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Assim como o socialismo, o keynesianismo também irá cometer suicídio – mas é preciso paciência
A constatação de Mises que nunca foi devidamente apreciada

Após mais de sete décadas de vida, eis a pergunta que sempre me faço: "Qual foi o evento mais significativo da minha vida?"

Sempre me divido entre dois eventos, mas a realidade é que eles representam o mesmo evento. 

O primeiro foi a decisão de Deng Xiaoping, em 1979, de começar a remover os controles estatais sobre a agricultura na China. Essa liberalização levou ao maior e mais longo período de crescimento econômico, na maior área terrestre do planeta, em toda a história da humanidade.

O segundo foi o colapso do Partido Comunista da União Soviética ao final de agosto de 1991. A isso se seguiu a decisão do governo soviético de abolir a União Soviética na última semana de 1991

A URSS foi, em termos geográficos, o maior império da história. Somente o componente russo possuía 11 fusos horários. Por meio de seus países satélites, a URSS se estendia até a Europa Ocidental. No ano de seu colapso, este império existia há mais de 70 anos. Ele possuía o mais amplo e completo sistema de controle sobre atividades, ideias e pensamentos da história da humanidade. Nenhuma grande sociedade jamais chegou a ter aparato semelhante. 

No entanto, em apenas uma semana, sem nenhum derramamento de sangue, os líderes dz URSS simplesmente abandonaram este esquema. Nada semelhante a isso jamais havia ocorrido anteriormente.

Aqueles que vivenciaram aqueles dias de 1991 jamais apreciaram corretamente a magnitude do evento. Talvez porque não tenha havido derramamento de sangue. Não houve praticamente nenhum aviso. De 1946 a 1991, o Ocidente foi envolvido em uma grande competição entre os dois sistemas. E então, sem nenhum alarde, a competição acabou. O fim do império pegou os russos de surpresa. Também pegou os ocidentais de surpresa.

Confira um bom resumo daqueles dias:

A China comunista e a Rússia comunista eram vagamente ligadas pela ideologia. Ambos os sistemas eram muito mais rigorosos do que qualquer outro existente no Ocidente. O Ocidente estava comprometido com uma vaga crença na democracia como sistema político, mas tolerando e até mesmo promovendo todos os tipos de opiniões econômicas e religiosas. Já os comunistas eram muito diferentes. Eles possuíam uma ideologia consistente. Tal ideologia apresentava uma visão específica sobre Deus, sobre o homem, sobre as leis, sobre causalidades, e sobre o futuro. 

Não havia tolerância a uma religião sobrenatural. Não havia tolerância oficial ao capitalismo, muito embora o mercado negro sempre tenha podido existir, pois, sem o mercado negro, ambos os sistemas entrariam em colapso. Havia um nome para o mercado negro na URSS: "blat". Havia também uma frase: "Blat é mais poderoso do que Stalin". 

No entanto, não obstante toda a centralização, toda a tirania, e toda a proibição das liberdades civis, ambos os sistemas acabaram. E eles não acabaram estrondosamente; eles acabaram ouvindo apenas as lamúrias de ideólogos e saudosistas.

Não houve nenhum colapso. A economia chinesa começou a crescer quase que imediatamente, em 1980. Já a economia russa passou por algumas crises de abstinência, e elas duraram aproximadamente 10 anos. 

Mises previu isso

Tudo isso era previsível, em termos gerais. Mais especificamente, tudo isso foi previsto. 

E foi previsto ainda em 1920 por Ludwig von Mises em um ensaio: O cálculo econômico sob o socialismo

Em 1922, ele expandiu esse ensaio e o transformou em um tratado abrangente, Socialism

Mises havia explicado bem claramente por que não seria possível uma economia socialista implantar, na prática, a teoria do socialismo. Se algum governo tentasse isso, a economia se degeneraria no caos e no colapso econômico.

Eis a teoria, sucintamente: se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de custos, lucros e prejuízos. E sem esse cálculo, é impossível haver qualquer racionalidade econômica — o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

Ou seja, sem um mercado para os bens de capital, e sem a propriedade privada dos meios de produção, não é possível descobrir quanto vale ou quanto custa cada bem, nem como fazer qualquer planejamento empreendedorial básico. Sem um sistema de preços, há apenas cegueira econômica.

Os socialistas fizeram de tudo para ignorar este ensaio durante os 70 anos seguintes à sua publicação. Outros, como Oskar Lange, se limitaram apenas a ironizar, sem perceber que estavam concordando com a crítica. Mas, no fim, tudo já era por demais óbvio: Mises estava certo. 

O economista multimilionário e socialista Robert Heilbroner admitiu isso em um artigo para a revista The New Yorker em setembro de 1990. Ele literalmente disse essa frase: "Mises estava certo".

O que houve foi uma combinação de teoria e prática. Do ponto de vista da teoria econômica, a dissolução da União Soviética e da China Vermelha era inevitável. No caso da China, não houve um colapso simplesmente porque a economia estava tão devastada pela pobreza em 1979, que a reforma instituída por Deng Xiaoping nem sequer tinha como fazê-la entrar em colapso. No caso da União Soviética, cuja economia era mais avançada que a da China, e que vinha copiando todos os preços ocidentais durante meio século — exatamente como Mises havia dito que os planejadores socialistas teriam de fazer —, a transição foi mais dolorosa em termos econômicos. Mas o que houve foi uma grande recessão, e não um colapso.

No livro de Ernest Hemmingway, O Sol Também Se Levanta (1926), há o seguinte trecho:

"Como você faliu?", perguntou Bill.

"De duas maneiras", respondeu Mike. "Gradualmente, e depois repentinamente".

Foi isso o que aconteceu com a União Soviética. Ela estava falida moral e espiritualmente desde a Revolução de Outubro de 1917. Mas foram necessários 74 anos para que as implicações daquela falência se desenrolassem completamente.

Passo a passo

Se alguém se dispuser a escrever a história do declínio e da queda da União Soviética, terá de começar por Geórgiy Malenkov, que substituiu Stalin em 1953. Ele era um rebelde, e é hoje praticamente desconhecido no Ocidente. Ele se opunha ao uso de armas nucleares e queria que a economia soviética se concentrasse na produção de bens de consumo, e não na indústria pesada. Ele deteve as rédeas do poder muito brevemente, e foi substituído por Khrushchev já no início de 1955. 

E então ele desapareceu. Ele não foi assassinado. Os líderes soviéticos já haviam aprendido a lição durante o reinado de Stalin. Sendo assim, deixaram Malenkov viver, mas o mandaram para uma usina hidrelétrica no Cazaquistão. Ficou lá até morrer em 1988. O enfraquecimento do poder central começou em 1955, com Khrushchev.

O próximo evento foi o discurso supostamente secreto proferido por Khrushchev para a liderança soviética, ocorrido em 1956. Ele atacou o culto à personalidade de Stalin. Todos os presentes sabiam que Khrushchev havia sido o braço direito de Stalin, e que havia praticado homicídios em massa na Ucrânia. Esse discurso, ao ser traduzido e distribuído no Ocidente, levou a várias deserções de membros do Partido Comunista em todo o Ocidente.

Doze anos depois, a invasão soviética da Tchecoslováquia geraria outra onda de deserções no Ocidente. Mas isso pareceu não afetar a estabilidade da União Soviética. Não havia sinais de enfraquecimento.

Em agosto de 1978, após 33 dias de papado, o papa João Paulo I morreu. Em outubro, ele foi substituído por João Paulo II. Esse evento completamente imprevisível rapidamente levou a uma confrontação na Polônia entre a hierarquia comunista vigente e a inabalável autoridade moral de João Paulo II. Karol Wojtyla havia atingido a maioridade em uma Polônia sob domínio nazista e depois se tornou padre em uma Polônia já sob domínio comunista desde 1945. Ele havia sido treinado pelo cardeal Stefan Wyszynski, um inflexível anti-comunista e um mestre em saber provocar uma burocracia hostil até seus limites.

O papa conhecia as fraquezas do Partido Comunista da Polônia. Sua visita ao país em junho de 1979 ajudou a criar as bases morais para a resistência do povo polonês, a qual se intensificou em 1980.

Em 1979, a União Soviética entrou com seus tanques no Afeganistão por uma estrada que o governo americano havia financiado em 1966. Moscou queria um regime pró-soviético em Cabul, mas os comunistas rapidamente descobriram que haviam se metido em um atoleiro que se prolongaria por toda a década seguinte. Eles não conseguiriam recuar, sair dali e ainda manter o orgulho próprio. Mas eles também não tinham como vencer.

Em 1980, ocorreram dois eventos que solaparam a legitimidade do socialismo de uma maneira até então inédita. Ambos estavam relacionados à Olimpíada. Os jogos olímpicos foram sediados em Moscou, e foram boicotados pelos EUA em represália à invasão soviética do Afeganistão. De todos os cantos do mundo, os ocidentais desembarcaram em Moscou para assistir aos eventos esportivos. Eles foram para lá com seus ternos chiques, com seus relógios caros, com seus sapatos finos e com seu orgulho. Todos os líderes soviéticos viram essas figuras ocidentais bem vestidas e orgulhosas. E todos os líderes soviéticos sabiam, sem nenhuma sombra de dúvida, que jamais seriam capazes de se igualarem àquela riqueza do Ocidente. 

Não obstante todo o seu poder, todos os seus privilégios especiais, e todo o seu acesso a lojas de departamento exclusivas, nas quais alguns poucos produtos ocidentais podiam ser comprados, eles perceberam que, em termos econômicos, eram meramente cidadãos de segunda classe. A liderança soviética jamais se recuperaria daquele abalo.

Na Polônia, houve um evento peculiar em julho daquele mesmo ano: a cidade de Lublin (de 300.000 habitantes) foi completamente paralisada. O motivo? Trabalhadores de uma ferrovia descobriram que um trem repleto de latas com o rótulo "peixe" estava na realidade transportando carne nobre, e a caminho da Rússia. A carne estava sendo enviada para Moscou para alimentar os ocidentais que foram assistir aos jogos olímpicos. Famintos e indignados, os trabalhadores fecharam a ferrovia e deixaram os trens parados sobre os trilhos, com os motores desligados. Uma greve geral ocorreu e, dentro de algumas semanas, o movimento Solidariedade estava criado. Daquele momento em diante, a Polônia começou a se afastar da órbita soviética.

Em 1980, Ronald Reagan foi eleito. Ele era anti-comunista. Ele exalava uma certa jovialidade. Logo após sua eleição, em março de 1981, houve uma tentativa de assassinato, mas ele sobreviveu. Daquele momento em diante, ele estava no controle da situação.

