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A social-democracia está entrando em seu último suspiro - e será abolida pela automação
E o que você deve fazer para garantir um emprego

Nota do editor

O artigo abaixo foi publicado em janeiro de 2017. Cinco anos depois, e com o evento da Covid-19, seu tema ficou ainda mais atual. 

Desde 2020, os governos ao redor do mundo adotaram uma forma mais branda da renda universal garantida, voltada para os mais pobres e para os desempregados. Esta renda foi paga majoritariamente via impressão de dinheiro pelos Bancos Centrais, medida esta que está gerando sérias consequências inflacionárias ao redor do mundo

Isto, por si só, já aniquila a ideia de que a renda universal poderá ser pagar via inflação monetária. 

Logo, com esta tese já natimorta, sobram apenas duas opções: endividamento do governo ou mais impostos.

Nenhuma será possível no longo prazo, como demonstra o artigo abaixo.

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O socialismo é uma ideia cujo tempo acabou.

Ao redor do mundo, economias puramente socialistas já foram abandonadas. A ideia de que o estado deve gerir a economia é levada a sério apenas pelos líderes da Coreia do Norte e da Venezuela. Suspeito que nem mesmo os comunistas de Cuba acreditem mais nisso.

Consequentemente, o estado de bem-estar social — popularmente chamado social-democracia — também está entrando em seus estertores. A social-democracia se baseia na ideia de que o estado pode agir como uma espécie de sanguessuga sobre a economia produtiva, e que de alguma maneira a sanguessuga não irá crescer e nem a economia produtiva irá se enfraquecer.

Talvez a mais amada de todas as propostas já aventadas pela social-democracia é aquela que envolve uma renda básica universal, independentemente de se o indivíduo trabalha ou não. Eis a última manifestação desta ideia lunática:

À medida que os robôs vão tomando seus empregos, os europeus querem dinheiro de graça para todos

Existo, logo sou pago.

A noção radical de que os governos devem dar dinheiro de graça para todos — ricos e pobres, trabalhadores e desocupados — está, lenta porém firmemente, ganhando tração na Europa. Sim, você leu corretamente: uma renda mensal garantida pelo governo, sem qualquer contrapartida.

Na França, dois dos sete pré-candidatos à nomeação do Partido Socialista na eleição presidencial deste ano estão prometendo modestos, porém regulares, estipêndios para todos os adultos franceses. Testes ainda limitados já começaram na Finlândia, com outros experimentos já planejados em outros países, inclusive nos EUA.

Chamado de "renda universal" por alguns, "renda básica universal" ou apenas "renda básica" por outros, a ideia já foi levantada sob vários outros pretextos e aparências desde pelo menos a segunda metade do século XIX. Após décadas no limbo do debate intelectual, ela se tornou mais convencional em 2016, quando a Suíça fez um referendo — e rejeitou por completo — sobre uma rende básica de aproximadamente US$ 2.500 por mês.

"Foi um ano incrível", diz Philippe Van Parijs, fundador da organização Basic Income Earth Network, que faz lobby pela aprovação desta ideia. "A renda básica foi mais debatida e descrita neste ano do que durante toda a história da humanidade".

Mas antes de você escrever uma carta de demissão para o seu chefe pensando que nunca mais terá de trabalhar, um alerta: há várias perguntas não respondidas sobre a questão, começando por como tal esquema será financiado. Eis um olhar sobre as questões:

Por que o crescente interesse?

Em uma palavra, robôs. Com as máquinas e os sistemas automatizados crescentemente substituindo a mão-de-obra humana, a França poderá perder 3 milhões de empregos até 2025, diz Benoit Hamon, um ex-ministro da educação que está em campanha para a presidência do país com a promessa de introduzir gradualmente uma renda básica para todos, sem contrapartidas. À medida que o trabalho vai se tornando escasso, uma renda modesta, porém garantida, faria com que as pessoas deixassem de temer por seu futuro e liberaria mais tempo para dedicarem às suas família, aos mais necessitados e a si próprios, diz ele.

Também poderia estimular as pessoas a se arriscar mais, a abrir novos negócios e a tentar novas atividades sem o risco de perder os benefícios assistenciais.

O outro pré-candidato do Partido Socialista a favor da renda básica é Jean-Luc Bennahmias. Assim como Hamon, o ex-parlamentar argumenta que não faz sentido imaginar o retorno da época da bonança econômica, com empregos para todos.

"Crescimento de dois, três, quatro ou cinco por cento nos países ocidentais? Acabou", disse ele em um debate televisivo na semana passada. "Temos de falar a verdade".

Pesquisas de fora validam seus argumentos. Um estudo da Universidade de Oxford, de 2015, estimou que quase metade de força de trabalho americana corre risco com a automação.

A Finlândia já começou um experimento com este programa. [E foi encerrado ao fim de 2018].

A mesma ideia foi levada a referendo na Suíça no ano passado, mas os suíços, muito sabiamente, votaram contra a proposta, e de forma esmagadora (mais de 75% contra).

Dizer que essa proposta de renda universal não funcionaria porque "as pessoas seriam desestimuladas a trabalhar e, consequentemente, não gerariam renda a ser tributada pelo governo, o que por sua vez inviabilizaria a continuidade do programa", é uma explicação correta, porém incompleta.

Para essa proposta funcionar é necessário haver fontes que irão fornecer continuamente o dinheiro para manter toda a população no assistencialismo. Mas de onde virá o dinheiro? Os defensores do assistencialismo dizem que o dinheiro poderá ser extraído dos lucros das empresas.

Isso mostra que eles simplesmente não entendem nada sobre a origem dos lucros em uma economia de mercado livre e competitiva.

Lucros são temporários

Sim, lucros são temporários. Lucros surgem quando algumas empresas conseguem um fluxo maior de receitas do que de despesas.

Porém, quando há um mercado cujas empresas nele estabelecidas estão conseguindo taxas de retorno acima da média, isso irá inevitavelmente atrair novas empresas concorrentes. Essa é a dinâmica do capitalismo. Se você descobre um nicho bastante lucrativo, você imediatamente atrai a concorrência, que também quer usufruir uma fatia desse lucro.

Empreendedores rivais, que também estão em busca do lucro, não estão dispostos a permitir que um punhado de empresas que chegaram primeiro a um determinado mercado, e que por isso estão auferindo lucros acima da média, continuem operando tranquilamente.

"Por que abrir mão desse dinheiro?" — essa é a pergunta que qualquer empreendedor em busca do lucro faz para si próprio. "Por que deixar meu concorrente usufruir exclusivamente todo esse dinheiro em um mercado que está aberto à entrada de novos concorrentes?"

Se alguém está ganhando muito dinheiro fornecendo um determinado tipo de serviço que até então não era tido como lucrativo, por que não entrar nesse mercado e fornecer um serviço similar a um preço menor?

Por isso, a tendência em uma economia de livre mercado é que as taxas de lucros se equalizem ao longo do tempo. Sempre há exceções, mas essas exceções ocorrem quando o governo impõe restrições à entrada da concorrência (como, por exemplo, nos setores controlados por agências reguladoras e nos setores que operam protegidos por tarifas de importação).

Fora isso, no geral, empreendedores não são de permitir que outros empreendedores embolsem grandes lucros sem serem desafiados.

Portanto, de onde virá o dinheiro para colocar toda a população do país no assistencialismo? É isso o que os socialistas e social-democratas nunca explicaram. Seus grandiosos planos nunca são acompanhados de estudos detalhados que mostram quem exatamente irá pagar para colocar todo o país no assistencialismo. Afinal, se fizessem isso, eles assustariam seus alvos. Políticos nunca querem assustar seus alvos, a menos que estes sejam numericamente ínfimos.

Robôs e máquinas não pagam impostos. Robôs e máquinas reduzem o custo de se produzir bens e serviços. As empresas que se beneficiam da substituição de mão-de-obra humana por máquinas obtêm grandes lucros inicialmente; porém, isso atrai a atenção dos concorrentes, que rapidamente querem fazer o mesmo. Consequentemente, outros fabricantes de robôs e máquinas também irão vender robôs e máquinas para os concorrentes daquelas empresas que inicialmente implantaram os robôs e as máquinas.

Robôs e máquinas não fazem greves. É impossível eles se sindicalizarem. Eles simplesmente trabalham sem parar e nunca param de produzir. E há mais deles sendo projetados e fabricados. Eles estão vindo para uma indústria perto de você.

E estamos aqui desconsiderando todas as mini-fábricas que utilizam impressoras 3-D. Elas estão chegando também.

As empresas que lucram com o emprego de robôs e máquinas e com a demissão de pessoas não conseguirão manter seus lucros acima da média por muito tempo. Seus concorrentes também irão contratar robôs e máquinas e demitir mais pessoas.

Portanto, quem irá pagar a renda universal para todas essas pessoas demitidas? Ninguém. Este é todo o ponto. As máquinas e os robôs não irão. As empresas que tiverem seus lucros reduzidos por causa da concorrência não irão. Os novos concorrentes não irão. Todos estes estarão muito ocupados tentando descobrir novas maneiras de cortar custos.

O que nos leva a outro ponto de grande importância.

Renda isenta de impostos

As únicas pessoas que realmente poderão bancar esse esquema assistencialista são os consumidores que comprarem os produtos produzidos pelos robôs e máquinas. Com a redução de custos, a inflação de preços será cada vez menor. Consequentemente, a renda real dessas pessoas irá subir.

Mas esse aumento da renda real não pode ser facilmente tributado. Não dá para tributar aumentos reais nos salários, apenas aumentos nominais. O governo teria, então, de tributar ainda mais os salários dos trabalhadores. E ele só teria receita crescente se os salários nominais aumentassem continuamente.

Mas, por causa da automação, não será necessário haver aumentos nos salários nominais. A população terá um aumento em sua qualidade de vida por causa dos preços reduzidos gerados pela automação. Com preços reduzidos, haverá mais dinheiro disponível para gastar. Isso é aumento real da renda. É uma renda isenta de imposto.

Em um sistema no qual a renda monetária é tributada, o governo pode tributar apenas a renda nominal. Trata-se da renda denominada em uma moeda específica. Se você obtém um aumento, o governo está lá para confiscar uma fatia. Consequentemente, se você pudesse escolher entre um aumento nominal de 3% ou redução de 3% em todos os preços, você seria esperto se escolhesse a segunda opção. Você teria um aumento da renda na forma de preços decrescentes em seus bens de consumo.

É por isso que todos os governos odeiam a deflação de preços. É por isso que os governos sempre defendem a expansão do crédito: isso gera um aumento da quantidade de dinheiro na economia, que por sua vez gera aumentos nominais de preços e salários, o que permite receitas tributárias maiores para o governo. Se a inflação monetária elevar os preços, elevará também os salários. O governo pode então tributar esse aumento dos salários. E pode também auferir receitas maiores com os impostos indiretos embutidos nos preços.

Por outro lado, se a população melhora sua qualidade de vida por causa de uma redução nos preços, então o governo não conseguirá se beneficiar disso. Não há aumentos nominais nos quais ele pode colocar suas mãos gananciosas. A renda que aumentou foi a renda real, e não a nominal. Políticos consideram isso intolerável. Preços em declínio são vistos como algo ultrajante por praticamente todos os políticos (e também por economistas keynesianos).

Um cenário em que os salários nominais são estáveis e os preços ao consumidor estão em queda é uma fórmula para se estrangular as receitas dos governos. Políticos e keynesianos odeiam a simples ideia disso.

