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17/02/2010 00:00  por  Leandro Roque \  política

Lembram-se de Phil Jones, aquele diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade East Anglia que recorria a "truques" para manipular as temperaturas, fazendo-as parecer um pouquinho mais quentes do que de fato foram?

Pois é.  O homem afinou.  Em entrevista recente à BBC, ele confessa algumas coisas bastante interessantes (e engraçadas):

1) Ele perdeu os dados que supostamente comprovariam a existência do aquecimento global.  Aparentemente, o homem tem problemas organizacionais.  O escritório dele é uma zona, repleto de uma mixórdia de pilhas de papeis que atrapalham seus registros de informações, impedindo-o de manter um controle eficiente deles.  Resultado: os dados sumiram (convenientemente após Jones ter sido instado por lei a apresentá-los).

2)  Ele também admitiu a hipótese de que o mundo era mais quente na Idade Média do que é hoje - o que significa que qualquer aquecimento que porventura esteja ocorrendo não é um fenômeno criado pelo homem.

3) Para horror supremo dos aquecimentistas, o acadêmico confessa que não houve nenhum aquecimento "estatisticamente significante" nos últimos 15 anos - ou seja, as variações de temperatura que ocorreram desde 1995 estão absolutamente dentro do padrão.

4) Por fim, o cientista abre o jogo e reconhece que, ao contrário do que disse Al Gore, o debate está longe de ter terminado.

E agora? Até aqui, os céticos vinham sendo ridicularizados e tachados de fanáticos ignorantes por estarem indo contra a ciência.  O que os aquecimentistas têm a dizer sobre essa confissão de um de seus mais eminentes quadros, que praticamente corrobora a visão dos céticos?

O mito do aquecimento global provocado pelo homem - uma ideia, aliás, de uma arrogância suprema - vai aos poucos, vexaminosamente, revelando seu aspecto fraudulento.

Que deem um Nobel da Paz (ou de Física) para aqueles hackers.


09/02/2010 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Vale muito a pena ler a íntegra da notícia a seguir e comprovar como os nossos economistas estão cada vez mais perdidos quando o assunto é teoria econômica.  O excesso de keynesianismo que infectou suas mentes faz com que um marxista roxo subitamente adquira uma profundidade intelectual aristotélica.

Para contextualizar melhor a crítica, recorro ao artifício de comentar cada estrofe separadamente.  O original vai de vermelho e eu vou de preto.

Moradores de SP e Rio perdem poder de compra em dez anos, diz pesquisa

Quem já não teve a sensação de que as coisas estão ficando cada vez mais caras, mesmo quando os dados oficiais de inflação indicam que os preços não subiram tanto assim?

Todo mundo tem essa sensação constantemente, e só se assustam com ela aqueles que confiam nas estatísticas divulgadas por agências do governo, cuja função principal é suavizar os efeitos da depreciação monetária premeditada feita pelo Banco Central, que age desta forma para benefício do governo, do sistema bancário que ele protege e de todos aqueles com boas conexões políticas. 

Ou que muita coisa é bem mais barata quando comprada no exterior?

Porque a carga tributária é alta aqui e baixa lá fora.  Além do protecionismo, que nos impede de importar produtos baratos para proteger a ineficiência de algumas indústrias nacionais.

Esse sentimento do brasileiro tem razão de ser, dizem especialistas.

Dados mostram que o poder de compra em São Paulo e no Rio de Janeiro teve queda nos últimos anos, ou seja, as pessoas têm que trabalhar mais para comprar os mesmos produtos.

A inflação monetária provocada pelo Banco Central faz com que os preços subam mais que os salários médios, o que provoca uma queda nos salários reais - aliás, se não fosse assim, o desemprego estaria muito maior.  Eis aí uma das conseqüências deletérias da expansão monetária: queda do padrão de vida.

O banco suíço UBS faz a cada três anos uma pesquisa comparando o custo de vida em mais de 70 cidades do mundo. Mas, além de converter o preço de vários produtos e serviços para dólar e fazer um ranking das cidades mais caras, a pesquisa também faz comparações levando em conta quanto os trabalhadores do local ganham, em média. Assim, conseguem comparar o poder de compra dos cidadãos das várias cidades.

"Os preços medidos em reais subiram consideravelmente nos últimos dez anos em São Paulo e no Rio de Janeiro. O preço da nossa cesta de bens e serviços subiu aproximadamente 135% entre 2000 e 2009", diz Thomas Berner, economista norte-americano que faz parte do grupo de pesquisa do UBS.

De 2000 a 2009, a base monetária aumentou 243% e o M1, 250%.  Esse aumento de 135% nos preços acabou sendo pequeno, em comparação - o que significa que, caso a oferta monetária tivesse ao menos crescido a taxas menos bárbaras, tipo 2% ao ano, o que daria uns 20% em 9 anos (mais ou menos como cresce o estoque de ouro) - teria havido queda de preços dessa cesta de bens e serviços. 

Mas como keynesianos e chicaguistas pensam que preços em queda geram recessão - o que significa, por lógica, que as indústrias de computadores, DVDs, câmeras, laptops e celulares nunca saíram da depressão profunda, dado que os preços só fazem cair desde que surgiram -, o BC, que está sob o comando dessa turma, está sempre expandindo a oferta monetária.  E depois acham estranho que o padrão de vida cai porque o preço do feijão e do cabeleireiro só sobe.

"Como o rendimento médio não acompanhou a velocidade do aumento de preços, o poder de compra doméstico caiu e ainda está abaixo do que era em 2000, ou seja, as pessoas têm que trabalhar mais para comprar a mesma cesta de produtos. O Rio e São Paulo ficaram mais caros do ponto de vista de seus cidadãos", explica o especialista.

Se a expansão monetária é maior que a produtividade - e convenhamos que não é fácil aumentar a produtividade em mais de 240% - os preços fatalmente crescerão mais que os salários.  Algo a se estranhar?

Comparando o poder de compra nas diferentes cidades, São Paulo ficou em 45º lugar no ano passado, entre 73 cidades, enquanto o Rio de Janeiro ficou em 48º. Usando o poder de compra em Nova York como referência, com o valor de 100 pontos, em São Paulo esse número é menos da metade: 45,2 pontos.