No dia 3 de agosto de 1981, o sindicato dos controladores de tráfego aéreo decretou uma greve geral. Eles queriam aumentos salariais, uma redução da jornada de trabalho, e o fim da proibição a greves orquestradas por sindicatos de funcionários públicos. Treze mil controladores cruzaram os braços, o que afetou severamente o tráfego aéreo nos EUA. Os líderes soviéticos prestaram muita atenção a este evento, pois queriam ver se Reagan teria a coragem de peitar o até então poderoso sindicato. E ele teve. No dia 5 de agosto, 11.345 controladores foram demitidos, substituídos e banidos para sempre do serviço público. O movimento grevista foi derrotado e desmoralizado. Os russos perceberam.

E então a TV americana passou a transmitir com frequência imagens de Reagan em seu rancho, andando a cavalo sem sela e sem proteção, e construindo cercados. As cenas não eram ensaiadas; eram realmente genuínas. Aquilo era o que ele realmente gostava de fazer. Os já caquéticos burocratas de Moscou eram constantemente relembrados de que não mais pertenciam àquele mundo.

Depois vieram as mortes, em rápida sucessão, de Brezhnev (1982), Andropov (1984) e Chernenko (1985). Gorbachev assumiu o poder. Ele começou a reformar a economia permitindo alguma descentralização. Ele também começou a liberar discussões públicas na imprensa. Em outras palavras, ele começou a permitir mais atividades de mercado e mais liberdade de expressão. No entanto, a economia já estava em ruínas, e continuava se agravando.

Então veio um temido aniversário: em 1988, a fundação da Igreja Ortodoxa russa comemorou mil anos. Ela estava viva e não havia sido esmagada.

Já àquela época, Gorbachev estava viajando constantemente pelo Ocidente, implorando aos governos por apoio financeiro. Não conseguiu nada.

Em 1989, a União Soviética teve de se retirar do Afeganistão. Esse evento foi a demonstração prática da incapacidade do exército soviético de manter o controle em uma nação vizinha.

Em 1991, o Iraque, outro satélite da URSS, perdeu a guerra para os EUA. Seu aparato militar simplesmente não rivalizava com a rica tecnologia ocidental. Seus aviões eram derrubados antes de eles próprios detectarem a presença de um caça americano. Seus tanques explodiam no deserto sem qualquer aviso. Isso foi em fevereiro. Já na última semana de dezembro, o Partido Comunista e a União Soviética deixavam de existir.

Individualmente, cada um desses eventos não foi previsto — e nem tinha como ser. No entanto, a evolução geral desses acontecimentos já havia sido prevista por Mises em 1920. O Ocidente foi capaz de evitar um confronto militar direto com a União Soviética, e por isso a humanidade continuou existindo. O Ocidente ainda não se deu conta de quão acurada foi a constatação de Mises. Em linhas gerais, os eventos ocorreram exatamente como ele disse que iriam ocorrer. As economias socialistas da China Vermelha e da União Soviética nunca foram capazes de competir com a riqueza do Ocidente. 

A descrição clássica que melhor sintetiza a União Soviética foi proferida por Richard Grenier: "Bangladesh com mísseis".

Conclusão

Quais as lições de tudo isso?

Em primeiro lugar, as leis da economia têm de ser respeitadas. Mises entendeu isso.  Seus críticos não. A análise de Mises feita em 1920, apenas três anos após a Revolução de Outubro, se comprovou acurada tanto para a China Vermelha quanto para a URSS.

Em segundo lugar, o inevitável fracasso econômico das sociedades socialistas deu ao Ocidente um tempo adicional. Não houve uma conflagração nuclear. Ao se ater à paz, o Ocidente venceu. Por não ter acreditado em Mises, o Ocidente não tinha confiança em sua tarefa. Havia homens no alto escalão dizendo que ambos os sistemas — mercado e socialismo — iriam se fundir. Isso não ocorreu. Um deles simplesmente desapareceu. O outro adotou uma variável keynesiana que mistura intervencionismo, protecionismo e alguma liberdade empreendedorial. Mescla bancos centrais em conluio com o sistema bancário inflacionando a moeda e estimulando o endividamento (e gerando um bizarro arranjo de taxas de juros negativas), governos criando tarifas de importação e concedendo subsídios para proteger seus empresários favoritos, e tudo isso gerando bolhas e ciclos econômicos. 

Trata-se de um capitalismo de estado — ou capitalismo de quadrilhas — em escala maciça. Esse arranjo também vai acabar. Apenas tenha paciência e esteja preparado.

O socialismo perdeu. Mas o Ocidente deu muito tempo a esse arranjo. E o tempo mostrou que Mises estava certo.

O keynesianismo ainda não perdeu. Mas irá. Apenas tenha paciência e lhe dê algum tempo.

Não é necessário ocorrer um colapso social ou econômico para que haja uma transição para uma economia não-keynesiana. É possível que o sistema se desmorone lá no topo, sem abolir toda a ordem social. Já vimos isso duas vezes desde 1979.

Os governos ocidentais irão quebrar em algum momento. Eles darão o calote em suas dívidas. Eles não mais cumprirão suas promessas, principalmente as previdenciárias. Quando isso ocorrer, os eleitores aprenderão uma lição sobre economia e sobre civilidade.

Nossa tarefa é preparar os materiais educacionais necessários para fazer a defesa da liberdade quando os cheques do governo começarem a ser sustados.

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Há exatos 25 anos presenciei o fim do regime soviético



autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Diógenes  03/07/2019 14:29
    Texto sensacional, como de costume! Obrigado a todos que fazem este site. Leituras imperdíveis e textos de alta qualidade!
  • Guga Bravim  04/07/2019 19:46
    Exato, concordo. Assino embaixo.
  • Trader  03/07/2019 14:32
    Quanto ao comentário final, os governos ocidentais já quebraram há muito tempo. Taxa de fecundidade em queda, demografia estagnada e previdência cujas contas não fecham. Isso não é nem economia e nem muito menos ideologia. É matemática pura.

    No entanto, eles arrumaram uma maneira inquestionavelmente genial de postergar o juízo final: inflacionaram a moeda e criaram o fenômeno dos juros negativos. Enquanto investidores continuarem dispostos a emprestar dinheiro e bancar todo este sistema, o arranjo seguirá. Sim, um dia ele vai acabar e haverá um grande reset, mas pode demorar bastante.
  • Fabrício  03/07/2019 15:14
    Não se esqueça de algo fundamental: as enormes posses de terrenos e empresas que praticamente todos os Estados tem. Quando a dívida pública começar a aparentar que se tornou insustentável, ocorrerão privatizações mais intensas que as que ocorreram no auge da crise da dívida pública da zona do euro. Governantes desesperados reduzirão a divida de seus países não através da austeridade e arrecadação de impostos, mas sim vendendo posses estatais. Isso é lógico. Obviamente preferirão se desfazer de "seus" bens a deixar o sistema político e econômico entrar em colapso.

    Acredito que não exista um país que mais de 50% do território seja privado. A Amazônia, as praias da Califórnia, a Torre Eiffel, o Coliseu, o Monte Fuji, quanto valem? Parece inacreditável suas privatizações, mas caso ocorram, não serão um grande passo rumo à manutenção da dívida publica e consequentemente da ordem vigente?
  • Antonio Jose  03/07/2019 16:04
    Poderão recorrer a coisas mais sinistras na Europa já se discute a ampliação da Eutanásia com o eufemismo de "Direto à morte digna". Fico pensando se não é uma forma de adiar o colapso do sistema de saúde e previdência deles sob a aura de medidas humanitárias.
  • Paulo  04/07/2019 01:12
    Antes disso ocorrer a Europa vai ser um califado, o problema demográfico vai ser resolvido com imigração massiva
  • Dominique   05/11/2019 09:31
    Nao so os juros negativos, principalmente os aumentos de impostos na Uniao Europeia, vem demolindo a economia. Todo ano a França tira entre 10 e 15 bilhoes de circulação para cobrir a divida social. Isto, ninguém aguenta mais!
  • Luis  03/07/2019 14:40
    Concordo que o keynesianismo seguirá o mesmo caminho do marxismo.

    Mas as pessoas não aprendem com a História. A cada geração surgem novos megalomaníacos querendo implementar sua versão de socialismo e arrebanhando multidões de seguidores vendendo sua liberdade em troca de promessas que (na melhor das hipóteses) não se cumprirão.

    Porém, sejam forçadas pelas leis econômicas e/ou convencidas pela razão, espero que o liberalismo torne-se dominante na mentalidade das pessoas.
  • Vinícius Laerte  19/08/2019 00:51
    Keynesianismo é uma falência com data contada e poucos visualizam isso. Existe até um artigo nesse blog que afirma que a China possui a grandiosa economia atual em consequência de sua liberdade econômica. Analfabetos!
  • carlos  03/07/2019 15:10
    só pra equilibrar;
    convém ler o q schumpeter escreveu sobre o cálculo economico sob socialismo;
    convém ler barone - q sustentou a possibilidade do cálculo economico sob o socialismo.
    e outros economistas.
    esta ñ é uma questão fechada; há controvérsias.
  • Professor  03/07/2019 15:19
    Sim, é questão fechada. Todas as tentativas de refutação (a mais promissora foi exatamente a de Oskar Lange) foram contra-refutadas.

    Entretanto, pode escrever aí a teoria que diz que o socialismo pleno é viável.

    Além de toda a inexistência do cálculo econômico (pois não há propriedade privada dos meios de produção), explique como seria possível, sob o socialismo, o órgão planejador encarregado de exercer a coerção para coordenar a sociedade obter todas as informações de que necessita para fornecer um conteúdo coordenador às suas ordens.

    Eis a questão: no socialismo genuíno, o planejador da economia necessita receber um fluxo ininterrupto e crescente de informação, de conhecimento e de dados para que seu impacto coercivo -- a organização da sociedade -- tenha algum êxito. Mas é obviamente impossível uma mente ou mesmo várias mentes obterem e processarem todas as informações que estão dispersas na economia. As interações diárias entre milhões de indivíduos produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos.

    Explique como isso seria possível, de modo que uma sociedade socialista não apenas seja viável, como também se torne tão rica quanto uma capitalista.
  • anônimo  03/07/2019 15:38
    "esta ñ é uma questão fechada; há controvérsias."

    Já que, na sua visão, a questão permanece em aberto, você poderia dar um exemplo prático de um lugar no mundo onde o socialismo deu certo e as pessoas hoje estão em melhores condições do que antes da implantação do regime?

    Já adianto que se falar uma bobagem como "países nórdicos", outros leitores irão colar uns vinte links para artigos do site sobre estes países.
  • João  03/07/2019 15:18
    "Havia homens no alto escalão dizendo que ambos os sistemas — mercado e socialismo— iriam se fundir. Isso não ocorreu. Um deles simplesmente desapareceu. O outro adotou uma variável keynesiana que mistura intervencionismo, protecionismo e alguma liberdade empreendedorial".

