurge era abertamente conservador e anti-esquerda . Quanto ao Coringa, ainda não sei me posicionar.
  • Humberto  09/10/2019 18:24
    O Cavaleiro das Trevas Ressurge, além de ter vilões que adotam explicitamente os métodos dos jacobinos da Revolução Francesa e de ser uma crítica a movimentos como Occupy Wall Street (o que emputeceu a esquerda), também aparentemente teve como inspiração o Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano, do Marighella. Poucos se atentaram a isso.
  • Austríaco  09/10/2019 19:23

    In the aftermath of Bane's revolution in Gotham, one character — examining a plundered dwelling — muses: "This used to be somebody's home."

    "Now it's everybody's home," another character brightly replies.

    This exchange calls to mind a conversation in Dr. Zhivago between two Communist Party functionaries in the aftermath of the October Revolution. As they help themselves to a home that has been seized from a wealthy family, the Communists defend the confiscation as a triumph of the "people"; after all, they insist, "it's only just."

    Bane's assault on Gotham was an cinematic example of what the French Revolutionaries and their ideological offspring call "The Propaganda of the Deed" — a conspicuous act of violence used as a "sudden, violent shock" to shatter the status quo and catalyze revolutionary change. Immediately after demolishing much of Gotham City, Bane — backed by a mercenary army — imposes martial law and revolutionary "justice" in terms very familiar to collectivist "people's revolutions" from Jacobin France to Cambodia under the Khmer Rouge.

    It's tempting to think that in addition to Dickens and Lean, the Nolan Brothers might have drawn inspiration from Carlos Marighella's Mini-Manual for the Urban Guerrilla, which provided tactical guidance for generations of terrorists. (Interestingly, the Nolans compared Bane to Argentine Marxist mass-murderer Che Guevara.)

    The purpose of terrorism, explained Marighella, is to "to intensify repression," resulting in draconian measures that "make life unbearable" for the subject population. When faced with "revolutionary violence," government will eagerly resort to "police roundups, house searches, arrests of innocent people [that] make life in the city unbearable…. " Rejecting the "so-called political solution," the urban guerrilla "must become more aggressive and violent, resorting without letup to sabotage, terrorism, expropriations, assaults, kidnappings, and executions, heightening the disastrous situation in which the government must act…."

    Giangiacomo Feltrinelli, a millionaire Marxist publishing magnate, published Marighella's tract and gave it wide international circulation. He concisely summarized Marighella's strategy as the use of relentless violence against the innocent in order to provoke an "authoritarian turn to the right" — the imposition of dictatorial measures and the consolidation of power by a State apparatus that will fall into the hands of the revolutionaries.
  • Sávio  09/10/2019 23:58
    "The purpose of terrorism, explained Marighella, is to "to intensify repression," resulting in draconian measures that "make life unbearable" for the subject population.

    Rejecting the "so-called political solution," the urban guerrilla "must become more aggressive and violent, resorting without letup to sabotage, terrorism, expropriations, assaults, kidnappings, and executions, heightening the disastrous situation in which the government must act…."

    [Marighella's strategy is] the use of relentless violence against the innocent in order to provoke an "authoritarian turn to the right" — the imposition of dictatorial measures and the consolidation of power by a State apparatus that will fall into the hands of the revolutionaries."


    Ótima definição. Isso é feito quando os revolucionários ainda estão fora do poder.

    Uma vez no poder, a violência deixa de ser um meio e se torna um fim. O próprio Lênin via a violência como um fim, e não um meio. Ele louvava a violência simplesmente por sua brutalidade e defendia que ela deveria ser usada sem hesitação sempre que necessária. No caso, onde quer que alguma Revolução fosse tida como necessária.
  • Bode  09/10/2019 20:16
    Outro nome inspirador sem dúvidas, Saul Alinski.
  • cmr  09/10/2019 18:15
    Eu vi o filme, teve cenas onde eu torcia pelo Coringa... ...essa gente merece um Coringa noiado. (pensava)
    kkkkk
  • Filipe Martins  09/10/2019 18:36
    O filme é uma demonstração do que a anomia social e o ressentimento esquerdista podem fazer com uma mente perturbada. É um retrato desesperador das consequências do mundo sem Deus, sem propósito, sem transcendência e sem redenção que a geração de maio de 1968 tentou criar.

    O filme é muito bem feito da perspectiva artística e a atuação do Joaquin Phoenix é genial, mas o desconforto e a agonia que ele causa no telespectador lembram o incômodo e a aflição causados pelos filmes niilistas do Harmony Korine. O antídoto está em obras como Crime e Castigo.
  • Daniel Lima  09/10/2019 19:14
    "O antídoto está em obras como Crime e Castigo."

    Interessante. Durante o filme lembrei de Raskolnikóv. A justificativa que ambos os personagens usam pra praticar seus crimes é a mesma: apenas matei uma pessoa vil.
  • anônimo  09/10/2019 19:39
    Vejam o filme e depois leiam "A Faca Entrou", do Dalrymple. Tudo fará bem mais sentido.

    "O insight perturbador proposto pelo psiquiatra em seus escritos é o de que os grandes intelectuais da modernidade — de Coleridge a Cesare Battisti, passando por Virginia Woolf e Sigmund Freud –, criaram um discurso que, para fazer sentido na realidade alternativa que viviam, era fundamental abolir o que o filósofo alemão Hans Jonas descobriu como sendo "o princípio da responsabilidade". Trata-se do nexo causal que permite o ser humano perceber a si mesmo como alguém objetivamente responsável tanto por suas ações como por seus pensamentos e emoções.

    O resultado dessa percepção não o paralisa de forma alguma. Pelo contrário: é quando a pessoa tem plena noção desse princípio que ela pode tomar conta da sua própria vida — e enfim redescobrir a liberdade que lhe foi negada pelos poderes e potentados deste mundo."

    medium.com/@martimvasques/um-doutor-johnson-para-os-nossos-tempos-79e4f26ae9c3
  • Daniel  10/10/2019 04:25
    Infelizmente não é possível afirmar que não sejamos causa de causas anteriores. Inclusive estudos indicam que o livre arbítrio é apenas uma ilusão (www.youtube.com/watch?v=4r4wFuOA8kg&t=7s).