Mas é inevitável. As máquinas e os robôs irão estrangular os governos. Mas não irão estrangular o indivíduo que tiver um emprego. Com preços em queda e os salários estáveis, não haverá como os políticos extraírem mais renda da população. Isso já é visivel nos países ricos. A única opção será elevar impostos. Mas isso será suicídio político. E nenhum político quer voluntariamente acabar com sua própria carreira. Eles não querem cortar benefícios, mas também não podem aumentar impostos. Se pudessem, eles aumentariam os benefícios e aumentariam os impostos apenas sobre grupos específicos. Mas os robôs e as máquinas não são esse grupo. Eles não pagam impostos.

No final, tudo isso é uma ótima notícia para todas as pessoas do mundo. E uma péssima notícia para todos os políticos do mundo.

O que fazer

Se uma máquina é capaz de substituir o trabalho humano, então ela deve substituir o trabalho humano. O trabalho humano não deve ser desperdiçado em tarefas repetitivas que podem ser feitas por uma máquina de maneira igualmente eficaz e menos dispendiosa. 

Se algo pode ser feito por uma máquina, por que imobilizar algo tão versátil quanto o trabalho humano? O trabalho humano é o mais versátil de todos. Há inúmeras coisas que as pessoas podem aprender a fazer. Já uma máquina pode fazer bem apenas uma coisa; ela não pode fazer outra coisa fora daquilo para a qual projetada.  Seres humanos não são como máquinas. Eles podem fazer muitas coisas.

Se você trabalha no setor industrial, então você deve aspirar a uma posição que esteja entre uma máquina especializada e a resolução de um problema imediato. Existem todos os tipos de problemas imagináveis e inimagináveis nos processos de produção, o que significa que uma máquina não irá solucioná-los. Qualquer tipo de problema tem de ser resolvido pela mente humana, e por um ser humano equipado com uma ferramenta capaz de resolver o problema. É a criatividade humana, em conjunto com o uso de ferramentas, que é essencial para garantir a produção de uma máquina. Aspire a uma posição em que você tenha constantemente de utilizar sua mente.

Se você tem uma profissão manual que se resume a fazer processos repetitivos, é bom ir adquirindo outras habilidades. Se você pensa que poderá concorrer com uma máquina para fazer processos repetitivos, é bom repensar seu futuro. Em processos repetitivos, a máquina sempre irá vencer.

A coisa mais valiosa que as pessoas podem fazer é resolver problemas. Elas não são máquinas. Da mesma maneira, clientes e consumidores têm vários problemas. Não há um só tipo de problema. Há vários padrões de problemas. Mas cada problema possui aspectos singulares. É por isso que máquinas não podem lidar com eles. 

As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos. 

O segredo para se ter uma alta renda não é possuir uma capacidade de efetuar tarefas repetitivas. O segredo é ter uma mente criativa. O segredo está na mente criativa que é capaz de aplicar princípios gerais a casos específicos, e então encontrar ferramentas especializadas com as quais implantar seu plano.

Por isso, se a sua ocupação requer que você apenas efetue coisas repetitivas, coisas que não requerem muito raciocínio, então seria bom você ficar esperto e começar a procurar algum setor que possua algum conjunto de problemas que alguém com suas habilidades possa resolver. É a capacidade de saber resolver problemas, e não a implantação de soluções mecânicas, que gera uma renda alta. É assim que trabalhadores se tornam líderes e patrões.

O fato é que, em algum momento, surgirá uma máquina que fará o trabalho mecânico melhor do que você. Adam Smith já havia observado que as habilidades mecânicas e repetitivas que são necessárias em uma divisão do trabalho não são boas para os homens. Por isso, a automação será ótima para toda a humanidade, libertando-a do fardo do trabalho monótono e exaustivo.

Conclusões

O grande experimento na Europa, de colocar todo um país no assistencialismo, irá explodir sobre todos os políticos de todas as nações que tentarem implantar essa ideia. Simplesmente não haverá novas vítimas disponíveis das quais se extrair a riqueza necessária para colocar todos no assistencialismo universal. Hoje mesmo, as receitas tributárias já estão em queda em boa parte do mundo desenvolvido.

A ideia de um estado de bem-estar social está condenada. O arranjo não durará mais do que a segunda metade do século XXI.

Margaret Thatcher estava certa. O socialismo é popular apenas enquanto os socialistas conseguem meter suas mãos no dinheiro dos outros. A capacidade de os socialistas fazerem isso hoje está cada vez mais próxima de zero. Chegou a hora de os social-democratas aprenderem a mesma lição.

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O resultado de nossa prematura social-democracia: recessão prolongada e contas públicas calamitosas


autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Pobre Paulista  19/01/2017 15:00
    "Simplesmente não haverá novas vítimas disponíveis das quais se extrair a riqueza necessária para colocar todos no assistencialismo universal"

    Neste ponto somos uma potência: Já atingimos esse nível, e nem precisamos de tanta automação assim.
  • 4lex5andro  19/01/2017 15:02
    Qualquer que seja a renda a ser paga tem um preço correspondente; o valor do dinheiro tem de ser ganho antes de ser pago em espécie.

    E sabidamente o Reino Unido está saindo da UE pra não ter outras contas pra pagar no continente.
  • Engenheiro Falido  19/01/2017 15:46
    Ou melhor, o valor do dinheiro tem que ser produzido.
  • EUGENIO  08/01/2022 05:45
    DINHEIRO É FERRAMENTA DE TROCA.
    ------------------------------------

    o dinheiro é um equivalente de riqueza,que é produto ou serviço.

    SE O DINHEIRO TIVER ORIGEM OUTRA QUE A GERAÇÃO DE RIQUEZA(TROCA),

    VAI GERAR PROBLEMAS!
    ===================

    Se não houver produto ou serviço e a ser produzido por humanos simples e comuns, estes não receberão dinheiro!

    Apenas os detentores dos meios de produção donos dos ROBOS teriam receita,mas os consumidores com renda zero seria MERCADO ZERO.

    Ou, apenas poucos terão empregos, e capacidades de alto nivel para GERAR RIQUEZA e então receber O VALE RIQUEZA, OU DINHEIRO mantendo um mercado pequeno que inviabilizaria sua existencia.

    UMA POSSIVEL SOLUÇÃO:
    ===================
    "IMPOSTO POR AUTOMAÇÃO"

    Até agora cada produto ou serviço tem um componente salario/imposto , que deve ser calculado e embutido nos serviços e produtos até outra solução que seja criada.
    -------------------------------------------------------------------

    PS.: uma guerra ou doença ou virus de efeito mundial pode solucionar , aniquilando uma parte da humanidade , os menos capazes de trabalhar no novo mundo altamente sofisticado.

    Provavelmente humanos do futuro serão gerados em PROVETA com QUALIDADES especiais.

    NEUROLINK uma interface humano/ máquina com super especialidades que podem ser trocadas com uma especie reprogramação wireless(sem fio).

    Trabalho,estudo na área de pesquisa e desenvolvimento eletronica,telecomunicações, e ha uns vinte anos isto já era visivel, um caminho que parece ser inexorável.

    Entre uma era , a atual , e a futura HUMANIDADE DE PROVETA, este "imposto por automação" pode viabilizar até uma solução temporaria.

    NÃO DÁ PARA PARAR O MUNDO E CONSERTAR.OU DÁ?

    POIS PONHAM-SE A PENSAR "FORA DA CAIXINHA" PARA NÃO SEREM CANIBALIZADOS.

    Apanho muito quando sugiro isto e aqui no Mises nem publicam, mas agora a hora verdade chegou, e o virus também.
    ---------------------------

    Um governador gaucho certa feita recebeu o estado do RS completamente sem dinheiro e em dividas,não havia tostão nem para pagar salário de funça.

    O tal pensou fora da caixinha e inventou um VALE que prometeu resgataria assim que desse.Proposta aceita, a economia virou, com um DINHEIRO TEMPORARIO, que popularmente foi apellidado de "BRIZOLETA", seu nome era BRIZOLA, e o mundo continuou ,graças a um pensamento "fora da caixinha"

    Milhares de outros,EDISON,TESLA.SANTOS DUMONT.....tambem,Christian Barnaard...





  • anônimo  08/01/2022 16:22
    um adendo. se vc não produzir bens ou serviços , a tal cedula que vc usa como dinheiro tb não vale nada. se vc conseguisse zerar a produção de bens ou serviços(impossivel) o dinheiro naquele territoria valeria zero. seria tudo papel.
  • Ex-Microempresario  10/01/2022 14:52
    Comparar um político que emite moeda sem lastro com Edison e Tesla ? Sério? Depois tem gente que fica zangado quando escuta que o maior problema do Brasil é a burrice.
  • Andre  19/01/2017 15:20
    É sem dúvida uma boa notícia, e a demografia dos países desenvolvidos até lá vai dar uma boa ajuda.
  • Daniel Democrata-Cristão  19/01/2017 15:46
    Ok, ok. Vou destilar meu veneno!
    Sou cidadão que faz um trabalho repetitivo, tenho uns 40 anos, e ganho meu salário. Daí chegam os robôs e pá! Perdi meu trabalho, meu salário e não terei dinheiro para comprar os produtos feitos por outros robôs, conclusão, me estrepei e as empresas tbm pois haverá menos gente pra comprar delas.
    Como vou me recolocar no mercado se os patrões não contratam pessoas com mais de 40 anos? Farei o que para poder comer, beber e tomar meus ansiolíticos? vou rodar a bolsinha na esquina?
  • Anti-Ludita  19/01/2017 15:58
    Você tem apenas 40 anos e já se considera absolutamente incapaz de aprender coisas novas e de usar toda a sua experiência que você acumulou em sua profissão e se tornar um resolvedor de problemas trabalhando autonomamente?!

    Nos países desenvolvidos, a tendência é virar free-lancer e trabalhador autônomo. Relacionamento direto com o cliente, sem patrões. (Pensava eu que esse era o sonho de todos, não ter chefes)

    Nem eu que não lhe conheço acredito que você é um pouquinho melhor do que isso. Não seja tão derrotado assim.

    Hoje, a tecnologia criou empregos que, há menos de uma década, ninguém imaginava que seriam inventados (veja uma lista aqui).

    Crie você também o seu. Torne-se indispensável para os outros. Só não fique com coitadismo e vitimismo.

    P.S.: o que fizeram os trabalhadores que trabalhavam nas fábricas de vela e que perderam o emprego com a chegada da luz elétrica? E os que trabalhavam em fábricas de carruagens e perderam o emprego com a invenção do automóvel? E os que trabalhavam em fábricas de máquinas de escrever e perderam o emprego com a invenção do computador? E os que trabalhavam em fábricas de telefones de linha fixa e perderam o emprego com a popularização dos smartphones? E os que trabalhavam em fábricas de videocassetes e perderam o emprego com a invenção do Blu-Ray? E estes que nem mais têm emprego por causa da Netflix?