    Alguém me explica, por favor, por que podemos dizer que a tal fusão não ocorreu, e por que o keynesianismo não pode ser considerado uma fusão entre capitalismo e socialismo, já que da mesma forma que nunca existiu (nem vai existir) um país 100% socialista, não existe também hoje um país 100% liberal.
  • Leandro  03/07/2019 15:30
    O socialismo defende a estatização dos meios de produção e a abolição da propriedade privada.

    O keynesianismo nunca defendeu isso.

    O keynesianismo mais se aproxima do socialismo quando adentra na questão monetária, quando defende que os juros devem ser definidos por uma agência do governo e devem ser os mais baixos possíveis.

    Para o keynesiano, manipular a moeda é o segredo de tudo. Expandir a oferta monetária é o que gera a riqueza de uma economia. Se o país não está crescendo, se a economia está parada, basta imprimir dinheiro e reduzir os juros. O crescimento virá como que por gravidade (no Brasil, aliás, a SELIC caiu de 14,25% para 6,50% e o crescimento não veio).

    Por outro lado, o keynesianismo original nunca deu muita pelota para esse debate "empresa estatal vs. empresa privada". Keynesianos não acham que o estado deva necessariamente mexer com minério, aço, aviões, petróleo, eletricidade, fertilizante e nanotecnologia. Essa fixação com empresa estatal é um fetiche puramente marxista, e não keynesiano (tanto é que há vários keynesianos genuínos no PSDB que defendem privatizações). Keynesianos que defendem estatização estão muito mais para marxistas do que para keynesianos.

    Igualar keynesianismo a socialismo, além de não ser uma postura intelectualmente correta, serve apenas para ofuscar o debate. Keynesianismo é social-democracia, e social-democracia não é igual a socialismo. Sim, ambos são insustentáveis no longo prazo, mas o keynesianismo dura muito mais que o socialismo, pois permite mais mercado e mais propriedade privada. Com efeito, os principais pilares do socialismo (abolição da propriedade privada e da livre iniciativa) não fazem parte do keynesianismo.
  • Ninguem Apenas  03/07/2019 16:13
    Leandro, mas o Estado de Bem-Estar Social (Como a Dinamarca com quase 50% do PIB composta de gastos estatais) não seria uma fusão? ao mesmo tempo que não representam o genuíno capitalismo (nem o do século XIX que mais se aproximou) também não são países socialistas.
  • Alberto Carlos  03/07/2019 17:57
    "mas o Estado de Bem-Estar Social (Como a Dinamarca com quase 50% do PIB composta de gastos estatais) não seria uma fusão?"

    Os países nórdicos estão entre as economias mais livres do mundo. E, ao contrário do que acreditam os ingênuos daqui, a carga tributária lá recai majoritariamente sobre a classe média na forma de impostos indiretos. As empresas pagam poucos impostos (alíquota máxima de IRPJ entre 15 e 22%) e os ricos, obviamente, recorrem a vários loopholes legais.

    Especificamente a Dinamarca, não apenas não existe salário mínimo imposto pelo governo, como também praticamente não há nenhuma indenização por demissão (nem por demissão sem justa causa). O máximo que existe é uma indenização de seis meses de salário para quem trabalhou na mesma empresa por mais de 15 anos.

    Mais ainda: não há leis trabalhistas que restrinjam horas extras (empregado e patrão acordam voluntariamente as horas de trabalho), o que permite que as empresas dinamarqueses operem 24 horas por dia, 365 dias por ano.

    E mais: o empresário não paga absolutamente nada em termos de previdência social do empregado. Tudo fica por conta do próprio empregado (que paga 8%). Eventuais negociações coletivas entre sindicatos e empresas não demoram menos do que 30 anos para a maioria dos assuntos relevantes (como estipular um salário-base para uma categoria ou as horas de trabalho semanais).

    Com efeito, 25% dos trabalhadores dinamarqueses não estão cobertos por nenhum acordo coletivo, sendo livres para negociar face a face com o empresário.

    Já o sistema previdenciário dinamarquês se baseia em uma pequena previdência pública complementada por um sistema previdenciário privado. A previdência pública chega a um máximo de 17% do salário médio do cidadão (o equivalente a 4 mil euros anuais na Espanha), e o cidadão só tem acesso a ela quando chegar aos 67 anos de idade e se houver contribuído por 40 anos.

    Todo o resto da previdência dinamarquesa advém de fundos de pensão privados (alguns de contribuição obrigatória e outros de contribuição voluntária).

    No mais, você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não há uma CLT nos países nórdicos.

    Tudo isso é o oposto de socialismo.

    Mais: isso não tem nada de "fusão" com socialismo. O fato de o governo dinamarquês ter gastos altos não é um conceito intrinsecamente marxista.

    "ao mesmo tempo que não representam o genuíno capitalismo (nem o do século XIX que mais se aproximou) também não são países socialistas."

    Estão muito (mas muito) mais para capitalismo do que para socialismo. Com efeito, você não encontra elementos que pertencem exclusivamente ao socialismo no países nórdicos. Há, sim, alguns elementos keynesianos (gastos do governo), mas não marxistas.

    Aliás, vou além: até mesmo a essência do keynesianismo clássico (déficits orçamentários e gastos públicos visando a manter a economia se expandindo) não está presente nas economias nórdicas.
  • Vivaldi  03/07/2019 22:09
    Corretíssimo, Leandro.

    E só para contextualizar, o intervencionismo quando surgiu era tido por marxistas como uma resistência do capitalismo ao inevitável colapso. E essa argumentação não era por acaso, já que Roosevelt e Mussolini devem ser os líderes seguidores mais fiéis de Keynes que já existiram.

    A defesa moderna de socialistas às políticas keynesianas é unicamente devido ao fracasso colossal do socialismo (planejamento centralizado). Junto com o estado de bem-estar social foram as únicas coisas que sobraram para defender.
  • Ninguem Apenas  03/07/2019 22:44
    Agradeço o comentário, mas interpretou errado minha pergunta.

    Primeiro, para mim, o Intervencionismo e o Estado de Bem Estar Social não são Capitalismo, por não preservarem a total liberdade de uso da propriedade. De mesma forma, não são Socialismo por não possuírem a total propriedade publica dos fatores de produção.

    Se a Dinamarca não estivesse muito mais para Capitalismo que para Socialismo não seria rica, isso é ponto óbvio. No entanto, Dinamarca foi só um exemplo (concordo que não foi o melhor), com seu absurdo gasto público (50% está longe de ser uma característica de um sistema Capitalismo puro). Mas a questão é que todos os países do mundo hoje adotaram uma forma de governo que ao mesmo tempo em que permite a propriedade privada dos fatores de produção, o governo segue emitindo decretos desviando a produção de seu curso natural, seja por meio de subsídios, inflação, gasto publico direto, congelamento de preços e etc...

    Isso Mises constatou em 1925 quando escreveu "Uma Crítica ao Intervencionismo":

    "Desde que os bolchevistas desistiram de realizar o ideal socialista de um sistema social imediato na Rússia e adotaram a Nova Política Econômica, o mundo inteiro tem apenas um sistema real de política econômica: intervencionismo. [...] O intervencionismo procura manter a propriedade privada dos meios de produção. No entanto, ordens autoritárias, especialmente proibições, restringem as ações dos proprietários. [...] Não procura eliminar a propriedade privada da produção, mas apenas limitá-la. Por um lado, considera a propriedade privada ilimitada prejudicial à sociedade, e, por outro, considera que uma ordem baseada apenas na propriedade pública não é totalmente viável, pelo menos por enquanto. Procura, portanto, criar uma terceira ordem: um sistema social intermediário entre a propriedade privada e a propriedade pública. Desta forma, procura evitar os "excessos" e males do capitalismo, mantendo, contudo, as vantagens da iniciativa e indústria privadas, que o socialismo não pode gerar."

    Em praticamente todos os seus livros ele comenta isso.

    A pergunta fundamental que fica é, Mises estava errado nesse ponto? Se sim, qual o motivo?
  • Alberto Carlos  03/07/2019 23:15
    "Primeiro, para mim, o Intervencionismo e o Estado de Bem Estar Social não são Capitalismo, por não preservarem a total liberdade de uso da propriedade. De mesma forma, não são Socialismo por não possuírem a total propriedade publica dos fatores de produção."

    Correto.

    E toda a discussão é exatamente em torno disso. Sendo assim, confesso não entender bem a sua dúvida.

    "Mas a questão é que todos os países do mundo hoje adotaram uma forma de governo que ao mesmo tempo em que permite a propriedade privada dos fatores de produção, o governo segue emitindo decretos desviando a produção de seu curso natural, seja por meio de subsídios, inflação, gasto publico direto, congelamento de preços e etc..."

    Sim, mas há uma enorme diferença na intensidade com que os governos fazem isso. Na Argentina, por exemplo, é muito mais intenso que nos escandinavos. E na Venezuela é bem mais intenso que na Argentina.

    "Isso Mises constatou em 1925 quando escreveu "Uma Crítica ao Intervencionismo""

    Neste livro, Mises descreve as economias extremamente controladas pelo governo, com preços de vários bens congelados e com o governo direcionando boa parte da produção.

    Tal fenômeno era comum na época em que foi escrito (início da década de 1950). Hoje, exatamente por causa dos colapsos causados por tal arranjo, ele foi cada vez mais abandonado.

    "A pergunta fundamental que fica é, Mises estava errado nesse ponto? Se sim, qual o motivo?"

    Governos congelarem preços e direcionarem a produção (como fazia o governo brasileiro até o início da década de 1990, com tablitas e com a PF mandando prender boi no pasto), ao mesmo tempo em que permitem a propriedade privada, é um arranjo que continua sendo feito normalmente até hoje? Em outras palavras, o Brasil do Plano Cruzado ainda existe?

    Se sim, então Mises estava errado. Se não, então ele estava completamente certo.
  • Ninguém Apenas  04/07/2019 00:30
    Acho que nós dois estamos discutindo semântica kkkkk

    No fim concordo com tudo o que disse, só achei estranho a passagem do artigo que diz que o Capitalismo e o Socialismo não se fundiriam porque considero o Intervencionismo a fusão de ambos. O intervencionismo é um caminho fadado ao fracasso e já muito fracassou, mas ainda é o modelo atual que rege o mundo (paciência).

    Mas ainda assim devo agradecer a sua paciência em me responder. Obrigado!

