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O oásis do funcionalismo público brasileiro na crise
Milhões de desempregados no setor privado; emprego garantido e zero centavo a menos no setor público

No deserto, convivendo com a escassez de água e comida, o oásis é um refúgio temporário para viajantes em travessias difíceis. Não sendo propriedade de alguém, oferece algum conforto para todos que passam pelo mesmo difícil caminho. 

Não é o caso do sentido aqui empregado, já que no mesmo território, e no mesmo caminho, o abrigo só serve para poucos.

No Brasil, antes da pandemia, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada em março, tínhamos no setor privado aproximadamente 33,6 milhões de pessoas com carteira assinada e 38 milhões de trabalhadores informais. Estes incluem desde os trabalhadores sem carteira assinada (11,6 milhões) até trabalhadores por conta própria (24,5 milhões).

Os grupos acima, quando somados à força de trabalho desocupada no mesmo período, equivalente a 12,3 milhões de desempregados, significam 84 milhões de brasileiros que lutam no dia a dia para procurar ou manter seus empregos e sua renda (veja todos os números aqui). 

Nesse sentido, enfrentar a crise é uma batalha que os torna semelhantes como brasileiros.

No universo de trabalhadores brasileiros ainda faltam os trabalhadores do setor público, também chamados de servidores públicos pela sua natureza universal de servir ao público (compreendida, corretamente, como uma nobre atividade desde o Império Romano). Somadas as diferentes esferas de governo, civis e militares, os servidores públicos no Brasil são aproximadamente 11,4 milhões.

A crise econômica é global. E, como em vários outros países, no Brasil milhões de trabalhadores já perderam seus empregos e salários. Atualmente, mais da metade dos brasileiros não tem trabalho.

Governos, incluindo o brasileiro, adotam programas bilionários (que serão pagos com os impostos de todos contribuintes) para tentar mitigar o sofrimento dos que perdem sua renda, integralmente ou parcialmente, da noite para o dia.

Brasileiros, todos, navegam na mesma crise econômica, correto? Não. Nem todos da mesma forma. Para uma minoria, os trabalhadores do setor público, os empregos são garantidos por lei. E os salários, obviamente, são garantidos pelos impostos pagos pelos trabalhadores do setor privado

Austeridade portuguesa e grega

Além do estatuto da estabilidade no emprego, sequer é possível admitir algum pequeno ajuste temporário de salários no serviço público. 

No fim de junho, o STF negou a possibilidade de reduções temporárias de salários condicionadas à redução de jornadas de trabalho (no julgamento de matéria relativa à Lei de Responsabilidade Fiscal), algo já feito em larga escala pelos trabalhadores do setor privado – e, ainda assim, só para aqueles que tiverem a sorte de manter seus empregos em meio à crise.

Muitos países procuram reforçar sua identidade e propósito de união em momentos mais difíceis, como guerras, epidemias, desastres naturais ou crises econômicas. Em todas essas situações, a estabilidade da sociedade, em meio à exigência de maior sacrifício pessoal, passa também pela percepção da maioria de que o sacrifício temporário é distribuído de maneira justa e solidária.

Tratamento igual entre iguais, sacrifícios maiores para aqueles que podem contribuir mais em períodos excepcionais. Tudo em nome de uma união necessária para a travessia de um caminho difícil. Um teste, que pode sinalizar o quão próspero pode ser o futuro de uma nação.

Para não voltarmos muito longe no tempo, como nos períodos das grandes guerras mundiais – que moldaram o sentimento de união de países como o Japão, Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Estados Unidos e tantos outros —, fiquemos com algumas crises econômicas mais recentes.

Em Portugal, depois da crise de 2008/2009, o déficit nominal do setor público atingiu o recorde de 11% do PIB em 2010, com um crescimento negativo do PIB de 3% no mesmo ano. Vale lembrar que as atuais projeções para o déficit nominal do Brasil em 2020 já estão em 16% do PIB.

O programa de ajuste português, que anos mais a frente permitiu aquele país ser saudado como um exemplo de recuperação econômica (e com participação conjunta de partidos de direita, centro e esquerda), procurou distribuir esforços entre o setor privado e o setor público.

Na aprovação da primeira fase do programa, em 2010, ao incluir a redução e congelamento futuro dos salários no serviço público, o primeiro-ministro de Portugal da época, José Sócrates, ressaltou a importância de um algum esforço solidário do setor público, em meio a uma grande onda de demissões e reduções salariais no setor privado.

Em 2011, em mais uma onda de ajustes, o governo português extinguiu o 13º e o 14º salários para o funcionalismo público e aposentados portugueses que recebiam mais de mil euros. (Leia tudo sobre o ajuste de Portugal aqui).

Na Grécia, a crise de 2008/2009 levou o déficit nominal a patamares ainda mais altos: acima de 13% em 2013, com uma queda do PIB que havia chegado a 10% no ano anterior

O ajuste grego também envolveu partidos de diferentes orientações ideológicas, incluindo o Syriza, partido radical de esquerda e antigo crítico de medidas de ajuste fiscal.

O processo de ajuste grego foi ainda mais longo e sofrido do que o de Portugal, mas o país voltou a ter superávit nominal entre 2016 e 2019, a dívida pública voltou a ficar estável — ainda que em patamar extremamente elevado — e o crescimento econômico também retornou (antes da Covid-19), ainda que a taxas modestas.

Na Grécia, até pelo peso maior do setor público na economia local, os cortes de salários e benefícios foram ainda maiores do que em Portugal. Entre 2010 e 2012 foram cinco rodadas de ajustes, que na soma significaram mais de 30% de reduções salariais no funcionalismo público, além da revisão de outros benefícios.

Em cada uma das rodadas de ajuste na Grécia, mesmo com diferentes coalizações políticas, a justificativa de reduções salariais no setor público foi a mesma de Portugal: o esforço precisava ser de todos, num país onde a taxa de desemprego havia saído de 7,5% em 2008 para quase 30% no início da década passada.

Salários no setor público brasileiro

Segundo estudo do Banco Mundial divulgado em conjunto com o Ministério da Economia no ano passado, intitulado "Gestão de pessoas e Folha de Pagamentos no Setor Público Brasileiro – o que dizem os dados?", servidores federais no Brasil ganham 96% a mais do que recebem trabalhadores da iniciativa privada que exercem funções semelhantes

O número acima, chamado de "prêmio salarial", é o mais alto na amostra de 53 países pesquisados pelo Banco Mundial, como mostra o gráfico abaixo. 

Pre^mioSalarial.png

Prêmio Salarial do Setor Público em Relação ao Setor Privado por País

No caso dos estados, aquele número é de 36% mais elevado do que a média do setor privado. Nos municípios o prêmio salarial é equivalente ao do setor privado.

O mesmo estudo mostrou que, em 2019, 44% dos servidores do executivo federal, o poder federal com a menor média salarial, recebiam mais de R$ 10 mil reais por mês. Essa remuneração coloca esses servidores nos 5% superiores da distribuição de rendimentos domiciliares per capita dos brasileiros calculada pelo IBGE para o ano de 2019. 

Como essa distribuição foi verificada antes da atual crise econômica, a tendência é piorar a performance relativa dos rendimentos do setor privado.

O teto salarial do setor público brasileiro foi reajustado no ano passado em 16,3%, aproximadamente quatro vezes a inflação de 2019, de 4,31%. O valor, R$ 39,2 mil, coloca esse teto entre o 0,5% superior do rendimento domiciliar per capita. 

Dado que em 2019 a metade mais pobre da população viveu com uma renda média de R$ 850 por mês, R$ 39,2 mil equivalem a 46 vezes mais do que ganharam em média a metade dos brasileiros.

O teto salarial já seria uma belíssima remuneração, mas há milhares de servidores no Executivo, Legislativo e Judiciário, na União e nos estados que recebem muito além desse valor. Perde-se a conta de remunerações acima de 60-70-80 mil reais por mês infladas por todos os tipos de adicionais e auxílios — os famosos "penduricalhos" — que fogem de uma definição legal mais rigorosa para o conceito de teto remuneratório. Outra pendência esquecida nas gavetas do governo e do Congresso Nacional.

As distorções dentro da própria máquina garantem privilégios ainda mais imorais

É preciso ser dito também que, na outra ponta da distribuição salarial do setor público, há milhões de funcionários públicos em estados e, principalmente municípios, com rendimentos baixos ou comparáveis aos praticados no mercado.

Há enormes desigualdades no tratamento dentro do próprio setor público. E são tratamentos desiguais no sentido de privilegiar exatamente quem ganha mais.

Alguns estados atrasam suas folhas de pagamento pelas suas crises financeiras, agora agravadas com a pandemia da Covid-19. No entanto, há um agravante: quando a receita de todo o setor público estadual cai de forma inesperada, como em 2020, os poderes executivos estaduais são proibidos de pedir que o legislativo, o judiciário e o Ministério Público estaduais compartilhem o "sacrifício". 

Os executivos estaduais acabam tendo de resolver sozinhos a crise, sem dividi-la com os outros poderes e órgãos independentes (como o Ministério Público), onde exatamente se encontram os salários mais altos.

Os poderes executivos estaduais estão proibidos de tentar reduzir os repasses da execução orçamentária (os chamados duodécimos) para os outros poderes quando há frustração de receitas. Mais uma decisão recente do STF, junto com a que proibiu a redução salarial no setor público associada à redução de jornada de trabalho.

Vejamos apenas um exemplo das muitas distorções que se acumulam no setor público brasileiro, seja pela legislação vigente ou por decisões do STF já mencionadas. 

No Rio Grande do Sul, hoje, uma professora do ensino fundamental com doutorado que receba uma remuneração pouco superior a R$ 3.000 receberá a totalidade do seu salário com mais de 30 dias de atraso. No mesmo estado, no mesmo setor público, um desembargador que tenha uma remuneração total mensal de R$ 60.000  (20 vezes maior) receberá a integralidade de seus vencimentos rigorosamente em dia.

A constatação é de que a atual estrutura de remunerações no setor público brasileiro, comparativamente ao setor privado, não é só desconectada em relação ao que acontece em outros países, mas é também parte agravante da descomunal desigualdade de renda que vigora no País.

Voltando à crise atual no Brasil

No momento em que o mundo volta a discutir o compartilhamento de esforços entre setor privado e público no enfrentamento de uma crise, isso ainda parece ser uma barreira intransponível no Brasil. E temos exemplos recentes muito próximos do país indo em outra direção.

A Colômbia aprovou em abril deste ano um imposto adicional transitório para servidores públicos que ganham acima de 10 milhões de pesos (o equivalente a 10 mil reais no Brasil).

No Chile, o parlamento discute de maneira avançada a extensão de reduções salariais temporárias no serviço público, depois do salário de parlamentares e outras autoridades públicas terem sido reduzidos em até 50% ao final de 2019.

No Uruguai, depois de cortar 20% do seu próprio salário e de outros dirigentes públicos, o presidente Lacalle Pou avançou na aprovação de um desconto temporário entre 5% e 20% para servidores com remuneração mensal superior a 80.000 pesos (o equivalente a R$ 9.000).

No Brasil, qualquer iniciativa recente de propor alguma redução temporária de salários, seja pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia ou alguns outros poucos parlamentares, não passa de uma primeira manifestação de intenções.

Além da enorme força das corporações do setor público, aparentemente o próprio presidente da República não enxerga prioridade neste esforço. O máximo que se fez até agora, após forte trabalho de convencimento do ministro Paulo Guedes, foi congelar os atuais salários do serviço público de apenas alguns categorias até o final de 2021

Mesmo nesse esforço louvável, há muitas dúvidas sobre como será possível controlar aumentos disfarçados, como promoções de carreiras e concessões de auxílios diversos.

Para concluir

Toda essa bonança é bancado pelos impostos pagos por quem trabalha e produz riqueza — e que, consequentemente, ganha bem menos.

E que agora está desempregado.

Enquanto a alta casta do funcionalismo ganha entre R$ 10.000 e R$ 60.000 por mês (em alguns casos, ganham mais de R$ 100 mil), o trabalhador do setor privado, que é quem produz e é tributado para sustentar toda essa farra — não houvesse trabalhador do setor privado, não haveria salário para funcionalismo público —, está com uma renda média de R$ 2.300 por mês.

A injustiça causada pelo estado não poderia ser mais fragorosa.

Quando terminarmos o ano de 2020, deveremos ter a maior queda da história do PIB brasileiro (algo entre menos 7% e menos 9% pelas últimas estimativas), alguns novos milhões de desempregados e muitos outros milhões de empregados do setor privado com salários muito abaixo do início da atual crise.