    O mundo evoluiu tornando obsoletos vários empregos. Por que parar no seu?
  • Giovanni  19/01/2017 20:17
    Sem chance. As estruturas organizacionais repetitivas têm exatamente essa propriedade, a de gerar incapacidade treinada (R. Merton). Não se trata de pessimismo quanto a si mesmo. É idealismo barato acreditar que uma pessoa, em qualquer fase de sua vida e qualquer que tenha sido seu trabalho até então, mantém condições de se adaptar a outras funções, ou de se tornar um resolvedor de problemas. A questão é mais séria do que qualquer raciocínio motivacional rasteiro permite perceber. Há que se pensar em novos padrões educacionais e em bufferings para populações que forem colhidas no meio do caminho, sob o preço de muitos problemas sociais. Um dos pontos em relação ao que precisamos, urgente e seriamente nos convencer, é que precisamos de muito investimento em educação e precisamos mudar a escola brasileira, em todos os seus níveis, de cabo a rabo. Ou nosso futuro - individual e nacionalmente falando - tende a ser mais difícil do que é. Isso, ou capacidade criativa é uma questão de pensamento positivo, de otimismo, etc (essa conversa de escritor e palestrante motivacional). Ora, não sendo isso (e não é, porquanto não se cria nada útil sem muita informação e formação adequada, e o que se cria não alcança o mercado sem estruturas institucionais adequadas), temos um horizonte mais complicado do que a recomendação "cuide para adquirir capacidade de resolver problemas" permite vislumbrar.
  • Marcos  19/01/2017 16:20
    É a vida, meu caro. Qualquer um de nós pode cair num buraco na rua e quebrar as pernas a qualquer momento.

    O que vc propõe?

    Que o estado edite uma lei que proíba o Sr. Daniel de ser demitido? Quer que a polícia estatal coloque uma arma na cabeça do seu empregador impedindo-o de te demitir? Quer um emprego garantido por lei às custas de terceiros? É isso?


  • Douglas  19/01/2017 20:06
    O senhor precisa é ir estudar! Aproveite enquanto ainda tem sua renda garantida para fazer cursos e expandir sua mente.
    Se voce estiver qualificado criativamente nao terá esse problema que descreveu.

    Acabou de ler um baita texto e nao consegue aplicar pra voce mesmo....

    tscc pfff argh
  • Daniel Democrata-Cristão  20/01/2017 10:21
    Eu tenho dinheiro que fui juntando e acumulando desde 2003, desde antes já venho antecedendo quaisquer problemas à frente, inclusive esse desemprego que pode vir a qualquer momento. Procurei me preparar para o pior, pois acho que ter um dinheiro guardado vai me fazer ter liberdade para pensar em empreender, ou trabalhar num serviço com menor remuneração para pagar somente as contas.
  • Marcos  20/01/2017 12:46
    Então você mesmo tem a solução para o "problema" que vc colocou no seu primeiro comentário.
  • Daniel Democrata-Cristao  20/01/2017 13:48
    Sim, pode ser. É que tenho medo de desemprego.
  • Taxidermista  20/01/2017 14:23
    Eis aí a lição a ser extraída, meu caro: os medos pessoais não podem servir de base a políticas intervencionistas. O resultado é a catástrofe, moral e econômica.

    Dá uma conferida, tendo interesse:

    www.amazon.com/Feardom-Politicians-Exploit-Your-Emotions/dp/098929126X
  • Andre  20/01/2017 13:40
    Parabéns pela sua disciplina e determinação em fazer poupança em um país de população perdulária, sem visão de longo prazo e que faz troça com quem economiza dinheiro.
  • Daniel Democrata-Cristao  20/01/2017 16:54
    rsrsrs verdade André, mas atualmente estão pianinho porque se comprometeram com financiamentos no minha casa minha vida e carros. E eu cansei de ouvir tanto na minha orelha pq eu não tirava carro zero, pq continuava com o meu corsinha classic.... mas a vida ensina, e a Escola Austríaca também.
  • Perdido  19/01/2017 15:52
    Já antevejo o estado criando um imposto sobre uso dispositivos de automação sobre o pretexto de que não é justo um robô tomar o emprego de um pai de família.
  • Jango  20/01/2017 19:21
    Não duvido nada.
  • Rene  19/01/2017 15:53
    É difícil prever o que irá acontecer com a social-democracia. Não há dúvida que trata-se de um sistema que tende a crescer até o ponto de ser esmagado pelo próprio peso. Mas quando isso acontecer, é óbvio que as pessoas que ganharam muito com este sistema não estarão tão dispostas a abrir mão de sua posição. E é muito mais fácil fazer isso através de regulações, politicagens e coerção do que através do livre mercado. Seria muito mais fácil, por exemplo, proibir os robôs com a desculpa de manter os empregos, do que aceitar as consequências. No Brasil, a classe política conseguiu manter todo o sistema intacto através daquele processo demorado e custoso que foi o impeachment. O povo queria ver uma cabeça rolando e foi só o que recebeu. A máquina ineficiente e esbanjadora continua funcionando a todo vapor, comendo quase metade de nossa renda e nos forçando a adquirir bens e serviços caros e de qualidade duvidosa. Resumindo, existe muita gente querendo manter as coisas do jeito que estão. Se eles perceberem que a sua principal fonte está secando, eles irão simplesmente procurar outra fonte, fazendo o possível para manter seus privilégios inalterados.
  • Andre  19/01/2017 16:55
    Adotar robôs maciçamente e anos depois proibi-los causará um colapso na produtividade, com resultados idênticos aos descritos no artigo, o butim estatal continuará diminuindo, ele não terá outra saída a não ser estado mínimo.
    O caso do Brasil que descreveu está só no começo, apesar de ensaiarmos a saída da recessão, há 12 milhões de desempregados colocando pressão nos políticos, o déficit público é enorme e quando este entrar num valor civilizado já teremos 100% de dívida sobre o PIB, deixando o país tão vulnerável a crises que não vai ter grupo político que aguente mais de 2 anos no comando.
  • Rene  19/01/2017 17:35
    Adotar robôs maciçamente e anos depois proibi-los causará um colapso na produtividade, com resultados idênticos aos descritos no artigo,

    Concordo contigo. Mas a questão não é essa. A questão é: Desde quando isso foi um problema para os social democratas? Uma bomba de gasolina self service é mais econômica do que pagar um frentista. Mesmo assim, o governo proibiu os postos de adotarem esta prática para proteger empregos. O Keynesianismo e a social democracia causam problemas sérios na economia. Há vários artigos neste site mesmo demonstrando isso, tanto na teoria como em exemplos do mundo real. E apesar deste fato, este sistema continua forte no mundo, visto que existem pessoas poderosas que estão ganhando muito com ele.

    Pode ser que realmente a crise resulte em uma diminuição do peso do estado e a uma maior liberdade econômica. Eu torço muito para que isto aconteça. Entretanto, não consigo ignorar o fato de que uma mudança deste porte não irá ocorrer sem encontrar resistência daqueles que tem muito a perder caso ela aconteça.
  • Daniel Democrata-Cristão  19/01/2017 18:05
    Não concordo com o André; O CDS está no mínimo em um ano, as instituições financeiras estão mais confiantes no Brasil, portanto a percepção de risco é bem menor por parte dos agentes.
  • anônimo  19/01/2017 16:18
    "A coisa mais valiosa que as pessoas podem fazer é resolver problemas. Elas não são máquinas. Da mesma maneira, clientes e consumidores têm vários problemas. Não há um só tipo de problema. Há vários padrões de problemas. Mas cada problema possui aspectos singulares. É por isso que máquinas não podem lidar com eles. As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos. "

    E é exatamente por isso que o argumento dos socialistas de que máquinas poderiam realizar o cálculo econômico no socialismo não poderia dar certo, máquinas são programadas para lidar com fatores pré-programados, enquanto o cálculo econômico envolve um constante reajuste de preços e de realocação de fatores de produção, uma máquina não pensa fora do script.
  • Capitalista Keynes  19/01/2017 16:24
    "É a capacidade de saber resolver problemas, e não a implantação de soluções mecânicas, que gera uma renda alta. É assim que trabalhadores se tornam líderes e patrões."

    Muito bom artigo ....vejo isso onde trabalho . Todos os líder que são aprovados em um processo seletivo são os que resolvem problemas e quanto mais complexos, mais eles ganham. Sabem agregar valor ao seu trabalho, se tornando necessários e desejados na empresa.
  • Skeptic  19/01/2017 16:27
    É verdade que, no longo prazo, a taxa de lucro num mercado competitivo tende a zero? Ou isso é apenas na teoria mainstream de concorrência perfeita?
  • Pobre Paulista  19/01/2017 16:39
    Não tem como, pois as preferências das pessoas mudam com o tempo. Se mudam, aqueles empreendimentos que atendem às novas preferências terão lucros maiores do que aqueles que atendem às velhas.
  • Huerta  19/01/2017 16:40
    Tende a ser baixa, mas não zero. Zero só ocorre em uma economia estacionária, em que não há descobertas e não há novos empreendimentos -- o exato oposto de uma economia de mercado.

    Mas também não tem nada a ver com a teoria da "concorrência perfeita", uma bobagem inventada pelo mainstream:

    As definições corretas de monopólio e concorrência - e por que a concorrência perfeita é ilógica

    Fusões, aquisições, concorrência perfeita e soberania do consumidor
  • Anderson  19/01/2017 16:33
    Este assunto tem se tornado interessante para mim. Acho que é porque nunca consigo visualizar bem o cenário, sempre aparece um argumento contra ou a favor da automação sem limites.

    Acho que um dos grandes problemas dos esquerdistas é a velha história da "soma zero", ou "riqueza pré-criada". Eles acham que só poderá haver riquezas através do capital atualmente empregado - sejam os bens de capitais já alocados nas empresas, ou os capitais financeiros dispostos a investimentos.

    Entretanto, qualquer um pode criar riquezas, só o fato de alguém plantar sementes e, após certo período, crescer frutos da plantação, já foi uma criação de riqueza. A pessoa que se dispôs a semear fez com que fossem criadas novas frutas aptas ao consumo.

    A riqueza criada pelas empresas quase que inteiramente automatizadas será posta ao mercado, e se não houver mercado para comprá-la - gente sem emprego e sem renda-, simplesmente a produção parará. E se a produção parar a economia também freará. Obviamente que ninguém quer isso.

    Porém, ao automatizarem a maioria de empresas de produtos e alguns serviços, as pessoas não ficarão paradas, de mãos cruzadas. Elas começarão a ofertar serviços a outras pessoas, e vice-versa, no final das contas, quase todo mundo começará a produzir serviços - se são serviços fúteis, aí é outra conversa...

    Acho que, para acompanhar esse ritmo de automação, a população futura não deverá ser muita... E o contraponto será se até máquinas começarem a oferecer os mais diversos serviços, aí tudo irá por água abaixo, já que não haverá quase nenhum serviço a oferecer...

    Enfim, acho que o futuro é complexo demais para afirmar que acontecerá coisa x ou y, depende de uma série de variáveis. Apenas acho, de acordo com meu raciocínio acerca do tema – que é limitado- que se a automação crescer nas empresas que ofertam produtos, o mundo melhorará bastante, mas se ela se expandir e dominar até nos serviços, estaremos ferrados!
  • Pensador barato  19/01/2017 17:31
    Andersom maquinas e robôs só são usados na industria e\ou serviços nas seguintes circunstâncias,quando os salários ficam altos demais e\ouprocessos de produção redutores de custo,qualquer empreendedor fará o calculo comparativo entre mão de obra e\ou automação,ou seja não se preocupe com esta questão,ela é uma questão de cálculo econômico que os empreendedores fazem corriqueiramente pois são eles que arriscam o suado dinheiro deles,enfim preocupe-se em se qualificar para lidar com esta realidade que é a automação que está beneficiando o consumidor com mais produção e menores preços e empreendedores ao aumentar a oferta de crédito(Aumento dos lucros depositados nos bancos ou girando nas bolsas de valores ou commodities)ou seja a automação é uma benção para a humanidade e para nós consumidores e como diz o artigo é uma maldição para os políticos principalmente para os esquerdopatas...
  • EUGENIO  10/01/2022 04:18
    NÃO SÃO AS MAQUINAS

    SÃO OS PROGRAMAS INTELIGENTES!

