clube   |   doar   |   idiomas
A economia em uma única página
Estes são os princípios básicos da economia e de uma política econômica sensata

O que faz da economia algo fascinante é que seus princípios fundamentais são tão simples, que podem ser escritos em uma única página, de modo que qualquer um consiga entender. No entanto, são poucos os que entendem. — Milton Friedman

A declaração acima feita por Friedman me fez pensar: seria possível resumir os princípios básicos da economia em uma única página? Afinal, Henry Hazlitt já nos deu um magnífico resumo dos princípios sólidos da ciência econômica em seu livro Economia em uma Única Lição. Poderiam esses conceitos ser reduzidos a uma página?

Sim, os princípios da economia são simples: Oferta e demanda. Custo de oportunidade. Vantagens comparativas. Lucros e prejuízos. Concorrência. Divisão do trabalho. E por aí vai.

Com efeito, um colega até chegou a sugerir que a economia pode ser resumida a uma única palavra: preço. Ou talvez ao seu sinônimo: custo. Tudo tem um preço; tudo tem um custo.

Adicionalmente, políticas econômicas sensatas são óbvias, diretas e claras: é a livre interação entre as pessoas (ou seja, o mercado), e não os burocratas do estado, quem deve determinar preços e salários. Mantenha o governo longe da política monetária. Os impostos deveriam ser reduzidos ao mínimo. O governo deve se manter exclusivamente por meio de suas arrecadações. Leis e regulamentações devem ser as mesmas para todos. Tarifas de importação e barreiras comerciais deveriam ser eliminadas ao máximo possível. Em suma, o governo que melhor governa é aquele que menos governa.

Infelizmente, os economistas tendem a se esquecer desses princípios básicos, e com grande frequência perdem tempo criando modelos esotéricos, teorias bobas, pesquisas acadêmicas desnecessárias e importando modelos matemáticos da física. O grande Armen Alchian dizia que 95% de tudo o que é publicado em jornais acadêmicos de economia ou está errado ou é irrelevante.

A seguir, a minha tentativa de resumir os princípios básicos da economia e de uma política econômica sensata.

Economia em uma página

1. Interesse próprio: o desejo de melhorar nossa condição já vem em nós desde o útero e jamais nos abandona até irmos para o túmulo (Adam Smith). O indivíduo sempre age visando a melhorar sua situação. Ele trabalha, empreende e consome tendo como objetivo supremo a melhora de sua condição de vida. Uma consequência de tudo isso é que ninguém gasta o dinheiro dos outros com a mesma cautela e sabedoria com que gasta o próprio dinheiro. Principalmente burocratas do governo.

2. Crescimento econômico: o segredo para um padrão de vida mais alto é expandir a poupança, a acumulação de capital, a educação e a tecnologia.

3. Comércio: Em todas as trocas voluntárias, nas quais as informações são previamente explicitadas, tanto o comprador quanto o vendedor ganham. A transação não ocorreria caso um dos lados não se beneficiasse dela. Consequentemente, um aumento no comércio entre indivíduos, grupos ou populações beneficia ambos os lados. Por definição.

4. Concorrência: Dado que os recursos existentes (mão-de-obra, matéria-prima, máquinas e ferramentas) são limitados, e dado que os desejos e necessidades a serem saciados são ilimitados, a concorrência sempre existirá em todas as sociedades, e não pode ser abolida por decretos do governo.

5. Cooperação: Uma vez que a esmagadora maioria dos indivíduos não é auto-suficiente, e praticamente todos os recursos naturais precisam ser trabalhados e transformados a fim de se transformarem em bens úteis, todos os indivíduos — trabalhadores, proprietários de terra, capitalistas e empreendedores — devem trabalhar conjuntamente para produzir esses bens e serviços valiosos e desejados.

6. Divisão do trabalho e vantagens comparativas: Cada indivíduo é único. As diferenças de talento, de inteligência, de conhecimento, de destreza e de propriedade geram especialização. Consequentemente, cada indivíduo ou grupo de indivíduos, ao se concentrarem naquilo que fazem melhor, adquirem uma vantagem comparativa em relação aos outros. Quando indivíduos especializados em um serviço e usufruindo uma vantagem comparativa nesse serviço transacionam com outros indivíduos especializados em outro serviço e com vantagem comparativa nesse outro serviço, o crescimento econômico e as vantagens do comércio são maximizados.

7. Dispersão do conhecimento: As interações diárias entre milhões de indivíduos produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos. As informações sobre o mercado — isto é, sobre as demandas dos consumidores e a escassez relativa (ou abundância relativa) de algum bem ou serviço, bem o conhecimento sobre como atender a essas demandas — são tão diversas, dispersas e ubíquas, que não podem ser capturados e calculados por uma autoridade central.

8. Lucro e prejuízo: a ocorrência de lucros e prejuízos é o mecanismo de mercado que guia os empreendedores e mostra o que deve e o que não deve ser produzido no longo prazo.