Será uma travessia muito difícil até o Brasil voltar a crescer e começar a recuperar os empregos perdidos nessa crise. Para aqueles que têm a felicidade de mantê-los por lei, um verdadeiro oásis no deserto, seria no mínimo um gesto de solidariedade e união compartilhar uma pequena parte do sacrifício. Uma demonstração de que a crise, assim como o país, é de todos.



autor

Aod Cunha
é economista, conselheiro de administração de empresas como Gerdau, Grupo Vibra, Agibank e Atiaia Energia (Grupo Cornélio Brennand) e membro independente de comitês de investimentos. É professor do curso de pós-graduação em Finanças, Investimentos e Banking da PUCRS

  • Helliton  10/07/2020 19:05
    Por isso que criaram o Auxilio, pra ninguém reclamar disso.
  • Guilherme  10/07/2020 19:08
    Também acho. Não fosse a esmola, já teria havido guerra civil.
  • Drink Coke  10/07/2020 19:57
    "Não fosse a esmola, já teria havido guerra civil"

    Só pode ser piada, brasileiro morre de fome, mas não pega em arma para lutar por algo. Só olhar a historia do Brasil, povo mais alienado impossível.
  • Felipe L.  10/07/2020 21:48
    Realmente. Acho que só os japoneses ganham em questão de servidão.
  • Luis  11/07/2020 05:27
    Precisamos de um empreendedor que consiga armar a população e ensinar libertarianismo para que possamos estinguir as governanças parasitarias
  • Imperion  11/07/2020 15:37
    Mas a guerra civil tá armando. So não se sabe qual grupo vai começar as atividade e quando. Atualmente a polícia já não sobe as favelas. Então ja existem territórios isolados.
  • anônimo  16/07/2020 17:02
    Mais um telespectador que se deixa enganar pela ideologia.
    Estamos em uma guerra civil não declarada.
    Homicídios em escala de guerra, tráfico de drogas, assassinatos, latrocínios, feminicídios...
  • Humberto  10/07/2020 19:21
    É óbvio que essa conta não vai se sustentar só com impostos. Por enquanto, ela está sendo mantida à base do endividamento. Mas o endividamento não tem como ser perpétuo.

    Em algum momento, haverá o famoso vai ou racha: ou os salários dos funças serão cortados, ou o governo federal terá de passar a imprimir moeda para garantir o proventos (era assim até 1994).

    Posicionem-se de acordo.
  • Barroso da Silva   11/07/2020 20:29
    Vou estudar e passar num concurso para Auditor Federal ! Melhor que faço. Quero mais ser prof. Liberal não.
  • Medrado  12/07/2020 14:05
    Vou dar o meu testemunho como Servidor Público.
    1º eu não me acho melhor do que ninguém porque passei em um concurso público. Fiz uma escolha. Conheço pessoas que teriam capacidade de passar em um concurso, mas optaram em permanecer na iniciativa privada. Não posso dizer que para passar em um concurso basta decorar apostilas( alguém disse isso aqui). Era assim na época dos nossos pais( acredito que existam pessoas aqui que foram sustentadas por pais servidores públicos), hoje a exigência é muito grande e a concorrência maior ainda.
    Eu estudei dois anos até começar a passar em concursos. Cheguei a fazer 95% de prova e não ficar nem entre os 500 primeiros colocados...
    Eu vejo uma evolução no Serviço público Federal( não falo do Estadual e Municipal pq não conheço). Há 15, 20 anos, você era parado por um PRF e bastava oferecer uma " cervejinha" para ser liberado. Tentem subornar um PRF hoje. O indivíduo encostava a barriga em um balcão da Justiça Federal e dava uma caixinha para o Servidor olhar o processo. Tentem fazer isso hoje?
    Ainda existe corrupção dentro do serviço público, mas vem diminuindo, e os servidores punidos( prenderam um Juiz Federal essa semana).
    Eu recebo o meu salário e já vem com 27,5% de desconto de IR e 14%de previdência. Vou me aposentar aos 65 anos com 70% do meu salário depois de 35 anos de contribuição ( certamente isso irá mudar é pra pior, mas tudo bem, foi a minha escolha). 90% do que eu ganho volta para a economia: plano de saúde, financiamento de veículo, aluguel, mercado, vestuário, escola de filho, combustível...
    Cuidado para não misturar Servidor Público concursado com cargo comissionado( esses os SETENTA MIL POLÍTICOS DO BRASIL conseguem fazer " rachadinha", Bolsonaro movimentou 350 pessoas no seu gabinete, três vezes mais do que o normal).
    Eu era a favor do corte salarial que estava sendo proposto. O Guedes foi contra pq, na visão dele,iria retirar dinheiro de quem pode fazer a economia voltar a girar... O Guedes disse que deixar dois anos sem aumento seria melhor( por mim também está ok) É necessário dizer que, o meu último reajuste salarial foi em 2015, e foi parcelado. O meu contracheque é exatamente o mesmo de 2017 pra cá ( três anos).
    Quanto à estabilidade, ela foi criada para defender o Serviço público da ingerência de políticos. Imagine um Auditor Fiscal sem estabilidade ou um Juiz, policiais... Outra coisa, a estabilidade foi trocada pelo FGTS. Os empregados públicos( Caixa econômica, Banco do Brasil, Embrapa...) têm FGTS e estabilidade. Na minha unidade somos avaliados anualmente e os critérios podem e devem melhorar, apesar de saber de colegas que não progrediram não carreira pq, naquele ano, não obtiveram uma boa nota.
    A luta não deve ser contra funcionário público, que também é trabalhador. A luta tem que ser contra os privilégios. Eu até agora não vi o governo cumprir a promessa de fazer um governo " enxuto". Vejo aumento do número de ministérios, cargos em comissão para agradar o " centrão"e dizendo que o " inimigo" é o servidor.
    Bolsonaro foi expulso do exército, votou contra o plano real e contra todas as reformas da previdência enquanto era deputado. Sancionou o Fundão eleitoral, possibilidade de pagamento de advogados e contadores com o dinheiro do fundão, Juiz de garantias, nem se posiciona mais a favor da prisão em 2ª instância, sancionou o COAF no ministério da Fazenda, quis interferir na Polícia Federal...

  • Auone  13/07/2020 12:15
    Você vê uma evolução no serviço público pelo fato do policial não aceitar mais uma cervejinha? Pois eu vejo é o oposto, primeiro isso demonstra que eles estão ganhando mais, logo estão sugando mais da população, segundo isso mostra como os parasitas estatais estão mais fieis ao estado e a seus interesses.
  • Renildo Naiff   14/07/2020 12:52
    Queria entender. Como servidor público paga imposto, se recebe salário de imposto arrecadado da iniciativa privada. Servidor Público nada produz ao país. Nos governos do PT incharam a máquina pública de comissionado, que davam uma parcela ao partido. Servidor Público no Brasil é um parasita. O pobre povo se mata de trabalhar para pagar os salários dessas imundícies.
  • Marcelo  13/07/2020 12:04
    O verdadeiro oásis e o real peso da máquina pública brasileira estão no Judiciário, no Legislativo e no Ministério Público.
    Estas três instituições custam caríssimo em relação ao pífio resultado que entregam.
    Não obstante, os "pensadores" de plantão insistem em citar somente o poder executivo, o único que entrega um resultado plausível.
  • da Nóbrega  13/07/2020 12:13
    Qual o "resultado plausível" do Executivo? Qual a qualidade da educação? Da saúde? Da segurança? Da infraestrutura? Do saneamento? Algum destes sequer chega a ser satisfatório?

  • Ismael  10/07/2020 19:08
    Obrigado pelas informações (que são um escárnio para com a população trabalhadora do país). Artigo cirúrgico!
  • Bruno Souza  10/07/2020 19:13
    Sobre os penduricalhos:

    Juízes de 24 Estados recebem por mês mais de R$ 1 mil de vale-refeição, destaca o jornal O Estado de S. Paulo.

    Em Pernambuco, o valor chega a R$ 4.787 – o equivalente a 4,8 vezes o salário mínimo em vigor (R$ 998) e mais que o dobro da renda média mensal dos trabalhadores brasileiros, que é de R$ 2.317 mensais.

    Os juízes estaduais podem gastar em restaurantes, à custa dos cofres públicos, um valor que muitas famílias precisam esticar, e muito, para cobrir as despesas do mês.

    blogs.correiobraziliense.com.br/papodeconcurseiro/em-24-estados-juizes-ganham-mais-de-um-salario-minimo-de-vale-refeicao/
  • Alexandre  10/07/2020 19:10
    O artigo cita as várias medidas tomadas nos outros países e mostra que aqui ninguém teve a coragem de peitar essa gente.

    Normal. Trata-se do maior e mais poderoso lobby do país. Mandam e desmandam nisso aqui desde 1822. Não há nenhuma chance de ocorrer qualquer medida que os desagrade.
  • anônimo  10/07/2020 19:14
    O grande problema desses artigos extremamente informativos é que eles são totalmente revoltantes.
  • Arthur  10/07/2020 19:18
  • Thyslei  10/07/2020 20:21
    Os mesmo funcionários públicos, que defendem os aplicativos, uber e ifood, querem baratear a sua vida, mas não aceitam redução do estado. Alguns retardados liberais, também defendem a precarização do emprego, algo assustador. Enquanto, alguns ganham tantos direitos, como funcionários públicos, políticos e grandes empresários. Eles defendem que os motoboys, que se matam pra ganhar trocados.
  • Rodrigo  10/07/2020 20:27
    "Alguns retardados liberais, também defendem a precarização do emprego, algo assustador."

    Argumente com dados. Sustente essa sua afirmação com fatos.

    Vou poupá-lo de postar o restante da sua frase para protegê-lo do vexame gramatical.
  • Malthus  10/07/2020 20:36
    Para começar, liberais são contra coerção. Ponto. Nenhum liberal é contra arranjos voluntários. Se empregados e patrões da iniciativa privada acordarem voluntariamente o pagamento de vários apêndices e adicionais, sem usar dinheiro público, não há nada de errado.

    O que não dá é o estado proibir duas pessoas de fazerem um acordo voluntário. E é isso que a legislação trabalhista faz. Se uma pessoa está disposta a trabalhar por um determinado valor total, o estado não tem o direito de proibir essa pessoa de trabalhar por este valor. Ao proibi-la de aceitar tal valor, e ao obrigar o empregador a pagar um valor maior do que ele está disposto a pagar (e o empregado, a receber), o estado simplesmente criou desemprego involuntário. Proibiu o sustento de uma pessoa. Isso é absurdamente imoral. E você defende isso.

    Eis um perfeito exemplo prático da imoralidade que você abertamente defende:

    Uma impagável lição de economia: taxistas impõem salário mínimo para motoristas da Uber

    Dito isso, saia da sua imoralidade e entenda o mundo real.

    Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes

    Os aplicativos de entrega fornecem renda para os mais jovens - e são execrados pelos "humanistas"

    FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito

  • Thyslei  10/07/2020 23:14
    Na minha visão de quem trabalha ou vê a existência do Uber, é que num país, onde há excesso de estado, em auxílios moradia, alimentação, esposa, paletó, prisão, estatais e altos salários políticos, a existência do ifood, é um escalabro visual de desigualdade. Vivemos e vamos continuar vivendo, no país mais desigual do mundo. A existência do Uber e sua herança, não vai mudar isso. Os liberais precisam defender a redução do estado, e não o UBer, o trabalho informal, precisa ser usado e é usado, em país de primeiro mundo, como complemento salarial, os que não seguiram isso, tiveram o vínculo, no Brasil, eu defendo alguns direitos para a uberização. Como aposentadoria. Resumindo os funcionários não está vivendo essa crise, e alguns defendem o Uber.
  • Carlos Alberto  10/07/2020 23:24
    É isso aí. Abolir o Uber e proibir seus milhões de motoristas de trabalhar e ganhar sua renda digna é exatamente o que irá acabar com a pobreza e a desigualdade no Brasil.
  • Thyslei  11/07/2020 00:26
    Acabar não, mas vai força o governo a vê-los! Lembrando, antes dessa crise, tínhamos milhões de desempregados, e milhares de uber, e o governo continuava aprovando gastos, aumento de salários, mordomias, e todos as outras barroadas de direito excessivos, que a "nata" da sociedade tem, inclusive em MG onde eu moro, este ano queriam, dar aumento de 90% do funcionalismo, como? Se estávamos vivendo e vamos continuar vivendo, o desemprego recorde. Com essa visão de milhares de pessoas na fila, pra pegar o auxilio esmola do governo, eles, os informais (empreendedores) - como diz os liberais- , estão sendo vista. Pode ser que tenhamos uma redução de estado, mudanças na providência e tributaria, com maior aprovação do público, o Uber é bom sim, mas esconde a desigualdade.
  • Régis  11/07/2020 01:09
    Você é uma pessoa espetacularmente confusa.
  • anônimo  12/07/2020 00:04
    Acabar não, mas vai força o governo a vê-los!

    Isso é uma cilada! A partir do momento que o governo começar a vê-los, ficará mais fácil monitorá-los, tributá-los, regulamentá-los e burocratizar tudo!

    É por isso que governos se incomodam tanto com o "trabalho informal". Informais não têm registro CLT, nem CNPJ, não emitem nota fiscal e nada que possa ajudar o governo a rastreá-los. É isso que os torna "invisíveis" ao sistema. E, sendo invisíveis, o estado não tem qualquer controle sobre eles.