No Rio, o valor encontrado é 38,6 pontos. Isso significa que um paulistano médio consegue, com seu rendimento, consumir menos da metade do que um nova-iorquino consegue.

Outra comparação famosa feita pelo UBS é o chamado "índice Big Mac", que mede quanto tempo uma pessoa tem que trabalhar para comprar o famoso sanduíche. Em Nova York, esse tempo é de 14 minutos; em São Paulo, são necessários 40 minutos, e no Rio, 51 minutos.

O UBS também fez uma comparação semelhante, calculando o tempo necessário para comprar um iPod Nano. Para o novaiorquino médio, são 9 horas de trabalho, enquanto o paulistano precisa de 46,5 horas e o carioca, 56 horas.

Tá, isso são estatísticas um pouco mais subjetivas e eu não quero entrar no mérito delas.  Mas a melhor parte vem agora.

Os economistas acreditam que o próprio crescimento econômico é um dos vilões dos preços. "O crescimento econômico geralmente leva a preços mais altos. Então, a expansão forte da economia brasileira nos últimos anos deve ser uma das principais explicações para a alta dos preços", diz Berner.

Como não rir?  Crescimento econômico, por definição, significa que há uma disponibilidade maior de bens e serviços.  E se há maior oferta, então a tendência é que o preço caia, e não que ele suba. 

Quando os EUA estavam no padrão-ouro clássico, de 1814 a 1913, o preços caíam ano após ano.  Aliás, até antes da Primeira Guerra Mundial, em 1914, inflação de preços era um fenômeno extremamente raro.  A norma era que os preços caíssem constantemente.  E por que caíam?  Porque havia crescimento econômico e a base monetária (lastreada em ouro) crescia a taxas ínfimas - para deixar claro, os bancos praticavam reservas fracionárias desde aquela época, mas não podiam se entusiasmar muito justamente porque a base monetária era bastante rígida.  Caso se entusiasmassem muito, eles facilmente poderiam se tornar insolventes. 

Por causa desse arranjo monetário, 100 dólares em 1913 tinham o mesmo poder de compra que 177 dólares tinham em 1814.  O que significa que algo que custava 177 dólares em 1814 passou a custar apenas 100 dólares em 1913.  Ou seja: o americano guardava dinheiro e ele se valorizava com o tempo.  E tudo isso com um crescimento econômico de 4% ao ano.  (Você pode conferir todas as estatísticas aqui e aqui).

Portanto, crescimento econômico causa queda de preços, e não um aumento.  Se está havendo crescimento e aumento de preços é porque a oferta monetária está crescendo a um ritmo maior do que o crescimento econômico.  Um economista dizer que "crescimento econômico geralmente leva a preços mais altos" é de gerar impulsos homicidas num monge beneditino.

Para Robson Gonçalves, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio, um dos fenômenos que explica o fato de muitos produtos serem caros no Brasil é uma mudança no patamar de desenvolvimento do país. "Quando os países chegam a um nível médio de desenvolvimento, a vida urbana fica mais cara", diz ele. "Muitos itens ainda são elitizados no Brasil. Um exemplo é o vinho, visto como um produto de elite, que por isso tem um sobrepreço."

A vida é mais cara nos centros urbanos principalmente porque ali há um volume de dinheiro maior do que nas cidades do interior.  O mesmo fenômeno pode ser observado entre as capitais.  Um mesmo produto tende a ser mais caro em São Paulo do que em Belo Horizonte ou Porto Alegre, simplesmente porque há mais dinheiro em São Paulo (algo que por si só gera maior demanda, sem, no entanto, necessariamente gerar um equivalente aumento na produção).

Se não levássemos em conta esses fatores monetários, então os preços numa cidade do interior da Bahia, por exemplo, teriam de ser mais caros do que em Salvador, uma vez que as péssimas estradas de acesso ao interior elevariam em muito os custos desses produtos.

O especialista explica que isso acontece porque, com o crescimento econômico e uma maior mobilidade social, há um aumento rápido da demanda, já que as pessoas querem consumir produtos a que não tinham acesso antes.

Fenômeno idêntico aconteceu durante mais de um século nos EUA, só que em proporção muito maior que no Brasil, e os preços caíram anos após ano.  Aumento na demanda em um cenário com oferta monetária rígida não causa elevação geral dos preços.  Mesmo porque, para que uma pessoa possa demandar algo nesse cenário, ela precisa antes ter produzido algo - e isso elevaria a oferta de bens e serviços para toda a economia, reduzindo os preços.

Aumento da demanda só causa aumento de preços quando essa maior demanda surge em decorrência de um aumento da oferta monetária - nesse caso, a pessoa não precisa produzir nada para poder demandar algo; ela simplesmente utiliza o dinheiro recém-criado e já aumenta o seu consumo.

É isso que vem acontecendo no Brasil.

A tendência, porém, é que isso mude conforme o país continuar crescendo. "Vai quebrar esse consumo esnobe. As pessoas vão passar a exigir qualidade e preço baixo", diz Gonçalves.

De fato, qualidade só pode ser exigida quando há livre concorrência.  Porém, mesmo nesse cenário, se estiver havendo expansão monetária - como sempre está -, o máximo que pode ser exigido é que os preços subam a um ritmo menor; nunca que eles caiam ou que pelo menos fiquem constantes.

No entanto, o economista faz a ressalva de que, nos grandes centros urbanos, os serviços são muito caros. "Essa pesquisa tem um viés, é muito influenciada pelo fato de São Paulo e o Rio serem cidades muito grandes. A pesquisa não retrata as cidades médias, no interior de São Paulo e norte do Paraná, por exemplo, que têm renda elevada e onde o custo de vida é muito mais baixo."

Exatamente pelos fatores explicados duas estrofes acima.

Otto Nogami, professor do Insper (ex-Ibmec São Paulo), concorda que a vida nos grandes centros é mais cara. "Nas metrópoles existe um excesso de demanda e poucos produtos, porque falta infraestrutura", diz ele.