    CLARO, "ENCARNADOS NAS MAQUINAS" ESTES SOFTWARES ATÉ LIVROS E MUSICAS PARA HUMANOS JÁ ESCREVEM.....PARA MERCADOS DETERMINADOS, ESTILOS E TUDO ADEQUADO AO MERCADO A QUE SE DESTINA.

    MINHA DÚVIDA É:

    PARA QUE AS MAQUINAS QUE JÁ SE PROJETAM, SE CRIAM E SE FABRICAM SE PRGRAMAM VÃO PRECISAR DOS HUMANOS?

    UMA MAQUINA ENTÃO INTELIGENTE PODE DURAR SÉCULOS QUIÇÁ MILLENIOS VIAJAR PELO UNIVERSO A VELOCIDADES QUE NOS HUMANOS NÃ PODEMOS.

    NOSSA MODESTA INTELIGENCIA SABE POUCO

    MUITO POUCO,ENQUANT AS MÁQUINAS PODEM JÁ MUITO MAIS.
  • Matheus Verza  19/01/2017 17:16
    Gostei do texto, mas tenho minhas dúvidas (e receios) sobre isso..
    Entendi a explicação sobre pessoas com trabalhos manuais e repetitivos aprenderem a fazer outras coisas devido a automação de seu trabalho, mas ainda assim acho que iria saturar o mercado pois seria muita gente para poucos modos novos de serviço..

    E tambem.. com estas estimativas de crescimento populacional gigantesca e a automação dos serviços manuais, será que vai haver emprego para todos realmente?

    É um assunto que nunca me deparei muito para pensar sobre, mas gostei do texto e me instigou a pesquisar mais, abraços!
  • L. Simonetti   19/01/2017 17:34
    "E tambem.. com estas estimativas de crescimento populacional gigantesca e a automação dos serviços manuais, será que vai haver emprego para todos realmente?"

    Você quis dizer exatamente o contrário, né? As estimativas de crescimento populacional são desanimadoras, não sentido de que faltara mão-de-obra no futuro. No mundo ocidental, as taxas de fecundidade desabaram, e esse será o real problema do futuro.

    O mundo não está superpovoado - e, exatamente por isso, as consequências futuras podem ser ruins


    De resto, leia os artigos recomendados ao final do texto. Ali você verá que a automação também fará surgir vários outros empregos que hoje são inimagináveis.
  • Marcos  19/01/2017 18:26
    Matheus:

    a seção de comentários desse artigo também tem uma boa discussão sobre esse ponto suscitado por vc:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2599
  • FL  19/01/2017 17:21
    É uma pena que o próprio governo já sabe disso e também está utilizando cada vez mais robôs para continuar com sua expropriação da população.
    Basta ver quantas obrigações acessórias uma empresa deve entregar para as "otoridades", que vão cruzar informações de todas as formas para sugar até o último centavo - o mesmo que acontece com a declaração de imposto de renda de pessoa jurídica.
  • Iniciante  19/01/2017 18:23
    Olá, pessoal,

    duas questões:

    1 - Sobre a origem do dinheiro para o assistencialismo: O tributo do pessoal ativo + tributação do lucro (apesar dos altos lucros serem temporários, eles não são nulos ao longo do tempo) não seriam suficientes para pagar a "renda básica"?

    2 - Sobre o tópico "Renda isenta de impostos", o valor arrecadado pelo governo não seriam maior em termos reais, apesar de não aumentar nominalmente? Qual a diferença entre o governo arrecadar um valor nominal menor (mas com ganho real) e um valor nominal maior (mas com ganho real menor). O primeiro caso não seria melhor para o governo?
    Ou seja, por que a deflação é ruim para o governo (Em um cenário em que ele arrecada mais em termos reais, apesar do valor nominal menor)?
  • Pro  19/01/2017 18:41
    "O tributo do pessoal ativo + tributação do lucro (apesar dos altos lucros serem temporários, eles não são nulos ao longo do tempo) não seriam suficientes para pagar a "renda básica"?"

    A renda básica e todo o resto das operações estatais hoje vigentes?

    Detalhe: os valores nominais arrecadados seriam decrescentes, o que significa que tanto os salários dos funcionários públicos e dos políticos, quanto o salário de toda a população (a "renda básica"), bem como todos os repasses a saúde, educação, segurança, justiça, cultura, lazer etc. terão de encolher anualmente em termos nominais. Isso nunca aconteceu em lugar nenhum na história do mundo.

    Gostaria de ver a turma toda aceitando isso.

    "o valor arrecadado pelo governo não seria maior em termos reais, apesar de não aumentar nominalmente?"

    Depende. O valor nominal certamente irá cair. A questão então passa a ser: a deflação de preços cairá ainda mais?

    E, mesmo que isso ocorra, o que comanda a política e a população são os valores nominais. Sempre foi. Nunca ninguém aceitou contínuas reduções nominais sob a promessa de que "ano que vem tudo estará mais barato, portanto aceitem". Esse será o jogo.

    "Qual a diferença entre o governo arrecadar um valor nominal menor (mas com ganho real) e um valor nominal maior (mas com ganho real menor). O primeiro caso não seria melhor para o governo?"

    Falta combinar com os funcionários públicos, com os políticos e com toda a população. A Grécia, por exemplo, está em deflação monetária (todo mundo tirou os euros de lá e mandou para outros países da zona do euro) e até mesmo com deflação de preços. Mas ninguém quer saber de redução salarial. Com isso, o desemprego vai para os dois dígitos. A Espanha está na mesma situação.

    "Ou seja, por que a deflação é ruim para o governo?"

    Porque afeta suas receitas nominais. E todo mundo só quer saber de ver os valores nominais subindo. Nunca o funcionalismo público, os dependentes do assistencialismo e os setores da saúde, educação, segurança, justiça etc. aceitaram reajustes salariais para baixo. Em nenhum país do mundo. Pode vir a acontecer? Até pode. Mas aí seria algo completamente inédito.
  • Iniciante  21/01/2017 13:28
    Agradeço a resposta.
  • Cleiton  19/01/2017 19:22
    Algumas dúvidas:

    O que é renda nominal?

    E renda monetária?

    E renda real?
  • Thiago Rocha   19/01/2017 20:59
    [OFF Topic ]

    Galera do IMB, tem uma página no facebook que se chama Contra o Pensamento Liberal, lá eles fazem postagens sérias contra a Escola Austríaca, e eles supostamente "refutaram" a Teoria do Valor Subjetivo e a Utilidade Marginal. Gostaria que vocês dessem uma olhada(até pq eu não tenho capacidade de porra nenhuma), e se puderem, façam um artigo contra esses caras.
  • Raphael Leme  19/01/2017 22:47
    Refutaram? Coloca aqui então o resumo da refutação.

    Aqui vai um humilde conselho, algo que aprendi na marra nos últimos anos:
    se você leu um texto, um artigo ou uma monografia acadêmica (sobre qualquer assunto), e após a leitura você não é capaz de, só pela sua memória, descrever os três principais argumentos do artigo, então ignore o artigo: ele não é importante.

    Se você não é capaz de sintetizar para uma pessoa leiga, de maneira coerente, quais são os argumentos do artigo, então ignore os argumentos. Eles provavelmente são incoerentes.

    E um último adendo: se você não consegue se lembrar dos argumentos que um determinado autor utilizou, por que você irá se lembrar dos contra-argumentos que outro autor irá apresentar?


    P.S.: uma vez trouxeram aqui um texto desta página falando bobagens magnânimas sobre a Crise de 1929. Coincidência ou não, imediatamente depois o IMB publicou esse artigo falando tudo sobre a Grande Depressão. Ninguém de lá contra-argumentou. Ficaram pianinhos.

    Sobre a crise de 1929 e a Grande Depressão - esclarecendo causa e consequência


    P.S.2: a referida página tem míseras 5 mil curtidas (contra quase 250 mil do IMB) e o nível é esse aqui:

    https://www.facebook.com/cplmemes/photos/a.1743209439342281.1073741828.1742028926126999/1755196584810233/?type=3&theater

    Se o IMB se rebaixar a debater contra isso irá perder o meu respeito.
  • Fábio   19/01/2017 21:30
    " ... As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos ... "

    Quem não entende do assunto acredita muito nessa afirmação. E se o limite da máquina for maior que o limite humano? Estava agora mesmo vendo as Apis do Watson e as redes LSTM ( e tentando em vão prever o daytrade). O Watson não foi programado por humanos a se comportar como é (infelizmente muitos ficarão confusos com essa afirmação) , ele foi é ensinado a se comportar daquela forma absorvendo um enorme banco de dados. No máximo diretrizes, crenças e preferências foram impostas. Ele tem seus limites, mas são maiores que os nossos em muitos aspectos.
    A própria definição de criatividade é problemática: Não seria somente a expressão da diversidade de pensamentos e circunstâncias? Algo fácil de implementar em computadores, mas muito perigoso para a vida real.

    Mas acredito que a maior questão no futuro será mais doméstica como se vê no artigo abaixo e semelhantes:

    epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/12/o-carro-tera-de-escolher-quem-salvar-e-quem-machucar.html

    O que fará as pessoas pedirem por uma regulamentação do que somente aceitar que as empresas visando os lucros prefiram que seus carros matem uma criança na estrada do que seu dono.

  • Eduardo  19/01/2017 22:55
    Mesmo que as máquinas substituam tudo que fazemos hoje (não só na produção, mas estamos falando em praticamente todos os níveis de serviço hoje existentes, desde restaurantes até agências de publicidade e entretenimento) sempre existirá mais "trabalho" a ser realizado.

    As nossas necessidades irão mudar em um mundo de uma "inteligência artificial plena", iremos nos dedicar a outras atividades. Por exemplo, em um mundo assim talvez uma parcela maior da população se dedique a esporte profissional (a não ser que você me diga também que iremos preferir ver jogadores de futebol robôs…), outras áreas do conhecimento humano, exploração espacial e por aí vai.

    Entenda, meu caro: os recursos são escassos! Mesmo que as máquinas produzam "tudo" eles continuarão sendo escassos. O que iremos consumir pode ser muito barato em um futuro assim, mas os recursos continuarão escassos e desta forma eles terão sim preço.

    A realidade é que, independente do que você acredita ser inteligência artificial ou não, com exceção do cenário apocalíptico das máquinas nos destruírem, elas irão continuar a ser ferramentas que irão aumentar a nossa produtividade. Se uma fábrica precisar apenas de uma pessoa para ir lá e apertar o botão a cada 100 anos isso significa que a produtividade alcançada é altíssima. Apenas isso…

    Realisticamente, a economia é complexa demais para acreditar que máquinas irão simplesmente substituir os homens em todos os níveis possíveis de trabalho existentes (ou que nem existem ainda…)
  • anônimo  19/01/2017 22:58
    Se a preocupação é essa, não vejo a hora de ela se tornar realidade. Já pensou? Não apenas ninguém mais teria de trabalhar, como também ninguém mais teria problemas com nada. Estragou a geladeira? O robô conserta. Estragou o computador? O robô conserta. Estragou o carro? O robô conserta.

    Só não sei muito bem como o robô vai criar as peças de reposição, mas se há quem jure que isso será possível, quem sou eu para discordar.
  • André C.  19/01/2017 23:02
    A evolução tecnológica se dá a pequenos passos, muitas vezes desconexos no início. Porém, sempre firmes e, às vezes, rápidos.