    Entenderam agora por que governo está tão feliz pelo fato do auxílio emergencial ter "dado visibilidade" a tanta gente? E tem ainda a tal da "Carteira Verde e Amarela", mas um instrumento para tornar mais gente "visível"! E há quem ainda se iluda com isso...
  • WMZ  13/07/2020 20:17
    "Para começar, liberais são contra coerção."

    Não,o pobre sofre coerção. Se o pobre não aceitar o trabalho-exploração que o capitalista oferece, o pobre morre de fome! Quer coerção melhor?

    E o rico também sofre coerção pois se ele não explorar o pobre, ou seja, se ele pagar ao trabalhador o mesmo tanto do que ele produziu, a empresa do rico não lucrará e tanto o rico quanto o pobre morrerão de fome, já que a empresa faliu!

    O rico e o pobre, juntos como uma empresa, sofrem coerção pois se o pobre não se abster da vontade de exigir um salário igual ao tanto que ele produziu e se o rico não se abster de torrar o dinheiro do lucro, a empresa ficará descapitalizada e ambos irão falir, já que operar uma empresa não é algo gratuito, deve-se gastar dinheiro com equipamentos, manutenção e inovação

    O pobre sofre coerção para não condenar que o rico fique com a maior parte dos lucros pois se ocorre o contrário, ninguém se arriscaria parar abrir uma empresa

    E o rico sofre coerção para não explorar tanto o pobre pois trabalho exploratório não é eficiente

  • Raphael  13/07/2020 20:44
    E não é que esses espécimes exóticos realmente existem? Eu achava que eram uma caricatura criada pelos liberais para ridicularizar o pensamento da esquerda, mas tais caricatos realmente existem mesmo. E realmente pensam assim!

    Eis um artigo feito exatamente para você, que aborda exatamente esse seu "raciocínio".

    www.mises.org.br/article/3031/eis-as-tres-principais-maneiras-como-os-capitalistas-melhoram-a-vida-dos-trabalhadores-
  • Drink Coke  14/07/2020 16:37
    "O pobre sofre coerção para não condenar que o rico fique com a maior parte dos lucros pois se ocorre o contrário, ninguém se arriscaria parar abrir uma empresa"


    Assim, quer receber igualmente os lucros sem ter investido um centavo no empreendimento, ai é fácil né. Será que também aceitariam dividir o prejuízo quando houver? acho que aí não, né.

    Como diria aquela frase que sei lá quem escreveu "a maior ambição do homem é colher o que não plantou".
  • Drink Coke  10/07/2020 21:09
    "Alguns retardados liberais, também defendem a precarização do emprego, algo assustador"

    Nunca vou entender como para alguns é melhor a pessoa ser desempregado do que ao menos ter uma fonte de renda honesta. Se essas pessoas estão aceitando esse emprego é porque não encontraram um emprego com carteira assinada, 13°, férias, PLR, carreira de trabalho.

    O emprego de entregador não é muito rentável, é um comodismo das classes média e alta, algo superfluo que se ficar caro as pessoas substituem rapidamente, então encarecer esse emprego irá ao menos destruir parcialmente a demanda pelo emprego. Ou seja vamos aumentar os desempregados e miseráveis.

    Por fim, nem todo emprego é para você sustentar uma familia ou criar uma carreira. Alguns empregos são temporários na vida da pessoa, mas que ajudam quem não tem experiência, qualificação ou está temporariamente desempregado. A existência desses empregos são importante para o dinamismo da economia.
  • Pablo  10/07/2020 20:24
    Mesmo que funcionasse a contento e que seguisse os mais rigorosos critérios de contratação e de desempenho, ainda assim o funcionalismo público nada mais seria do que um desperdício de mentes e de empreendedorismo custeado pelos verdadeiros trabalhadores brasileiros.
  • Drink Coke  10/07/2020 20:53
    Olha só

    1)Narloch é demitido e chamado de homofobico por usar o termo "opção sexual" e falar que gays tem mais chances de ter AIDS, o que é um mero fato e está ligado a uma questão fisiológica, a "via" anal tem um risco de transmissão muito maior do que a "via" normal.

    2) J.K Rowling ser linchada pela patrulha progressista por dizer que apenas mulher menstrua (sim, isso mesmo)

    3) Agora um jornalista escrever abertamente que deseja a morte de um presidente, está ok.
  • Felipe L.  10/07/2020 21:36
    Chamar o Narloch de homofóbico é até uma ofensa, de um libertário que até denunciou as perseguições aos homossexuais feitas pelos comunistas. De fato o termo "opção sexual" é uma porcaria, mas isso não torna ninguém homofóbico, isso é ridículo.

    Agora essa da via anal contaminar mais mais até me deixou curioso. Há algum artigo sobre? Quero ler depois.
  • Drink Coke  10/07/2020 22:22
    "A relação anal passiva, quando praticada sem preservativo, é a que mais apresenta risco, na proporção de uma transmissão a cada 72 ações sexuais. Em seguida vem a relação anal ativa, com uma transmissão a cada 900 ações.

    Já a relação pênis/vaginal passiva apresenta risco de uma transmissão a cada 2 500 ações sexuais, enquanto que na relação ativa o índice é a metade disso."

    Fonte:

    www.google.com/amp/s/veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/sexo-e-aids-passivos-correm-mais-risco-de-transmissao-do-hiv/amp/


    Outra fonte:

    www.douradosagora.com.br/m/noticias/ciencia-e-saude/risco-de-transmissao-do-hiv-no-sexo-anal-e-18-vezes-maior-que-no-vaginal
  • Felipe L.  10/07/2020 23:03
    Caramba! Obrigado.
  • cmr  12/07/2020 04:59
    Só que casais homem mulher também praticam sexo anal. Ou não?.
  • vastolorde  13/07/2020 18:45
    Isso importa?
  • Drink Coke  13/07/2020 23:24
    Com uma frequencia obviamente muito menor, né.
  • Skeptic  14/07/2020 04:10
    E qual o problema em desejar a morte para políticos?
    Lugar estranho para se defender políticos.
  • Drink Coke  14/07/2020 16:23
    "E qual o problema em desejar a morte para políticos?"

    Pelo visto, se for de direita ou liberal não tem problema nenhum, só terá problema se for alguém de esquerda.
  • Vinicius  10/07/2020 21:07
    Como o governo fará para pagar suas despesas de janeiro de 2021 em diante de tal cenário? Déficit público de 16% do PIB, dívida pública de 100% do PIB, queda anualizada estimada na arrecadação em torno de 12%, economia mundial patinando e um passivo social a beira de descambar pra convulsão social.

    Quais as opções estão na mesa?
  • Trader  10/07/2020 21:25
    Impressão de moeda. Já está acontecendo. Eis a evolução da base monetária e do M1 (cuidado para não se assustar).

    ibb.co/gZ1TfXR

    E olha que os dados vão só até o fim de maio. Os dados semanais de junho e de julho mostram que já cresceu bem mais.
  • Quebec  11/07/2020 00:11
    Por que com toda a expansão monetária e selic lá embaixo o IPCA continua relativamente baixo, além da queda no consumo devido às restrições?
  • Matheus  11/07/2020 01:10
    1) Porque é tudo totalmente recente. Tem apenas 2 meses de expansão…

    2) Não está havendo consumo. Os próprios números recém-divulgados do setor de serviços confirmam isso. Está todo mundo guardando.

    3) Basicamente está havendo apenas consumo de alimentos e de energia elétrica. Ninguém está comprando móveis, eletrodomésticos, carros, roupas, serviços em geral (exceto delivery) e itens domésticos.

    4) Os preços das commodities (em dólar) desabaram. Enquanto as commodities estiverem mundialmente baratas (como estão atualmente por causa da pandemia), não há espaço para aumento generalizado de preços (por enquanto, todo aumento está nos alimentos). O problema é o que ocorrerá depois que as commodities subirem.

    5) Dito isso, um item que pressionou o IPCA fortemente para baixo foi o preço da gasolina, que caiu temporariamente pelo óbvio motivo de que o preço do barril de petróleo caiu de 70 para 20 dólares (hoje, está em 43 dólares).

    Fora isso, todos os outros itens estão com aumento de preços, como mostram os dados abaixo do IBGE (retirados do site do Banco Central). Alimentos estão em forte ascensão. O único item que está com queda de preços no acumulado de 12 meses é "artigos de residência" (como móveis, toalhas, roupas de cama, aparelhos de som e TV, que obviamente nem estão sendo vendidos).

    ibb.co/tsWn1YN

    Volte neste seu comentário daqui a dois anos.
  • Felipe L.  11/07/2020 13:34
    Se estão guardando, então pelo menos é um bom sinal, dado o fato de que a população brasileira em média, geralmente, é pouco poupadora.
  • Anônimo  20/07/2020 13:17
    Mas vai poupar o quê, cara pálida? Espoliados até os ossos, nem a classe C consegue poupar, quanto mais os pobres e miseráveis, que mal e porcamente mendigam e moram em casinhas de cachorro e às vezes pagando aluguel e convivendo com a violência do tráfico? Desative o modo Suíça e volte pra realidade, meu caro.
  • Humberto  20/07/2020 14:25
    Realmente, não tem como poupar.

    De um lado, a CLT esbulha parte do salário. Aquilo que poderia ser tranquilamente incorporado ao salário (pois já é pago pelo patrão), como FGTS, INSS patronal e demais encargos, é desviado para o governo. Acrescente a isso o próprio INSS que o trabalhador é obrigado a pagar.

    De outro, a carga tributária confisca mais de 40% da renda do trabalhador. IPTU, IPVA e todos os impostos indiretos embutidos em todas as contas. O cara compra comida, manda 40% para políticos e burocratas. Compra remédio, mais 40% para políticos e burocratas. Paga conta de luz, 40% para políticos e burocratas.

    Sendo esbulhado de todos os lados pelo estado, realmente não tem como o coitado poupar.

    E qual a solução que muitos oferecem? Mais poderes ao estado.

    Realmente, é um delírio suíço…
  • Imperion  20/07/2020 15:44
    E o povao ainda ta louquinho pra aprovar mais aumento de impostos, achando que os outros que vao pagar por ele.
  • Drink Coke  20/07/2020 17:57
    Bah, esse coitadismo de que o Brasileiro não consegue poupar e é mera vítima do estado não cola.

    A maioria tem um empreguinho de merda, nenhum patrimônio e já saem da casa dos pais para pagar aluguel e formar uma familia, ai realmente o sujeito não vai conseguir acumular nada, as vezes até dão certo na vida, mas não são a regra. E quando moram com os pais e trabalham também não guardam um centavo, gastam 500 reais em um tenis da moda ou na balada, mas não gastam um centavo na bolsa de valores.

    Quantos nesse país fazem o correto? trabalhar, estudar, acumular um patrimônio e então formar uma familia? poucos fazem

    Ah tem aqueles que não tiveram opção na vida mesmo, mas esses são a minoria da minoria, a maioria é culpado pelo seu destino.
  • Felipe L.  20/07/2020 18:04
    Não sei realmente. Não é uma realidade alcançável para todos. Meu avô, por exemplo, que ganhava uma mixaria de aposentadoria no fim da vida (e minha avó trabalhou, mas não ficou no INSS), conseguia poupar. Deve ser porque aqui é cidade pequena. Tem pessoas da minha idade que preferem gastar dinheiro com festas e em parcelar um celular novo, eu prefiro poupar. Quem sou eu para ditar o que as pessoas devem fazer com o próprio dinheiro.

    Muitos coreanos no cenário pós-guerra da Coreia, que perderam tudo (e eram mais pobres que os brasileiros à época), já conseguiam poupar alguma coisa. Só que naquele tempo, o país já tinha se abrido ao investimento estrangeiro e doméstico, e a moeda já tinha qualidade. O Brasil só foi ter alguma moeda minimamente civilizada após 1994 e isso foi até 1999, quando ela só voltou a ficar boa com o governo Lula e algum breve período com Temer. Antes disso, provavelmente nos anos Dutra. Antes do Dutra, no Currency Board (e com ouro) na República da Espada.
  • Matheus  11/07/2020 17:02
    Uma dúvida de inciante em investimentos:

    Se o governo já está imprimindo dinheiro adoidado e buscando rolar a dívida, não seria a hora de investir no tesouro direto? Creio que se o governo precisa de mais dinheiro, creio que ele aumentará a taxa de pagamento, igual no governo Dilma não?

    Ou ainda é melhor se fiar em títulos imobiliários e ouro?

    Se puder solucionar minha dúvida (ou se outra pessoa mesmo responder) serei muito grato.
  • Trader  11/07/2020 21:54
    "não seria a hora de investir no tesouro direto?"

    Tudo o mais constante, se a inflação de preços vier, as taxas irão subir. Você terá perdas de capital no curto prazo. Se esperar, conseguirá taxas maiores no futuro.

    Dito isso, nada impede que o Bacen use essa impressão monetária para comprar títulos públicos de longo prazo, com isso impedindo as taxas de juros dos títulos de longo prazo de aumentarem. O Fed faz isso. O BCE faz isso. O Banco do Japão faz isso. O BC da Inglaterra faz isso. Nada impede que o Bacen também venha a fazer isso.