    É bom ver que aqui se mantém o alto nível nos debates.
  • thiago  04/07/2019 12:07
    O trecho citado descreve o intervencionismo; Mises estaria estaria certo sobre essa descrição ou sobre sua crítica? Qual foi sua crítica ao intervencionismo? OBS. pretendo lei o referido "Uma Crítica ao Intervencionismo".
  • Dane-se o estado  04/07/2019 18:28
    A simples existência de estado é socialismo. A diferença entre socialismo pleno e o estado, mínimo que seja é quantitativa, nunca qualitativa. O estado qual tamanho que seja padece do mesmo mal que o socialismo total, incapacidade de cálculo econômico e tem sempre o mesmo objetivo que é a intervenção e controle de preços na economia, mesmo que de forma indireta. Manipulação da moeda e de juros independente de se chamar keynesianismo ou não, é nada mais que uma forma indireta de controlar preços no mercado atravéz de inflação e juros, e de submeter a propriedade privada as regras de mercado que o estado determina, mesmo que indiretamente sem o tabelamento explícito de preços sobre produtos e sobre a moeda, além do fato de que impostos, também são uma forma artificial e indireta de controlar preços em um mercado. Além do fato de que a desculpa da existência do estado e da própria democracia residem nos mesmos argumentos típicos das ideias primitivas do comunismo; a noção de que você deve ser roubado e de que é "justificável" uso da coação para expropriar a propriedade de indivíduos para contribuir com a coletividade e que os rumos da sociedade sejam materiais/econômicos e até mesmo morais, devem ser dirigidos por governo central ou por alternância de coletivos ideológicos através do estado, tomando decisões sobre a coletividade. Isto é nada mais do que socialismo. O mundo até os dias de hoje, é e sempre foi socialista, a diferença é apenas quantitativa.
  • Rocha  04/07/2019 13:58
    A vida é insustentável a longo prazo... :)

    Mas enquanto isso as pessoas vivem.

    É a mesma coisa com o dinheiro.

    Por isso acho que a visão austríaca é tão tacanha e mesquinha. Democratizar o dinheiro oferece mil e uma possibilidades para a vida das pessoas.
  • Daniel  03/07/2019 15:23
    O Brasil é tão atrasado que as reformas de modernização da economia só vieram a ocorrer na década de 1990. A China começou as reformas em 1979 e a URSS em 1985.
  • Gustavo A.  03/07/2019 19:06
    Em 1988 o Brasil estava aprovando uma Constituição que tem (somente para exemplificar) no seu artigo 7º direitos de férias, FGTS, 13º, relação de emprego protegida contra dispensa sem justa causa, irredutibilidade, etc; sendo, boa parte deles cláusulas pétreas. Sem contar outras baboseiras, como a "função social da propriedade" ou transporte como direito social.

    Ou seja, enquanto começava a derrocada do marxismo no mundo, o Brasil colocava em vigor o seu reservatório de utopias. Pense que o país teve o atraso de no mínimo 10 anos com a turma do PT no poder... A situação é crítica.
  • Kennedy C.  03/07/2019 15:25
    De uma coisa saibam, keynesianos nunca vão admitir estarem errados. Esses dias vi um no Facebook, e mesmo os que querem aparentar ar de intelectualidade agem como se suas teorias econômicas nunca tivessem falhado. A retorica dos caras se baseia em inverter o ônus da prova em uma discussão, utilizar argumentos de autoridade disfarçados e relativizar o que você disser. É impressionante porque esses caras se dizem científicos e inteligentes, mas ao entrar em uma discussão puramente econômica com eles, agem da maneira mais ardilosa possível como se estivessem defendendo um partido ou uma religião.
  • Questionador  07/07/2019 17:35
    Concordo plenamente!
  • Rodolfo Andrello  03/07/2019 15:50
    Numa coisa o psicopata Marx acertou, essa estrovenga socialista fez duas etapas históricas, primeiro como tragédia, depois como farsa. Hoje estamos assistindo a farsa chavista do socialismo do século XXI tentando reviver a tragédia do socialismo do século XX.
  • Bolsonaro x Reagan  03/07/2019 16:26
    Reagan 1981 sobre a greve dos funças controladores de vôo:

    "No dia 5 de agosto, 11.345 controladores foram demitidos, substituídos e banidos para sempre do serviço público."

    Bolsonaro 2019 após ser chamado de traidor pelos funças da polícia:

    "Vou resolver o caso de vocês viu?"

    Nesse ritmo o keynesianismo brasileiro será o segundo a cometer suicídio.
  • Leandro C.  03/07/2019 23:16
    Bolsonaro x Reagan 03/07/2019 16:26

    Não que você não tenha razão, mas é que os fatos não são necessariamente iguais; primeiro porque aqui não houve (ao menos não até o momento) greve, segundo porque talvez Reagan não tenha sido eleito justamente (ou em parte) prometendo melhorar as condições dos operadores de vôo.

    Agora, no tocante ao sistema de aposentadoria sobre cujas alterações os policiais estão reclamando , podemos fazer algumas reflexões:

    1. deveria acabar para todos - mas daí surgem várias questões que já foram aqui discutidas (como soluções transitórias etc), mas não é o que o governo está propondo e nem parece ser a razão da gritaria;

    2. em existindo, deveria ser um sistema único para todos - mas talvez não fosse completamente justo, cada um entendendo tal coisa sob seus próprios argumentos, seja porque há períodos diferentes, seja porque há contribuições diferentes, seja porque há atividades diferentes... enfim é muito pano para manga... mas não é também o ponto fulcral sobre o qual houve a gritaria;

    3. existindo e prevendo que policiais militares (militares como um todo) devem fazer jus a um sistema especial - não vejo motivos para que os policiais civis também não participem de tal sistema especial (aliás, não entendo ou melhor, não aceito, as razões atuais para que haja mais de um tipo de polícia e muito menos ainda a existência de uma polícia militar); pareceu-me ser esta era a razão das reclamações que, em assim sendo, eu concordo; deveria haver uma unificação de todas as polícias (ou, ao menos que houvesse uma única polícia por ente (município, estado e união: guarda municipal, polícia estadual e polícia nacional); não vejo razões para policiais terem diferentes sistemas entre eles próprios... enfim, o governo parece ver motivos... também é pano para manga... mas então que não tivesse usado todos os policiais como trampolim de campanha... mas, então é aceitar que política é isso mesmo e políticos fazem isso mesmo e que funças também...
  • Bolsonaro x Reagan  04/07/2019 14:45
    Leandro C.

    Os policiais já terão a vantagem de ter uma idade mínima para aposentadoria de 55 anos contra 65 dos homens de segunda classe e ainda querem mais a ponto de com tais condições favoráveis chamar o atual presidente de traidor e na mais completa demonstração que este país não possui a menor chance de escapar um pouco sequer da armadilha corporativista o presidente profere a frase:

    "Vou resolver o caso de vocês viu?"

    a economia deste país vai implodir sob o comando deste homem "que vai resolver o caso deles" e em 2022 entregar de bandeja o que restar do país para o PT ou para Ciro Gomes.
  • Antonio Jose  03/07/2019 17:07
    A China teve a sabedoria de copiar o capitalismo sem copiar a social-democracia.

    A social democracia leva a alguns fatores que geram a sua destruição como:

    1) a baixa taxa de natalidade.

    2) a erosão da cultura do trabalho sendo substituída pela cultura do direito de ser sustentado pelos outros.

    3) o fim do incentivo à poupança já que uma vez que o Estado te garante não precisa se preocupar com o futuro.

    4) Falta de incentivo a mecanismos não-estatais para resolução de problemas já que a gente paga altos impostos para o Estado cuidar de tudo.
  • Dedé  03/07/2019 18:09
    É uma meia verdade. O estado tem um grande peso sobre a economia chinesa. São milhares de estatais, subsídios concedidos às grandes empresas, grandes obras de infraestrutura financiadas com recursos públicos, sendo que as decisões de investimentos nessas infraestruturas é mais política que econômica.

    Eu posso estar errado, mas acho que boa parte da riqueza chinesa é artificial. Há muita manipulação de dados.

    Não tenho dúvidas de que a China é continuará sendo uma grande economia. Mas tenho desconfiança da robustez da economia chinesa atual.
  • Paulo  03/07/2019 20:02
    A incerteza nos dados chineses proceda, já saiu paper mostrando que os dados do PIB podem ter sido manipulados, e ela está em plena desaceleração.


    Veja, o Brasil, com todos os seus problemas, seu histório de hiperinflação(E quando não estava em hiper, também não teve inflação baixa), mercado fechado e regras trabalhistas medonhas, consegue ser mais rico em termos per capita que a China
    Claro que se continuarmos com o Pibinho e a China crescendo, logo logo eles passam o Brasil. Mas, isso não é necessariamente surpreendente e nem refuta o ''neoliberalismo''; Eles não entraram na armadilha da renda media, países com renda menores crescem mais rápido, naturalmente e não precisam ter um ambiente econômico ótimo, basta fazer o feijão com o arroz sem muitas loucuras.


    A China está desacelerando, próximo de 6% de crescimento. Porem, se os dados foram falsos, não seria surpreendente ela estar crescendo 4-3%.

    www.infomoney.com.br/mercados/noticia/7971547/nao-tao-gigante-pib-da-china-e-12-abaixo-do-que-os-dados-oficiais-mostram-aponta-estudo

    O que está de acordo com a ideia de armadilha da renda média. O boom provocado por mão de obra barata pode estar acabando, e converter a economia para um sistema de livre mercado pode significar enfrentar os interesses do conglomerado industrial chines. A próxima década pode não ser chinesa, mas indiana
  • Dedé  04/07/2019 14:22
    Li em algum lugar, não sei se é verdade, de que para cada um dólar de crescimento da economia chinesa, o volume de dívida cresce 3 dólares. As dívidas públicas e "privadas" na China já somam mais de 200% do PIB.

    Uma coisa é um país com alta renda per capita estar endividado. Uma população rica tem muito espaço para aumentar tributação. Outra é um país onde a renda média é ainda baixa.
  • Antonio Jose  04/07/2019 14:20
    Eu sei que o governo chinês investe bastante em infraestrutura e interfere na economia, estava me referindo ao modelo asiático de ter pouca seguridade social o que obriga o pessoal a ter muita poupança para se previnir para o futuro. A China poupa cerca de 40% do PIB.
  • Dedé  05/07/2019 11:29
    O artigo publicado na Nikkei Asian Review aponta que o país asiático possui um número estrondoso de apartamentos vazios em todo o país – 65 milhões, segundo Gan Li, professor de Finanças e Economia da Universidade de Southwestern, nos Estados Unidos. O professor ainda estima que 47,1% da dívida hipotecária pendente no país está vinculada a residências que agora estão vazias.

    Tal resultado se deu por conta do boom massivo de construções e da incapacidade financeira da população chinesa. Só para se ter uma ideia, as vendas em 24 cidades monitoradas pelo índice China Real Estate Index System caíram 44% na primeira semana de 2019 em comparação a 2018, ainda que as principais cidades – Xangai, Shenzhen, Cantão e Pequim – tenham registrado crescimento de 12%.