    Tanto que na sociedade atual aceitamos crimes passionais nos quais o indivíduo não possuí plena razão dos seus atos devido aos seus afetos (sentimentos). Além do mais, acreditar que de todo universo somos os únicos seres dotados de livre escolhas pode ser uma das grandes arrogâncias humanas.
    Recomendo Espinoza ética II:
    "Na Mente não há nenhuma vontade absoluta, ou seja, livre; mas a Mente é determinada a querer isso ou aquilo por uma causa, que também é determinada por outra, e esta de novo por outra, e assim ao infinito".
  • Leandro C  15/10/2019 21:13
    "Daniel 10/10/2019 04:25
    Infelizmente não é possível afirmar que não sejamos causa de causas anteriores. Inclusive estudos indicam que o livre arbítrio é apenas uma ilusão (www.youtube.com/watch?v=4r4wFuOA8kg&t=7s)."
    Não vejo relação necessária entre elas; perceba que se fôssemos causa primeira, absolutamente independentes de tudo, então seríamos absolutos e, ainda assim, necessariamente presos ao que quer que fôssemos, portanto, sob esta ótima, também não gozaríamos de livre arbítrio; quero dizer, independentemente do que você seja, poderá, a seu livre arbítrio, defender, ou não, a existência do livre arbítrio; acredito no livre arbítrio e percebo que esta suposta utopia traz melhores resultados na minha felicidade e das demais pessoas que a utopia da inexistência de qualquer livre arbítrio.
    E, enfim, há estudos comprovando cabalmente toda espécie de teoria (terra plana ou terra esfera, você escolhe, a seu arbítrio)

    "Tanto que na sociedade atual aceitamos crimes passionais nos quais o indivíduo não possuí plena razão dos seus atos devido aos seus afetos (sentimentos)."
    Não que o sistema jurídico seja, de fato, minimamente científico ou tenha sido sistematizado por alguém com mais de quatro anos de idade (aliás, se isto fosse usado como argumento então a tese caía por terra); na sociedade atual, aceitamos os crimes passionais que, de certa forma, percebemos empatia, seja em razão da proximidade com a vítima, seja porque nos enquadramos nele; basta ter sido vítima de algo parecido que mudamos de ideia rapidamente; muitos, aliás, aceitam com naturalidade crimes que não são, a princípio, passionais, tais como: o portar arma (ou drogas ou qualquer coisa que sua imaginação crie) independentemente de autorização estatal; o não pagar impostos; a desobediência; a liberdade de expressão, inclusive aquelas supostamente ofensivas como a expressão de uma opinião; etc etc, enfim...

    "Além do mais, acreditar que de todo universo somos os únicos seres dotados de livre escolhas pode ser uma das grandes arrogâncias humanas."
    A esquerda costuma ter um discurso de que não há livre escolha, portanto, ninguém tem responsabilidade pessoal sobre seus próprios erros e tudo é culpa da sociedade (a culpa toda é da sociedade) que, pasme, é composta por um agregado de pessoas todas sem qualquer culpa.
    Podemos perceber, de qualquer modo, um certo padrão no discurso das pessoas, onde aquelas que fazem as coisas boas e elogiáveis afirma que tinha domínio de seu agir, enquanto aquelas que fazem as coisas reprováveis, afirmam que não tinham escolha; algumas, inclusive, acreditam em tal discurso, portanto, não percebo isto como sendo prova irrefutável de qualquer coisa.
    Perceba, de qualquer modo, que quem assume o pressuposto da livre escolha não o faz de forma absoluta, mesmo porque não poderei escolher sair voando como um pássaro e batendo as asas que não possuo; todos aceitam a existência de limites, limites na própria realidade; acaso queira, você pode acreditar que os demais seres também são dotados de livres escolhas, todas pautadas em sua própria realidade, pois, assim como a um humano não cabe sair voando como um pássaro; a um pássaro (aos pássaros em regra, há óbvias exceções aos exemplos) não cabe também escolher nadar como peixe e um peixe voar como um pássaro. Enfim, podemos acreditar que todos sejam absolutamente livres dentro de seu próprio contexto, assim como somos nós dentro do nosso contexto; ah, mas então não seremos a causa primeira!? enfim, voltamos ao início.
    Não tenho a pretensão de desmentir Espinoza, entretanto, perceba, apenas para ficar na frase postada, enquanto não houver na mente nenhuma vontade absoluta permaneceremos livres, justamente porque ainda teremos liberdade; pois, quando alguma vontade for absoluta, temo em dizer que estaremos, enquanto isto perdurar, escravizados. A vontade absoluta talvez seja mais escravizadora do que libertadora, enfim, caberá a cada um decidir (conforme seu livre arbítrio).
  • Chibata Austríaca  09/10/2019 19:42
    O sujeito do artigo infelizmente não entendeu nada do filme rsrs

    É bom lembrar que não devemos confiar no Coringa. Pode ser que tudo que se passou no filme seja apenas um delírio da cabeça dele. Mas uma característica marcante do Coringa é a FALTA DE EMPATIA.

    Quando você lê os artigos do Mises e vê pessoas sendo condenadas porque não trabalham, que elas não merecem desfrutar das belezas da vida por não ter o dinheiro suficiente, quando você vê o pessoal do Mises indiferente ao sofrimento dos pobres, quando você vê o pessoal do Mises defendendo o armamento e a utopia do livre comércio, a defesa da propriedade privada que mais se confunde com um mero egoísmo tacanho.

    Lembrem-se o Coringa é como o site MISES...a gente lê os artigos mas não devemos confiar nele.