    "Creio que se o governo precisa de mais dinheiro, creio que ele aumentará a taxa de pagamento, igual no governo Dilma não?"

    Vide resposta acima.

    Se você acredita que o Bacen nada fará, então espere as taxas subirem.
    Se você acredita que ele fará como todos os outros, então pode comprar a qualquer momento.
  • Felipe L.  11/07/2020 22:01
    Não duvido muito que eles arrisquem nessa. Só não arriscariam se o BCB fosse abolido. Neste caso, o risco existiria (caso eles recriarem a porcaria) mas seria muito menor.

    No fim, a culpa é do Guedes. Aqui o Ministério da Fazenda quase sempre mandou no BC, mas colocaram um ministro desenvolvimentista com algumas pitadas de liberalismo.
  • Imperion  11/07/2020 21:55
    Vai de ouro meu caro
  • Imperion  10/07/2020 22:57
    Só existem três opções. Inflacionar a moeda, endividar-se e aumentar os impostos. As maneiras como farão essas três variam, mas são derivadas dessas três categorias.

    Já existem projetos de aumento de impostos: mais taxação sobre dividendos, retorno do imposto do cheque, taxação sobre grandes fortunas, aumentar alíquotas do impostos de renda ou de herança. Nessas épocas, a sanha tributária aumenta. Os esquerda adora tomar patrimônio.

    Já estão imprimindo dinheiro. O real vai se desvalorizar mais à frente. E a dívida, certeza que vai aumentar a emissão. Congresso ja aprovou muitos gastos obrigatório. Não tem como correr os déficits sem emitir títulos.
  • Hawlison  11/07/2020 13:24
    "Só existem três opções. Inflacionar a moeda, endividar-se e aumentar os impostos. As maneiras como farão essas três variam, mas são derivadas dessas três categorias."

    Voce ja ouviu falar em reforma administrativa, tributaria e politica???? Ja ouviu falar sobre acabar com estado de bem estar empresarial ????? Já ouviu falar de cambio, inflação e juros regulados pelo mercado e nao pelo governo??? Entende sobre desregulamentação do estado com extinção destas autarquias que atrapalhao o livre comercio (OAB, CRM, ANATEL)????
  • Thyslei  11/07/2020 16:52
    Qual é mais fácil, aumentar imposto ou reduzir o tamanho do estado?
  • Vinicius  20/07/2020 15:38
    Imperion, obrigado pela resposta, muito elucidativa.
  • anônimo  10/07/2020 21:32
    Se a iniciativa privada fosse destruída, não existiria funcionalismo público nenhum.

    Isso é o que basta para se constatar a ordem de causalidade e de prioridade, lógica, econômica e moral.

    É uma verdade de Perogrullo isso, mas experimentem falar isso para pessoas próximas a você (e nem precisa, necessariamente, ser para um funcionário público).
  • Felipe L.  10/07/2020 21:46
    Esse artigo eu li no Info Money, e já despertou a fúria de vários funcionários estatais.

    Até na Grécia, país extremamente intervencionista, com alta taxa de informalidade e forte funcionalismo estatal, eles cortaram despesas.

    Mas é porque lá o governo grego não possui um Banco Central. Então, se quebrar, quebrou e acabou. Apesar de todas as distorções do sistema do euro (inclusive dos socorros), ainda eles se beneficiam pelo fato de usar uma moeda forte e não terem Banco Central. Imaginem o sonho, o Brasil sem um Banco Central e usando uma moeda forte como moeda corrente, como por exemplo ocorre no Panamá, usando dólares. Ou mesmo no Equador, também com dólares.

    Aí não teria espaço. Ou cortaria ou quebra.

    Dê um Banco Central para a Grécia que eles viram a Argentina rapidinho.
  • Ronaldo Faria  10/07/2020 23:25
    Eu sou funcionário público e reconheço que todas as críticas estão corretas. Mas estou cantando e andando para elas, pois estou interessado apenas em meu bem estar. E não entendo porque outros servidores esquentam cabeça com isso. Deixem a plebe gemer. Desde que ela continue bancando nossos salários e aumentos, que mal tem? Espernear pode.
  • Alguem  12/07/2020 15:31
    O pior que tenho que concordar com você apesar de ser nojento. Mais o povo tambem procura isso. O seu negocio é salvar o maximo de dinheiro possivel e qusndo a bomba estourar voce sair correndo. Enquanto as pessoas concordarem com a existencia de funcionarios publicos e defenderem gente como voce nosso pais nunca vai mudar.
  • Edson  10/07/2020 21:57
    Brilhante o artigo.
    E daqui eu faço uma nota de indignação. Fui completamente enganado pelo Bolsonaro.
    Achava que ele ia atacar esse corporativismo mas não está tendo peito.
    Bolsonaro provocou, Rodrigo Maia propos reduzir o salário dos 3 poderes e aí o presidente deu pra trás.

    Aumentou o salário dos militares, e aumentou mais dos da alta patente que dos de baixa, e isso mesmo quando o maior déficit previdenciário dentro do funcionalismo é dos próprios militares, quando visto em termos per capita. Os caras se aposentam com 48 anos, a não ser que queiram virar general.
    Entupiu de militares nos quadros que deveriam ser de civis gabaritados, como no Min. da Saúde, somente para dar uma boquinha a mais aos mesmos. E os militares fazem papelão, pois assumiram que não querem ganhar a titularidade do Min. da Saúde para não se desgastarem mas querem todos os cargos pra si. Uma vergonha.
    Aliás, alguém sabe me dizer o que faz um militar no dia a dia do seu trabalho?
  • Wesley  11/07/2020 19:07
    Desculpe a sinceridade, ou você é muito ingênuo, ou é idiota. O cara ficou quase 30 anos no congresso federal defendendo os privilégios da corporação dele (militares), aprovou aumento de salário para ele próprio (deputados e políticos). Achar que na presidência ele vai mudar do nada e fazer o oposto do que fazia, é o cúmulo da ingenuidade. Você esqueceu de citar o aumento salarial que ele deu recentemente em plena pandemia a PMDF/PCDF (que já tinham os maiores salários do país, e vão ganhar quase o mesmo que a PF). E respondendo a sua pergunta: militares e policiais se acham melhores que o restante da população, porque podem andar armados. O governo deu a eles o privilégio de apenas eles poderem ter porte de armas. Você idiota que paga o salário deles, se andar armado na rua, é imediatamente preso por porte ilegal de armas e terá sua arma confiscada. O pior disso tudo, é que a população (que não vive em periferia e favelas, é claro) ainda confia e admira milico e policial.
  • Mateus M.  10/07/2020 22:05
    Excelente análise!
    Sou formado em engenharia e faço parte de um grupo de WhatsApp de amigos da época da faculdade. Da até canseira de ver que o povo só fala em passar em concurso público. Se tornar burocrata de uma repartição qualquer.... triste!
  • anônimo  10/07/2020 23:12
    Eu sou servidor. Dou o meu sangue. O problema desse país são cargos de comissão.
    Conheço muito servidor dedicado que se acaba pra fazer a parte dos cargos de comissão.
    Embora esse artigo seja verdade, em partes, acho que grande parte de servidores, não ganham muito.
    Se você pegar prefeituras... tem muita gente concursada que é dedicada e não ganha muito.

    O grande problema são os salários dos comissionados, e os salários do Judiciário.
    É muito magistrado, promotor... ganhando um mar de dinheiro... assessores.

    No Brasil existem servidores pobres. E os ricos... os que realmente prejudicam esse país, juntamente com o governo.
    Acho que devemos avaliar melhor aí a crítica contra os concurseiros.
    Pois ser concurseiro nada mais é do que lutar pela própria sobrevivência.

    Se o povo quer mudança... que se faça a desobediência civil, e que exijam o fim de cargos comissioinados e outras regalias à tantos cargos públicos, que te garanto que a maioria não tem.
    Usar o servidor público para bode expiatório é antigo e não contribui com nada.
  • Ricardo Rocha  10/07/2020 23:23
    Eu não entendo o motivo da falta de hombridade dos funcionários públicos em assumir a realidade. Eu sou servidor federal e embolso, líquido, R$ 18 mil por mês (e olha que esse salário é considerado até baixo). Ganho auxílios transporte, moradia, saúde e família, e verbas indenizatórias. Tenho gratificação de férias e natalina.

    E não tenho problema nenhum em reconhecer que quem paga tudo isso são os desdentados. Pouco importa se "dou meu sangue" ou apenas vagabundeio no trabalho. No final, o salário vem de qualquer jeito. No final, eu subtraio a comida da mesa do desdentado, que deixa de alimentar seus filhos famintos para que eu tenha uma vida boa.

    Qual o problema em admitir isso, prezado anônimo? Não fomos nós que criamos esse arranjo. Apenas nos beneficiamos dele. Até o dia em que tudo se esfacelar.
  • Percival  10/07/2020 23:31
    Acho super coerente o argumento dos funças, é algo do tipo:

    "Eu sei que estou matando a vaca, mas e daí? Eu gosto de leite. Se a vaca morrer o problema não é meu..."
  • Andre  11/07/2020 00:21
    Também não entendo essa sanha por estar 110% correto, não sou funça mas levantei a maior parte do meu atual capital vendendo produtos vagabundos super caros e desonerados para a então indústria naval em estímulo, tive os melhores anos de minha vida mamando na teta da reserva de mercado paga pelos desdentados. Agora que as coisas estão difíceis faço algum dinheiro no mercado financeiro e se piorarem me mando para o exterior.
  • Intruso  11/07/2020 01:37
    Você não serve de parâmetro, pois servidor que ganha R$ 18.000,00 líquidos faz parte da minoria da minoria. A grande maioria dos servidores públicos ralam dentro de uma sala de aula ou de um hospital público superlotado ou de uma viatura policial caindo aos pedaços.
  • Ricardo Rocha  11/07/2020 01:46
    Esses são os estaduais que ganham pouco exatamente porque seus próprios sindicatos agitam continuamente para que os tubarões lá de cima (judiciário, MP e legislativo) continuem com seus proventos inalterados e inatacados.

    Matemática básica: se há 100 servidores disputando o mesmo repasse (dinheiro de impostos) e os 30 lá de cima ganham cada vez mais, então os 70 lá de baixo continuarão, na melhor das hipóteses, estagnados.

    Por mim que se lasquem. Nunca vi esses sardinhas atacando os gordos proventos dos tubarões lá de cima. Nunca vi PM, Civil e sindicato dos professores estaduais agitando para pedir reduções dos salários dos nababos do judiciário, do MP e do Legislativo (se fizessem isso, sobraria mais dinheiro para eles próprios). Ao contrário: no fundo, todos sonham em chegar aos salários deles. Vão continuar sonhando eternamente.
  • Felipe L.  11/07/2020 12:48
    Dado o fato de que há queixas de falta de professores no ensino básico estatal, por que os salários para o setor são mais baixos? Falta de verba?
  • Imperion  11/07/2020 22:08
    A verba vai toda pros supersalários. É estatal tb. Pouco rendimento.
    O governo prioriza tb o ensino superior. Proporcionalmente gasta-se mais com esses alunos, embora os do ensino fundamental sejam em número bem maior.
    Afinal, no Brasil, aluno de ensino de faculdade federal já é politicamente militante, criança de seis anos não é. Os de superior já gritam aos quatro cantos que têm direito de receber educação de graça invadem e fecham escolas como sindicalizados. E pra tirar tem que ter ordem judicial. São contra reforma do ensino que lhes tire esses privilégios.
  • Alguem  12/07/2020 15:44
    Tudo mentira Felipe Lange. Todos eles choram que falta gente na estatal. Na verdade essa gente faz corpo mole e arrumam essa desculpa. Ja é velho isso.
  • Alguem  12/07/2020 15:42
    Esses funcionarios publicos que reclamam do salario sao mentirosos porque se voce comparar o salario deles e todos os beneficios com o pessoal da iniciativa privada é facil observar que eles ganham no minimo 50% a mais isso sem contar a aposentadoria. E alem do mais essa gente tem a estabilidade no emprego e nao precisam ser bons profissionais e por isso a ineficiencia no serviço publico é gritante. Se o salario ou o beneficio do funcionalismo fosse pior do que na iniciativa privada nao iria existir concurso publico para ser professor municipal,estadual,policial municipal,estadual tao concorrido,seria facil ser professor e policial do governo.
  • Manoel da repartição  11/07/2020 13:13
    Não é que 18 mil líquido num mês seja comiserado baixo. Ele é efetivamente um salário razoável dependendo de onde vc mora e é isso que raramente é dito.
    Se vc mora numa cidade grande como o Rio de Janeiro na zona sul, Tijuca ou na Barra vc vai pagar fácil para uma família média de 4 pessoas (casal mais dois filhos) vc vai pagar cerca de 5 mil reais só de condomínio e aluguel. E não precisa ser no condomínio de luxo ou uma cobertura ou um par pequeno no Leblon. To falando apartamentos simples no Largo do Machado, Laranjeiras e semelhantes. Podem procurar aí nos apps de busca de imóveis.
    Creche ou colégio vai aí uma bagatela de cerca de 2-3 mil reais por baixo. Vc simplesmente não encontra a menos de 2 mil, mesmo que seja a pior da região.
    Só aqui já temos 10 mil de custo fixo e nem são todos os custos fixos. Logo, 18 pra quem não tem nem fgts não é nenhum absurdo de alto.
    Aliás, todos os seus vizinhos deverão ter que ter renda superior a 15 mil reais, senão sequer tem a ficha aprovada na imobiliária que vai te alugar o apartamento na região que citei.