    Um professor da Universidade Renmin de Pequim, Xiang Songzuo, estima que 80% da riqueza do povo chinês está na forma de imóveis, o que corresponde a US$ 65 trilhões em valor. "Uma desaceleração significativa poderia, portanto, ter um impacto substancial na saúde financeira dos cidadãos", diz a matéria.

    moneytimes.com.br/entenda-a-crise-do-setor-imobiliario-chines-que-deixou-65-milhoes-de-apartamentos-vagos/
  • Matheus S  06/07/2019 19:46
    Um professor da Universidade Renmin de Pequim, Xiang Songzuo, estima que 80% da riqueza do povo chinês está na forma de imóveis, o que corresponde a US$ 65 trilhões em valor. "Uma desaceleração significativa poderia, portanto, ter um impacto substancial na saúde financeira dos cidadãos", diz a matéria.

    Se 80% da riqueza nacional da China está em forma de imóveis e ela representa US$65 trilhões, isso significa que a riqueza total da China está avaliada em mais de US$80 trilhões, isso nos dá uma dimensão sobre o nível e o crescimento fenomenal da riqueza chinesa, que há poucos anos atrás estava atrás da japonesa, totalizando US$20 trilhões. Isso sugere que os chineses já estão alcançando os estadunidenses em riqueza absoluta, US$80 tri para US$98 tri é um pulo, ainda mais com o crescimento e poupança dos chineses, simplesmente incrível.

    O que me pergunto é, será que a China irá quebrar como estão dizendo por seu modelo keynesianista? Aparentemente, os chineses já estão alcançando os estadunidenses em riqueza e isso se refletirá no futuro em mais poder ao PCC e no decréscimo do Império Americano, o PIB chinês hoje é mais de US$14 tri e dos EUA em US$20 tri.

    Aquele trambolho da União Soviética que não tinha riqueza e seu poder econômico era 3x menor do que os EUA, mas tinha poder militar durou cerca de 70 anos e confrontou os EUA em termos geopolíticos, o que dirá da China com um capitalismo híbrido e um nível de riqueza equivalente e o poderio econômico igualado ou até superior?

    A única forma de vencer esse duelo é se juntar a Europa tanto militarmente e economicamente, e se a China continuar com esse crescimento e riqueza aumentando drasticamente, nem mesmo se juntar os EUA e a Europa para barrar a China irá resolver, já que ambos serão equivalentes.
    Será uma briga feia.
  • Dane-se o estado  04/07/2019 21:03
    Sim, a economia da China é um desastre:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2736
  • Guilherme Amorim  03/07/2019 19:48
    Alguém pode me indicar leituras sobre a história econômica dos países nórdicos?
    Isso porquê vejo socialistas os defendendo, e liberais os refutando(aparentemente) em todas as suas defesas, e quero poder refutar minha prof assim também.
  • Lucas L.S.  03/07/2019 22:11
    Li esse artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=2682, aqui no site do Instituto Mises Brasil, creio que vai te ajudar a ter uma ideia de onde procurar os argumentos para refutar os sociais-democratas. Espero ter ajudado.
  • Guilherme Amorim  04/07/2019 16:42
    Obrigado
  • Católico  03/07/2019 22:20
    A Doutrina Social da Santa Igreja Catolica condena tanto o keynesianismo, como o liberalismo, como o comunismo.
  • Pobre Catarinense  03/07/2019 22:36
    Não sei se concordo com a conclusão (mas espero que esteja correta):

    "Os governos ocidentais irão quebrar em algum momento. Eles darão o calote em suas dívidas. Eles não mais cumprirão suas promessas, principalmente as previdenciárias. Quando isso ocorrer, os eleitores aprenderão uma lição sobre economia e sobre civilidade".

    No Brasil, ao menos, me parece que os eleitores vão é clamar por um populista que estatize tudo para salva-los.
  • Antonio Jose  04/07/2019 16:35
    No Japão e na Coréia do Sul é onde esse processo de queda da taxa de natalidade está mais adiantado.

    Até agora o Japão está estagnado com dívida pública alta mas não quebrou. Li que eles estão com projeto para passar a idade de aposentadoria para 70 anos.
  • Milton Friedman Cover's  04/07/2019 08:55
    Excelente texto, mais um aqui no IM, digno de se ler, reler e divulgar. Marx ruiu, Keynes segue caindo também. Claro, entre Marx e Keynes, o segundo é menos pior, mas levará o sistema ao colapso econômico igualmente ao marxismo., logo, um equivocado a se contestar.

    Os exemplos dados no texto são exatos, precisos. Seguem a mesma linha dos últimos posts aqui, no Instituto Mises. Um vem complementando o outro.

    Milton Friedman, Mises, Hayek, mostraram como deve ser o sistema econômico que não leva a sociedade a sucumbir no futuro e a produzir riquezas e melhores serviços.

    Três líderes: o presidente dos EUA, Ronald Reagan foi, junto com a Primeira Ministra da Grã Bretanha, Margareth Thatcher e o Papa João Paulo II, os grandes incentivadores das revoltas contra o comunismo e socialismo, salvando grande parte do mundo do caos social e econômico, trazidos pelo estado comunista dominante nos países do Leste Europeu, como já foi dito aqui no artigo sobre a Polônia que comentei noutro dia.

    Católico 03/07/2019 22:20: a condenação feita pela Doutrina Social da Igreja Católica é veementemente feroz contra as esquerdas como um todo, e não ao Capitalismo.

    Vários Papas, desde o Século XIX até o atual condena o esquerdismo. Infelizmente, o Papa Francisco é um tanto dúbio nas suas colocações, mas até o Papa Emérito, Bento XVI, as esquerdas foram extremamente criticadas, incluindo aí, a Teologia da Libertação e os que a defende aqui, como o Frei Betto e o Jesuíta, Leonardo Boff, este, impedido pelo Papa Bento XVI de exercer qualquer atividade sacerdotal, ou seja: está proibido de se manifestar como membro da Igreja Católica; e qualquer manifestação de fieis católicos de defenderem agremiações políticas esquerdistas, principalmente de votarem em candidatos de partidos da esquerda, serão passíveis de excomunhão compulsória. Todos os católicos que realmente estão aliados aos ensinamentos da Igreja abominam grupos, movimentos, partidos comunistas/socialistas. Segue um link falando mais minuciosamente a posição da IC através de vários papas sobre o comunismo e socialismo, e com forte defesa do Capitalismo, propriedade privada, livre iniciativa empreendedora, etc.:

    confrariadesaojoaobatista.blogspot.com/2014/05/a-igreja-catolica-condena-o-socialismo.html. Abraços.
  • Católico  04/07/2019 20:53
    O Papa Leão XIII na sua encíclica Rerum Novarum, ele condenou o comunismo, mas fez várias críticas ao capitalismo e ao liberalismo.
  • RCM  04/07/2019 15:51
    Ótimo artigo. Só discordo quando diz que os eleitores aprenderão uma lição, no final. As pessoas nunca aprendem.
  • Felipe Lange  04/07/2019 19:28
    Com essa reforma previdenciária sendo estragada, com um monte de concessão para funcionário estatal, eu fico imaginando se não seria melhor simplesmente deixar esse esquema de pirâmide quebrar. O que vocês acham? Como seria um Brasil sem essa reforma?

    A não ser que coloquem um sistema de capitalização (ou desestatizem) qualquer outra coisa será envolvendo fazer remendos, gambiarras através de corte de benefício, ou também aumentando idade de aposentadoria e afins.
  • Victor  04/07/2019 23:07
    Sem a reforma da previdência o Brasil vira uma Argentina com praias. Governo imprime dinheiro e pronto.
  • Bolsonarista  04/07/2019 21:21
    O que os senhores daqui do IMB tem achado do Paulo Guedes e o time no Banco Central?

    Gostaria de ver uma avaliação dos senhores sobre esses 7 meses da equipe economica.
  • Andre  05/07/2019 13:15
    Até a avaliação econômica do próprio ministério da economia do Paulo Guedes é ridícula por escrito e segundo a LDO dela própria: crescimento do PIB 2019 de 1% e em 2020 de 2%, ambos os casos com imenso déficit fiscal e dívida pública em expansão.
  • Leandro  05/07/2019 14:13
    Gosto das medidas que estão sendo tomadas sobretudo na área micro, como a MP da liberdade econômica, o projeto de trazer concorrência para o setor energético (distribuição de combustíveis e de gás) e tudo o que está sendo feito na área da infraestrutura.

    Mas os efeitos benéficos disso só serão sentidos daqui a alguns anos.

    Entretanto, como muita coisa ainda depende de aprovação do Congresso, é prudente não esperar muito. Sempre que possível, políticos irão atuar em conjunto para retardar qualquer prospecto de desenvolvimento (pois desenvolvimento é algo que beneficia o rival, e não eles). Tal postura independe de qual partido esteja no poder. Recentemente, por exemplo, o PDT foi ao STF para tentar vetar a MP da liberdade econômico, algo insano. E eles próprios se gabaram disso.

    Se a atual equipe econômica conseguir entregar metade do que foi apresentado, já será um baita avanço.

    Quanto ao Banco Central, está apenas fazendo seu feijão com arroz. Nada de espetacular, mas ao menos (e por enquanto), muito melhor que Tombini.
  • Jairdeladomelhorqptras  04/07/2019 23:51
    Caro Felipe Lange,
    Sem reforma, com meia reforma, ou qualquer reforma, o Brasil sempre será o que sempre foi: um pais aquem do seu potencial. Lembremos que toda a América de colonização ibérica ainda não saiu do subdesenvolvimento.
    O caso do Chile é apenas uma promessa de subir de patamar.
    E já tivemos aqui ao lado um exemplo claro do nosso potencial para baixo: a Argentina. Único exemplo do mundo de um país que estava no primeiro mundo (década de trinta) e caiu para o terceiro.
    Abraços
  • Roger  04/07/2019 23:54
    Meu entendimento é que libertários possuem um entendimento bastante... digamos, 'inocente' do socialismo. O socialismo na antiga URSS não colapsou. Somente, mais uma vez, se transformou, como vem se transformando à milênios. O esquerdismo que praticamente hoje domina o mundo, inclusive o que restou da antiga URSS, está aí para provar que essa ideologia é algo sobre-humano.

    Não esperem que um simples aparato econômico como o livre-mercado será capaz de livrar o homem dessa ideologia macabra. Mises podia ser um gênio na economia, mas péssimo como exorcista.
  • Giancarlo  05/07/2019 14:19
    Eu queria utlizar esse espaço, e questionar os seguidores do Mises e da Escola Austríaca em si.

    Eu vejo que a E.A resinificou arbitrariamente (e de forma minimamente desonesta) conceitos como : Capitalismo, Propriedade Privada, e principalmente o termo socialismo. Essa mudança significativa simplesmente descaracterizou o debate, e como resposta os Heterodoxos (parcialmente) Austríacos, Libertários e "anarco"- "capitalistas" usam o argumento que tudo é uma questão semântica, e vou tentar demonstrar que, no minimo, não é uma boa ideia pensar dessas forma.