    Ele só quer destruir a ordem do Estado e bagunçar sua cabeça.
  • Juliano  09/10/2019 21:08
    Haha, boa ironia. Você efetivamente é um joker.


    P.S.: zoeira à parte, seria bom tentar provar cada uma de suas afirmações com hyperlinks. Duvido que irá conseguir.
  • Berto Marllo  10/10/2019 15:02
    Nem tanto, acho que estão ganhando com o status quo. O Fernando Ulrich agora se aliou ao governo, ele é conselheiro da Casa da Moeda.
  • Tarantino  13/10/2019 18:42
    Falta de empatia é a característica mais marcante de todo psicopata.
  • Juliana   13/10/2019 19:44
    Então diga para eles que economia liberal é uma utopia! Sem ela, a social-democracia na Suécia seria um grande MERDA! um país de terceiro mundo como o Brasil, seria... youtu.be/D6Z3ew6koys aquela sua importância com os mais pobres, repetiu-se muitas vezes, e em First they Killed my father, de Angelina Jolie. Preocupação com os mais pobres e igualdade social, é o que menos importa para Jokers(doentes mentais) como tu! Não conseguem seguir nem o que propagam! Hipócritas!
  • 4lex5andro  16/10/2019 13:02
    Se o IMB é o Joker, bom deve ser criticar o socialismo no fórum do Granma né.

    www.gazetaonline.com.br/noticias/mundo/2019/04/cuba-reduz-edicoes-dos-principais-jornais-por-falta-de-papel-1014175250.html

    De um jeito ou de outro é a dieta dos esquerdalhas, muita ''gramma'' pra pastar..

    Por ter essas mentalidades estatistas, que defendem um lado e passam pano pra os próprios erros, o Brasil não vai pra frente.
  • Joao Guimaraes  29/10/2019 13:45
    "Quando você lê os artigos do Mises e vê pessoas sendo condenadas porque não trabalham, que elas não merecem desfrutar das belezas da vida por não ter o dinheiro suficiente, quando você vê o pessoal do Mises indiferente ao sofrimento dos pobres, quando você vê o pessoal do Mises defendendo o armamento e a utopia do livre comércio, a defesa da propriedade privada que mais se confunde com um mero egoísmo tacanho."

    Amigo, certamente aqui não é teu lugar, mas se você, com esse pensamento veio até aqui, é porque está em busca da verdade, então chegou ao lugar certo, mas está testando os conceitos liberais para si mesmo. Nesse caso, recomendo que apenas leia e não comente para não ter vergonha de si mesmo no futuro.

    As tuas palavras acima são tuas, não do Mises. Ninguém disse em artigo algum que pessoas pobres não merecem o melhor; mas é fato que elas têm capacidade e podem se esforçar mais (de forma mais inteligente) e nisso o Estado ou organizações podem ajudar, mas não fazer por elas.

    Reflita, leia mais, continue por aqui, você vai achar teu caminho e descobrir o que procura, pois ter liberdade está no íntimo do ser humano.
  • Interessado  09/10/2019 20:15
    O fator merecimento deve ser um determinador de preços? Um funcionário público deve ganhar 96% mais do que a média mais só porque se sacrificou? Ou é a necessidade?
  • Realista  09/10/2019 21:08
    Qual sacrifício? Decorar apostilas pra concurso é sacrifício? Viver do dinheiro esbulhado dos pagadores de impostos é sacrifício? Ter estabilidade no emprego é sacrifício? Efetuar um trabalho para o qual praticamente não há demanda nenhuma é sacrifício?

    90% dos funcionários públicos nem sequer deveriam existir, pois ninguém demanda o serviço deles.

    www.mises.org.br/article/2814/como-os-funcionarios-publicos-se-tornaram-uma-casta-privilegiada-e-quase-intocavel

    www.mises.org.br/article/2734/o-duplo-onus-da-cultura-do-funcionalismo-publico

    www.mises.org.br/article/2761/por-que-e-impossivel-o-governo-ser-gerenciado-como-se-fosse-uma-empresa

    www.mises.org.br/article/2978/nao-o-trabalho-duro-sozinho-nao-garante-a-prosperidade-e-nao-retira-ninguem-da-pobreza
  • Intruso  10/10/2019 14:32
    Não podemos culpar os funcionários públicos, pois a eles foram oferecidos uma oportunidade de prestar um concurso público e de usufruir de uma remuneração mensal em troca de uma prestação de um serviço necessário a sociedade ( saúde, segurança, sistema judiciário, legislativo, sistema penitenciário, creches, e uma infinidade de outros serviços e de controle de regulamentações). Quem determina a necessidade ou não da realização de concurso público é a autoridade política que foram eleitas por todos nós cidadãos desse nosso Brasil. Se queremos algo diferente disso, não é culpando o funcionário público e sim levando nossa demanda por algo diferente a autoridade política que nos representa.
  • Rafael  15/10/2019 19:11
    "Quem determina a necessidade ou não da realização de concurso público é a autoridade política que foram eleitas por todos nós cidadãos desse nosso Brasil. "
    Correto, mas por pressão quase insuportável do funcionalismo e seus sindicatos.
  • marf jor  09/10/2019 22:32
    por um acaso o ladrao merece o butim do roubado? merecimento é so quando a pessoa cria algo para o mundo , dae ela pode fazer o que quiser. dizer que o funcionario merece é deturpar o conceito de merecimento.
  • Victor Quintao  10/10/2019 01:57
    Obrigado!
  • Leandro C  15/10/2019 21:52
    "jor 09/10/2019 22:32
    por um acaso o ladrao merece o butim do roubado? merecimento é so quando a pessoa cria algo para o mundo , dae ela pode fazer o que quiser. dizer que o funcionario merece é deturpar o conceito de merecimento."