A maior demanda, como já dito, está ligada à maior oferta monetária.  Da maneira como a frase foi colocada, dá a impressão de que a falta de infraestrutura nas metrópoles leva a preços mais altos ao passo que no interior os preços são mais baixos porque há uma melhor infraestrutura.  A infraestrutura da cidade de São Paulo é pior que a de Coronel Macedo? Cruzália? Emilianópolis? Guarani d'Oeste? Iporanga?  No entanto, nessas cidades os preços são menores. 

Ignorar a quantidade de dinheiro em cada lugar impossibilita qualquer análise sobre diferença de preços.

O economista do Insper acredita que uma das causas dos preços altos no país é o chamado "custo Brasil". Para ele, as empresas brasileiras são muito menos produtivas que as estrangeiras e por isso o custo dos produtos é maior. Outros fatores como alta carga tributária e alto custo da mão-de-obra (devido a encargos trabalhistas) também influenciam, diz ele.

Isso, sim, é indiscutível.

"Nos Estados Unidos, por exemplo, um Honda Civic custa em torno de US$ 15 mil. Aqui custa R$ 65 mil. Existe uma desproporcionalidade que é reflexo desses fatores", diz ele. 

Mas essa desproporcionalidade não é só uma questão de carga tributária e custo da mão-de-obra. Tem também o protecionismo contra as importações.  Se você pudesse importar BMW sem qualquer tarifa protecionista, pode apostar que o preço do Honda não seria esse.

Porém, como não há esse risco, as montadores seguem confortáveis.  Suas altas margens de lucro - que num livre mercado imediatamente atrairiam concorrência de fora - estão devidamente protegidas pelo governo.

Muitos brasileiros já perceberam há tempos os preços bem mais baixos de certos produtos no exterior e tratam de fazer compras lá fora quando possível.
A securitária Flávia Lopes Pereira, 33 anos, foi aos Estados Unidos em setembro e comprou todo o enxoval de sua filha, que deve nascer no próximo dia 20. "Mega vale a pena. Comprei coisas lindas e baratas", diz ela, que estima ter gasto cerca de US$ 3.500.

"Comprei roupinhas para quando a bebê tiver 3 meses até os 2 anos, além de carrinho com bebê conforto, brinquedos, acessórios", conta ela. "Lá você compra um kit com macacão, babador, várias peças, por US$ 17, ou as peças avulsas por US$ 3, US$ 5. Aqui uma roupinha bonita custa R$ 80", diz Flávia. O carrinho de bebê que ela queria custa cerca de R$ 2.000 aqui; ela achou por US$ 199 nos EUA.

O fisioterapeuta David Homsi, 33 anos, gosta de comprar roupas, sapatos, relógios e eletrônicos quando vai aos EUA, o que costuma fazer duas vezes ao ano. "Aqui custa cerca de 300% mais caro. Da última vez comprei dois sapatos Prada. Uma calça jeans, que você paga US$ 140 no SoHo, em Nova York, aqui custa R$ 1.200."

Homsi diz que já comprou roupas e sapatos de grife no Brasil, mas só "na liquidação da Daslu". Se não pudesse comprar no exterior, ele diz que consumiria os produtos de que gosta em menor quantidade.

Nem precisa comentar.  Apenas sorria.


02/02/2010 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Vale a pena ler essa notícia recente e constatar que ela confirma tudo o que dissemos neste artigo:

A política fiscal do governo garante bons lucros para as empresas, que passam a contratar mais, sem contudo conseguir oferecer maiores salários. 

A notícia confirma isso com um dado para o qual o IMB sempre vem alertando: a estagnação dos salários médios na iniciativa privada.

Na grande São Paulo, em 2003, o salário médio foi de R$ 1.325.  Em 2009, foi de R$1.328.  Ou seja, a mesma coisa.

Isso ajuda a explicar também a "acentuada queda no desemprego" da qual a reportagem fala: apesar de todo o "crescimento econômico", o salário real ficou estagnado, estimulando a oferta de empregos.

Não tinha como ser diferente.  A sólida teoria econômica sempre explica a realidade.


28/01/2010 00:00  por  Rodrigo Constantino \  política

A crise no governo de Hugo Chávez atinge novos patamares, com o pedido de demissão de seu vice-presidente e ministro da Defesa, Rámon Carrizáles, e sua mulher, ministra do Meio-Ambiente. A economia afunda rapidamente, porque as leis econômicas não podem ser revogadas por decretos estatais. O país enfrenta o racionamento de energia, mesmo sendo exportador do "ouro negro", que existe em abundância no local. A inflação é galopante, e a recente maxidesvalorização da moeda vai apenas jogar mais lenha na fogueira.

Para compensar o fracasso econômico, Chávez intensifica a opressão política. Novos canais de TV foram fechados, despertando a revolta do povo. Houve confronto nas ruas, e dois jovens morreram, além de dezenas que ficaram feridos. O experimento socialista do século XXI está produzindo os mesmíssimos resultados dos experimentos socialistas do século XX: miséria, terror e escravidão. Não há nada de novo aqui. Qualquer liberal já sabia como as coisas seriam na Venezuela.

Já os esquerdistas não. Esses, ou boa parte deles, mostraram enorme empolgação com o "socialismo bolivariano" de Chávez. Eram otimistas quanto aos possíveis resultados "sociais" na Venezuela. Defenderam Chávez, e alguns ainda insistem na estupidez. São cegos por ideologia. No próprio governo não são poucos aqueles que admiram a "revolução bolivariana", e tentam inclusive replicá-la no Brasil. O PNDH-3, assinado pelo presidente Lula, é um esboço nesse sentido. Não dá para mudar os fatos: boa parte da nossa esquerda aplaudiu as medidas de Hugo Chávez.

Mas alguém tem dúvida de que agora, com o declínio acelerado do caudilho venezuelano, a esquerda irá se afastar desse experimento fracassado? Oportunista e hipócrita que só ela, nossa esquerda radical vai fingir que nunca defendeu com unhas e dentes o modelo de Chávez. Vai afirmar que aquilo não era socialismo coisa alguma. No máximo, "socialismo real", ou, melhor ainda, "capitalismo de Estado". Tentará apagar o rastro sujo de apoio ao regime chavista. Vai reescrever a história, como sempre fez. União Soviética? Ora, não era socialista! Afinal, o socialismo que eles pregam é uma Utopia que jamais vai existir. Sempre que os mesmos meios pregados para tal fim forem utilizados, gerando apenas desgraça, eles poderão jogar a culpa para ombros alheios, e alegar que aquilo não era socialismo.