    A cada passo da criação de algo, o ser humano também fica mais inteligente e com mais capacidade.

    O seu cenário é possível sim, mas neste caso, as máquinas seremos nós. Afinal, somos máquinas, mas biológicas, naturais (ou como alguns querem: que Deus fez) e então é sim possível a criação de uma máquina semelhante, mesmo que isso dure vários milênios para acontecer, dado que podemos estudar sistematicamente a natureza e aprender com ela (ou, como querem alguns, porque Deus nos fez a sua imagem, então somos co-criadores).

    Claro que, neste ponto, as duas máquinas (biológica e artificial) se confundem. Eu diria que criaríamos o nosso próprio corpo, de acordo com a nossa necessidade. Então, neste sentido, as coisas ainda seriam feitas por nós mesmos. Tem gente que leva a sério esta do transhumanismo e do homo technologicus (TripleC)

    Sobre as máquinas serem programadas... Sim, de fato é isto, você pode programá-las para aprenderem, para interagirem, para reagirem e para otimizarem seu funcionamento. E mais, se você programar tudo isso de forma que a máquina o faça automaticamente (por ela mesma), ela se torna auto-reativa, com auto-aprendizado (aprendizado não supervisionado), auto-otimizada, auto-organizada etc. (Auto-X). As interações entre várias delas suscita novidades "não previstas", o que é chamado processo de emergência.

    Na moderna IA, não se fala mais em programar o computador para realizar tal e tal tarefa (isso ainda é muito comum, mas não é mais alvo de pesquisas [= realidades futuras]), mas se fala em ensinar o computador a realizar tal e tal tarefa.

    Mas essas características não vão acabar com os empregos, mas somente com os empregos ruins, exatamente como diz o artigo...

    Abraços
  • Renato  20/01/2017 00:03
    "Se uma máquina é capaz de substituir o trabalho humano, então ela deve substituir o trabalho humano. O trabalho humano não deve ser desperdiçado em tarefas repetitivas que podem ser feitas por uma máquina de maneira igualmente eficaz e menos dispendiosa..."

    A minha experiência de vida parece diferente da experiência do pessoal dos comentários e do autor do texto. Vou ser bem sincero aqui e objetivo, não quero polemizar: conheço muitas pessoas que não são capazes de fazer absolutamente nada a não ser "apertar parafusos" ou "carregar tijolos". Simples assim. O autor do texto assume que todos os trabalhadores tem condições de aprender. Eu não acho que isso seja verdadeiro. Mesmo que queiram, e isso eu já não vejo comumente de jeito nenhum, muitos são incapazes de aprender. Alguém tem essa impressão?
  • Julio Cesar   20/01/2017 00:33
    Isso é elitismo seu. Uma pessoa que realmente não soubesse fazer nada senão carregar tijolos e apertar parafusos já estaria dormindo nas ruas, sem lar e sem teto. Tal pessoa dificilmente encontraria qualquer demanda por sua mão-de-obra no mercado atual. Poderia, no máximo, encontrar um ou outro bico esporádico. E o valor monetário que ele ganhasse seria rapidamente diluído pela inflação.

    O fato é que qualquer indivíduo, com um mínimo de treinamento e dedicação, consegue fazer muito mais do que isso. Eu mesmo conheço um cara que era pedreiro ("carregava tijolo") e hoje trabalha em supermercado, atendendo clientes. Upgrade. E ele continua sem ter tido ensino médio.

    Essa sua visão, ironia das ironias, é a de que indivíduos são tão burros quanto uma máquina, e incapazes de aprender qualquer coisa nova. Sinceramente, isso não existe. O que existe é comodismo. Qualquer um, numa situação de extrema necessidade, aprende a se adaptar. Sim, exige esforço. Sim, é desconfortável. Sim, seria muito melhor receber tudo pronto e sem qualquer chateação. Mas a vida não é assim. Vivemos num mundo de escassez e não de abundância. Tudo exige determinação, esforço e dedicação.

    Agora, se tal indivíduo que você falou realmente é uma porta e realmente não quer aprender mais nada, bom, então aí nada pode ser feito por ele. Só falta agora você querer dizer que todo o progresso tecnológico deve ser interrompido apenas porque há um cidadão que se recusa a se auto-aprimorar na vida.
  • J%C3%83%C2%BAnior  22/01/2017 03:07
    E ninguém para para pensar que quando os robôs estiverem prontos para nos substituir, provavelmente, já teremos antes um cérebro conectado à internet, com talvez uma memória externa, ou implantado no cérebro mesmo, a onde poderemos fazer o download do conhecimento, aprender matemática, artes marciais, programação, aí seriam premiadas as pessoas que melhor usarem essas informações.
  • Humberto  20/01/2017 00:40
    Isso é bem típico. "Ah, conheço um cara que não se adaptaria a essa nova realidade; logo, temos de interromper todo o progresso senão esse cara ficará desconfortável!".

    Ora, que se dane esse cidadão. Vários bóias-frias que trabalhavam no campo também ficaram desempregados com o surgimento das colheitadeiras, e se sentiram inúteis. Ainda bem que não havia nenhum iluminado à época querendo proibir a invenção das colheitadeiras com o argumento de que o desemprego dos bóias-frias os levaria à depressão.

    É isso que se passa por "debate econômico sério" hoje em dia: não há argumentos técnicos ou racionais, mas apenas afetações de pseudo-piedade e efusões de sentimentalismo.
  • Marcão  20/01/2017 12:49
    Bem por aí. Muito bem observado.
  • braZilEro  12/01/2022 21:05
    Empregamos gente por 25 anos, tenho a exata mesma impressão sua.

    Porteiros que dormem e não sabem usar o interfone. Jardineiros que não sabem podar nem plantar. Faxineiras que não sabe varrer. E estou falando apenas de indivíduos com experiência aqui! Desconsiderei os novatos.
    Meu contador não sabe contabilidade até hoje, mas eu sei e ele é barato, então sigo cliente desde sempre.

    Ademais, quanto aos comentários de robos e inteligencias artificiais muito superiores a nossa, o desenho Wall-e já mostra bem o que seria da humanidade hehehe gordões em suas bolhas, com todas necessidades atendidas.
    Um antigo professor de história, décadas atrás, afirmava sobre isso que viraríamos "bolas aidéticas". Talvez tenha errado quanto a doença apenas...
  • Marconi Soldate  20/01/2017 18:57
    Aceitem que dói menos. A renda básica vem aí e será um alívio porque irá retirar o estado de tudo o mais (exceto exército, polícia e justiça). É o melhor possível.
  • Tulio  20/01/2017 19:09
    Opa, você então garante que isso irá acontecer?! Você garante que o estado irá se retirar de tudo?

    Se sim, então até eu sou a favor. Senão, você terá de assumir responsabilidade por sua propaganda enganosa.
  • Alex Ran  21/01/2017 13:08
    Há um pequeno erro no texto. Na deflação o governo também ganha. Se a tributação é de X e o governo consegue comprar Y de produtos e serviços, se há deflação e o preço desce pela metade, o governo vai poder comprar 2Y sem alterar a arrecadação. A única forma do governo não ganhar nada com a deflação seria se ele diminuísse proporcionalmente a arrecadação, ou seja, passar a arrecadar X/2 (metade). Ora, se X paga os gastos do governo porque compra Y, agora com a deflação, metade de X, compra os mesmos Y mantendo o mesmo gastos anteriores de bens e serviços (Y). Em outras palavras, se o governo continuar arrecadando o mesmo X apesar da deflação significa que ele vai poder sustentar o dobro de burocratas desocupados.
  • Corregedor  21/01/2017 14:07
    Só que você se embananou num ponto crucial: a arrecadação do governo não se mantém a mesma. Ela cai. E pelos motivos explicados no artigo.

    Essa diferença é essencial.

    Confira a pergunta feita pelo leitor "Iniciante" e veja a resposta dada a ele.
  • Alex Ran  03/02/2017 22:58
    Sim, me enrolei no raciocínio. Andei lendo outros textos para entender melhor. Engraçado que estou lendo livro Ação Humana do Mises e tem uma parte inteira só sobre deflação e por coincidência li ela esses dias, e ele mesmo responde:

    "A política deflacionária é onerosa para o Tesouro e impopular junto às massas. Por outro lado, a política inflacionária é vantajosa para o Tesouro e bastante popular entre os ignorantes. Na prática, o perigo da deflação é apenas ligeiro, enquanto o perigo da inflação é enorme."

    Obrigado pela resposta.
  • Skeptic  21/01/2017 14:42
    Tem um ponto que não foi considerado pelo artigo, a inteligência artificial. Se uma IA forte surgir no futuro, aí todos ou quase todos os empregos poderiam desaparecer. Assim, a humanidade viveria como deuses servida por robôs ou seria extinta. Talvez não seja um futuro tão binário assim, esse futuro é difícil de prever.
  • André Cavalcante  22/01/2017 00:52
    IA Forte? Puts, não ouço esse termo desde os papers na Scientific America de 91, o famoso debate Seal x Churchland.
    Na prática, fazer um computador interpretar corretamente uma mísera frase em linguagem natural, coisa que QQ criança de 3 anos de idade faz, é uma tarefa hércula.
    Isso vai acontecer um dia, mas não cremos que seja algo para agora, ou mesmo nesse século.
    Até lá, a gente já resolveu esses problemas todos...

    Abraços

  • José R.C.Monteiro  23/01/2017 08:59
    Robôs mais capazes (em termos), e mais fortes, do que os seres-humanos, já li isso em revistas de almanaque - robôs dominam seres-humanos . Está a parecer que não serão as máquinas, mas sim outros seres humanos , quer dizer, outros seres-humanos, chegar a ser engraçado - "ponhamos culpa nos robôs".
    Chamamos isso de concentração de poder, queiramos ou não, tem sabor de tiro-no-próprio-pé.
    Há uma previsão da indústria automobilística que no ano de 2025 não será mais necessário um ser-humano para dirigir os automóveis, não é uma belezura? Quer dizer, todos os carros ligados à uma central informática, e, naturalmente, essa central saberá aonde todos estarão indo, sem afastar a possibilidade (claro, nessa altura de tecnologia todos seres-humanos estarão isentos do "pecado original") do extremo poder de parar nosso trajeto - sonho de Genghis Khan e Stálin.
    Se as evoluções moral e tecnológica estiverem "pari passu" nesse momento, ficarei muito infeliz em partir dessa para melhor.
    Espero que a máxima de J.Schumpeter doesn't come true: quem acabará com o capitalismo, será o próprio.
    Caramba, lembrei de uma palestra do Google: "nós não queremos responder às pessoas as perguntas que elas têm, mas sim responder perguntas que elas nem sabem que possuir em suas cabeças".
    Não podemos pensar que "apenas" há o conflito de economia estatizada versus economia de mercado, parece que a concentração de poder passa por cima desse conflito de econômico, será que os socialistas já não sacaram tudo isso?
    Espero que pelo fato de que Hilary Clinton ter recebido de Wall Street mais de 200 milhões de dólares, e Trump 13 milhões, não seja algum tipo de indicador meio que vermelhinho dessa minha tênue percepção da esperteza dos socialistas.
    Há um livro - Zero To One - em que ser monopolística, ou seja, concentrar poder, é o sonho de toda empresa ao ser criada; Karl Marx previu que a concentração do capital, quer dizer, concentração do poder, tratava-se de um capitulo ESSENCIAL DO ADVENTO DO SOCIALISMO.
    Dei uma escapada no assunto per se, porei culpa nos robôs, tudo isso para dizer que deveríamos pensar que o aparenta ser uma derrocada do social-democracia, pode ser uma percepção futurística, considerar o inimigo sagaz é salutar.
  • MB  05/03/2017 22:19
    Concentração de poder e monopólio ruim(Monopólio bom não tem proteção estatal)são criações do estado,obra do conluio grandes corporações e estado,enfim duas instituições parasitárias que sugam nossos(Recursos)sangues,nós os hospedeiros(Eleitores e pagadores de impostos e consumidores das bugigangas destas grandes corporações)somos os otários nessa equação do poder.
  • FREDERICO HAUPT BESSIL  02/02/2017 13:49
    Se houvesse uma previsão expressa na CF instituída por EC, afirmando que os direitos sociais lá previstos ou na CLT podem ser livremente negociados em Convenção Coletiva, afim de estabelecer um livre mercado, até mesmo com possibilidade de redução do salário-mínimo e/ou aumento da carga horária para 12h sem pagamento de horas extras, afim de combater o desemprego e aumentar a competitividade das Empresas brasileiras no mercado global, por exemplo: definindo que o trabalho em sábado e domingo terá a mesma remuneração que o trabalho normal ou que o trabalho noturno terá a mesma remuneração que o diurno; ou que o empregado Celetista passará por estágio probatório como os estatutários, podendo dispersar-se o empregado por desempenho insuficiente, mesmo não configurando hipótese de justa causa, sem direito a verbas rescisórias;

    tal EC poderia prosperar ou seria derrubada no STF por configurar retrocesso Social?