    O problema é que as estatísticas quando falam que os salários são os mais altos no funcionalismo não consideram os bônus e as comissões que ganham por fora os trabalhadores da privada, ou as rendas dos PJs ou os lucros dos empresários. Mas tem muita gente medíocre por aí tirando dinheiro alto em cima da empresa do papai.

    Aliás, lembram do general Heleno falando que tinha vergonha do salário dele? Aposto que qualquer um aqui trabalha mais e é mais inteligente que ele mesmo ganhando menos. O cara tirava 19 mil mensais
  • Júlio  11/07/2020 16:11
    Meu Deus, FGTS!

    Isso é piada sua, né? Por favor, diga que sim. Impossível a ignorância chegar a tanto.

    O FGTS foi criado, em tese, para proteger o trabalhador de uma eventual demissão! Funça tem estabilidade no emprego e não pode ser demitido. Logo, por que caraios ele deveria ter FGTS?!

    Outra coisa: FGTS é uma piada. Rende 3% ao ano. Durante o desgoverno Dilma, com a inflação a 11%, quem estava com dinheiro preso no FGTS se lascou todo.

    Isso é dinheiro do trabalhador que o governo sequestra e impede que ele, o trabalhador, use como quiser. O governo considera o trabalhador imbecil demais para gerir o próprio dinheiro.

    Quem inveja FGTS é otário. Eu sou autônomo freelancer e nunca tive FGTS na vida. Graças a isso já posso me aposentar quando quiser, pois tive a liberdade de investir todo o dinheiro que recebi. Se eu tivesse sido escravizado pelo FGTS estaria mendigando trabalho até hoje.
  • Felipe L.  11/07/2020 16:44
    O interessante é que o FGTS foi criado para flexibilizar a contratação e demissão de empregados, já que antes havia um artigo bizarro, onde o funcionário depois de 10 anos de serviço não podia ser demitido. O FGTS na verdade é subsídio às grandes empresas conectadas ao governo, já que parte dele vai para programas governamentais de habitação e afins. O governo militar não quis simplesmente abolir esse artigo, não, ele trocou por uma gambiarra e ainda criou junto o BNH.
  • Leandro Rock'n'Roll  22/07/2020 04:14
    E em que área, serviço ou setor você desenvolve suas habilidades, amigo Júlio? Tenho 20 anos e muito nojo da CLT. Porém, como previsível para alguém que passou a vida numa merda de sala de aula perdendo tempo com a nossa merda de educação pública, nada sei fazer. Seria bom ter alguma ideia como um profissional de longa data.
  • Holder  14/07/2020 17:30
    kkkkkkkkkkkkkkk olha o comentário do cara "Não é que 18 mil líquido num mês seja comiserado baixo. Ele é efetivamente um salário razoável dependendo de onde vc mora e é isso que raramente é dito." Com essa linha de raciocínio aí, posso argumentar o seguinte: "Não é que 1 milhão por mês seja considerado baixo, ele é efetivamente um salário razoável dependendo de onde você mora e isso que raramente é dito"pois vcs têm que ver que quem ganha 1 milhão de reais por mês tem filhos morando de aluguel na califórnia, que tem gasto com a faculdade, carro e etc, somando com o gasto básico pra o resto da família ,você já tem aí um gasto fixo mensal de pelo menos 600 mil. Então um salário de 1 milhão não é tão alto assim, tendo em vista esse custo de vida ué kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Leandro Rock'n'Roll  11/07/2020 00:10
    Como é o lema mesmo?
    "Meu cu acima de tudo, Eu acima de todos!"
  • Ex-microempresario  11/07/2020 00:22
    Nos meus vinte anos de empresário, aprendi que os funcionários públicos não são todos iguais, pelo contrário. Existem vários tipos, que de forma geral podem ser classificados nos seguintes grupos:

    O Certinho: Acredita piamente que todas as leis, decretos, regulamentos, instruções normativas, etc, etc, são a mais pura expressão da verdade e devem ser obedecidas com fervor religioso. Trata qualquer ínfima discrepância como um crime contra a humanidade. Quando lhe mostram a quantidade de regras obscuras, dúbias, incoerentes e até contraditórias entre si, responde que isso não é problema dele. Habitat típico: Secretarias de Saúde e Vigilância Sanitária.

    O Militante: Acredita ter a missão divina de salvar a humanidade. Sua vida, desde que entrou na faculdade, têm o foco único de tornar-se fiscal, ganhar poder e fazer o que acha "justo". Vê empresas e empresários como o mal absoluto e faz tudo que pode para prejudicá-los. Acredita que todas as regras devem ser interpretadas da forma mais destrutiva possível, incluíndo doses de má-vontade, malícia e abuso de autoridade. Habitat típico: Secretarias do Meio Ambiente, eventualmente de Urbanismo.

    O Abusado: Acredita que cada carimbo seu é um ato de generosidade que deve ser recompensado pelo empresário que o recebeu. Exige ser paparicado, elogiado, tratado com respeito e subserviência. Pede favores e brindes com a maior naturalidade do mundo. Habitat típico: Receita estadual e federal, qualquer órgão que emita Alvarás e Licenças.

    O Negociante: Variação mais sincera do anterior. Ao invés de pedir favores, fala claramente que cada um dos seus serviços têm um preço. Geralmente exige pagamento antecipado, em dinheiro. Habitat típico: Secretarias de Finanças e órgãos ligados à Segurança Pública.

    O Preguiçoso: Acredita que nunca se deve fazer algo que possa ser empurrado para outro. Qualquer coisa que dependa dele ficará dormindo nas gavetas por meses ou anos. Costuma retaliar quando pressionado. Habitat típico: praticamente qualquer lugar.

    O Medroso: Comporta-se de forma similar ao anterior, mas por outro motivo: embora tenha conseguido passar no concurso, é completamente incompetente para o cargo que ocupa. Por isso, evita de todas as maneiras tomar qualquer decisão, com medo de fazer algo errado e perder a boquinha. Não se envergonha de inventar motivos para livrar-se de uma obrigação. Habitat típico: qualquer órgão que trabalhe com normas técnicas, como Secretarias de Saúde e Urbanismo ou estatais de Água e Energia.

    O Estudante: Dificilmente será visto por um empresário, porque ocupa todo seu tempo em congressos, cursos, workshops e similares. Nos intervalos entre um curso e outro, estará sempre em uma reunião de algum comitê ou grupo de trabalho. O único lugar onde ele nunca está é em sua sala, fazendo seu serviço. Habitat típico: Secretarias de Educação, Direitos Humanos, Cidadania e similares.

    O Ambicioso: Pensa unicamente em sua carreira. É um dos melhores que o empresário pode encontrar, porque para agradar aos superiores ele se submete até mesmo a trabalhar. Habitat típico: Agarrado aos órgãos genitais de seu chefe, com esporádicas passagens pelos órgãos genitais de deputados e vereadores.

    Existem outros grupos minoritários.
  • WMZ  11/07/2020 01:09
    O Instituto está empurrando a classe dos funcionários públicos* para esquerda. Depois reclama, num artigo, que a esquerda "sempre consegue tudo", que "ela domina a mídia" e que "ela domina as universidades".

    Agora, se a esquerda foi capaz de conquistar tudo isso, por que a direita não é?

    Se quiserem vencer, deverão ser pragmáticos (pensar como um empreendedor, usar a praxeologia)


    *Historicamente, centro-direita
  • Leitor Antigo  11/07/2020 01:19
    Quer dizer então que o Instituto deve se furtar de dizer verdades por medo da reação dos funças?! Ele então deve mentir por puro medo de ser "cancelado" pelo sindicato dos funças? É isso mesmo?

    Dica: jamais parta do princípio que os outros são tão covardes quanto você. Garantia certa de derrota e humilhação.

    Aliás, de onde caralhos você tirou que funça é historicamente de centro-direita?! Taí uma classe que historicamente sempre esteve ligada à esquerda. Foram os funças que mais deram votos a Lula em 1989, 1994 e 1998. Sempre votaram no PT. O PT surgiu e se expandiu tendo em sua base o voto do funcionalismo público. A classe operária genuína, essa sim sempre foi muito mais conservadora. Aderiu ao PT só em 2002, quando FHC sem seu segundo mandato teve a genial ideia de destruir o real. (Lula, espertíssimo, chamou Meirelles e liberou Selic na lua em troca de moeda forte. Venceu quatro eleições seguidas).

    Seu desespero em ter de recorrer a essa mentira fragorosa para evitar que sua classe sofra calor é patético.
  • Juscelino  11/07/2020 01:20
    Calminha, funça. O seu tá garantido. Agora, não perca seu tempo em vir com esse papinho de "pedir comedimento", não, porque não vai colar.
  • Juscelino  11/07/2020 01:21
    "Nossas esquerdas não gostam dos pobres. Gostam mesmo é dos funcionários públicos. São estes que, gozando de estabilidade, fazem greves, votam no Lula, pagam contribuição para a CUT. Os pobres não fazem nada disso. São uns chatos…" — Roberto Campos
  • Humberto  11/07/2020 01:50
    Excelente sua lista. Dá até pra virar artigo.
  • Vinicius  11/07/2020 03:02
    Excelente material postado Micro empresário. já topei com alguns da lista e são exatamente assim, vamos aos órgãos públicos resolver nossos problemas sempre esperando topar com os menos piores da lista ou pegar os piores com bom humor, meu truque pessoal é sempre ir em dia de pagamento ou na véspera de feriados com emenda que essa gente vai folgar e o andar de baixo trabalhar.
  • MicroFuncionário  12/07/2020 18:08
    Comentário perfeito do microempreendedor.

    Dentre as minorias não citadas, menciono uma que, apesar de rara no serviço público, é comum por essas bandas:


    O libertário hipócrita: Sabe que o estado (com "e" minúsculo, como prega a cartilha libertária) é nocivo e o quanto o funcionalismo parasita o setor produtivo, mas, seja por covardia de se arriscar na iniciativa privada, seja por se mover de acordo com os incentivos (e, convenhamos, no Brasil, o incentivo é claramente voltado para a área pública), não larga a teta de jeito nenhum. Não raramente, acessa o site do instituto Mises da própria repartição para fazer comentários eloquentes contra o estado
  • Leandro Rock'n'Roll  11/07/2020 00:24
    O pior problema não é de ordem nem econômica, nem financeira, nem mesmo jurídica. É a degradação moral que esse sistema de estímulos causa. Vide comentários do tipo: "sei que o povo vai se ferrar, mas não ligo", "só estou pensando no meu", etc. Não digo que você deva ser a madre Teresa de Calcutá, mas um homem de verdade deveria ter vergonha de se vangloriar dessa injustiça nojenta.
  • Vinicius  11/07/2020 03:13
    Leandro Rock n Roll, não existem mais homens de verdade neste país por pura falta de demanda. As injustiças são "resolvidas" pelo estado, as grandes obras de infraestrutura e indústrias pesadas que necessitam de homens parrudos à moda antiga estão no apagar das luzes, o grosso das mulheres jovens não se importam mais em serem mais solteiras e já são 20 milhões, outro tanto igual de mulheres solteiras está velha demais pra gerar vida e atrair parceiros jovens, viris e saudáveis e como prego do caixão ser homem hétero virou ofensa. Os últimos homens de verdade de formação clássica, cristã e ocidental estão escondidos tentando preservar sua sanidade e patrimônio.
  • Joao Paulo  11/07/2020 04:43
    Verdade, cara. Concordo plenamente com você.
  • Joao Paulo  11/07/2020 04:47
    Mas perae, não é o Estado quem tem a nobre função de acabar com a desigualdade no país?
  • Felippe  11/07/2020 01:38
    Para não deixar morrer. E notem que o próprio partido ainda faz propaganda disso!

    Lula e Dilma admitem 355% mais servidores do que FHC

    Governo federal admitiu 234.988 servidores públicos entre 2003 e junho de 2014. Com FHC, foram 51.613

    pt.org.br/lula-e-dilma-admitem-355-mais-servidores-do-que-fhc/
  • YURI - SÃO CARLENSE  11/07/2020 01:52
    Toda vez que apresento as benesses e os salários dos funças mostrando que são bem acima da média do setor privado para a mesma função, o argumento deles é sempre o mesmo:
    "Não é o setor público que paga muito, mas é o setor privado que remunera pouco seus funcionários".

    Para eles, o setor privado remunera pouco pois patrões são mesquinhos, só pensam em lucro e não valorizam adequadamente seus funcionários.