Mas era! Socialismo é justamente isso enquanto meio: a concentração de poder no governo, a estatização da economia e da vida dos cidadãos. Chávez fez exatamente aquilo que os socialistas do governo Lula gostariam de fazer no Brasil, com seu PNDH-3. Reclamar que tais meios levaram a um fim diferente do socialismo idealizado não vale. O fim sempre será esse quando os meios usados forem aqueles defendidos pelos socialistas. Teremos apenas miséria, terror e escravidão. Isso é socialismo na prática! O resto é sonho de idiota útil, massa de manobra dos oportunistas de plantão.

25/01/2010 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Como já explicamos em três oportunidades (aqui, aqui e aqui), as Parcerias Público-Privadas nada mais são do que um arranjo fascista no qual estado e grandes empreiteiras se aliam para, sob o manto de estarem fazendo obras, extorquir os cidadãos e dividir entre si o butim, dando em troca algo que lembra um pouco, com muita boa vontade, um serviço de infraestrutura.

Tal arranjo é excelente para ambos os lados: os políticos ganham o crédito pela obra, recebem "agrados" das empresas que ganharam a licitação e, como consequência, garantem uma reeleição; e as empreiteiras contratadas ganham obras que serão pagas com o dinheiro do contribuinte - logo, sem qualquer zelo e critério, pois ninguém gasta o dinheiro dos outros com parcimônia -, o que faz com que os lucros sejam garantidos, a necessidade de qualidade, nula, e as chances de superfaturamento, uma certeza.

Na outra ponta do arranjo está o cidadão desamparado, obrigado a sustentar a esbórnia e sem qualquer voz ativa nesse arranjo que está sendo financiado com o seu suado dinheiro.

Dito isso, fica fácil entender o que se passa com o metrô de Salvador e por que ninguém é punido - afinal, sendo a justiça um ente estatal, qual o estímulo e a probabilidade de o estado punir a si próprio e seus aliados?

Veja as notícias.


Piada pronta

O metrô de Salvador é o mais lento do mundo. Mas isso não tem graça: ele já custou R$ 1 bilhão e não funciona

Por Claudio Dantas Sequeira

O menor e mais caro metrô do mundo está na Bahia. Com apenas 6,5 quilômetros de extensão e custo total de R$ 1 bilhão, ganhou dos baianos indignados o singelo apelido de "autorama". Só que não funciona. A construção do metrô de Salvador arrasta-se há uma década, o que também situa a obra entre as mais longas do gênero. É, sem dúvida, a síntese do que há de pior na administração pública brasileira: corrupção, burocracia, incompetência e descaso com o cidadão. O projeto inicial previa 41 quilômetros, só que o investimento foi todo  consumido no primeiro trecho, que deveria ser de 12 quilômetros, mas foi reduzido à metade. Para agravar, um estudo de viabilidade econômica do projeto mostra que, para cobrir os custos de operação, o bilhete do metrô poderá custar entre R$ 10 e R$ 15, seis vezes o preço em São Paulo. Chegou-se à conclusão de que o metrô não se sustenta economicamente, terá de ser subsidiado. É muito curto e ainda por cima foi construído numa área que é bem coberta por outros transportes públicos. Hoje comandada pelo PMDB, a Companhia de Transporte de Salvador (CTS), que acompanha o andamento das obras, culpa a administração anterior pelo imbróglio. "Tudo começou na licitação feita pelo prefeito Antonio Imbassahy (PSDB)", diz o diretor da CTS, Hebert Motta.

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De fato, foi Imbassahy (1997-2005) quem abriu a concorrência para a construção do metrô em 1999. O exprefeito garantiu à ISTOÉ que todo o processo transcorreu "dentro da lei". Entretanto, o TCU já determinou a retenção cautelar de R$ 50,5 milhões após encontrar irregularidades na obra e a Corregedoria-Geral da nião finaliza auditoria sobre os preços praticados pelo Consórcio Metrosal. Mais grave: a Justiça Federal da Bahia aceitou denúncia do Ministério Público por suspeita de formação de quadrilha, cartel e fraude na licitação. Foram acusados sete dirigentes das empresas que participaram da concorrência: dois da Camargo Corrêa e dois da Andrade Gutierrez, integrantes do consórcio Metrosal, além de três dirigentes da construtora italiana Impregilo, do consórcio Cigla. Segundo o MPF, as empresas atuaram em conluio. As companhias negam a acusação. Na quarta-feira 16, os procuradores baianos conseguiram uma ajuda extra do MPF em São Paulo, que lhes enviou documentos contendo novos elementos que podem confirmar os indícios de fraude e superfaturamento no metrô baiano. A papelada faz parte do inquérito da Operação Castelo de Areia, que apura o pagamento de propina a políticos e agentes públicos em dezenas de empreendimentos pelo País. Um dos acusados na denúncia em Salvador é o engenheiro Pietro Bianchi, que também é denunciado na Operação Castelo de Areia. Pelo visto, o buraco do metrô de Salvador é muito mais profundo.

 

Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar/32562_PIADA+PRONTA/3

 

Um metrô com muitas paradas

Por Hélio Rocha

A construção do metrô de Salvador completa 10 anos este mês com uma luz no fim do túnel. A assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes e Infraestrutura (Setin) informou que o consórcio Metrosal, responsável pela obra, vai anunciar a nova data de conclusão amanhã. Depois de muitas mudanças no cronograma, espera-se que desta vez o prazo seja cumprido, já que a parte de engenharia civil está quase pronta. De acordo com a Setin, a instalação de trilhos, rede elétrica, esteiras móveis e do software que vai controlar o sistema será realizada pela empresa Siemens, sem necessidade de nova licitação.
 