    O legislador é livre para fazer tais mudanças na CF para instituir uma livre mercado no Brasil afastando ao máximo a influência do Estado nas Negociações privadas, em virtude da separação dos poderes, ou o modelo atual de intervencionismo Estatal só poderia ser modificado com uma nova Constituição?
  • Andre  02/02/2017 15:43
    Certamente uma nova constituição, nossos vizinhos Uruguai 1997, Paraguai 1992, Peru 1993 e Colômbia 1991 possuem constituições muito mais pró mercado e com limitações ao estado, já marcadas pela queda do muro de Berlin e fim da URSS, não por coincidência apresentam razoável crescimento econômico mesmo após a derrocada das commodities e ambiente muito mais favorável aos negócios.

    Agora, como seria uma nova constituição brasileira em pleno 2017 tenho até medo de pensar, o sistema econômico não ruiu o suficiente para romper o amor do brasileiro médio pelo estado e sua crença no almoço grátis, resultará em outra CF populista.
  • Emerson Luis  05/03/2017 21:42

    "Robôs e máquinas não pagam impostos."



    * * *
  • Andr%C3%83%C2%A9  06/03/2017 00:05
    Ué, só não vi a novidade até agora, porque os robores já são taxados.

    Me parece uma manobra pra incluir o PIS/COFINS e FGTS sobre o trabalho robótico. Coisa que um TRABALHADOR humano teria que pagar. (sim, é o trabalhador que paga e não o empresário, seu jovem inocente).

    Agora eu quero ver quando vierem os juristas invertendo o céu e a terra pra explicar porque isso não é bis in idem.
  • Andr%C3%83%C2%A9  06/03/2017 10:35
    PS: notei agora que escrevi robores ao invés de robôs.
  • Emerson Luis  05/03/2017 21:49

    "Aqui vai um humilde conselho, algo que aprendi na marra nos últimos anos: Se você leu um texto, um artigo ou uma monografia acadêmica (sobre qualquer assunto), e após a leitura você não é capaz de, só pela sua memória, descrever os três principais argumentos do artigo, então ignore o artigo: ele não é importante; Se você não é capaz de sintetizar para uma pessoa leiga, de maneira coerente, quais são os argumentos do artigo, então ignore os argumentos. Eles provavelmente são incoerentes."

    Não é um conselho tão humilde assim: pressupõe que você é um interpretador de textos formidável que sempre consegue compreender e explicar qualquer bom texto. Às vezes não conseguimos compreender ou explicar um texto por causa de nossas próprias limitações e lacunas.

    * * *
  • Rafael  13/03/2017 00:40
    O cara primeiro tem que ser útil para alguém, cliente, empresa qualquer um. Depois, vai receber dinheiro. Essa é a ordem natural.

    Agora o que tem de gente reclamando o direito de receber $$ antes de ser útil...
  • Daniel de Oliveira  21/08/2018 16:26
    Entendi o argumento principal, que se trata da transição de uma sociedade para receber a renda básica universal, e que isto seria impossível pois com a automação em constante crescimento a tendência é os produtos ficarem cada vez mais baratos, e a valorização dos trabalhos intelectuais serem cada vez maiores. Mas existe um medo meu que até mesmo o Stephen Hawking tinha, que a evolução biológica não acompanhe a evolução das tecnologias, em seu livro o universo
  • Daniel de Oliveira  21/08/2018 17:11
    Entendi o argumento principal, que se trata da transição de uma sociedade para receber a renda básica universal, e que isto seria impossível pois com a automação em constante crescimento a tendência é os produtos ficarem cada vez mais baratos, e a valorização dos trabalhos intelectuais serem cada vez maiores, com isto, o estado não poderia conseguir arrecadar muito dinheiro para redistribuir se não aumentar cada vez mais os impostos.

    Mas existe um medo meu que até mesmo o Stephen Hawking tinha, que a evolução biológica não acompanhe a evolução das tecnologias de inteligência artificial. Em seu livro o universo numa casca de noz, ele argumenta no último capítulo, que em 20 anos já seria possível se ter máquinas com a mesma complexidade cerebral de um ser humano, o que abriria lacunas absurdas tanto para a questão da superioridade da espécie humana tanto na economia. Aí sim fodeu, literalmente todo mundo vai ficar desempregado, isso se eles não assumirem a consciência de que estão sendo escravizados e destruírem nossa espécie.

    Mas ao mesmo tempo ele assume que a evolução biológica no DNA na espécie humana também cresce de maneira exponencial, e que ele aumenta a sua complexidade em uma taxa de 1 bit por ano se não me engano. Isto significa que a espécie humana também vai ficar cada vez mais inteligente e complexa a cada ano, isto se não considerarmos avanços na engenharia genética que faria este índice ser ainda maior. Mas existe um porém, a espécie humana teria de escolher se seria responsável por desenvolver raciocínios complexos ou raciocínios rápidos, em sua argumentação ele disse basicamente: "ou um ou outro, os dois não da". Bom, eu diria que não dá pra fazer os dois serem eficientes, mas dá.

    Mas o ponto em que eu quero chegar é: se a humanidade assumir que quer cuidar de raciocínios complexos, possívelmente ele daria a função de raciocínios rápidos e trabalhos manuais as máquinas. Mas não é todo mundo que é inteligente ao ponto de conseguir ser um engenheiro ou um programador qualificado hoje em dia. Assim vai ter brechas para ficarem eternamente desempregados se considerarmos que a automação vai ser muito absurda.

    Não sei se um estado de bem estar social seria bom para a população nesse caso pois ao mesmo tempo que a gente tem um governo que pra manter o assistencialismo precisaria taxar muito: ou os lucros, os trabalhadores, os ricos, o consumo, grandes fortunas, todos ao mesmo tempo ou apenas alguns, também teremos muitas pessoas desempregadas que não conseguiram se adaptar ao mercado, assim morrendo de alguma forma.

    Dois cenários são possíveis:

    Considerando o cenário de que se a robotização alcançar um ponto de fazer com que comidas mais demandadas sejam gratuitas, no caso a preço de custo 0 pois não se precisaria pagar mão de obra, os desempregados não precisariam se preocupar com comida, pois seria gratuita, mas teria que se preocupar com a sua moradia e qualidade de vida caso não tivesse. Possívelmente uma instituição de caridade ajudaria estas pessoas.

    Considerando o cenário a qual exista um preço de custo para manter a produtividade e ninguém fornece comida de graça. O cara vai morrer de fome se ninguém estiver disposto a ajudá-lo seja com o que for.

    Alguém me ajuda com essa masturbação mental, pelo amor de Deus. Não cheguei a nenhuma conclusão.
  • Fabrício B. Aguirre  09/10/2018 18:54
    Em nenhum momento foi citada a influência destas decisões sobre a criminalidade em uma nação. Onde não há emprego e renda formais, uma parcela da população economicamente ativa acaba sendo atraída pelos ilícitos.
  • Eduardo  09/10/2018 19:03
    Errado. Aliás, bastante preconceituosa essa sua frase. Você está dizendo que se o cara não mais consegue ser frentista ele vai automaticamente virar assaltante. Está chamando pobre de sem caráter

    Na década de 2000, a região do país que mais cresceu foi o Nordeste. E lá foi onde a criminalidade mais explodiu. Isso refuta sua tese. Aliás, vá aos grandes rincões do Brasil: há pouco emprego e pouca violência.

    Entenda o básico: o que gera criminalidade é ausência de caráter. E isso independe de emprego. Quem é mau caráter e tem propensão ao crime não irá se converter à honestidade só porque tem uma carteira de trabalho. Fosse assim, quando a taxa de desemprego beirou os 4,5% no Brasil, era para o crime ter despencado. Mas, ao contrário, só fez aumentar.

    Ademais, como diz o artigo, a expansão da automação aumentará a renda disponível das pessoas, de modo que, se sua preocupação é emprego e renda, então esta já está remediada.
  • Libertario de verdade  10/10/2018 10:08
    Discordo em partes. O carater conta muito,nisso voce tem razao,porem,se o pais e rico e sobra oportunidades e liberdade,dificilmente voce vera assaltos e roubos a residencia pois para o ladrao compensa muito menos o crime pela baixa taxa de retorno e o risco de punicao muito maior pois as pessoas podem se defender muito mais facil devido a liberdade e condicoes financeiras maiores para pagar por isso. Normalmente em paises ricos os crimes sao menos violentos e mais rentaveis. Um exemplo de pais rico e o Japao,Canada e etc e de pais com liberdade de defesa e o Paraguai que tem indices menor do que no Brasil de criminalidade.
  • CARLOS LIMA  24/07/2019 14:46
    a matéria é excelente, como tudo que o imb publica. só precisa dar uma consertada no título, que ficou horrível pela repetição de palavra. fica a sugestão.
  • Jeferson Vasquez  03/05/2021 20:24
    Dane-se! Aprendam a se defender e ensinem suas crianças pelo homeschooling, regulamentado ou não!
  • carlos lima  07/01/2022 16:48
    alguém poderia, por gentileza, me informar onde se escondeu o artigo POR QUE A CHINA IRÁ IMPLODIR, de autoria de david stockman, publicado no dia 23 de maio de 2014 neste site? não consigo encontrá-lo mais, nem pedindo ajuda ao algoritmo de pesquisa que encontra artigos publicados pelo IMB.
  • Leitor Antigo  07/01/2022 17:54
    Continua exatamente onde sempre esteve:

    www.mises.org.br/article/1868/por-que-a-china-vai-implodir
  • carlos lima  09/01/2022 15:55
    obrigado pela ajuda. precisava do link porque este é um dos artigos que mais divulgo.
  • Priscila Pacazevicz  07/01/2022 17:56
    "Em uma palavra, robôs. Com as máquinas e os sistemas automatizados crescentemente substituindo a mão-de-obra humana, a França poderá perder 3 milhões de empregos até 2025"

    Máquinas e robôs precisam não se fazem sozinhos. São produtos da mente e mãos humanas. A mão de obra ficará cada vez mais qualificadas e empregos repetitivos vão desaparecer.
    ***
  • anônimo  07/01/2022 19:48
    Não entendi porque a deflação limita o governo. Se os preços aos consumidores caem, também cai os custos para o governo gastar, mesmo que a receita não aumente nominalmente, o poder de compra da arrecadação do governo sobe
  • Régis  07/01/2022 22:41
    "Não entendi porque a deflação limita o governo."