    Essa mentalidade é triste.

  • Wesley  11/07/2020 19:26
    É porque a maioria dos funças não têm ideia de como funciona o mercado de trabalho. Você tem que produzir para ganhar. Os salários são baixos, porque a produtividade do brasileiro é baixa, e ele tem que sustentar com boa parte do seu salário (fora a inflação) a máquina publica brasileira. Já no serviço público isso não existe, pois o salário deles é pago com impostos independente se o serviço é bom ou não. Por isso que você tem funça ganhando 100 mil reais por mês. Na iniciativa privada para ganhar isso, tem que produzir umas 10x mais.
  • Arthur  11/07/2020 21:45
    Você pode repetir isso várias vezes. Nunca será aceito. Todos os artigos daqui sobre o tema sempre enfatizam essa questão. Passa em branco. Ninguém liga. No final, o argumento pró-funça é sempre o mesmo: passei num concurso, mostrei que sou bom de decoreba, logo tenho o direito de viver às custas dos desdentados do país.
  • Adriana  11/07/2020 03:27
    Uma tristeza! Uma infelicidade o país onde nasci ter se transformado m 1988 em uma república sindical de funcionários públicos. O país é inviável desde então.
  • Irineu  11/07/2020 03:44
    Falar de Funcionário Público é mole, difícil é passar no concurso ou enfrentar a pandemia em um hospital na ala de Covid 19.
    Falar dos políticos e dos banqueiros que ganham dinheiro com o nosso dinheiro ninguém fala.
    Me desculpe a indignação.
    Aff


  • Trabalhador  11/07/2020 16:01
    "difícil é passar no concurso"

    O que é realmente inacreditável, que beira o exótico, é que todos, absolutamente todos os funcionários públicos sempre recorrem a esse mesmíssimo "argumento": só reclama contra o funcionalismo público quem fez concurso e nunca passou.

    Essa gente é tão egocêntrica, tão cheia de si mesmo, que jura que todo o resto do mundo tem a mesma moral torpe. Elas realmente acham que só critica o tráfico de drogas quem não conseguiu virar traficante; que só critica a política quem nunca conseguiu virar político; que só critica a bandidagem quem nunca conseguiu virar político.

    Entenda o básico: funcionário público vive do esbulho e da espoliação do povo. É o desdentado lá no interior do Piauí que sustenta, via impostos indiretos, essa casta superior.

    Mas, segundo a casta, reclamar desta crueldade é coisa de quem "não passou em concurso público". Realmente, com um povo com essa moral, a chance do progresso é de fato nula…

    Aliás, era só o que faltava. Provinha difícil agora vira justificativa para confiscar o dinheiro dos desdentados.

    Caguei para a dificuldade das provinhas. Vestibular pra medicina também é difícil, mas não por isso médicos vivem à custa da fome do povo. Só porque você teve de decorar apostilas idiotas para passar numa prova (que você voluntariamente escolheu fazer) não significa que o povo deve ser esbulhado para garantir sua boa vida.

    Acredite, meu caro: há pessoas que realmente não querem viver de dinheiro espoliado dos desdentados.

    "ou enfrentar a pandemia em um hospital na ala de Covid 19."

    Pra começar, médicos que combatem a Covid-19 não são funcionários públicos. Isso é uma falta de respeito com os médicos e enfermeiros dos hospitais privados. Adicionalmente, um médico que atende pelo SUS não é necessariamente funcionário público. Há vários médicos particulares que também o fazem.

    Por fim, como bem ressalta o artigo, os eventuais médicos que se encaixam na categoria de funcionários públicos estão lá nos baixos degraus da escada, e recebem pouco exatamente porque os marajás lá de cima recebem muito. Pelo seu chilique, você deve estar no topo da escada.

    "Falar dos políticos e dos banqueiros que ganham dinheiro com o nosso dinheiro ninguém fala."

    Mas, hein?! Você está dizendo que aqui não se critica políticos, que são o suprassumo do funcionalismo público?! É isso mesmo o que você acabou de dizer?!

    Quanto a bancos, não entendi. Eu tenho parte do meu dinheiro em bancos digitais. Não gasto um centavo com nada. E todo o resto do dinheiro está investido em ações, fundos e ouro. Banqueiro não pega um centavo meu. Já funcionários públicos e políticos confiscam diariamente, em tudo o que eu compro. Explique-me, novamente, como bancos se comparam a funças, por favor.

    (Dito isso, utilize a ferramenta de busca para ver o que este site realmente pensa deles.)

    Informe-se minimamente antes de falar besteiras.

    "Me desculpe a indignação. Aff"

    Na verdade, você deveria se desculpar por sua incapacidade intelectual. Aliás, quem fica melindrado em decorrência da simples exposição de fatos é porque certamente pertence à minoria que está se locupletando e se beneficiando dos esquemas denunciados.
  • Saulo Coelho   11/07/2020 16:24
    Duas coisas importantes.
    Se é errado ou imoral ser funcionário público é errado e imoral tb investir em título público ou em papel lastreado pelo FGC ou em título incentivado pelo governo.

    Outro ponto é questão de lógica. Se o funcionário passou num concurso e que tinha outros 9 para aquela mesma vaga em tese, e repito, em tese ele merece receber mais que os outros 9 pois se mostrou melhor que eles. Assim o funcionário público merece estar no primeiro decil de renda da sociedade daqueles que têm ensino superior
    Se assumimos que as pessoas respondem a incentivos e que é tão bom ou fácil ser funça, praticamente todo mundo tentará isso, quem não conseguiu então deve, pela lógica econômica ganhar menos, correto?

    Meu raciocínio está correto?
  • Guilherme F.  11/07/2020 21:43
    FGC é um fundo privado. Não tem dinheiro do governo (impostos). Nos EUA, sim, é estatal (a FDIC usa dinheiro de impostos). Mas aqui no Brasil, não. Aqui é dinheiro dos próprios bancos.

    Logo, esse seu argumento específico contra bancos não se sustenta.

    Uma discussão interessante sobre FGC versus FDIC está no final deste artigo.

    Quanto a títulos públicos, eu concordo com você. Mas há bons pontos do outro lado. Há uma discussão interessante sobre isso aqui.

    Quanto ao seu último argumento, não faz sentido nenhum. A discussão é ética e moral, e não sobre a capacidade de alguém de memorizar respostas. O fato de uma pessoa ser boa de decoreba não dá a ela livre acesso à carteira do seu vizinho. O roubo não se torna aceitável e moral por causa disso. Qual a dificuldade de entender isso?
  • Saulo Coelho  12/07/2020 01:42
    O FGC é uma ONG, logo ele conta isenção fiscal. Costuma-se execrar as ONGs, mas essa daqui eu gosto rs.
    Com relação aos títulos públicos, me desculpe mas não há nada de relevante no link que você mandou. Se a pessoa ainda não sacou o seu tesouro direto só quer dizer que ela ainda não monetizou o seu ganho. Mas o ganho está lá e quando liquidar o título estará em caixa. Logo os títulos públicos são uma distribuição de renda às avessas com governo tirando dinheiro do pobre desdentado para dar ao rico rentista. O servidor ainda presta um serviço, o rentista nem isso
    Com relação ao "decoreba" eu discordo. Temos que ter hombridade de admitir certas coisas. Os modelos de prova dos concursos são, EM SUA MAIORIA, semelhantes ao dos vestibulares, a provas de certificação como CFA, provas para admissão em mestrado e doutorado, SAT etc
  • Kosm  11/07/2020 16:04
    O funcionalismo público é a nobreza moderna, até o modus operandi é igual.

    Eles acham que são essenciais a todos, de um barro mais fino que o populacho médio (antigamente era por ter "sangue azul", agora é por ter diploma e passado em concurso público), e portanto são providos do direito de viver às custas do mesmo.

    E quando confrontados com essa afirmação lógica, os argumentos são sempre os mesmos: inveja (quem é que tem inveja de bandido?), vitimização (tadinhos, sempre choro quando vejo a difícil vida de um funça, também chorei quando vi a Globo contando a triste situação do trans estuprador de criancinhas!), ou o quão importante ele é para a sociedade (queria saber quais os parâmetros que eles usam para chegar a essa conclusão, já que sem um sistema de preços, não consigo imaginar como).

    Como se isso justificasse roubo e outros poderes/privilégios concedidos por eles mesmos. Até quando vamos viver nesse inferno escravista?
  • Felipe L.  11/07/2020 13:51
    Leandro, você que sabe do sistema bancário, poderia me explicar como funciona os talões de cheque?
  • Trader  11/07/2020 16:08
    Absolutamente igual a cartão de débito, apenas mais lento.

    Você recebe um cheque, leva até seu banco, entrega ao caixa (ou deposita na ATM), e então seu banco pede ao banco da pessoa que te deu o cheque a transferência desse dinheiro no mercado interbancário (processo esse chamado de compensação).
  • Felipe L.  11/07/2020 16:48
    Por que ainda é comum o uso? Qualquer pessoa pode ter isso ou é mais difícil que um cartão no Nubank?
  • Rogério  11/07/2020 21:49
    Eu praticamente não vejo mais ninguém (consumidor) usando cheque. Até uns 3 anos atrás, eu só usava cheque para o meu dentista. Hoje, ele aceita transferência direta.

    Dito isso, no meio empresarial, principalmente entre pequenos empreendedores, é comum repassar cheque. Você vende boi para um frigorífico. O frigorífico paga você com cheque. Você repasse esse cheque para seus fornecedores de insumos. Quanto mais você repassa cheques, menos você deposita cheques. Quanto menos você deposita, menos dinheiro você movimenta, menos atenção chama.
  • Felipe L.  11/07/2020 22:09
    Uma forma de evasão fiscal (evasão fiscal é a forma legal de pagar menos imposto)?
  • Rogério  11/07/2020 22:16
    Antigamente era uma maneira de se evitar a CPMF. O hábito se manteve. Hoje, é apenas uma forma de reduzir as movimentações em sua conta bancária e, com isso, não chamar a atenção da Receita. Não se paga imposto para depositar cheques (ainda), mas qualquer movimentação na conta acende o alerta da Receita. Por isso, é sempre bom evitar.
  • Felipe L.  12/07/2020 00:37
    Logo o Paulo Guedes vai inventar isso.

    Essas movimentações de conta na casa dos milhares de reais mensalmente já atraem a SRF durante o IRPJ? Atrairiam como, como se fosse igual com o Coaf no ano passado? Não sou do meio, então eu não sei como que funciona.

    Interessante que é comum em muitos jornalistas e artistas o fenômeno de virarem PJ, ao mesmo tempo em que muitos deles defendem a CLT... quem não se lembra do Bolsonaro expondo isso na entrevista em 2018, no Jornal Nacional?
  • Yuri - São Carlense  12/07/2020 01:43
    Sou bancário.

    Infelizmente, hoje a receita pode ter acesso a movimentação de todo mundo, mesmo com a extinção da CPMF.

    Me preocupa cada vez mais as formas de controles e os acessos que a Receita vai tendo sobre nós.

    DIMOF:
    Dimof foi criada em 2008 por causa do fim da CPMF. Com sua extinção, foi preciso criar uma nova forma de controle. Quando um correntista movimenta mais de 5 mil reais no semestre, Bancos, Cooperativas de Crédito, Associações de Poupança e Empréstimo e Corretoras devem enviar a DIMOF para a Receita Federal. Se no prazo de 6 meses você movimentou na sua conta ao menos 5 mil reais, a Receita Federal já sabe quais foram suas operações de débito, crédito, empréstimos, depósitos…etc.

    DECRED – Declaração de operações com cartão de crédito
    As operadoras de cartões de crédito também devem prestar informações à Receita Federal a cada mês que o valor da fatura do cartão de crédito do contribuinte ultrapasse 5 mil reais.

    Pelos cruzamentos de dados, acredito que hoje a Receita Federal teria condições de pegar todo mundo que declara menos do que recebe e movimenta.

    Penso que a Receita só não pega todo mundo pois faltaria "braço"(mão de obra) pra abrir processo contra um contingente tão grande de pessoas que não declaram tudo que ganham.
  • Felipe L.  12/07/2020 15:30
    Eu ainda não me enquadro no IR (só tenho uma mixaria aplicada em título de ouro), mas o fato é que isso é bastante medonho. Bolsonaro bem que poderia extinguir isso... Ou isso também depende de votação do Congresso? Ele mesmo já criticou a SRF.

    Brasil na verdade é um grande canteiro de informalidade e jeitinho. É assim desde a colônia.
  • Oswaldo  12/07/2020 23:11
    Importante denúncia do Yuri!
    Está na verdade faltando funcionário público. E isso vale tanto na receita federal como nos demais órgãos.
    Precisamos contratar mais funcionários.
    Aliás, se as políticas favoráveis aos ricos são boas para a sociedade como advoga este site então as políticas a favor do funcionalismo são boas pro país, já que são os marajás do país.