A notícia gerou um impasse: a assessoria de imprensa do consórcio Metrosal - composto pelas empresas Siemens, Camargo Correia e Andrade Gutierrez - negou a informação de que a Siemens estaria incumbida de instalar a parte elétrica do transporte. Segundo eles, as obrigações do consórcio se encerram com a parte civil da construção, cabendo à prefeitura de Salvador licitar e contratar o restante dos serviço, além de anunciar o novo cronograma de conclusão. Atualmente 315 operários estão trabalhando nos canteiros de obras entre as estações da Lapa e Acesso Norte (Rótula do Abacaxi). 

O custo do Metrô de Salvador passou de cerca de R$600 milhões, por um trajeto de 13km, para R$1 bilhão investido em apenas 6 km, menos da metade do traçado original. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Construção Pesada (Sintepav), Adalberto Galvão, a estrutura física do empreendimento deve ficar pronta até o final de janeiro. "Faltam apenas os detalhes de acabamento das estações, como pisos, verniz, chapas de aço, sinalização, corrimões, esteiras móveis, além do pátio de manobras na estação Acesso Norte. A parte estrutural da construção já foi concluída", afirmou.

Galvão confirmou a posição do consórcio e informou que falta à prefeitura licitar e contratar o sistema de energia que vai alimentar a Estação Retificadora de Tração, a instalação dos trilhos e configuração do software que vai operar o transporte. "Se não ocorrer outra interrupção, o metrô deve entrar na fase experimental entre os meses de setembro e outubro deste ano", afirmou. O presidente do Sintepav falou com otimismo sobre a conclusão da obra. "acredito que, até dezembro, a população de Salvador vai poder dispor do novo meio de transporte", disse.

A trajetória sinuosa do metrô baiano

O traçado original do metrô baiano previa 13Km de ligação entre as estações Pirajá e Lapa, com prazo de conclusão para 2003. Mas logo se percebeu que essa estimativa era muito otimista, principalmente quando começaram as interrupções no fluxo dos investimentos do governo Federal. A situação culminou, em 2005, com o contingenciamento orçamentário (suspensão dos repasses) de 32 milhões de dólares do contrato de financiamento com o Banco Mundial. As obras param e os operários foram às ruas junto com a população para protestar.

Com a mobilização do Movimento em Defesa do Metrô de Salvador e da Câmara de Vereadores, a obra foi finalmente incluída no Plano Piloto de Investimentos (PPI) do governo Federal, garantindo a continuidade do serviço e fluidez nos repasses financeiros. Em 2006, as esferas governamentais decidiram repactuar o traçado inicial, passando de 13km para apenas 6km entre as estações da Lapa e Acesso Norte. Outra mudança onerou ainda mais a obra: a via da Bonocô, que inicialmente seria de superfície, passou a ser elevada, com um acréscimo de R$50 milhões ao orçamento. "Como o viaduto de saída da estação Acesso Norte já estava pronto, apontando para o solo, isso criou um verdadeiro tobogã no traçado do metrô", explica Galvão.

No ano seguinte, o governo Federal fez a proposta para incluir o empreendimento no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em 2008, quando parecia que as obras do metrô iam finalmente deslanchar, o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a interrupção dos trabalhos, com uma lista de 11 irregularidades que incluíam indícios de superfaturamento e não prestação de contas das verbas investidas, dentre outras denúncias. A Justiça determinou a retenção de 5% dos repasses mensais, retroativos desde a repactuação, em 2006. Posteriormente, a retenção nos repasses passou de 5% para 12%. No final de 2008, o consórcio decidiu interromper as atividades mais uma vez, só retomando a empreitada no início de 2009.

O governo do Estado importou seis trens coreanos: três deles chegaram em novembro de 2008 e outros três, em setembro do ano passado. Ao todo, 24 vagões estão armazenados na Estação Aduaneira do Interior (Eadi/ Salvador), com um custo mensal de R$80 mil apenas para armazenamento e proteção. A Estação Acesso Norte também já está pronta há anos, com um preço de manutenção não revelado. Para Adalberto Galvão, presidente do Sintepav, o governo Wagner deveria tomar as rédeas do metrô de Salvador. "A prefeitura deveria passar a gestão da construção do metrô para a esfera estadual, como ocorre em outros estados, verticalizando o empreendimento. Isso com certeza iria facilitar a conclusão e acabar com as informações conflitantes", sugeriu.

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=37034

 

Comentário final:

Apenas quando um projeto é empreendido por seu próprio dono e com o seu próprio capital (ou com empréstimos por ele contraídos) tem-se a certeza do total interesse na qualidade e durabilidade do produto, pois esse arranjo seria o que menos traria custos de longo prazo para seu proprietário - afinal, se ele economizasse no material, suas futuras despesas com reposição e indenização por acidente não compensariam essa economia inicial de custos.

Portanto, para que os soteropolitanos tivessem um serviço de metrô honesto e eficiente, este teria de ter sido construído por um consórcio 100% privado, sem qualquer envolvimento do governo.  Mas agora já era.

Até hoje nunca se viu no Brasil uma PPP que tenha sido empreendida sem indícios de corrupção.  E nem poderia, dado que seu arranjo foi pensado justamente para facilitar as negociatas.

21/01/2010 00:00  por  Equipe IMB \  economia

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'.  Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".  Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. "Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.

Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."


Adrian Rogers, (1931-2005)



12/01/2010 00:00  por  Rodrigo Constantino \  economia

"Aqueles que ignoram o passado estão condenados a repeti-lo." (George Santayana)

A Venezuela caminha a passos acelerados rumo ao completo abismo, fruto do modelo socialista cada vez mais imposto pelo caudilho Hugo Chávez. Cuba está logo ali. Empresas privadas, estrangeiras ou nacionais, foram tomadas pelo governo. A imprensa foi amordaçada. Os petrodólares foram usados de forma populista para comprar apoio da população. A inflação foi usada como mecanismo de estímulo à economia. Com a situação saindo de controle, culminando na maxidesvalorização de sua moeda, vimos essa semana a patética cena do Exército fechando lojas para combater a "especulação". Para os socialistas, a inflação ainda é um fenômeno derivado da ganância dos empresários, não da emissão descontrolada de moeda pelo governo. Tem quem nunca aprenda com as lições da história mesmo.