    Culpar o funcionalismo público é uma besteira tamanha; alguns podem achar como exemplo válido para merecimento quando o "médico público" salva a vida de alguém, sim, então haverá merecimento; entretanto, na mesma noite, o mesmo médico acaba não conseguindo salvar a outros, então não haverá merecimento; merecimento, ou não, tudo conforme a família a quem for endereçada a pergunta; o "médico público" será, a um só tempo, herói e vilão.

    Perceba que se ele merece, ou não, é irrelevante; perceba até que o fato de ele ter, ou não, trabalhado duro também é irrelevante, pois o trabalho duro sozinho não garante a prosperidade e não retira ninguém da pobreza; se ele, o funcionário, ou qualquer outra pessoa, só obtem merecimento quando cria algo para o mundo, então, de fato, é também irrelevante o fato do funcionário ter trabalhado ou mesmo ter merecido o salário. E, por óbvio, quando citei o caso do médico, quis dizer qualquer atividade.

    Enfim, é irrelevante se será herói ou vilão, ele vendeu o tempo dele e alguém quis comprar, ainda que esse alguém tenha sido você (sim, você mesmo) e ainda que por intermédio do Estado; então você poderá argumentar que isto foi contra a sua vontade, ok, mas isto também é irrelevante... lute contra quem te escravizou, não contra o outro suposto escravo (pois estou certo de que o médico não foi armado em sua casa buscar o pagamento dele e nem acredito que ele tenha mandado os fiscais da Receita, os quais certamente também estão atrás dele) acompanhados de policiais; mesmo porque, no mais das vezes, você também acaba sendo conhecido ou amigo ou parente tanto de algum "médico público", quanto de um policial e de um fiscal; o médico público, no exemplo, é "não pessoa", a utopia, o outro que te acorrenta, o "não outro", o alguém que não sei exatamente quem seja, ou seja, é você próprio.

    Tanto é você próprio que basta verificar o número absurdo de funcionários públicos ou terceirizados, em todos os níveis e esferas de nosso país; há as autarquias e as empresas públicas (Correios, CEF, Petrobrás etc); e, então há os proprietários das empresas terceirizadas que prestam serviços ao governo; há ainda os advogados, verdadeiros funcionários públicos (pois, em regra, você sequer pode acionar o Estado sem eles) constituídos como despachantes para lidar com a terrível burocracia jurídica estatal; igualmente os contadores, para lidar com a terrível burocracia fiscal estatal; os notários e escriturários, que compõe a burocracia extra judicial; as ongs, que, em regra, vivem de dinheiro público; todas, ou praticamente todas, as grandes empresas privadas, que vivem de dinheiro público, e todos os seus funcionários; os indígenas; os integrantes de movimentos sociais; os titulares de benefícios sociais; os estudantes de escolas públicas ou clientes do SUS ou receptores de qualquer serviço público; então verifique também o número de familiares dessas pessoas todas e então terá a população toda.

    Pensar que o Estado (os socialistas) são os outros (o inferno são os outros) é culpar a terceiros pelos seus erros, o que é a característica mais marcante de todo esquerdista.

    Mas, é irrelevante também, ao menos enquanto você continuar a pagar os seus impostos e ajudar a eleger (votando ou deixando de votar) o mesmo tipo de gente... enfim... pode dizer que o trabalhador (ainda que não tenha trabalhado) que vendeu seu tempo é bandido, entretanto, perceba, uma opinião assim também soará como irrelevante.

    E, por óbvio, dizer que funcionário nunca merece nada é deturpar o conceito de funcionário, aquele que funciona. Para mim, se funciona, ou não, é irrelevante, vendeu a hora, então o acordo deve ser cumprido (mesmo sendo o Estado uma das partes; e olha que defender a tese de que o Estado deve honrar o seu compromisso assumido é algo quase paranóico).
  • Leandro C  15/10/2019 22:02
    "amandi gibson 13/10/2019 19:54
    Sim. Tal qual o mito de Sísifo."

    Talvez não exatamente; não estou certo que Sísifo estava nem satisfeito e nem vivo, já que o "eterno recomeçar" era o seu castigo no inferno.
  • André  09/10/2019 23:45
    Vi ontem a noite. E esta foi a melhor análise que li sobre o tema. Sem lacração, sem viés ideológico, sem frases de efeito. Filme perturbador e muito bem feito. Obrigado.
  • Sávio  09/10/2019 23:48
    Ótimo diagnóstico. Vejam a história do Khmer Vermelho para entender o resultado de se querer criar uma nova sociedade baseando-se na violenta destruição da atual.

    Há uma cena em O Cavaleiro das Trevas onde Alfred tenta dar uma resposta a Bruce Wayne sobre o que motiva o Coringa: "Algumas pessoas simplesmente querem ver o mundo pegando fogo."
  • anônimo  10/10/2019 00:01
    Existe um grupo de pessoas em fóruns de internet e redes sociais que se encaixam exatamente neste perfil: os incels (sigla inglesa de celibatários involuntários).
  • Pérsio  10/10/2019 00:56
    O artigo está correto. O filme "Coringa" é PERTURBADOR. Difícil assistir sem pensar nos Psicopatas do mundo real. Lembrei do Unabomber. Do assassino de John Lennon. E tantos outros monstros. No caso específico deste filme, fica difícil decidir: A Arte imitou a Vida ou a Vida imitou a Arte?
  • antropologo  10/10/2019 01:08
    Existe diferença de culturas. Um japonês quando fracassa pratica haraquiri, ou seja, se mata. Já um americano quando fracassa, vai pra um estabelecimento coletivo (seja escola, universidade, um restaurante ou um supermercado), mata trocentas pessoas e depois se mata.
  • Victor Quintao  10/10/2019 02:00
    Um vencedor quando fracassa pela zilhonésima vez olha para o céu, agradece a Deus por estar vivo e pelos desafios e recomeça tudo de novo!
  • amandi gibson  13/10/2019 19:54
    Sim. Tal qual o mito de Sísifo.
  • Leandro C  16/10/2019 12:35
    "amandi gibson 13/10/2019 19:54
    Sim. Tal qual o mito de Sísifo."