    Aposto que agora buguei a cabeça de vocês
  • vastolorde  13/07/2020 18:59
    Que diabos de políticas a favor dos ricos é defendida aqui? Além do mais ser rico não é crime. Por fim, os servidores públicos são a maioria absoluta dos 10% mais ricos do país. Mais uma coisa, boa parte da classe rica no Brasil, depende dos jeitinhos com o funcionalismo público. Muitos não seriam ricos se não tivessem ajuda dos marajás para superfaturarem obras e serviços, sem contar as empresas que trabalham apenas com clientes do setor público.

    Tudo nesse país gira em torno do Estado, principalmente do Governo Federal. É como uma enorme estrela, e sua poderosa gravidade. Só que uma hora estrelas gigantes morrem, e quando morrem, geram poderosos buracos negros, que sugam toda a matéria e luz a sua volta. Vejo o Brasil assim. Como uma Antares da vida, que logo atingirá seu estágio final e tudo irá implodir.
  • Oswaldo  13/07/2020 21:30
    Vastolorde
    Estude mais
    www.mises.org.br/article/2977/se-voce-defende-os-trabalhadores-entao-voce-tem-de-defender-os-ricos
  • Sadib  11/07/2020 21:59
    Olha só, tinha indicado esse artigo no comentário :)
  • Intruso  11/07/2020 23:34
    Não é demais falar que os servidores do executivo federal ( a exceção a policia federal e os auditores) amargam achatamentos salariais já desde pelo menos 2015, onde não é reposto sequer os índices inflacionários, tivemos neste ano a entrada de novos índices de desconto previdenciário que antes era de 11% e que agora varia a até 22,5% a depender da faixa salarial, configurando deste forma mais uma diminuição do salário líquido. Estamos dessa forma muito mais pobres que em 2015, e a continuar dessa forma estaremos ainda mais pobres em 2025 que neste atual momento. Servidores empobrecidos consumiram ainda menos e desta forma a retomada do crescimento do país será ainda mais comprometida devido o achatamento da massa salarial total.
  • Marcelo Simões nunes  12/07/2020 01:48
    A farmácia está aberta, o banco está aberto, a padaria e tudo mais que se julgue essencial. No entanto o descaso do Judiciário é tão grande que fechou as portas na nossa cara, como se a Justiça não fosse um serviço essencial, não tivesse importância alguma. De fato, concretamente, não tem mesmo, pois o poder mais obscuro do estado apenas se serve e não nos serve para nada. Mas, essa triste e revoltante constatação exaspera-se quando se percebe que os urubus de capa preta sequer procuram disfarçar sua arrogância, sua disfuncionalidade, nesse momento em que muitos têm de dar nó em pingo d'água para sobreviver.

  • Felipe L.  12/07/2020 20:29
    Estou vendo este documentário sobre o SARS-CoV-2.

    No mínimo um libertário deve haver na equipe do Brasil Paralelo. A esquerda odeia eles. Já me xingaram só porque eu falei que gosto do canal, mas é assim mesmo, eles não são capazes de debater. A esquerda perdeu o debate faz décadas.

    Vocês viram o que o Bolsonaro publicou hoje em seu Instagram? Enquanto vemos pessoas supostamente liberais se curvando ao pânico, Bolsonaro continua firme.
  • anônimo  13/07/2020 00:29
  • Funcionário PUBLICO CONCURSADO   12/07/2020 22:15
    kkkkkkkkkkkkk
    Isso é coisa de QUEM NUNCA ESTUDOU para passar em concurso público.
    Imagine os da Segurança Pública e da Saúde que fizeram concurso, passaram e recebem salários descentes !!!
    Reclame dos políticos QUE TÊM os melhores salário e benificios !!!

    Se está na iniciativa privada é por comodismo. Existe muitos concursos públicos até para gari.
    ESTUDE E PASSE !!!
  • anônimo  13/07/2020 03:48
    descente , benificios

    você é concursado onde? no acre?
  • Leandro Rock'n'Roll  20/07/2020 07:29
    Muito mais provável que seja um pobre coitado fracassado e frustrado, outro desses tipos que vêm aqui mentir sobre a própria vida e pagar de bad boy. Mais um lixo criado por essa degradação moral concurseira.
  • Badmaluco   12/07/2020 23:09
    Estam aplicando a estratégia errada.
    O correto é acelerar o processo de destruição.

    Aumente mais os salários, penduricalhos e afins.

    Enquanto não atingirem o fundo do poço, nada muda. Vão sempre achar que dá para aumentar impostos e criar mais dívida pública.

    As pessoas vão sofrer ? Sim , mas a correção do problema virá.
  • Richard  13/07/2020 00:10
    Tem coisas que é preciso ser mais cético...
    Obviamente não pretendo aqui defender o funcionalismo público, mas veja bem uma situação que tive que lidar semana passada. Tivemos que procurar uma agência de emprego aqui na cidade (uma agência bem grande, em uma cidade razoavelmente grande) para encontrar um serralheiro; até aí tudo bem, mas ao falar com a pessoa de lá ela começou a nos contar a situação: há um mercado desesperadamente atrás de gente para trabalhar, com 300 VAGAS, e simplesmente não conseguem contratar, ninguém quer trabalhar.
    Aí eu fiquei me perguntando por qual será motivo que as pessoas não querem, será por medo do COVID?
    Até reencontrar uma colega antiga de trabalho que estava voltando à cidade, e perguntei se ela pretendia encontrar algum emprego por aqui, e ela me disse: vou esperar um pouco, tenho mais algumas parcelas pra pegar do Bolsonaro (e deu risada).
    Ou seja, a minha conclusão inevitável é que brasileiro merece estar desempregado, porque está se aproveitando do auxílio emergencial para emergir sua vagabundice inata.
  • Thyslei  13/07/2020 12:42
    600 reais? Tem que ser bem retardado, pra não querer um emprego, com direitos sociais, do que um auxílio, e lembrando, uns dos requisitos, pra pegar o auxilio é, não estar com a carteira assinada no momento do pedido, desempregados recente, tem seguro desemprego. Dizer que sua colega, escolheu os 600 ao invés do emprego, é muito duvidoso. Ela pode estar fora do mercado por vários motivos, o principal por não ter o emprego que almeja, ainda não acordou que vai demorar pra recuperar o emprego detalhado.
  • Régis  13/07/2020 15:19
    A faxineira daqui de casa (interior do ES) está recebendo R$ 1.200 por mês do governo (ela tem dois filhos e é mãe solteira, então tem direito a R$ 600 por filho).

    Só que ela é juntada com um cara, que é autônomo. Ele também está recebendo R$ 600.

    E ambos continuam trabalhando e mantendo seus proventos.

    Em suma: ela disse que nunca teve uma renda tão alta. Só de auxílio, estão entrando R$ 1.800 por mês pra eles.

    Bolsonaro passou a ter grande aprovação exatamente entre essa classe (vide a pesquisa do Poder360).

    Chance zero de acabarem com isso. Eu não acabaria, se eu fosse político.
  • Thyslei  14/07/2020 14:08
    Você disse o que e estou pensando, o bolsa família, não volta para o valor de antes, esse renda Brasil, vai ser maior.
  • Felipe L.  13/07/2020 15:34
    Falta de mão de obra é só em alguns setores. Em geral, está sobrando mão de obra. Por isso o desemprego tão alto e a falta de poder de barganha do candidato, e as vagas de emprego parecerem emitidas por um órgão público. Se faltasse mão de obra para tudo, não faria sentido uma taxa de desemprego tão alta, ainda mais em um país de gente acostumada com jeitinhos para ganhar dinheiro no mercado informal (se a pessoa vai para a informalidade, as estatísticas de desemprego não são pressionadas). O instinto de sobrevivência vai continuar existindo. É só uma minoria de uma minoria que irá para a criminalidade, mesmo porque se a maioria fosse para a criminalidade, a civilização já teria ido para a selvageria faz tempo.

    Esse fenômeno é bastante antigo por aqui. Ele já foi relatado pelo Douglass North na década de 60, quando veio visitar o Nordeste. E o Nordeste foi a região que mais sofreu com a imposição da CLT. Pessoas desqualificadas que aceitariam trabalhar formalmente por um salário menor agora ficaram fora do mercado. Consequentemente, os investimentos foram sabotados e com falta de capital fluindo, o desemprego ficou crônico e os salários prejudicados. Aquela região, que outrora foi um berço de prosperidade no Brasil Colonial, hoje sofre com as extensas regulações.

    De fato, esse programa do Bolsonaro é extremamente inteligente do ponto de vista político. Nenhum petista jamais conseguiu fazer isso.
  • Intruso  13/07/2020 15:12
    Pera aí R$ 600,00 não resolve a vida de ninguém.
  • Ex-microempresario  13/07/2020 18:05
    Quem nunca foi empresário talvez não saiba mas...

    1) Mão-de-obra sempre sobrou no Brasil. O que falta é mão-de-obra qualificada. Quando a empresa põe uma plaquinha de "temos vagas" faz uma fila de dobrar a esquina. Mas 90% é gente semi-analfabeta, sem noção de responsabilidade, sem a menor capacidade de ser produtivo.

    2) O auxílio-covid é novo, mas gente que não quer perder benefício é antigo. Candidato que quer o emprego mas não quer ser registrado porque ainda está recebendo o seguro-desemprego aparece quase todo dia. E por incrível que pareça, esses costumam ser os melhores. Os piores só pensam em procurar emprego depois de gastar o último centavo do seguro-desemprego, da rescisão e do FGTS.
  • Felipe L.  13/07/2020 18:52
    Esse comentário do Rodrigo Souza do fim de maio continua atual. Vocês não acham?

    O que me fascina é a alegria de muitos brasileiros, mesmo diante desse caos. Acho que não tem gente mais alegre que o carioca. Tanto é que tem muitos já fazendo festas, conversando e comendo, o que causou irritação à algumas pessoas. Deve ser uma de nossas "brasilidades".
  • Yuri São Carlense  13/07/2020 22:01
    Estava pensando aqui.

    Como a maioria dos funcionários públicos são de esquerda, defendores da justiça social e dos programas de renda mínima, no mínimo eles deveriam topar ter um desconto de no salário para custear um programa de auxílio definitivo.

    Alguém tem noção se essa conta fecharia? Algum nível de desconto (sei lá, uns 10% ou 15%) no salário dos funça federais daria pra custear um programa de renda mínima?

    (Não que eu goste muito da ideia dessa renda básica permanente, mas como estao loucos pra implantar esse negócio, pelo menos não geraria mais déficit público)
  • Imperion  14/07/2020 01:29
    Um programa de renda minima exauriria a economia. 10 ppr cento do salário dos funcionários publicos não daria nem pro cheiro.
  • Vinicius  14/07/2020 01:30
    Yuri, vamos aos cálculos dessa renda mínima:

    exame.com/economia/funcionalismo-publico-no-brasil-custa-r-750-bilhoes-105-do-pib/

    -Segundo a reportagem o Br queima ao ano 10,5% do PIB com funça, em números pré pandemia dá uns 750 bilhões de reais.

    -Considerando que haja uma reforma nível Chile que é culturalmente bastante próximo a Banânia aqui teremos o mesmo gasto porcentual com funças, 7% do PIB de lá.

    Então temos 10,5% - 7% = 3,5% do PIB, que no caso do BR dá uns 250 bilhões de reais para gastar na tal renda mínima.

    -Considerando uma renda mínima de R$400 pelos 12 meses do ano:

    (250bi/12)/400 = aproximadamente 52 milhões de brasileiros das camadas mais baixas poderão ser atendidos mensalmente com uma renda mínima de R$400 se o Br tiver uma proporção de gastos com funça semelhante ao Chile.
  • Richard  14/07/2020 10:21
    Servidor público é o famoso socialista com o dinheiro dos outros; a hora que envolver o dele a história é diferente.
  • Guido  14/07/2020 12:43
    Yuri.
    O problema do seu raciocínio é que grande parte dos que são aprovados em concursos públicos pertencem a franja social mais baixa dentro daqueles que conseguem fazer universidade.
    Enquanto os mais abastados se formam e vão fazer uma eurotrip ou um intercâmbio num país bacana, os mais humildes vão estudar pra concurso.

    Enquanto os mais ricos tem mais contatos e QI para entrar nas melhores vagas do setor privado ou então conseguem um cargo de chefia na empresa do papai, os mais humildes estão estudando e se aperfeiçoando.

    Pode ver: quem vem de famílias mais ricas, os altos executivos do setor público ou do privado (obviamente tirando aqueles que são indicados pelo presidente, considerando no público só os concursados de carreira).

    Mas como a Casa Grande odeia quando vê a Senzala se emancipando, eles reclamam dos concursados.

    Há outras políticas que podem reduzir a desigualdade, como taxação de lucros e dividendos ( mas sem reduzir a alíquota de lucros corporativos existente, como quer o Guedes), taxação de herança, fim dos incentivos de investimentos financeiros, aumento de 15 pra 30% da alíquota mínima dos rendimentos de juros, fim da isenção fiscal para investidores estrangeiros em títulos públicos.
    Enfim há tantas medidas que de fato reduziriam a desigualdade que eu de fato duvido da seriedade de quem aponta pro funcionalismo no que concerne a desigualdade
  • Jorge  14/07/2020 14:06
    Como é que é o negócio aí? Você está dizendo que a maioria dos funças provados em concurso eram pobres? E que os ricos estão todos na iniciativa privada perpetuando tradições familiares?