Na Babilônia, há cerca de quarenta séculos, o Código de Hamurabi impôs um rígido sistema de controle de preços. Na Grécia Antiga, Atenas estava constantemente enfrentando escassez de cereais, dos quais pelo menos metade tinha que ser importada. Para combater a alta dos preços, um exército de inspetores dos cereais, chamados Sitophylakes, foi nomeado com o objetivo de estabelecer um preço "justo" para os cereais. Em ambos os casos, as medidas fracassaram. Apesar da pena de morte que o governo de Atenas aplicava aos desobedientes, era quase impossível fazer respeitar as leis que controlavam o comércio dos cereais.

No Império Romano, sob o tribuno Caio Graco, foi adotada a Lex Sempronia Frumentaria, que conferia a cada cidadão romano o direito de adquirir certa quantidade de trigo a um preço oficial muito inferior ao preço de mercado. O resultado, naturalmente, foi contrário ao que o governo esperava: a maioria dos agricultores do campo migrou para Roma, para lá viver sem trabalhar. Para resolver os problemas crescentes, os imperadores começaram a desvalorizar a moeda. Nero começou com pequenas desvalorizações, e Marco Aurélio intensificou o ritmo. O auge do controle de preços se deu no reino do imperador Diocleciano. Em vez de cortar os gastos do governo, Diocleciano preferiu desvalorizar a moeda, inflacionando a economia. Como os preços fugiam de controle, ele apelou para o tabelamento, e prescreveu a pena de morte para os que vendessem as mercadorias acima dos preços oficiais. O resultado foi um fracasso total.

Como se pode observar com esses exemplos, a tentativa de governos de controlar os preços das mercadorias com base em decretos não é novidade alguma. Para os brasileiros, a memória é recente, com os famosos fiscais do Sarney averiguando os preços praticados nos supermercados, em nome do combate à inflação. Claro que foi um fiasco. Afinal, como os economistas austríacos e de Chicago já tinham explicado faz tempo, a inflação é sempre um fenômeno monetário.

Mises explicou de forma sucinta o processo que ocorre quando um governo inflaciona a economia. O primeiro passo será a sensação de prosperidade causada pelo aumento dos gastos provenientes da impressão de moeda nova. Será uma prosperidade ilusória. Quando os preços de alguns produtos começam a sair de controle, a tendência é o governo partir para o controle daqueles preços específicos, os "vilões" da inflação. Mas isso irá gerar apenas escassez desses produtos no mercado, estimulando um mercado negro para eles. Outros produtos substitutos ou que usam tais produtos como insumos começam a disparar de preço também, e o governo precisa estender cada vez mais seu controle, até chegar à totalidade da economia.

Como exemplo, podemos pensar no minério de ferro. Supondo que ele seja alvo de uma expressiva alta de preços causada pelo excesso de moeda no mercado, o governo resolve tabelar seu preço. Logo começará a faltar minério no mercado. O preço do aço vai disparar também. O governo decide controlar o preço do aço então. Falta aço agora, e o preço de todos os produtos derivados do aço dispara, assim como o preço de seus substitutos. Em pouco tempo, o governo terá que tabelar quase todos os preços da economia, gerando uma escassez generalizada. O regime soviético, ícone dessa experiência de controle estatal da economia, conseguiu produzir apenas armas para o próprio governo oprimir o povo, e prateleiras vazias.

Eis a essência do socialismo. Miséria ao povo e armas para o governo controlar os miseráveis. Milênios atrás, ou em pleno século XXI. As leis econômicas não costumam ligar muito para esses detalhes. Pobre povo venezuelano. Servindo como cobaia de um experimento que cheira à naftalina de tão velho. E esse é o modelo que o governo Lula fez tanta questão de convidar para fazer parte do Mercosul. O povo venezuelano não aprendeu nada com a história. Resta saber se o povo brasileiro vai aprender com o triste exemplo do vizinho aquilo que não se deve fazer!


08/01/2010 00:00  por  Rodrigo Constantino \  política

O presidente Lula assinou o decreto que criou o "Programa Nacional de Direitos Humanos", apenas uma fachada para a "revolução bolivariana" em marcha no continente. O programa avança de forma escancarada sobre as mais básicas liberdades individuais, incluindo a propriedade privada. O governo está sugerindo quase trinta novas leis, assim como a criação de mais de dez mil novas instâncias burocráticas para empregar os camaradas. Os parasitas têm fome de recursos e poder!

Entre outras barbaridades, o governo tenta avançar rumo à "democracia" plebiscitária da Venezuela, um eufemismo para a velha ditadura da "maioria" - na verdade, uma minoria organizada que fala em nome do "povo". Faz parte da agenda dos "direitos humanos" instituir o financiamento público de campanhas eleitorais também, para criar o "caixa três" dos grandes partidos. Resgatar a censura na imprensa é outra meta do programa. Rever a Lei de Anistia é outro objetivo, partindo para um "revanchismo" que ignora o papel dos guerrilheiros comunistas na escalada opressora da década de 1960. Os atuais "heróis" da democracia lutavam, na verdade, para instaurar no país uma ditadura como a cubana. Por fim, o programa pretende regulamentar a taxação das grandes fortunas, medida extremamente populista - e estúpida do ponto de vista econômico - que representa apenas a idealização da inveja, sentimento mesquinho típico dos socialistas.

Em suma, trata-se da aceleração do projeto "bolivariano" em curso no continente, cujo ícone máximo está na figura pitoresca de Hugo Chávez. A turma dos "direitos humanos" é assim mesmo: defende tudo aquilo que existe de mais abjeto no mundo. A cara-de-pau dessa gente não encontra limites: eles são capazes de falar em "direitos humanos" abraçando o ditador mais cruel do continente, o decrépito "El Coma Andante" de Cuba, ou então o louco Ahmadinejad do Irã. Para alguns defensores dos "direitos humanos", Guantánamo parece um lugar mais apropriado...