    Vamos pré-estabelecer algumas coisas, não existe consensos exatos sobre conceitos e que os conceitos mudam, porém existe três tópicos que os libertários parecem não levar em conta :

    1 - Categorização
    2 - Etmologia
    3 - Anacronismo Conceitual

    Os libertários parecem não entender o simples processo da categorização, quando você distorce algo de sua categoria alegando ser uma questão semântica você pode afirmar absolutamente qualquer coisa, eu posso falar algo absurdo como dizer que o Nazismo e Igualitarismo são a mesma coisa "na minha semântica". O conceito mais distorcido, anacronicamente usado e frequentemente descaracterizado é o socialismo, vejamos o exemplo do Mises, ele simplesmente pega um elemento, tecnicamente correto, do socialismo que é sua planificação da economia, e partir disso caracteriza qualquer tipo de planificação econômica como socialismo, vocês conseguem perceber a distorção absurdamente ridícula que ele faz ? Ele simplesmente desconsidera a nível processual o socialismo, e principalmente não leva em conta o cerne do socialismo que seria o programa político das classes trabalhadores, e que alguns defensores mais radicais vão além e falam que qualquer estado é socialismo (se baseando na resinificação desonesta da E.A e do Mises), isso além de ser anacronismo, é uma inverdade tremenda já que o socialismo não é uniforme e existe variações, como o Socialismo Marxista e claro o Socialismo Libertário ( no qual o conceito Libertário foi usurpado dos anarco-socialistas). Acho válido falar que o Mises chamava a Economia de Guerra ( considerar o contexto da 2 guerra mundial) como socialismo de guerra, sendo que a Economia de Guerra é contextualmente diferente do socialismo, afim é um estado planificando a economia, forçando a população, e todo os bens produzindo em PROL da guerra e não da classe trabalhadora ou bem-estar social.

    Enfim, acho que basicamente é isso, se algum libertário ou Liberal Clássico que tem afinidade com essas premissas da E.A, e até mesmo os contraditórios "anarco"-"capitalistas" quiserem gentilmente responder sintam-se a vontade pois estou aqui para debater.
  • Sem Perhaps  05/07/2019 14:55
    "O conceito mais distorcido, anacronicamente usado e frequentemente descaracterizado é o socialismo, vejamos o exemplo do Mises, ele simplesmente pega um elemento, tecnicamente correto, do socialismo que é sua planificação da economia, e partir disso caracteriza qualquer tipo de planificação econômica como socialismo, vocês conseguem perceber a distorção absurdamente ridícula que ele faz ?"

    Vá caluniar em outro lugar, safado.

    Mises faz exatamente o contrário do que você falou: para ele, economia socialista é apenas aquela em que a propriedade privada dos meios de produção foi abolida.

    Qualquer outro arranjo em que se permite a propriedade privada dos meios de produção não é chamado por Mises de socialismo, mas sim de, no máximo, intervencionismo.

    Aliás, ele tem nada menos que dois livros dedicados inteiramente a este assunto: intervencionismo.

    A economia brasileira, por exemplo, não é tecnicamente socialista, mas sim fortemente intervencionista. Não há um planejamento central aberto, mas sim um forte dirigismo em várias áreas da economia (algo que se tornou evidente pelo uso do BNDES).

    De resto, se há libertários chamando qualquer coisa de 'socialismo', então você deveria ir tirar satisfação com eles, e não caluniar Mises, que nada tem a ver com isso.

    "[...]E que alguns defensores mais radicais vão além e falam que qualquer estado é socialismo (se baseando na resinificação desonesta da E.A e do Mises)"

    Mais merda. Como poderia Mises dizer que "qualquer estado é socialismo" se ele próprio defendia a existência do estado?!

    Aliás, isso é fonte de grande atrito entre os seguidores da EA: a ala anarcocapitalista é criticada pela ala minarquista exatamente pelo fato de Mises jamais ter defendido a abolição do total do estado. E aí você vem e diz que "Mises afirmou que qualquer estado é socialismo"? Pela sua definição, então, o próprio Mises se considerava um socialista.

    É cada jumento que despenca por aqui...

    "Enfim, acho que basicamente é isso, se algum libertário ou Liberal Clássico que tem afinidade com essas premissas da E.A, e até mesmo os contraditórios "anarco"-"capitalistas" quiserem gentilmente responder sintam-se a vontade pois estou aqui para debater."

    Lindeza moral sem fim. Você vem, calunia, fala um monte de bosta, e, no final, faz pose de bonzinho, de moderado, e ainda pede respostas educadinhas.

    Responder educadamente a quem claramente quer apenas caluniar e xingar seria um inaceitável sinal de fraqueza moral. Aqui você não vai encontrar isso.


    P.S.: se quiser debater, ao menos aprenda a diferença entre libertarianismo e Escola Austríaca. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Libertarianismo é filosofia social. EA é ciência econômica. A EA apenas explica como a economia funciona, sem fazer juízo de valor. Já o libertarianismo faz juízo de valor e defende idéias. O fato de alguns libertários serem seguidores da EA não significa que haja convergência entre as duas. Mesmo porque há vários conservadores anti-libertarianismo que também seguem a EA, a qual, repito, fala exclusivamente de economia, e nada mais.
  • Dane-se o estado  05/07/2019 15:39
    A simples existência de estado é socialismo. A diferença entre socialismo pleno e o estado, mínimo que seja é quantitativa, nunca qualitativa. O estado qual tamanho que seja padece do mesmo mal que o socialismo total, incapacidade de cálculo econômico e tem sempre o mesmo objetivo que é a intervenção e controle de preços na economia, mesmo que de forma indireta. Manipulação da moeda e de juros independente de se chamar keynesianismo ou não, é nada mais que uma forma indireta de controlar preços no mercado atravéz de inflação e juros, e de submeter a propriedade privada as regras de mercado que o estado determina, mesmo que indiretamente sem o tabelamento explícito de preços sobre produtos e sobre a moeda, além do fato de que impostos, também são uma forma artificial e indireta de controlar preços em um mercado. Além do fato de que a desculpa da existência do estado e da própria democracia residem nos mesmos argumentos típicos das ideias primitivas do comunismo; a noção de que você deve ser roubado e de que é "justificável" uso da coação para expropriar a propriedade de indivíduos para contribuir com a coletividade e que os rumos da sociedade sejam materiais/econômicos e até mesmo morais, devem ser dirigidos por governo central ou por alternância de coletivos ideológicos através do estado, tomando decisões sobre a coletividade. Isto é nada mais do que socialismo. O mundo até os dias de hoje, é e sempre foi socialista, a diferença é apenas quantitativa.
  • Giancarlo  05/07/2019 16:32
    "Lindeza moral sem fim. Você vem, calunia, fala um monte de bosta, e, no final, faz pose de bonzinho, de moderado, e ainda pede respostas educadinhas.

    Responder educadamente a quem claramente quer apenas caluniar e xingar seria um inaceitável sinal de fraqueza moral. Aqui você não vai encontrar isso.
    "
    Ai ai, eu apenas segui uma descrição básica de enviar um comentário "educado" como o Instituto Mises pede, mas pelo visto não faz diferença né ?

    Bom, eu sempre achei confuso o que o Mises diz referente a socialismo, ele já usou o termo socialista como sinônimo intervencionismo em uma convenção, sem falar que ele já chamou a economia de guerra de socialismo de guerra, e os libertários estadunidense de keynesianismo de guerra.

    Eu não disse que o Mises falou que todo estado é socialismo, isso é coisa daquele degenerado do Hoppe, os ferrenhos defensores do Mises (ancaps) adoram falar que estado é socialismo, como o camarada acima.

    "Por que ancaps são ferrenhos defensores do Mises ? " Simples, a ética argumentativa não é derivada da praxeologia do Mises ? Talvez não defendam necessariamente o Mises e sim a praxeologia.

    No mais, peço desculpas pela confusão, retiro o que disse,no mais, eu vejo sim lacunas aonde o Mises,talvez não de forma séria faz um relação entre socialismo e o intervencionismo, e eu não sabia que os proprios austriacos criticavam essa a ala anarco-capitalista, bom, até onde eu sei o Instituto Mises são ancaps, alias, nem todos, mas o fundador do I.M.B é ancap,ou estou errado ?


    No mais o camarada acima serve de exemplo dos libertários que eu critico.
  • Giancarlo  05/07/2019 16:44
    "P.S.: se quiser debater, ao menos aprenda a diferença entre libertarianismo e Escola Austríaca. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Libertarianismo é filosofia social. EA é ciência econômica. A EA apenas explica como a economia funciona, sem fazer juízo de valor. Já o libertarianismo faz juízo de valor e defende idéias. O fato de alguns libertários serem seguidores da EA não significa que haja convergência entre as duas. Mesmo porque há vários conservadores anti-libertarianismo que também seguem a EA, a qual, repito, fala exclusivamente de economia, e nada mais"

    A Escola Austriaca, no geral, tem sim um posicionamento sobre o significado de propriedade privada.
    "A propriedade é uma relação que surge naturalmente entre seres humanas e coisas materiais. A propriedade e os direitos do proprietário sobre sua propriedade tornam possível o cálculo econômico, permitem uma mais ampla e mais produtiva divisão do trabalho e, consequentemente, níveis crescentes de prosperidade. Com efeito, a civilização em si é inconcebível sem propriedade privada. Qualquer transgressão à propriedade resulta em perda de liberdade e de prosperidade [1];

    A E.A partem da relação que a propriedade privada é natural o que eu ao menos discordo.

    [1]mises.jusbrasil.com.br/noticias/112558144/a-posicao-das-escolas-austriaca-de-chicago-keynesiana-e-marxista-em-17-questoes-economicas



  • Dane-se o estado  05/07/2019 16:15
    "Os libertários parecem não entender o simples processo da categorização, quando você distorce algo de sua categoria alegando ser uma questão semântica você pode afirmar absolutamente qualquer coisa, eu posso falar algo absurdo como dizer que o Nazismo e Igualitarismo são a mesma coisa "na minha semântica". O conceito mais distorcido, anacronicamente usado e frequentemente descaracterizado é o socialismo, vejamos o exemplo do Mises, ele simplesmente pega um elemento, tecnicamente correto, do socialismo que é sua planificação da economia, e partir disso caracteriza qualquer tipo de planificação econômica como socialismo, vocês conseguem perceber a distorção absurdamente ridícula que ele faz ? Ele simplesmente desconsidera a nível processual o socialismo, e principalmente não leva em conta o cerne do socialismo que seria o programa político das classes trabalhadores, e que alguns defensores mais radicais vão além e falam que qualquer estado é socialismo (se baseando na resinificação desonesta da E.A e do Mises), isso além de ser anacronismo, é uma inverdade tremenda já que o socialismo não é uniforme e existe variações, como o Socialismo Marxista e claro o Socialismo Libertário ( no qual o conceito Libertário foi usurpado dos anarco-socialistas). Acho válido falar que o Mises chamava a Economia de Guerra ( considerar o contexto da 2 guerra mundial) como socialismo de guerra, sendo que a Economia de Guerra é contextualmente diferente do socialismo, afim é um estado planificando a economia, forçando a população, e todo os bens produzindo em PROL da guerra e não da classe trabalhadora ou bem-estar social. "


    Qualquer estado é socialismo mesmo! Não existe qualquer anacronismo conceitual. É simples investigação lógica, como você mesmo disse, há varias formas de socialismo, um estado mínimo é nada mais que um socialismo quantitativamente menor, porém sua premissa é idêntica a qualquer fundamento socialista e coletivista, confisco da propriedade para satisfazer os "interesses da coletividade" Se isso não é uma premissa socialista/comunista primária e arcáica eu realmente não sei no que o socialismo se fundamenta.