    Talvez não exatamente; não estou certo que Sísifo estava nem satisfeito e nem vivo, já que o "eterno recomeçar" era o seu castigo no inferno.
  • Robson Santos  10/10/2019 04:31
    O filme "O procurado".. tremenda de uma imbecilidade sobre um sujeito que não muda de vida, daí é forçado a descobrir que tem um dom de... assassino, que é obrigado a seguir ordens de um mestre da tradição medieval de interpretar informações binárias de uma máquina de tecelagem!!

    Aplicando decentemente a famosa frase da célebre filósofa infantil de nosso tempo: "How dare you?"

    Como ousaram induzir tamanha crueldade com a física, os mosquitos e os ratos, e isso passar impune rsrs.

    Prefiro o Hank, de "Eu, eu mesmo, e Irene", além de divertido consegue ser mais honesto com sua "esquizofrenia ilusória avançada com ira narcisista involuntária" kkkkk.
  • Psicóloga_natalia  10/10/2019 11:07
    Muitíssimo interessante essa perspectiva da ideologia da destruição. É meio que uma projeção no mundo do efeito da auto destruição que a realidade e a loucura causam nele simultaneamente. É levar ao escárnio e externalizar toda destrutividade e perversidade ao qual está submetido numa sequência insana de tragédias, e sem outra opção de ajuste ou perspectiva de melhora, o botão da destruição fosse acionado levando-o a ações de cunho perverso e simplesmente impactante para o mundo. O coringa personifica a tentativa irracional de quebrar o paradigma de modo insano e altamente crítico da realidade.
  • Alfredo Louzada  10/10/2019 17:56
    "efeito da auto destruição que a realidade e a loucura causam nele simultaneamente"....Não seria à loucura (auto destruição) uma consequência (efeito) da realidade. O mundo não funciona como ele (Coringa) acha que deveria funcionar, então (na visão dele) resta apenas "conserta-lo" por meio de ações imorais.
    Do ponto vista do princípio da não-agressão, se autodestruir não é um problema da sociedade visto que você esta causado mal para si mesmo. Cabe discutir o momento que o Arthur Fleck vira Coringa, visto que ele se utiliza da agressão para auto-defesa (atitude moralmente válida segundo a PNA) e a partir daquele momento sente bem em se autodestruir. Chamemos esse processo de mudança de autodestruição "negativa" para uma autodestruição "positiva". Quando era apenas Arthur Fleck a autodestruição(negativa) era uma problema "apenas" dele. Ele queria sair daquela situação (valorava "estar bem", em detrimento as ações autodestrutivas). Depois de virar Coringa, o "estar bem" dele é autodestrutivo e causa destruição da propriedade alheia.
  • Douglas  10/10/2019 13:45
    Esse filme é o ápice do vitimismo. Da mensagem esquerdista de vítima da sociedade. Esse não é o Coringa das histórias em quadrinhos e dos outros filmes. Assisti, mas já sabendo pelos comentários como seria, estava armado para não cair na narrativa e repetir o discurso. Tentei assirtir o filme imaginando como o vilão sempre foi, como Gotham City é, porque se não a gente fica com pena dele e torce por ele mesmo . O que me deu foi vontade de assistir Batman O Cavaleiro das Trevas de novo, para assistir a atuação impecável do Ledger. Se for para levar para vida real então, Gotham City é o Rio de Janeiro e traficantes são todos personificações do Coringa.
  • Pérsio   10/10/2019 15:47
    Excelente!
    Se o indivíduo tem sucesso, o mérito foi DELE. Um "self made man". Se fracassa, a culpa foi DA SOCIEDADE?
  • Douglas  10/10/2019 18:55
    Violencia doméstica, causa problemas mentais, mais a culpa é da família, no caso do filme, da mãe dele que já era pirada, e dos padrastros dele. Devemos culpar os indivíduos pelos seus atos e não a sociedade como um todo. Fora que é um filme de ficção e estão querendo fazer um paralelo totsl com a vida real.
  • Leigo  10/10/2019 16:56
    Por mais que o filme transpareça que indivíduos são vítimas da sociedade. Em nenhum momento o Coringa age como vítima.
  • Douglas  10/10/2019 18:49
    Então você não assistiu o fillme ou não prestou atenção. Nas cenas finais, no programa de TV ele fala que ele é assim por causa de tudo o que a sociedade lhe fez, fora os abusos cometidos pela mãe e padrastros dele. Até pelo tom de voz percebe-se que ele quer passar uma imagrm de fraco, ingênuo, vítima mesmo.
  • Pobre Mineiro  10/10/2019 19:41
    O Coringa é forte demais para virar uma vítima. O que estraga o coringa é o seu desequilíbrio mental, só isso.
  • Douglas  11/10/2019 06:06
    Último comentário sobre. Os outros Coringas eram fortes, não o desse filme, você quis dizer. Em Batman o Cavaleiro das Trevas, em algumas cenas, eu até torço para o Coringa, pelo grau das reflexões dele sobre aquela sociedade falida e que parece não haver solução. Nem prestava atenção se ele era louco ou vitima de alguma coisa no passado. Pensando bem, o povo de Gotham merecia um susto bem dado mesmo. Igual nos brasileiros que aceitamos políticos corruptos, psicopatas, aceitamos a criminalidade crescente calados e tudo um sistema de Estado que nos quer de joelhos e não livres para prosperar.
  • jomar   10/10/2019 17:00
    vcs sabem que não adianta tentar justificar que o personagem esta errado e vocês estão totalmente certos, pq vcs não estão certos, da mesma forma que ele não esta certo, mas tanto na realidade quanto no filme, relações onde não há amor e afeto, a destruição gera alivio, o objeto de desejo que não pode ser alcançado , se for destruido, gera uma descarga emocional muito grande, e a pessoa que destrói para se libertar da carga, ela não se importa mais se é um objeto inanimado ou se é uma pessoa, apenas a imagem que importa , ela destruida e toda carga emocional vazando e esvaindo e libertando de toda dor e sofrimento , e isso é viciante ...
  • Dilma  10/10/2019 19:38
    Entendi, você estar certo não significa que você esteja certo. Você estar errado não significa que você está errado.
    No final não tem certo nem errado, pois todos estão certos e errados e não precisa se preocupar, pois no final todos estarão certos e errados.
  • Phiippe  10/10/2019 17:09
    Acho que essa foi a primeira vez que não concordei com o que li aqui no site.