Um resumo do totalitarismo: http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1438895-10406,00-PROGRAMA+DIREITOS+HUMANOS+RECEBE+CRITICAS.html



07/01/2010 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Se pensarmos que há menos de um mês uma trupe de burocratas, políticos e parasitas de todos os tipos estava se reunindo em Copenhague para discutir maneiras de conter uma suposta onda de calor desenfreado que iria afetar irreversivelmente o globo terrestre, as notícias a seguir adquirem um inevitável tom tragicômico:

Cientistas detectam resfriamento na Península Antártica

Temperaturas mais baixas complicam debate sobre aquecimento global, diz pesquisador brasileiro.

O norte da Península Antártica vem se resfriando em tempos recentes. Dados meteorológicos da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a base brasileira no continente gelado, indicam uma tendência de resfriamento de 0,6º C por década, nas temperaturas registradas nos últimos 14 anos. A Península Antártica, como um todo, é uma das regiões do planeta que mais se aqueceu no século 20, acumulando uma elevação de temperatura de 3º C.

China sofre com temperaturas mais baixas e piores nevascas em décadas

Pequim teve quase 30 cm de neve no fim de semana; na Manchúria, temperatura pode chegar a -36 graus.

Onda de frio mata 'dezenas' na Índia

A temperatura na Índia chegou a cair para zero graus centígrados em várias cidades no norte da Índia.

Frio mata 41 na Índia e provoca transtornos na China e Coréia

Pelo menos 41 pessoas morreram neste final de semana pela onda de frio que nos últimos dias tem afetado às regiões do norte da Índia.

A maior nevasca registrada em Pequim e em outras áreas do norte da China desde 1951 paralisou boa parte do tráfego aéreo e rodoviário na região, provocou a suspensão de aulas na capital e na vizinha cidade de Tianjin, entre outras medidas de prevenção.

A situação pode piorar nesta segunda-feira, 4, já que as temperaturas na capital chinesa continuam caindo e podem chegar ao patamar mais baixo em 50 anos (-16°C).

Na Coreia do Sul, moradores enfrentam a pior nevasca da história recente do país. A neve chegou a 26 centímetros em Seul e forçou aeroportos a cancelar 224 voos. A neve também prejudicou o trânsito nas estradas que dão acesso à capital.

Nevasca fecha escolas e aeroportos no Reino Unido

É o inverno mais rigoroso em 30 anos; na França, onda de frio deixa as temperaturas em -13ºC

Com temperaturas de até -33ºC, onda de frio mata 5 nos EUA

Uma onda de frio provocou a morte de cinco pessoas nos EUA, nesta quarta-feira, 6. Ao menos quatro pessoas morreram no Tennessee e uma no Missouri. As temperaturas caíram até -33ºC, em Iowa, a menor desde 1958. A neve atinge principalmente o centro e o leste do país.

Há previsões de novas nevascas no Missouri, Tennessee, Idaho, Wyoming, Montana e até em estados mais ao sul, como a Geórgia.

De acordo com os meteorologistas, ondas de frio no leste dos EUA não costumam durar mais de dois dias, mas esta é mais prolongada. 

Países europeus enfrentam o pior inverno em décadas

Um clima de inverno rigoroso paralisou hoje várias regiões da Europa. As ruas de algumas cidades chegaram a acumular 47 centímetros de neve. Houve cancelamento de voos, transtornos no tráfego rodoviário e milhares de pessoas tiveram problemas para chegar ao trabalho e às escolas.

Na Inglaterra, que sofre o pior inverno desde 1981, foram cancelados 150 voos no Aeroporto de Heathrow. O trem Eurostar, que liga o país à França, suspendeu o serviço hoje.

Na Noruega, as temperaturas caíram para 41 graus negativos. Foi a medição de temperatura mais baixa no país escandinavo desde 1987. A chefe do controle de tráfego aéreo do Aeroporto de Roros, Lise Dukan, disse que o gelo precisou ser removido manualmente das asas dos aviões.

As nevascas no norte da Dinamarca também atingiram rodovias, ferrovias e o tráfego aéreo. Na Alemanha, grandes partes do país ficaram cobertas pela neve, com temperaturas de até 22 graus negativos no estado da Saxônia-Anhalt, no leste do país.

Neve atrapalha aeroportos e fecha escolas no Reino Unido

As temperaturas chegaram a descer até -13°C em Manchester (norte da Inglaterra), -6°C em Glasgow (Escócia) e -3°C em Londres, segundo informou o Serviço Meteorológico.

Frio e nevascas paralisam o hemisfério Norte

A Europa ocidental está enfrentando o pior inverno dos últimos anos com recordes de baixas temperaturas e muita neve. Na Polônia, o rio Vístula, mais longo do país, congelou e a temperatura no país chegou a 25ºC negativos. A Alemanha também sofreu com muita neve no primeiro dia útil do ano e as temperaturas chegaram a 20ºC negativos.

O frio também continua atingindo boa parte dos Estados Unidos e, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia do país, as temperaturas devem cair no país todo nos próximos dias. O serviço afirma que durante a noite, os Estados do norte do país enfrentarão temperaturas mínimas abaixo de zero "em até dois dígitos".

De acordo com a agência de notícias Reuters, o serviço de previsão do tempo privado, o Planalytics, afirmou que este é o inverno mais frio registrado nos EUA desde o ano 2000. O preço do petróleo subiu para US$ 82 (mais de R$ 140) o barril devido ao frio nos Estados Unidos e outras regiões com alto consumo do produto durante o inverno.

O frio também atingiu a Ásia com nevascas pesadas no nordeste da região. Este é considerado o pior inverno na Ásia nos últimos 60 anos. As nevascas causaram problemas nos transportes no norte da China, onde as temperaturas chegaram a -32ºC em Pequim.  Em Shangdu, na região da Mongólia Interior, na China, um trem se chocou contra uma camada de neve de mais de 2 metros, no domingo, 3, e os primeiros passageiros foram retirados somente na segunda-feira, 4.  Os 15 vagões do trem foram cobertos pela neve.  Os mais de 1.400 passageiros ficaram presos sem luz e aquecimento.

Neve e gelo paralisam vários países da Europa

O número de mortos na Polônia, onde o frio chegou a 22º C negativos, aumentou para 122, a maioria deles seria de sem-teto.