    Quer dizer então que a classe alta e a classe média são formadas quase que exclusivamente por empreendedores, e que apenas o populacho faz concurso públicos?

    Interessante. Graças a você, descobri agora que os membros do judiciário, do legislativo e da alta casta do executivo são todos oriundos de famílias pobres, e que os ricos, em vez de fazerem concurso, são donos de lanchonete e de food truck, garçons, motoristas de ônibus e caminhão, pedreiros.

    O Brasil é realmente um país extraordinário. Ricos empreendem e pobres recebem dinheiro de impostos…

    De duas uma: ou você é realmente um imbecil ou então você é um espertalhão jura que todo o resto é imbecil.
    Sendo você claramente um funça, eu tenho certeza que é a segunda. (Viu só? Fiz um elogio rasgado a você).
  • Humberto  14/07/2020 14:14
    O Brasil tem 92 tributos. Isso é recorde mundial. Nenhum país desenvolvido tem esse tanto de tributos. Com efeito, países que tributam dividendos têm não mais do que 20 tributos.

    Portanto, se o argumento (feito por você e por Ciro Gomes) de tributar dividendos é o de que isso vai nos deixar mais perto das "melhores práticas internacionais", então temos, antes, de abolir 72 tributos.

    Se abolirmos 72 tributos, aí sim podemos discutir tributação de dividendos (a herança já é tributada no Brasil), pois aí de fato estaremos mais próximos das "melhores práticas internacionais".

    Aliás, veja que maravilha: temos 92 tributos e alta desigualdade. mas, segundo o genial Guido acima, se criarmos apenas mais um tributo, ah, aí sim vamos resolver todos os problemas.

    É cada jegue com ideias neste país…
  • gustavo  14/07/2020 13:53
    Estou vendo falarem muito em custos de salários de servidores públicos, penduricalhos etc. Alguém sabe qual o custo do desvio de dinheiro público para compararmos com o custo do estado em salários? Eu tenho dúvidas se o problema realmente é em salários.
    Eu não sou funcionário público, trabalho para a iniciativa privada e já fui empreendedor. Eu acredito que um membro do judiciário ganhar 100 mil não é exatamente um grande problema visto o alto grau de especialização da atividade e constante atualização na área é compatível, ou quase, com o soldo. Há profissionais liberais que ganham algo próximo a isso e não possuem a mesma exigência de especialização.
    Eu vejo que os comissionados ganham menos ou igual aos concursados. Apenas os comissionados chefes recebem um pouco melhor e só conseguem o cargo para serem coniventes com a corrupção. Os comissionados são mais pressionados por não terem estabilidade e por vezes aumentam o trabalho dos concursados por serem de baixa qualificação profissional(trabalhei recentemente em hospital municipal).
    Essa comparação pode nos mostrar que os altos salários não seriam questionados, e mesmo a dita"escravatura " do assalariado, caso o estado conseguisse ofertar excelente serviço público. Acredito, sem dados para confirmar, que o desvio seria suficiente para prover essa desejada qualidade do serviço estatal.
  • Borges de Medeiros  14/07/2020 14:14
    "Alguém sabe qual o custo do desvio de dinheiro público para compararmos com o custo do estado em salários? Eu tenho dúvidas se o problema realmente é em salários"

    Dica básica para você: por definição, quem desvia dinheiro público é o próprio funcionário público. Se há um esquema de desvio de dinheiro público, tal esquema só é possível porque há um funcionário público coordenando tudo.

    Então, na prática, você está dizendo que a existência de funcionários públicos gera desvio de dinheiro, e como consequência outros funças acabem sendo prejudicados.

    A sua solução? Tributar mais ainda a população trabalhadora para compensar este crime cometido por funças.

    Gênio.
  • Imperion  14/07/2020 17:12
    Os dados oficiais da perda não são divulgados. Isso daria margem maior pra sociedade questionar o que está errado no funcionalismo público. O que se sabe é que a média salarial é maior que na iniciativa privada. Isso já provoca perdas pela maior ineficiência.

    Já na discrepância salarial piora mais ainda. Pagar cem mil para um juiz deixa de contratar 10 juízes. Ele propositalmente deixam uma fila de processos nos fóruns e justificam que pra ganhar 100 mil é por causa disso (excesso de trabalho).
    Somente essa prática já produz prejuízos à nação. Ela aumenta muito a insegurança jurídica, pois os processos parados provocam prejuízos na casa de bilhões de dólares. A complexidade não se justifica. 
  • ALEXANDRE CONCEICAO ALVES MARTINS  14/07/2020 15:12
    Como funcionário público, vocacionado a fazer meu trabalho, estudei bastante para passar num concurso difícil.
    O que ganho hoje é muito em relação à grande maioria da população brasileira mas ganho por mérito.
    Os impostos que pagam o funcionalismo também são pagos por mim, principalmente IR na fonte.
    É interessante que queiram reduzir o salário daqueles que frente a um desafio (pandemia) são exigidos e expostos ainda mais.

    Todo funcionário público é uma pessoa com família por sustentar e não um mero encargo a ser diminuído.
  • Trabalhador  14/07/2020 17:02
    "estudei bastante para passar num concurso difícil.O que ganho hoje é muito em relação à grande maioria da população brasileira mas ganho por mérito."

    O que é realmente inacreditável, que beira o exótico, é que todos, absolutamente todos os funcionários públicos sempre recorrem a esse mesmíssimo "argumento": só reclama contra o funcionalismo público quem fez concurso e nunca passou.

    Essa gente é tão egocêntrica, tão cheia de si mesmo, que jura que todo o resto do mundo tem a mesma moral torpe. Elas realmente acham que só critica o tráfico de drogas quem não conseguiu virar traficante; que só critica a política quem nunca conseguiu virar político; que só critica a bandidagem quem nunca conseguiu virar político.

    Entenda o básico: funcionário público vive do esbulho e da espoliação do povo. É o desdentado lá no interior do Piauí que sustenta, via impostos indiretos, essa casta superior.

    Mas, segundo a casta, reclamar desta crueldade é coisa de quem "não passou em concurso público". Realmente, com um povo com essa moral, a chance do progresso é de fato nula…

    Aliás, era só o que faltava. Provinha difícil agora vira justificativa para confiscar o dinheiro dos desdentados.

    Caguei para a dificuldade das provinhas. Vestibular pra medicina também é difícil, mas não por isso médicos vivem à custa da fome do povo. Só porque você teve de decorar apostilas idiotas para passar numa prova (que você voluntariamente escolheu fazer) não significa que o povo deve ser esbulhado para garantir sua boa vida.

    Acredite, meu caro: há pessoas que realmente não querem viver de dinheiro espoliado dos desdentados.

    "Os impostos que pagam o funcionalismo também são pagos por mim, principalmente IR na fonte."

    Pelo visto, lógica não é o seu forte (por isso você é funcionário público). Você realmente acredita em moto-perpétuo. Se eu pagar impostos para mim mesmo, eu tenho uma fonte de financiamento eternamente sustentável…

    Aprenda o básico: se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

    Assim, pouco importa o valor do seu IR. O dinheiro veio do roubo, e você não está pagando imposto nenhum.

    "É interessante que queiram reduzir o salário daqueles que frente a um desafio (pandemia) são exigidos e expostos ainda mais."

    Legislativo, judiciário e membros do executivo (governadores, prefeitos e policiais) simplesmente ferraram os trabalhadores nessa pandemia. É de vocês a culpa da catástrofe econômica.

    Professores ficaram sem trabalhar, mas mantiveram salários. Nada mau.

    Por fim, os médicos que combatem a Covid-19 não são funcionários públicos. Isso é uma falta de respeito com os médicos e enfermeiros dos hospitais privados. Adicionalmente, um médico que atende pelo SUS não é necessariamente funcionário público. Há vários médicos particulares que também o fazem.

    Por fim, como bem ressalta o artigo, os eventuais médicos que se encaixam na categoria de funcionários públicos estão lá nos baixos degraus da escada, e recebem pouco exatamente porque os marajás lá de cima recebem muito. Pelo seu chilique, você deve estar no topo da escada.

    "Todo funcionário público é uma pessoa com família por sustentar e não um mero encargo a ser diminuído."

    Correção: todo funcionário público é uma pessoa que sustenta sua família com o dinheiro extorquido dos desdentados, sendo, portanto, encargos que devem ser diminuídos para o bem dos mais pobres.

    Dito isso, não se anexe: não foi você quem criou esse sistema. Você apenas se beneficia dele. A reparação dar-se-á em outro plano espiritual (caso este exista; caso não existe, então você simplesmente se deu bem).
  • ALEXANDRE CONCEICAO ALVES MARTINS  14/07/2020 19:17

    Continuarei trabalhando com afinco pela Sociedade.

    Inclusive por você que me critica.

    Aí está a beleza de ser funcionário público: apesar das críticas seguir em frente pois acredita na missão!

    Conte conosco!
  • Lucas Mendes   15/07/2020 12:24
    Quero ver o seu afinco e sua alteza com essa assertiva quando lhe faltar o salário. Fazer joça com o seu garantido, recebendo em casa e ainda se achando superior é fácil com o esbulho dos outros. Mas como moro no Rio de janeiro, lembro-me bem quando os servidores ficaram com seus respectivos salários atrasados por um bom tempo. Fizeram fila pra angariar cestas básicas para se manterem. Lembrarei de vc se por acaso tal fato ocorrer novamente e fique certo que não sentirei nenhum pingo de compaixão.
  • Vivo fora  15/07/2020 16:21
    Gostei do seu comentario Lucas Mendes. Ainda bem que sou solteiro,nao tao velho,nao preciso do estado e estou fora do pais muito bem obrigado. Estou louco para ver esses esquerdistas se ferrarem sem receber. Vou rir muito. E o melhor. Esses lixos estao cercados. Se aumentar mais os impostos,mais gente sai do pais(e eu acho que assim que abrir os aeroportos muitos vao vazar,vai ser lindo),se forçarem uma ditadura,o mesmo e o estado esta falido,uma hora ou privatizam boa parte das estatais ou os funças ficam sem receber. Se implantarem regime tipo venezuela,os esquerdistas sofrem tambem.
  • ed  15/07/2020 13:13
    Estranho, não lembro de ter te dado autorização para trabalhar por mim me forçando a pagar o seu salário. Ninguém no Brasil concordou com isso.

    A pura verdade é que você vive do dinheiro roubado do povo. Simples assim. O fato de você ter passado em uma prova decorando leis que o próprio estado criou em nada reduz essa verdade.
  • ed  15/07/2020 16:22
    Estranho, não lembro de ter te dado autorização para trabalhar por mim me forçando a pagar o seu salário. Ninguém no Brasil concordou com isso.

    A pura verdade é que você vive do dinheiro roubado do povo. Simples assim. O fato de você ter passado em uma prova decorando leis que o próprio estado criou em nada reduz essa verdade.
  • Alexandre  14/07/2020 18:16
    Quase 300 mil funças recebendo coronavoucher!

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/14/cgu-identifica-299-mil-servidores-recebendo-auxilio-emergencial-irregular.htm

    Mas tenho certeza que é tudo "pelo social"…
  • anônimo  14/07/2020 19:52
    No Brasil a lógica é invertida pois veja a diferença se vc quiser receber 2 ou 3 mil como um empregado tem o caminho difícil(empresa de grande porte) e o fácil(governo neste caso federal).

    No fácil vc faz concurso público tipo um exemplo o do IBGE para algum cargo de chefia(não precisa nem de experiencia, nem qualificação) tipo coordenador onde claro vc vai estudar(decorar) umas apostilas por 3 meses, fazer uma analise das provas anteriores e principalmente onde tem menos candidatos/vaga(tem locais que tem 20 ou 30) e depois faz a prova e passa. Chance de sucesso de passar 5%

    No caminho difícil vc envia o seu currículo para uma empresa ficando vários meses rolando lá e se por um milagre te chamar pois deve ter uns 1000 candidatos vc vai para a próxima etapa que é uma prova escrita e depois dinâmicas em grupo,entrevistas com (rh, gestor, dono)... e no final do processo deve receber uns 1 mil onde boa parte vai ser usado pelo governo(uns 80% via impostos diretos e indiretos). Chance de sucesso de passar 0,1%

    Aí eu te pergunto quem tem mais mérito
  • Fabiano  15/07/2020 19:29
  • Telesmarques  15/07/2020 20:18
    Eu ainda sou Funcionário Público e concordo totalmente com o texto.
    Sou funionário por pouco tempo vou deixar a área pública para empreender, estou estudando filosofia e liderança e quero empreender nessas área principalmente com trabalhaos para desenvolver equipes nas empresas.
    Depois eu que descobri o libertarianismo a única saída é empreender e divulgar as boas ideas. Porém posso levar alguns meses ou ano, pois tenho que fazer a transição de carreira.


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