    Achei a análise do filme muito superficial e política demais.
    Estão polarizando até o filme...... me senti numa roda de pessoas que só sabem colocar "a culpa na esquerda ou direita".


    O filme retrata sim a falência de uma sociedade, mas não dessa maneira colocada. Após assistir o filme todo vou tecer mais comentários sobre isso (ou não).
  • Ricardo  10/10/2019 18:15
    "O filme retrata sim a falência de uma sociedade, mas não dessa maneira colocada. Após assistir o filme todo vou tecer mais comentários sobre isso (ou não)."

    Mas, hein? Você comentou e criticou tudo isso e, no final, confessou que ainda não viu o filme? Está comentando algo sem nem saber do que se trata?

    Que farsa!
  • Leandro C  15/10/2019 22:13
    "Ricardo 10/10/2019 18:15"

    O ingresso do filme é que dava o direito de comentar aqui?
    até que seria R$30,00 bem gasto (na verdade não sei o preço, me baseio na postagem de alguém aqui),
    mas é que... comentei um monte antes de saber dessa regra... confessar isto me faz menos farsante?
  • Ricardo  16/10/2019 02:33
    Meu caro paraquedista, você ao menos entendeu o que aconteceu? O cidadão acima comentou o filme, comentou a análise do filme e, logo em seguida, confessou que não tinha visto o filme!

    Ou seja, ele comentou algo e comentou a crítica sobre este algo sem nem sequer saber do que se tratava este algo!

    Se isso não é a definição de farsa, então eu realmente nada mais sei deste mundo.
  • Leandro C  16/10/2019 12:46
    "Ricardo 16/10/2019 02:33"

    Acabou que achei graça do adjetivo; mas, havia entendido sim; apenas acabei vestindo a carapuça após fazer alguns comentários, ainda que nenhum em relação ao filme em si; talvez porque teria vindo ao site, como por vezes o faço, para espaerecer, chegando em sua postagem após um momento um tanto azedo; perdoe-me.
  • Andre  10/10/2019 18:52
    Gente, é só um filme.