    Receitas tributárias caem.

    Como os gastos do governo são crescentes, uma receita em queda piora sua situação.

    "Se os preços aos consumidores caem, também cai os custos para o governo gastar"

    Desde quando funcionalismo público aceita redução salarial?

    Desde quando políticos e burocratas aceitam ganhar menos?

    Desde quando os valores pagos em assistencialismo são reduzidos?

    Se funças aceitarem redução salarial, e se os gastos com assistencialismo também caírem (bolsa-família e outros auxílios a valores cada vez menores), aí tudo bem.

    "mesmo que a receita não aumente nominalmente, o poder de compra da arrecadação do governo sobe"

    Reler acima.
  • anônimo  07/01/2022 22:54
    Tudo bem, mas os salários e os gastos não precisam cair nominalmente. Isso quase não ocorreu nos EUA no periodo de deflação dele. Os salários, pelo contrário, subiam nominalmente, e os preços caiam. Era um aumento de poder de compra forte.
    Então, pode ser que os gastos do governo até subam nominalmente.

    Uma economia crescendo em poder de compra vai resultar em um governo crescendo em poder de compra. Isso só não vai ocorrer se os gastos reais do governo ficarem limitado. Ai sim, teria de ter corte salarial nominal anualmente. A economia cresceria, e o governo continuaria no mesmo tamanho.

    Esse é um problema para minarquistas. Uma economia do tamanho dos EUA, mesmo que limite os impostos a 5%, ainda teria um governo bem poderoso em termos de exército por exemplo. E se duplicarmos o pib americano(algo não improvável para daqui uns anos), então o governo limitado em termos nominais(não reais), vai ter o dobro do tamanho
  • anônimo  07/01/2022 23:22
    Correção: o pib não vai subir nominalmente, porque ele depende da inflação para isso*. Mas pode subir em termos reais.
  • Estudante  08/01/2022 20:51
    Leandro, você disse uma vez que ama o Brasil e que não pretenderia imigrar por mais condição que tenha. Gostaria que dissertasse sobre esse pensamento agora, em 2022. Mudou alguma coisa? Vi um comentário seu antigo dizendo que o Brasil é ótimo se souber fazer as escolhas corretas.

    E se fosse se mudar, iria para onde?

    E o populismo, socialismo, esse câncer que assombra a América Látina, não te preocupas em criar família e se aposentar em um continente desses? São tantos males...

    Se o Brasil não tem chance de dar minimamente certo, porque acha isso aqui muito bom pra viver?

    Queria entender essa sua mentalidade


    Abraços!
  • Leandro  08/01/2022 23:10
    É isso mesmo. Eu adoro isso aqui. Ademais, minha família está toda aqui. E, como corretamente já disseram aqui várias vezes, se você souber escolher bem uma localidade para viver, terá um padrão de vida melhor do que teria como imigrante em qualquer outro país.

    Com essa onda de home office, quem foi esperto pegou a oportunidade, caiu fora das grandes cidades, foi para o interior, manteve o mesmo salário, e agora vai gastar menos e, se for comedido e souber investir, adquirirá a autonomia financeira rapidinho.

    Se você souber escolher um bom lugar para viver (sempre opte por cidades do interior), o custo de vida ainda é baixo e a segurança ainda é boa. Você consegue poupar bem e, se souber investir, torna-se financeiramente independente rapidinho. Ouro, juros e criptomoedas estão aí para quem souber usar.

    Há várias cidades muito boas no interior do Brasil para quem pode trabalhar de casa. Não são perfeitas, mas o custo de vida ainda baixo compensa tudo. E, se houver estabilidade da moeda (que é o que me interessa), mesmo que relativa, melhora ainda mais.

    Em várias cidades interioranas dos estados do sul e do sudeste (e em alguns do Centro-Oeste), você consegue segurança, baixo custo de vida, boas opções de lazer e boa gastronomia. Isso pra mim é a definição de qualidade de vida.

    Agora, caso a coisa aqui degringole, nenhum país da América Latina estará a salvo (mesmo porque o centro de comando do Foro de São Paulo será aqui). E os EUA já estarão fechados para nós. E a Europa, com seu atual totalitarismo sanitário, comprovou-se ser muito pior do que eu imaginava.

    Em resumo: ao menos para mim, sair não é e nem nunca foi uma opção. Eu não teria nada a ganhar e muito a perder. Lembre-se: como imigrante, você sempre será um cidadão de segunda classe. Por isso, só é válido emigrar se você for um cidadão de terceira classe em seu país natal.


    P.S.: dito isso, eu realmente não consigo imaginar quem queira morar e criar família nas grandes cidades do Brasil. Isso sim é masoquismo. Não há segurança, é tudo extremamente caro, você não tem paz para deixar suas crianças irem sozinhas aos lugares, as escolas são centros de doutrinação, a cultura progressista impera, e não se pode confiar em ninguém. Se eu ainda estivesse em uma grande cidade, aí é provável que eu estaria entretendo desejos migratórios. Sendo assim, talvez eu nem seja um bom parâmetro.
  • Estudante  09/01/2022 01:28
    Leandro, obrigado pela reposta completa. Elenque algumas cidades que você acha uma boa opção, eu moro em Santos, litoral Paulista, é uma boa cidade e próxima de SP mas sinto que o interior parece melhor. Gosto de praia, será que alguma cidade de praia consegue ser igual do interior?

    Além do mais, esse seu pensamento só impera enquanto não tivermos um Hugo Chavez aqui né? Já imaginou esse continente inteiro vermelho, todos os países com socialistas eleitos. Não sei você mas, virar Venezuela acho que não, tanto que a Policia de SP e o exército já demonstram que detêm uma via moral e que não se submete a qualquer ordem, principalmente aquela lei injusta que retira liberdade alheia.
    Mas colapso economico, do tipo calote, congelar preços e inflação de 3 digitos, a isso sim é um futuro próximo.
  • Régis  09/01/2022 15:35
    Creio que tenha sido eu quem iniciou este debate aqui. Fico feliz ao vê-lo prosperar. Vou repetir coisas que já disse antes.

    1) Especialize-se em uma profissão que lhe permita fazer home office;

    2) Fuja das capitais e das grandes cidades. Além de terem um custo de vida altíssimo, são barris de pólvora em termos de criminalidade (a população é amplamente dominada pela cultura progressista e a mentalidade da esquerda universitária revolucionária é forte e está em franca expansão).

    3) Vá para uma pequena cidade interiorana, com não mais do que 80 mil habitantes, com um bom setor de serviços, boas escolas, boa segurança, baixo custo de vida, boas opções de lazer e boa gastronomia. No interior de SP (ainda), de MG, do ES (onde moro), de todos os estados do Sul e do Centro-Oeste isso existe às pencas.

    4) Crie sua família neste ambiente. Cidades do interior são opções imbatíveis, pois nelas ainda há um maior conservadorismo, mais segurança e um maior laço entre as pessoas. E o custo de vida é bem tolerável.

    5) Eu moro no interior do Espírito Santo e trabalho de casa (home office desde sempre). Acesso rápido a boas praias, sem lotação e a preços muito bons.

    6) São coisas assim que ainda me seguram no Brasil: se você souber escolher um bom lugar para viver, o custo de vida ainda é baixo e a segurança ainda é boa. Você consegue poupar bem e, se souber investir, torna-se financeiramente independente rapidinho.

    7) De novo: há várias cidades muito boas no interior do Brasil para quem pode trabalhar de casa (como é o meu caso). Não são perfeitas, mas o custo de vida ainda baixo compensa tudo.

    8) Santos, para mim, é o pior dos mundos: cidade grande e turística. Ou seja, duplamente cara. E não é segura. E exige carro para se locomover. Qualquer um que queira continuar insistindo em cidade grande, cara, tendo de se deslocar para o trabalho e querendo carro e casa própria vai ficar empacado financeiramente.
  • Ronald ''Ronnie'' Mccrea  09/01/2022 21:23
    ''8) Santos, para mim, é o pior dos mundos: cidade grande e turística. Ou seja, duplamente cara. E não é segura. E exige carro para se locomover. Qualquer um que queira continuar insistindo em cidade grande, cara, tendo de se deslocar para o trabalho e querendo carro e casa própria vai ficar empacado financeiramente. ''

    Tenta bicicleta. É saudável.

    ''6) São coisas assim que ainda me seguram no Brasil: se você souber escolher um bom lugar para viver, o custo de vida ainda é baixo e a segurança ainda é boa. Você consegue poupar bem e, se souber investir, torna-se financeiramente independente rapidinho. ''

    Depois dessas imagens, é melhor cair fora do Brasil se puder. Isso é decreto de lei marcial e vacinação obrigatória no país todo.

    uploaddeimagens.com.br/imagens/UHTA5kY
    uploaddeimagens.com.br/imagens/jVuhGxQ
    uploaddeimagens.com.br/imagens/ewDi2h4
  • David  09/01/2022 15:37
    "Mas colapso economico, do tipo calote, congelar preços e inflação de 3 digitos, a isso sim é um futuro próximo."

    É aí que entra a importância da difusão das ideias. É aí que entra a importância do trabalho de formiga (ou seria de cigarras?). O que você tem feito para divulgar as ideias corretas para impedir um eventual retorno a este estágio?

    Este, creio, é o trabalho deste Instituto.
  • Aluno  10/01/2022 06:58
    Leandro,

    Poderia definir o que é um cidadão de segunda classe?
  • anônimo  10/01/2022 15:59
    Quando você emigra para outro país, de outra cultura e não fala o idioma como um nativo, você é visto como um mero intruso que está lá "de favor", pois não conseguiu sobreviver no próprio país, e, consequentemente, deve sua sobrevivência aos anfitriões do atual país para o qual você emigrou.

    E, por estar lá "de favor", você deve alguma subserviência aos seus anfitrões.

    No geral, você será visto como não tendo os mesmos direitos de um nativo. Será tido como um "diferente" (no sentido de inferior, mesmo) por não falar o mesmo idioma e por não se expressar com a mesma facilidade e desenvoltura de um nativo.

    Esta é a mentalidade predominante.

    Aqui mesmo no Brasil nós dispensamos este tratamento a europeus e japoneses que residem aqui, para não falar de bolivianos, haitianos, venezuelanos e peruanos.

    Isso tudo é subjetivo, claro, mas é minha avaliação.
  • Raphis  09/01/2022 18:52
    Recentemente tem tido discussão sobre NFT e "roubo" de propriedade por causa de prints dessas NFT. Como funciona isso?
    É verdade que da pra roubar ou se passar por possuidor de NFT assim? Se sim, isso seria um roubo de propriedade de alguma forma?
  • thiago  09/01/2022 23:07
    boa pergunta, creio que print de NFT não pode ser considerado roubo de forma alguma. Assim como quem tira foto de um quadro, não rouba o quadro...
  • Leonardo  09/01/2022 21:43
    "As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos."