    E não existe qualquer deturpação desonesta da EA, nem mesmo da perspectiva trazida por libertários anarcocapitalistas, a questão que se observa claramente é que a teoria comunista/socialista com suas inúmeras variações inclusive a marxista é tão contraditória e sem nexo de forma geral que não resiste a qualquer questionamento ou avaliação lógica consistente, seja do ponto de vista ético ou econômico matemático. Ou seja, há inúmeras formas do socialismo ser idealizado tendo como princípio suas mesmas ideias fundamentalmente inconsistentes.

    "O conceito mais distorcido, anacronicamente usado e frequentemente descaracterizado é o socialismo, vejamos o exemplo do Mises, ele simplesmente pega um elemento, tecnicamente correto, do socialismo que é sua planificação da economia, e partir disso caracteriza qualquer tipo de planificação econômica como socialismo, vocês conseguem perceber a distorção absurdamente ridícula que ele faz ? Ele simplesmente desconsidera a nível processual o socialismo, e principalmente não leva em conta o cerne do socialismo que seria o programa político das classes trabalhadores, e que alguns defensores mais radicais vão além e falam que qualquer estado é socialismo "

    Já expliquei porque todo estado é socialista!

    Basicamente qualquer ideologia que tenha como premissa os mesmos fundamentos basilares do coletivismo comunista/socialista é socialismo e derivações. e não há nenhum radicalismo ou deturpação semântica nisso, apenas observação de uma evolução lógica do processo que você mesmo contraditoriamente afirma que ignoramos, mas pelo que vejo desonestos como você é que gostam de ignorar e como sempre atribuir aos outros suas próprias distorções conceituais.

    Não existe nenhum erro ou distorção semântica em constatar que ideologias intervencionistas contém conteúdos qualitativos e quantitativos idênticos em grande parte a metodologia socialista, isto evidentemente não torna o modelo igual ao socialismo pleno ideologizado, mas demonstra que é parcial e quantitativamente menor, ainda sim fundamentado no mesmo modelo primário; não deixa de ser derivado do socialismo e não deixa de ser inspirado no socialismo em si.

    " e que alguns defensores mais radicais vão além e falam que qualquer estado é socialismo (se baseando na resinificação desonesta da E.A e do Mises)"

    Não é ressignificação desonesta, apenas evolução em analisar o fenômeno, na prática todo estado é nada mais que uma versão mínima em algum grau do socialismo pleno.

    "Ele simplesmente desconsidera a nível processual o socialismo, e principalmente não leva em conta o cerne do socialismo que seria o programa político das classes trabalhadores,"

    O slogan socialista é simplesmente uma mentira propagandística e sua metodologia econômica invariavelmente leva ao exato oposto do que sua propaganda prega. E o efeito dessa mentira propagandística se observa em qualquer nível da aclamada democracia. Onde exatamente governos efetivamente agiram em prol do trabalhador? em qualquer lugar no mundo com variações puramente quantitativas há sempre o poder e governos mentirosos, e a resposta para isso é evidente, a premissa dessa perspectiva é coletivista e baseada no mesmo fundamento socialista, e como tal padece dos mesmos erros fundamentais economicamente e eticamente demonstráveis.

    Você é desonesto sim por confundir conceitos atribuindo a Mises fundamentos que não são do mesmo nem foram emitidos pelo tal, e desonestamente acusa anarcocapitalistas de manipulação semântica que é trabalho exclusivamente de desonestos como você, se contradiz afirmando que há várias formas de socialismo, mas considera extremismo quando indicadores socialistas são apontados em modelos diferentes do seu utópico slogan propagandístico do "governo dos trabalhadores."

    E para liberais que acreditam em estado mínimo vou deixar bem resumido porque anarcocapitalistas não acreditam nisto:

    O próprio Mises demonstrou a impossibilidade de cálculo econômico no socialismo, mas isto não se aplica somente ao socialismo pleno, isto se aplica a qualquer arranjo estatal onde:

    1) Não existe sistema de preços, ou os preços são atribuídos arbitrariamente sem indicadores reais de oferta e demanda que só podem ser obtidos através de um mercado de ajuste espontâneo.

    2) No instante em que o estado seja mínimo ou máximo, não opera através da lógica de lucros e prejuízos, tornando assim, impossível um ajuste fidedigno de preços baseado nos limites de gastos derivados de oscilações reais da demanda e dos limites de caixa.

    3) No instante em que serviços estatais são financiados por impostos, ou seja, não estão relacionados a qualquer fundamento de oferta e demanda, logo, o estado mínimo ou máximo, é incapaz de alocar corretamente recursos escassos, ou administrar corretamente preços, custos, se não existe uma capacidade real de mensuração de demanda, pois todos são obrigados a financiar, eliminando completamente a percepção utilitária dos serviços e seu reflexo nos lucros.

    4) Os serviços do estado mínimo tendem a crescer, pois seu desperdício inerente leva a dívidas e déficits que exigem mais impostos para serem cobertos, gerando mais crescimento da infraestrutura, dos gastos e por sua vez sufocando cada vez mais a economia gerando mais externalidades incontornáveis por um planejamento central sem mercado, gerando por sua vez um processo de retroalimentação destrutivo econômico onde o estado invariavelmente acaba crescendo e se tornando máximo devido ao aumento dos seus gastos sobre os impostos. Curiosamente esta percepção paradoxal veio do próprio Mises, ora ora, em sua própria teoria sobre cálculo econômico, Mises acaba por comprovar que mesmo o estado mínimo é algo inconsistente.






  • Giancarlo  05/07/2019 18:41
    "Qualquer estado é socialismo mesmo! Não existe qualquer anacronismo conceitual. É simples investigação lógica, como você mesmo disse, há varias formas de socialismo, um estado mínimo é nada mais que um socialismo quantitativamente menor, porém sua premissa é idêntica a qualquer fundamento socialista e coletivista, confisco da propriedade para satisfazer os "interesses da coletividade" Se isso não é uma premissa socialista/comunista primária e arcáica eu realmente não sei no que o socialismo se fundamenta."

    "Não existe qualquer anacronismo conceitual", sim existe, qualquer definir estado como socialismo é anacrônico, se preza pela investigação lógica não cometeria anacronismo, alias, aproveita e insere o termo socialismo para o império Romano, Gregos, volta mais e aplica para proto-estados de comunidades nômades.

    "Basicamente qualquer ideologia que tenha como premissa os mesmos fundamentos basilares do coletivismo comunista/socialista é socialismo e derivações. e não há nenhum radicalismo ou deturpação semântica nisso, apenas observação de uma evolução lógica do processo que você mesmo contraditoriamente afirma que ignoramos, mas pelo que vejo desonestos como você é que gostam de ignorar e como sempre atribuir aos outros suas próprias distorções conceituais.

    Não existe nenhum erro ou distorção semântica em constatar que ideologias intervencionistas contém conteúdos qualitativos e quantitativos idênticos em grande parte a metodologia socialista, isto evidentemente não torna o modelo igual ao socialismo pleno ideologizado, mas demonstra que é parcial e quantitativamente menor, ainda sim fundamentado no mesmo modelo primário; não deixa de ser derivado do socialismo e não deixa de ser inspirado no socialismo em si. "

    Não PROVOU absolutamente nada, não interessa se duas ideologias ou mais tem metodologias semelhantes, se fosse assim oximoro "Anarco"-"Capitalismo" seria um tipo de anarquismo pois nega o estado e logicamente ele não é.Você ignora a nível processual e cronológico Não existe distorção semântica, existe resinificação desonesta que é o que você vem fazendo com estado e socialismo.

    "E não existe qualquer deturpação desonesta da EA, nem mesmo da perspectiva trazida por libertários anarcocapitalistas, a questão que se observa claramente é que a teoria comunista/socialista com suas inúmeras variações inclusive a marxista é tão contraditória e sem nexo de forma geral que não resiste a qualquer questionamento ou avaliação lógica consistente, seja do ponto de vista ético ou econômico matemático. Ou seja, há inúmeras formas do socialismo ser idealizado tendo como princípio suas mesmas ideias fundamentalmente inconsistentes. "

    Sim, existe, o conceito de propriedade privada é distorcido, diz como se ela fosse natural o que não é. O engraçado que a E.A diz que é necessário voluntariedade por parte dos individuo sendo que a propriedade privada em si exige coerção, o fato de você reivindicar algo como seu (mesmo que "não haja dono"), mas como alguns ancaps falam essa coerção é válida né ?

    "Você é desonesto sim por confundir conceitos atribuindo a Mises fundamentos que não são do mesmo nem foram emitidos pelo tal, e desonestamente acusa anarcocapitalistas de manipulação semântica que é trabalho exclusivamente de desonestos como você, se contradiz afirmando que há várias formas de socialismo, mas considera extremismo quando indicadores socialistas são apontados em modelos diferentes do seu utópico slogan propagandístico do "governo dos trabalhadores."

    Sim, a diferença é que eu reconheci que errei em RELAÇÃO AO MISES. Você se encaixa muito bem no exemplo que eu dei, reinventa os conceitos que lhe convém, mascara com uma simples "constatação lógica" e se acha irrefutável.

    No mais você não provou que estado é socialismo, apenas pegou elementos do socialismo,e distorceu. Não respondeu por exemplo ao socialismo libertário, termo libertário que foi usurpado.




  • Rene  05/07/2019 17:26
    Era uma vez um indivíduo que olhou para um burguês rico e pensou: "Eu quero as riquezas dele para mim". Este indivíduo percebeu que o capitalista utilizava os bens de capital para produzir as riquezas, e a consequência lógica foi: "Se eu me apossar dos bens de capital, eu vou utiliza-los para conseguir a riqueza, e ficar tão rico como aquele burguês". Então ele pegou armas, tomou os bens de produção e implantou o socialismo.

    As coisas pareciam ir bem no início, mas depois de algum tempo, o indivíduo percebeu que administrar bens de produção é muito mais complicado do que parece. O processo de logística de insumos, pagar o salário de proletários, adivinhar o que os consumidores realmente querem (ele nem tinha levado os consumidores em consideração no início), e fazer tudo isso de maneira a conseguir o quanto ele achava que merecia ganhar, parecia uma conta difícil de fechar. Logo ele percebeu que a produtividade foi caindo, os bens começaram a ficar cada vez mais raros na economia, e começava a sobrar cada vez menos para ele.