    Entra, paga os 30 reais para sentir alguma coisa que seja enquanto assiste e é isso.
  • Sérgio  10/10/2019 22:17
    Não assisti ao filme ainda, mas com todos os comentários, políticos ou não, sobre o mesmo e com toda a discussão em voga sobre a banalidade da violência e se o criminoso é uma "vítima da sociedade" ou não, lembrei de um filme dos anos 90 que muitos gostaram, e outros torceram o nariz, chamado Oito Milímetros, com Nicolas Cage. Guardadas as devidas proporções com qualquer película sobre violência, lembro que havia visto o filme sem qualquer pretensão. E achei muito interessante, afinal o tema era muito sério. Logo depois li um artigo num antigo Site chamado O Indivíduo onde o autor discorre sobre a participação do diabo em 04 filmes: um filme francês que não me recordo mais; O Advogado do Diabo; Seven Os Sete Crimes Capitais e o Oito Milímetros. Pois bem, logo após a leitura do artigo tive que assistir ao filme novamente e, claro, descobrir a essência a que o autor brilhantemente se referia, ou seja, que somos, sim, responsáveis pelos nossos próprios atos, por mais que a mídia, a justiça e a comunidade médica (psiquiatria, etc) tente caracterizar um criminoso como inimputável, devido à traumas de infância, loucura, etc. E a cena final, impactante, serve de exemplo. Cage derruba um dos assassinos e pede para que este tire sua máscara (ele a usava no momento do crime). Quando a tira, deixa transparecer uma figura simples, normal. Um rosto quase infantil. Ele inclusive coloca os óculos e diz: "O que estava esperando? Um monstro? Minha mãe nunca me bateu. Meu pai nunca me estuprou. Eu fiz porque eu quis! Eu fiz porque eu gosto!!" Bingo. Jean-Jacques Rousseau e seu "bom selvagem" não curtiria este filme.
  • Pérsio   11/10/2019 08:57
    "8 mm" foi aquele filme sobre "snuff movies", filmes onde são praticados atos REAIS de tortura e assassinato. Você ainda não viu o "Coringa", então vou evitar SPOILER. Direi apenas que, naqua cena do vagão do metrô, onde Arthur Fleck começou a ser espancado por três rapazes que assediavam uma moça. O que Arthur FEZ em seguida foi decisão dele somente. E extrapolou um pouco o conceito de "legítima defesa". Somos, TODOS, responsáveis pelos nossos próprios atos. Daquele ponto para o final, ficou muito claro pra mim que a teoria de "vítima da sociedade capitalista desumana e cruel " era pura conversa fiada!
  • Amadeo Santos  11/10/2019 13:20
    Esse filme, em vários momentos, é uma cópia de V de Vingança, só que voltado para a loucura como solução para o fim das manipulações (se é que isso realmente pode acontecer, pois ao meu ver, sempre haverá quem manipule e quem seja manipulado); enquanto V de Vingança caminha pela articulação das ações, um movimento orquestrado das peças no tabuleiro do poder
    Entre V de Vingança e Coringa (que é um bom filme), ainda fico, sem sombra de dúvidas, com o primeiro
  • ED  11/10/2019 14:14
    "Quando o indivíduo atribui seu fracasso pessoal ao fato de o mundo não ser como ele deseja"? Ego sobre alma/essência espiritual... o contrário do que temos por cumprir nessa existência, o mal sobre o bem.
  • Entreguista.  12/10/2019 04:50
    Esse chibata austriaca é um dos coringas,so que tem boquinha em estatal,por isso defende o mesmo. Pois sabe que fora da estatal tem que ser baderneiro pois nao consegue nada fora da boquinha em estatal. O tipico frouxo. Bem tipico de estatistas.
  • Joao Guimaraes  29/10/2019 13:50
    Sim, por isso deixei o comentário abaixo do dele, mas acho que tem coragem de estar aqui e muita curiosidade.... seu interior está vendo sentido em tudo isso..
  • Marcus Vinicius   12/10/2019 11:21
    O Coringa não é de esquerda, não tem convicção alguma de esquerda e é até o avesso de toda e qualquer pessoa que tem alguma ideologia de esquerda. A comoção social mostrada no filme se dá em função da criação de um falso episódio relacionado ao personagem: o de que ele tenha matado os três homens em função de eles serem ricos. Ele mata não porque é pobre e mal sucedido, ele mata frente a uma reação de extrema violência a qual se viu vítima. A mídia assim o faz para criminalizar as classes oprimidas e criar o alarde do quanto ela pode ser perigosa, marginalizando ainda mais os já marginalizados da sociedade. A massa apresentada pelo filme nada tem de política partidária, de ideologia, de organização, de consciência, de crítica; apenas vai se identificar com o falso homicida criado pela mídia sensacionalista. O fenômeno social presente no filme , é claramente fruto de uma criação da mídia , onde a população completamente desprovida de qualquer consciência política e crítica, bem como desprovida de qualquer liderança (isto é bem claro no filme) age irracionalmente. O Coringa nada tem a ver com estas ideologias de esquerda e de direita. O Coringa tem a ver com algo que é fundamental de qualquer ser humano: existir para o outro, ser reconhecido como semelhante pelo outro, de não ser invisível, de não ter a existência reconhecida pelo outro. Ocorre que de repente e acidentalmente (seu primeiro crime - se é que foi um crime, pois me pareceu tratar de legítima defesa), ele passou a existir , a ser considerado pelo outro, a ser visto, a ter importância. A pessoa principal do filme gostou de ter existido! E todos nós gostamos de existir tb! Não há mal nenhum nisto! É necessário e humanizador! É disso que o filme trata! FILME fANTÁSTICO!!! uM DOS MELHORES QUE JÁ VI!!!!
  • Pérsio   12/10/2019 20:57
    O Coringa será um filme Cult. Seguindo o caminho de Blade Runner, Matrix, Clube da Luta e Sexto Sentido. Filmes que não apenas divertem, mas FAZEM PENSAR.
  • Patricia  15/10/2019 14:41
    Perfeito seu comentário.
  • Flavia  12/10/2019 12:36
    O filme Coringa encontra respaldo na "teoria das massas" ou histeria das multidões. A mensagem que ele envia para as multidões retorna para ele como apoio e pela primeira vez ele se reconhece como Ser e passa a expressar o que o tempo todo procurava inibir, que era o desejo de matar e assim anular o que lhe causava dor e reprimia.
  • gush  13/10/2019 13:55
    Discordo.
    O filme não tem ideologia.
    A triologia de nolan tem, mas esse ai não.
    Tirando a ideia de que esse típo de problema é causado por todos, e afeta a todos.
    É a mídia, a classe política, os empresários, os trabalhadores, os estudantes, os professores e os desempregados.
    Todos causam o problema, e o filme nem diz se isso é evitável ou não, deixa em aberto.
  • Renan  13/10/2019 18:01
    KKKKKKKKK... Cara, desta vez eu tenho que discordar com o autor disto e de metade dos comentários aqui. Vocês assistiram "Joker" mas não entenderam o vilão.
    Arthur Fleck fêz aquilo no metrô (Spoiler) porque ele estava cansado de sofrer com as doenças que ele tinha e com os problemas sociais que ela causava pra ele. O ato dele foi tão involuntário que ele fala "Eu achava que eu não existia, mas eu existo". Isso significa que ele foi a fagulha pra Gotham explodir-se sozinha, sendo ele só o "doidão" que faltava pra começar com toda a anarquia.
    Eu acho engraçado que o autor comete o mesmo erro do personagem Murray no filme, achando que o coringa liga pras ações que ele cometeu, de que ele planejou alguma porra com isso. kkkkkkkkkk... Como dizia o Coringa de Heath Ledger: "E eu tenho cara de quem faz planos?"
  • BOAVENTURA  14/10/2019 04:06


    Nem de direita nem de esquerda, o Coringa no decorrer dos acontecimentos de sua vida - Tornando-se perturbado, tornou-se um Anarquista/Psicopata.
  • Murilo  14/10/2019 17:02
    e psicopatas são de extrema esquerda:
    www.amazon.com.br/Esquerdista-Causas-Psicol%C3%B3gicas-Loucura-Pol%C3%ADtica/dp/8567394872
  • Bruno  18/10/2019 17:08
    Na verdade, a ocasião revela a personalidade. A ocasião desenvolve e desencadeia, mas não cria, isto é, não enraíza.
  • Demaxsuel Batista   15/10/2019 15:58
    Excelente artigo.

    Obs.: Tem um erro de tradução no último parágrafo.
  • Cristiano  15/10/2019 18:19

    A utopia da infalibilidade da eficiência do mercado em alocar recursos também deve se enquadrar nessa categoria.
  • Ricardo  15/10/2019 20:15
    Concordo. Bom senso e "pé no chão" é delegar tal atividade a políticos, burocratas e funcionários públicos. Estes sim são perfeitamente racionais, sensatos, com conhecimento inquestionavelmente superior e sabem exatamente o que o público consumidor quer.


    P.S.: não existe meio termo. Ou você delega tal prática a consumidores, poupadores, produtores e investidores (que são o mercado) ou a políticos e burocratas. Você afirma que o segundo arranjo é o melhor. E diz que isso não é utopia.