    Esse é o maior erro desse artigo.
  • Bruno  09/01/2022 23:43
    Máquina só faz aquilo para o que é programada. Ela não tem como "pensar". Pela sua tese, uma máquina pode, do nada, descobrir a cura do câncer.
  • Pobre Mineiro  10/01/2022 02:07
    Ele viu muitos filmes de Hollywood sobre o assunto, logo acredita que o homem é capaz de criar o seu superior.
  • Artista Estatizado  10/01/2022 02:32
    Um dia achou-se que existia algo de especial no funcionamento do nosso corpo. Que a mesma química vista na natureza não poderia explicar a nossa fisiologia. Hoje em dia, já não se pensa mais isso.

    Se a única forma possível de inteligência nesse universo é a matéria orgânica da qual somos formados, sim, uma máquina jamais inventará nada.

    Se, por outro lado, for possível que outros sistemas físicos apresentem comportamento inteligente, provavelmente eventualmente chegará o dia em que alguém descobrirá como criar inteligência artificial.

    A partir desse momento, essa inteligência (que com o tempo se tornará vastamente superior à nossa) será usada por empresas para aumentar os seus lucros, e pelo establishment em geral para os escravizar.

    Para muitas pessoas, restarão 4 alternativas para ser possível manter a renda:

    - Ser acionista dessas empresas
    - Ter poder político
    - De alguma forma "fundir" o seu cérebro com a inteligência artificial
    - Depender do estado
  • Leonardo  10/01/2022 02:54
    Estamos falando Inteligência Artificial (AI). A programação de uma máquina nada mais é do que a composição de um conjunto de regras (algorítimos) que são criados para resolver um problema ou executar uma tarefa. Basta que uma máquina seja capaz de compor seus próprios conjuntos de regras (algorítimos) de maneira mais eficiente do que os humanos já fazem.
    E isso já aconteceu.
    Recentemente o facebook desativou um projeto que envolvia inteligência artificial, justamente porque as máquinas conseguiram desenvolver uma linguagem própria passando a agir de forma diferente da desenvolvida pelo programadores. Sugiro que pesquise sobre os chatbos: Bob e Alice.
    Causa incomodo pensar nisso, ainda não é uma realidade que devemos nos preocupar, mas já foi provado que não é impossível de acontecer.

  • Marcos  10/01/2022 03:55
    Isto que você falou não é exemplo de "máquinas resolvendo problemas utilizando inteligência própria". É apenas mais um caso de programação feita por humanos.
  • Pobre Mineiro  10/01/2022 09:44
    Sugiro que pesquise sobre os chatbos: Bob e Alice.

    E eu sugiro que você pequise sobre inteligencia artificial e como ela funciona.
    Não é seguir canalecos de YouTube ou blogueiros que nada ou pouco entendem e por isso, passam idéias fantasiosas a respeito do assunto.

    É você mesmo escrever um programa de inteligência artificial, aprendizado de máquina, etc...
    Não é usar ferramentas prontas e se achar a autoridade no assunto.

    Te garanto uma coisa, muitas fantasias que você cultua hoje cairão por terra...
  • Leonardo  10/01/2022 17:53
    Devo supor que você seria a autoridade no assunto ? ou que suas fontes de informações são mas confiáveis que as minhas, ou que os vídeos de youtube que você assiste são melhores dos que eu assisto.
    Deixe-me pensar, mark zuckerberg, Elon Musk, ex CEO do google, todos são unânimes em afirmar, com base em projetos próprios das suas respectivas empresas, que as máquinas seriam capazes de aprender e utilizar linguagem própria.
    Mas obviamente deveríamos acreditar em você, com o seu maravilhoso argumento de autoridade ad verecundiam.
    Quem não contribuiu em nada para o assunto até agora foi você, que supôs que assisto canais de youtube, mandou eu estudar sobre AI e me garantiu que tudo que eu acredito vai cair por terra.
    Na verdade eu acho que deveria te agradecer, muito obrigado por me abrir os olhos.
  • Ex-Microempresario  10/01/2022 21:00
    É preciso definir o que cada um entende por "inteligência".

    De cara, não é "capacidade de aprender". Aprender, qualquer animal aprende.

    Responder perguntas a partir de uma enorme base de dados (o famoso Big Data) também não é inteligência. É apenas maior capacidade de armazenamento.

    Sem parâmetros claros, o debate vira briga de egos.
  • Pobre Mineiro  11/01/2022 07:14
    Devo supor que você seria a autoridade no assunto ?
    Pode supor o que você quiser, reputação é o que os outros pensam a nosso respeito, e não nos pertence.

    Deixe-me pensar, mark zuckerberg, Elon Musk, ex CEO do google, todos são unânimes em afirmar, com base em projetos próprios das suas respectivas empresas, que as máquinas seriam capazes de aprender e utilizar linguagem própria.

    Todos esses caras aí são excelentes marqueteiros, não estou afirmando que eles não entendem nada do assunto, mas eles adoram gerar uma polêmica, são propagandistas nato, dá lucro e notoriedade isso e eles exploram muito bem.

    ...ou que suas fontes de informações são mas confiáveis que as minhas, ou que os vídeos de youtube que você assiste são melhores dos que eu assisto.
    Eu não tirei as minhas informações do YouTube, eu as tirei de cursos online de universidades européias e americanas.

    Mas obviamente deveríamos acreditar em você, com o seu maravilhoso argumento de autoridade ad verecundiam.
    Você pode acreditar no que você quiser, não disse para você acreditar em mim, só sugeri você estudar mais o assunto.

    Quem não contribuiu em nada para o assunto até agora foi você...
    E você contribuiu com o que ?.

    Na verdade eu acho que deveria te agradecer, muito obrigado por me abrir os olhos.
    De nada, disponha.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  10/01/2022 09:20
    O Deep Blue pode ter vencido o Kasparov no xadrez; mas sabe ele fritar um ovo? Sabe escrever uma redação? Escolher um par de tênis que possa agradar sua mulher? Provavelmente não. O paradoxo de Moravec explica.
  • Estudante  10/01/2022 06:09
    Alguém pode me resumir o que esta acontecendo com OTAN, Russia e Ucrania? Qual o problema agora?

    Ja não basta a China em HK e Taiwan, agora vem a Russia querendo anexar mais um país que não quer ser anexado?

    Afinal, Putin disse que o Ocidente que fica pondo misseis na Ucrania e não respeita os acordos de não expansão da OTAN.

    Eai?
  • Marxismo difuso  10/01/2022 20:32
    Estude.
  • Realista  11/01/2022 02:23
    Não tem nada de anormal acontecendo. O Putin é apenas um líder político, no poder desde 1999 de forma democraticamente duvidosa, agindo de acordo com a sua megalomania que pode ser encontrada facilmente em vários outros políticos. No final das contas são esses processos em que líderes políticos agem de maneira espantosa com outros Estados que permitem a renovação, não é de se duvidar que se a Alemanha Nazista tivesse se contentado com o seu território e não tivesse invadido ninguém, poderia estar presente no mundo até hoje. E na visão das pessoas que apoiam o direito estatal tal como ele é, estaria tudo bem. Se a lei criada por políticos permite o assassinato qual é o problema? Está dentro da lei. Um outro nome para assassinato seria aborto mas como as clínicas não matam os fetos em câmaras de gás, não é algo visivelmente repugnante. Mas em resumo: o Putin tem ambições desnecessárias e suas ações são decorrentes disso.
  • Pobre Mineiro  12/01/2022 02:05
    Nenhum dos lados joga limpo, nunca jogou nem nunca jogará.

    EUA e Otan só tem a máquina de propaganda internacional a seu lado, esqueça essa de bandidos e mocinhos, bem contra o mal, e outras sandices do gênero.

    Atrocidades, todos os lados cometem adoidado, mas que tem a máquina de propaganda a seu lado sempre dá um jeito de abafar tudo.

    Eu sou um libertário do tipo agorista e fatalista, já avisando antes que me chamem de comunista.

    Fazem uma propaganda danada sobre as 100 milhões de mortes causadas pelo socialismo, mas e as mortes causadas pelo sistema ocidental ?

    Todas as interveções dos EUA e Otan, fomento à ditaduras, grupos rebeldes, guerras híbridas, invasões, bombardeios, derrubada de governos, golpes de estado, embargos, etc... Quantas pessoas foram mortas nisso tudo ?, será que não dá outros 100 milhões ?.
    Nunca se falam em mortos nesse caso.

    Pelo menos na minha cabeça, você terceirizar a matança não o torna menos assassino.
    O Ocidente terceirizou várias vezes a matança ao fomentar grupos rebeldes, por exemplo.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  12/01/2022 09:31
    Bem nessa, caro colega. Só o esquema dos petrodólares fomentado pelos EUA e demais países envolvidos já uma das maiores picaretagens dos últimos séculos.
  • Constatação  10/01/2022 19:44
    A explanação é perfeita, como outra que já se viram por aqui. Mudar a cabeça das pessoas, é o difícil.
  • Cristian Ferrari  17/01/2022 16:55
    Incrível como a Social-Democracia, o Estado do Bem Estar Social nasceu morto...é um natimorto de quantos anos? mais 70 anos? O que ele produziu? os Estados com melhores condições de vida por décadas e décadas?... Se não serve de exemplo para todos os países serve para muitos, então por que não enumerar de qual está falando? Essa bira é sem sentido, todo sistema adotado precisa se renovar a todo momento, essa é a grandeza do capitalismo que pode ser Estatal até neoliberal de acordo com o espectro e necessidade de cada pais, mas aqui nem os melhores exemplos são separados, fora um ou outro texto comentando sobre o sistema dos escandinavos, e mesmo assim sem exaltação rs
  • Santiago  17/01/2022 17:57
    Social-democracia em país que já enriqueceu e que tem população extremamente produtiva (que pode ser tributada) é um arranjo que poderá, sim, durar algum tempo.

    Vários artigos sobre isso neste site.

    Agora, país pobre que adota a social-democracia e prospera? Não há um mísero exemplo.

    Uma coisa é a Suíça adotar a social-democracia hoje. Irá durar bastante. Outra coisa é a Bolívia fazer o mesmo. Posso garantir que não durará e que o resultado será venezuelano.

    Eis alguns artigos sobre esses assuntos que me lembro de cabeça:

    www.mises.org.br/article/2682/dois-desafios-para-os-social-democratas-defensores-do-intervencionismo-estatal-e-de-um-estado-grande

    www.mises.org.br/article/3045/o-longo-prazo-esta-chegando-para-o-estado-de-bem-estar-social-europeu

    www.mises.org.br/article/3021/o-resultado-de-nossa-prematura-social-democracia-recessao-prolongada-e-contas-publicas-calamitosas

    www.mises.org.br/article/2775/pais-nordico-confessa-se-a-fecundidade-nao-aumentar-nossa-social-democracia-estara-condenada

    www.mises.org.br/article/2548/cinco-fatos-sobre-a-suecia-que-os-social-democratas-nao-gostam-de-comentar

    E você? Quais os seus argumentos?
  • Paulo  04/02/2022 18:18
    O governo não poderia abolir a tendencia deflacionaria da deflação com a impressora, consequentemente levando a aumentos nominais nos preços e salários? É o que ele tem fazendo faz decadas já;

    Acho que o autor desconsiderou os bancos centrais na equação
  • Edson  04/02/2022 18:40
    E qual seria a consequência? Vide os últimos 12 meses. Convenhamos que não seria um arranjo muito estável socialmente...

    E a última coisa que qualquer governo quer é insatisfação social.


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