    Foi então que o indivíduo percebeu o óbvio: Ele queria as riquezas do burguês, mas não queria trabalhar tanto como o burguês para conseguir estas riquezas. Por conta disso, teve a ideia de implantar o Keynesianismo. Primeiro, ele devolveu os bens de produção para o burguês. Assim, ele se livrou tanto do risco do negócio como do trabalho que dava para gerar aquela riqueza. Agora, o indivíduo poderia focar naquilo que ele melhor sabia fazer: tomar a riqueza alheira.

    Uma vez que as riquezas começaram a aparecer novamente na sociedade, o indivíduo foi até o burguês exigir a sua parte do lucro (utilizando os mesmos meios "pacíficos" que foram usados para tomar os meios de produção no início de nossa história). Como o indivíduo não conseguia tomar do burguês a quantidade de dinheiro que ele se achava merecedor, passou a tomar dinheiro também dos proletários que trabalhavam na fábrica. E quando apenas tomar dinheiro se tornou ineficiente, o indivíduo passou também a imprimir dinheiro em uma impressora colorida e a gastar este dinheiro falso (sem deixar, contudo, de tomar dinheiro do burguês e dos proletários).

    O tempo foi passando, e o indivíduo se tornou extremamente rico, de modo que todo o comércio passou a depender dos gastos deste indivíduo para continuar funcionando. Toda uma cadeia de produção começou a surgir com o único intuito de produzir os bens caros capazes de atender a todos os seus caprichos. Não eram raras as vezes em que o indivíduo era o único cliente de alguém. Além disso, o indivíduo também passou a pagar economistas para defender todas as ações que ele fazia e convencer a todos de que isso era o melhor para eles.

    A economia patinava, as pessoas ganhavam cada vez menos, mas a crise parecia nunca afetar o indivíduo. Foi então que surgiram os economistas austríacos. Eles começaram a falar para a população como o indivíduo atrapalhava a vida deles, e aos poucos começaram a ser ouvidos. O indivíduo ainda é muito rico e muito poderoso, mas já existe um grupo bem considerável que olha para ele com desconfiança.

    Como esta história vai terminar? Só o tempo dirá.
  • Renato  05/07/2019 18:31
    Apesar da maior liberdade econômica que temos hoje, advinda da tecnologia, mesmo com tarifas, burocracia e leis que impedam que ela aconteça de forma efetivamente livre, não acho que o comunismo acabou. Eles mudaram a forma de agir ao se autodestruirem por seus proprios erros. Como se trata de uma ideologia, uma forma de ver o mundo, os discursos são manipulados, as ideias das pessoas são manipuladas, atraves de uma engenharia social, que para mim não tem nada de teoria da conspiração. Em países como o Brasil já vivemos um socialismo disfarçado de democracia, com um sistema de Estado gigante, que se autoprotege e beneficia quem a deles faz parte, através de leis, burocracia, troca de favores, corrupção. E a pior de todas as manipulações, a cultural, que degenera a sociedade e dura várias gerações até ocorrer uma mudança, se ocorrer. No Brasil, parece que há um início de uma recuperação dos valores de liberdade econômica e social e de resgate a uma cultura benéfica, mas talves demore décadas para perceber um país diferente na questão social e cultural.
  • Felipe Lange  06/07/2019 00:09
    Recentemente tirei minha habilitação de carro aqui nos EUA e, no total, paguei U$60,55 (menos do que um dia de chapeiro no Mc Donald's). Quando tirei a minha habilitação no Brasil, de carro, em 2016, foi pouco menos de R$2 mil (e ainda tive que ajudar a minha mãe, tirando minha poupança). Por aqui, eles já fazem o cartão na hora para você (que é o documento), no Brasil o pedacinho de papel pode demorar semanas para chegar na sua casa (ou você ir retirar).

    Realmente, eu não consigo entender essas coisas. Diante daquela legislação idiota obrigando o sujeito a fazer prova no Detran para usar patinete, então não é uma surpresa.

    O que vocês fariam para tornar o processo no Brasil mais barato e menos burocrático? O Bolsonaro já tomou algumas boas medidas, como ampliar a validade, aumentar o limite de pontos da CNH e parece que ele vai tirar a porcaria da obrigatoriedade do simulador também.
  • Lucas dos Santos  08/07/2019 22:09
    "O que vocês fariam para tornar o processo no Brasil mais barato e menos burocrático?"

    Respondi aqui: mises.org.br/Article.aspx?id=3005#ac236697
  • Antonio Eduardo Monteiro Fernandes  08/07/2019 21:19
    Não entendi o que imagens de Reagan em seu rancho, andando a cavalo sem sela e sem proteção, e construindo cercados pode ter a ver com o colapso da União Soviética.
  • Assis  08/07/2019 21:55
    E onde está escrito que as imagens, por si sós, foram as causadoras do colapso?!

    É cada um...
  • robson santos  08/07/2019 22:54
    acho que tem a ver com o estilo de vida, liberdade, segurança, propriedade privada enfim, uma provocação aos comunistas.
  • Flávio Ferreira  10/07/2019 16:04
    Gary North parece estar muito otimista ao sugerir que o sistema intervencionista vai acabar:

    "O outro [i.e., o sistema intervencionista] adotou uma variável keynesiana que mistura intervencionismo, protecionismo e alguma liberdade empreendedorial. Mescla bancos centrais em conluio com o sistema bancário inflacionando a moeda e estimulando o endividamento (e gerando um bizarro arranjo de taxas de juros negativas), governos criando tarifas de importação e concedendo subsídios para proteger seus empresários favoritos, e tudo isso gerando bolhas e ciclos econômicos. Trata-se de um capitalismo de estado — ou capitalismo de quadrilhas — em escala maciça. Esse arranjo também vai acabar. Apenas tenha paciência e esteja preparado. O socialismo perdeu. Mas o Ocidente deu muito tempo a esse arranjo. E o tempo mostrou que Mises estava certo. O keynesianismo ainda não perdeu. Mas irá. Apenas tenha paciência e lhe dê algum tempo. Não é necessário ocorrer um colapso social ou econômico para que haja uma transição para uma economia não-keynesiana. É possível que o sistema se desmorone lá no topo, sem abolir toda a ordem social."

    Não tenho dúvidas de que o sistema intervencionista eventualmente vai entrar em colapso, através de uma série de micro ou macro crises. Mas isso não significa que ele será substituído, no longo prazo, pelo sistema de livre mercado (laissez faire) ou, ao menos, um sistema mais livre. Gary North não é totalmente claro, mas ele parece sugerir que a tendência no longo prazo é de triunfo da liberdade. Eu, por outro lado, sou mais cético. Pode ser que North tenha razão e, em virtude de avanços tecnológicos, a liberdade venha a prevalecer. Mas é bom levar em conta as observações de Sanford Ikeda (Dynamics of the mixed economy: toward a theory of interventionism. London and New York: Routledge, 1997) em livro sobre o assunto, nas páginas 215-222:

    How is it possible to square Mises's characterization of the interventionist mixed economy as inherently unstable with the common observation that it is the most widespread and persistent form of politico-economic system? The key to resolving this paradox is to realize that to claim the mixed economy is unstable is not the same thing as asserting that it is transitory. Recall that in Chapter 2 I defined a mixed economy as any politico-economic system that lies between pure laissez-faire capitalism and complete collectivism, whether the state is expanding or contracting in relation to the catallaxy. By introducing contradictions into the system, interventions generate a process that causes the mixed economy continually to adjust and to evolve into novel and diverse forms over time. And while unchecked state expansion produces excessive complexity and discoordination and depletes the reserve fund to such an extent that systemic breakdown becomes inevitable, there is nothing in proposition (B) that implies the end need come quickly. The roads between the minimal and maximal states can thus be very long and winding, and state expansion very gradual. Indeed, none of the three alternative systems—minimal-state capitalism, interventionism, or maximal-state collectivism—is "stable" in the sense defined in this book. (...) Somewhat paradoxically, therefore, it appears that the product of interventionism, the mixed economy, though unstable, is likely to be more enduring than the pure forms of either collectivism or capitalism, offering as it does a much wider range of (ultimately futile) adaptive forms than either of its rival systems. The inherent instability of interventionism thus drives the mixed economy through a variety of transformations that are denied to the other systems. Thus,
    1. At any given time, nearly all economic systems will be mixed economies.
    2. Nearly all really existing systems will be in flux, cycling somewhere between the extremes of laissez-faire capitalism and complete collectivism. Of these, the majority will tend to move secularly toward collectivism.
    3. A mixed economy that is in the expansionary phase of the interventionist process will be characterized by a series of microand lower-level macro-crises that ultimately culminate in a major system-wide macro-crisis encompassing the entire politico-economic system.
    4. If there is a "turning point" at which public choosers in the mixed economy reject the interventionist ideology and take radical steps toward either pure collectivism or the minimal state, it will take place at the point of a macro-crisis.
    5. Turning points will occur closer on the politico-economic spectrum to the maximal-state than to the minimal-state.
    6. State expansion will tend to take place more continuously than state contraction, which, especially in its initial stages, will display change of a more rapid, radical, and sweeping nature.
    7. The pure welfare state will tend to be less prone to macro-crises and endure longer than the pure regulatory state, although it is still fundamentally unstable.
    8. The more strongly committed public choosers are to the principles of the minimal state and limited government, the less likely it will be that changes in marginal preferences, in response to governmental error, will generate the "critical mass" among the public that is needed to initiate the interventionist process.


    Não dá para passar todas as observações feitas no livro de Ikeda, mas, resumidamente, ele parece acreditar que estamos condenados a passar por processos cíclicos de expansão e contração do intervencionismo. Assim, o mais provável é que o sistema intervencionista não vai acabar, mesmo diante de uma enorme crise. O mais provável é que sempre estaremos em diferentes fases e modelos de economias mistas, em uma situação de mudança permanente. O intervencionismo é instável, mas isso não quer dizer que seja transitório.
  • Emerson Luis  30/08/2019 16:55

    Tomara que o fim do sistema social-democrata também ocorra assim, de forma relativamente pacífica. Vale lembrar que os líderes (em maior ou menor grau) têm alguma noção de que o liberalismo é melhor para a população, mas para a maioria deles o Estado de bem-estar social é pretexto para controlar as pessoas.

    * * *
  • Rodrigo Hernan Gonzalez Ruiz  20/11/2019 15:56
    Matéria excelente e esclarecedora.
    Parabéns ao autor.
  • Gióia Bispo  20/11/2019 21:21
    Poderiam falar algo mais, mais profundamente, sobre a Greve dos Controladores Aéreos que ocorreu nos EEUU durante o governo Reagan? Fiquei intrigado sobre como substitui-se mais de 11 mil funcionário estratégicos, da noite para o dia.


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