  • Leandro C  15/10/2019 22:24
    "Cristiano 15/10/2019 18:19
    A utopia da infalibilidade da eficiência do mercado em alocar recursos também deve se enquadrar nessa categoria."

    Acreditar na eficiência do mercado é diferente de acreditar em sua infalibilidade; diariamente consumidores e produtores cometem erros e falham; uns gastam errado acreditando que vão suprir suas necessidades, outros investem errado para suprir as necessidades dos primeiros ao acreditar que com isto irão obter lucro; a questão é que no livre mercado, a falibilidade faz parte do sistema, faz parte do jogo; cabe a cada consumidor aprimorar suas escolhas e cada empresário aprimorar seus investimentos, todos buscam aprimoramento.

    Desconsiderando todos os demais problemas causados pela existência do Estado, neste aspecto específico, o problema da existência estatal é que errando, ou não (e sempre erra), o investimento jamais falha, pois, quando há prejuízo a solução sempre é se investir mais, e mais, e mais, e mais, sempre às custas do contribuinte (ainda que intermediada pela inflação, pelo endividamente estatal etc); afinal, os empresários podem falir, o Estado não.
  • Pedro Avelino  15/10/2019 18:53
    O único erro que o Jeffrey Tucker comete nesse artigo é o uso da palavra "utopia", quando na verdade o destrutivismo é fruto de ideologias distópicas.
  • anônimo  15/10/2019 21:02
    O Coringa nunca poderia ser de direita. Se ser de direita é ser conservador (no sentido de conservadorismo inglês), então é impossível ser destrutivista. Essa ideia destrutivista, principalmente na forma de criticar tudo independente do que for, vem da Escola de Frankfurt, que é de esquerda.
  • Rdnazev  15/10/2019 23:15
    Quer dizer então que o objetivo e intuito doutrinatório do filme acabou fracassando e tendo efeito reverso, assim como aconteceu com o filme Tropa de Elite 1, culminando mais uma vez com o tiro saindo pela culatra?

    Que coisa maravilhosa e formidável, pessoal !!!

    Coitada da Lei de Murph. Está sendo posta de escanteio pela Lei Lacron.

    A lacrolândia deve estar espumando. Nada está dando certo para eles '-' rsrsrs
  • Leiliane  17/10/2019 14:45
    Parabéns!
    Primeira crítica decente que vi do filme.
    Fiquei estarrecida vendo o filme, só não saí no início porque estava com um amigo que queria muito ver.
    Achei extremamente apelativo ao coitadismo(nem sei se existe essa palavra) a personagem e justificando suas atrocidades ao próximo por conta de uma vida difícil.
    Fora a atuação brilhante do Joaquim, não gostei de nada do filme!
  • carlos dimitris  18/10/2019 01:06
    O estado cria lunaticos como o Coringa. Simples assim. A ineficiencia estatal , O coletivismo contra o individualismo. ha nao aceitaçao da sociedade de que um individuo tem um problema psicologico. tudo isso ajudou a criar o Coringa. que nada mais é que o fruto desse caos chamado estado.
  • Ezequias Rocha  18/10/2019 15:56
    BRAVO! Excelente análise.
  • estevao rui calheirana  18/10/2019 16:11
    Baita crítica!
  • Leandro Silva  18/10/2019 18:37
    O título do artigo deveria ser assim: "Coringa e a ideologia REVOLUCIONÁRIA da destruição: dialética negativa da Escola de Frankfurt".
  • Gustavo  29/10/2019 01:14
    Bem, acho essa análise extremamente coerente com o cânone do personagem nas HQs: ele é a representação do niilismo nos quadrinhos. Saiu um vídeo no canal Foundation for Economic Education explicando justamente sobre o simbolismo da dualidade entre Batman/Coringa (usando como pano de fundo a própria história do narrador do episódio, que é um iraniano que fugiu da devolução islâmica que ocorreu por lá em 79 - fugiu com a família enquanto era criança).
  • Emerson Luis  18/11/2019 12:36

    Os antigos gregos já alertavam sobre o perigo da arrogância, de não compreender e aceitar como a realidade funciona e os limites naturais do ser humano (individual e coletivamente).

    * * *
  • NELSON ALVES DA SILVA  18/11/2019 15:23
    O grau extremo de obsessão é a "Fascinação", quando o individuo se entende como o "máximo"; sente que pode tudo, como se fosse um deus; no caso, que pode destruir tudo... Num mundo construtivista isso é um absurdo, inaceitável!!!
    Mas, na jornada da existência, a ordem natural é entendida como o equilíbrio entre Destruição = o deus Shiva e o processo contínuo de Construção = o deus Brahma, que seria o conjunto da Sociedade ativa e Laboral, bem caracterizada no artigo...
    A meu ver, faltou a "Articulista" incluir nessa excelente avaliação, o Batman, o preservador, como Vishnu; um "Terceiro Personagem", fundamental para a expansão da percepção que precisamos ter sobre a realidade conflituosa que estamos vivenciando.
    Enquanto Brahma cria, Vishnu atua para preservar a vida e toda a criação biológica e material; o Curinga, como Shiva, tem um "papel fundamental"; ele é destruidor do mundo dominante, para que haja espaço para Brahma criar, mantendo assim, um ciclo de eterno movimento.
    - De que lado nós estamos?
    - Podemos existir sem a oposição?
    Certamente, agora, estou motivado a ver o Filme.
  • Ricardo  18/11/2019 16:36
    É cada comédia impagável que surge por aqui... Aliás, mais um que teceu "profundos" comentários sobre o filme e, no final, confessou que ainda não o viu. Incrível. O cara exigiu até que fossem feitos comentários sobre o Batman, que nem sequer existe no filme...
  • Pobre Paulista  18/11/2019 18:47
    Sei lá, ele tá falando de Brahma, que remete a Ambev, mercado financeiro e tal, e este site é sobre economia... Acho que faz algum sentido sim.


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