A intenção desses catastrofistas nunca foi proteger o ser humano: a ala radical sempre quis o extermínio da espécie; a ala mais moderada contentava-se em retroceder a humanidade à era das diligências; já a ala política, a mais esperta, utilizava-se de uma virtuosa linguagem humanista para camuflar a sua real intenção de impor novas tributações e fazer uma maciça redistribuição de renda em escala global, tudo sob os auspícios de um governo global.

Prova de que esse pessoal nunca esteve interessado no bem da humanidade é o seu silêncio perante essas mortes ocorridas pelo frio intenso.  Quando a imprensa divulgava a foto de um urso polar fofinho navegando errantemente sobre placas de gelo que haviam se descolado de um iceberg qualquer, esses "humanistas" não continham suas lágrimas, seus gritos de horror e suas reprimendas à ganância capitalista da humanidade, que era a responsável pelo comovente passeio solitário daquele simpático mamífero.

Porém, quando seres humanos de países pobres como Índia, China e Polônia morrem em decorrência de fenômenos flagrantemente opostos àqueles que esses iluminados haviam previsto, a orquestra ambiental das lacrimejações gerais faz uma pausa pro cafezinho.


21/12/2009 00:00  por  Leandro Roque \  política

Os burocratas e parasitas que se reuniram para a conferência climática em Copenhague tinham duas claras intenções:

1) impor tributos globais para beneficiar a si próprios e os grupos de interesse que os apóiam; e

2)  impor controles mais restritos sobre o nosso modo de viver - afinal, esse negócio de ficar andando de carro e de avião é um luxo que deve ser abolido para o bem dos ursos polares (que, aliás, seguem crescendo em número).

Ambas as medidas totalitárias foram cuidadosamente envoltas em uma embalagem atraente e passaram a ser vendidas com um conteúdo altamente humanitário: a intenção seria impedir a tal da mudança climática (a mesma que ocorre quando saímos do inverno e entramos na primavera, talvez?)

Sempre que escrevíamos aqui criticando o cunho ideológico dessas medidas, alguns leitores - sem dúvida bem intencionados - nos criticavam por estarmos sendo excessivamente fanáticos e gratuitamente antiestado, querendo apenas ser do contra por se tratar de uma medida abertamente intervencionista.  "Pode ser por uma boa razão", diziam eles.

Todo esse tempo vínhamos apontando que, dentre toda a claque dos aquecimentistas, o maior grupo era aquele formado pelos estatistas e pelos esquerdistas globais, os quais, após a queda do Muro de Berlim, aderiram ao ambientalismo como forma de assegurar o poder global que haviam perdido no campo econômico.

Se ainda havia alguma dúvida de que todo esse alarmismo climático não passava de um teatro para tentar subjugar o capitalismo aos caprichos dessa gente, essa dúvida pôde ser facilmente dissipada pelo comportamento observado na conferência.  Evo Morales, por exemplo, foi aplaudido delirante e efusivamente após um discurso em que dizia que "Se quisermos salvar a Terra e a humanidade, não temos outra alternativa senão acabar com o sistema capitalista"

Já Hugo Chávez deu a receita mais direta: "Só com o socialismo" é possível "salvar" o planeta e "obter justiça".  O coronel também afirmou que o capitalismo "é o caminho para o inferno e à destruição do mundo".  E, para finalizar, concluiu triunfantemente que "o destrutivo modelo capitalista está erradicando a vida".

É difícil crer que o fato de ambos terem sido convidados, feito tais discursos e aplaudidos estrepitosamente nada tem a ver com a real intenção daquela gente.

(Não bastasse todo esse picadeiro, acaba de ser confirmado que Michael Mann - o cientista que no escândalo dos e-mails foi descoberto fraudando dados sobre o clima dos últimos mil anos para fazer o mundo crer na existência do aquecimento global antropogênico - recebeu 6 milhões de dólares por seus artigos e projeções.  Mann está sob investigação pela Universidade Estadual da Pensilvânia.  Já Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade East Anglia - órgão de referência mundial sobre o clima -, foi afastado por também haver suspeitas de ter recebido dinheiro para fraudar dados.  Um verdadeiro trambique global.)

E como que para ridicularizar ainda mais essa reunião entre totalitários e parlapatões que juram que o mundo anda muito quente, a Europa está passando por uma onda de frio sem precedentes para essa época.

"Tempestades de neve e frio com temperaturas muito abaixo das esperadas para a época.  Na Polônia, a polícia anunciou que 42 pessoas morreram, a maioria sem-teto, encontradas congeladas depois que as temperaturas caíram abaixo dos 20 graus negativos.  As autoridades de saúde admitiram que há anos não se registra um número tão alto de mortes provocadas pelo frio, apesar da criação de novos abrigos. Também por causa da neve, algumas linhas de trem foram danificadas. Alemanha, Áustria, Bélgica e França também registraram casos isolados de mortes de sem-teto. Mais de duas centenas de cidades búlgaras, incluindo parte dos subúrbios de Sofia, ficaram sem luz por uma pane causada pela queda de árvores congeladas."

Por fim, para aqueles que realmente creem no aquecimento global e no poder das explicações científicas, aqui vai um conselho para diminuir a emissão de CO2: comprem um utilitário e matem seu cachorrinho.  Sim, acabaram de descobrir que um poodle emite mais CO2 que uma Blazer ou uma Toyota Hilux.  Ou seja: dirigir um carro é muito mais ecológico do que ter um cachorro.  E são cientistas que estão falando isso.

E tem mais.  Ainda de acordo com a pesquisa:

- Um gatinho polui um pouco menos do que um carro de passeio de tamanho médio.
- Quatro canarinhos poluem tanto quanto uma TV de plasma.
- E um peixinho de aquário, comendo ração, polui a mesma coisa que dois telefones celulares.

Será que os ambientalistas radicais agora vão pedir a chacina indiscriminada de chihuahuas ou eles se contentam com o objetivo mais modesto de dizimar somente 90% de população? 

Assim, para o bem de todos, inclusive do reino animal, só nos resta torcer muito para que essa bobagem de aquecimento global, mudança climática, sauna mundial, ventania continental, umidade temperada, seca subtropical ou qualquer que seja o novo termo que venham a inventar, seja rapidamente esquecida - não sem antes ser devidamente ridicularizada.




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