9. Custo de oportunidade: tempo e recursos são bens limitados. Consequentemente, sempre haverá escolhas e concessões. Se você quer fazer algo, você terá de abrir mão de outras coisas que também gostaria de fazer. O preço de fazer uma atividade equivale ao custo de outras atividades das quais você abriu mão.

10. A teoria dos preços: Preços são determinados pelas valorações subjetivas de compradores (demanda) e vendedores (oferta), e não por algum custo objetivo de produção. O valor de bens e serviços não é determinado pelo valor dos insumos (como mão-de-obra e matéria prima); o valor dos insumos é que é determinado pelo valor dos bens e serviços que eles ajudam a produzir. E o valor dos bens e serviços é determinado subjetivamente pelos consumidores. Quanto maior o preço, menor a quantidade que os compradores estarão dispostos a comprar e maior a quantidade que os vendedores estarão dispostos a colocar à venda.

11. Causalidade: Para cada causa há um efeito. Ações efetuadas por indivíduos, empresas e governos têm um impacto sobre outros agentes da economia, impactos estes que podem ser previstos, muito embora o nível de previsibilidade dependa da complexidade das ações envolvidas.

12. Incerteza: sempre há um grau de risco e incerteza quanto ao futuro, pois as pessoas estão continuamente reavaliando seus planos, aprendendo com seus erros, e mudando de idéias. Tudo isso torna muito difícil prever qual será o comportamento das pessoas no futuro.

13. Salário e mão-de-obra: salários maiores só podem ser alcançados no longo prazo se houver um aumento da produtividade. E maior produtividade só é possível quando há bens de capital que tornam o trabalho humano mais eficiente e produtivo. O desemprego crônico ocorre quando os custos da mão-de-obra impostos pelo governo e pelos sindicatos (salários e encargos sociais e trabalhistas) estão acima do valor de mercado.

14. Controles governamentais: controles de preços, de salários e de aluguéis podem beneficiar alguns indivíduos ou grupos, mas não a sociedade como um todo. Ao final, eles criam escassez, mercados paralelos e uma deterioração da qualidade e dos serviços. Não existe almoço grátis. E nem subsidiado.

15. Dinheiro: tentativas deliberadas de se desvalorizar a moeda do país, reduzir artificialmente as taxas de juros, e adotar políticas de crédito farto e barato inevitavelmente se degeneram em aumento de preços, desarranjos e crises econômicas. O mercado, e não o estado, é quem deveria determinar o que é o dinheiro e como deve ser o crédito.

16. Finanças públicas: Eis os quatro mandamentos básicos que devem nortear qualquer administração pública: (1) O governo não deve gastar mais do que arrecada; (2) O governo não deve fazer nada que a iniciativa privada possa fazer melhor; (3) Se os benefícios marginais não forem maiores que os custos marginais, então tal medida não deve ser implantada; e (4) aqueles que se beneficiam de um serviço devem pagar por ele.

_________________________________________

Leia também:

As dez leis fundamentais da economia

As dez leis fundamentais da economia (versão expandida e ampliada)



autor

Mark Skousen
é professor de Administração na Grantham University, ex-presidente da Foundation for Economic Education e membro da Mont Pelerin Society.


  • Murdoch  24/01/2017 14:26
    Leandro,

    poderia me explicar essa matéria, eu não entendi muito bem essas questões técnicas.
    Governo prepara reformulação das regras dos depósitos compulsórios

  • Leandro  24/01/2017 14:50
    Querem reduzir a alíquota dos compulsórios e unificá-las.

    Hoje, há uma alíquota para os depósitos em conta corrente, uma alíquota para os depósitos a prazo, uma alíquota para os depósitos em caderneta de poupança, e ainda uma alíquota que incide sobre estes três depósitos em conjunto.

    Parece que o BC quer unificar todas essas quatro alíquotas e diminuir o valor.


    P.S.: a matéria que você linkou é até bem clara, só que ao insistir em comparar essa reforma monetária com uma "reforma tributária", o jornalista acabou gerando uma confusão desnecessária. Na primeira vez que li, havia entendido que o governo iria reduzir os impostos que incidem sobre os compulsórios, algo nada a ver.
  • Murdoch  24/01/2017 15:25
    Essa parte dos impostos eu compreendi, mas o que eu não entendi bem foi o compulsório que seria utilizado para empréstimo. Eu confesso que não entendi como eles irão fazer isso.
  • Leandro  24/01/2017 15:56
    O dinheiro que está preso no Banco Central como depósito compulsório terá uma parte liberada para poder ser emprestada. Não tem muito segredo.
  • Diego  24/01/2017 15:39
    Do ponto de vista econômico, isso é uma medida na direção correta ou é indiferente?
  • Leandro  24/01/2017 15:59
    A princípio, tende a reduzir os juros (tanto do interbancário quanto dos empréstimos). A questão atual, no entanto, é ver se haverá demanda por esses empréstimos no presente estado da economia.
  • Pobre Paulista  24/01/2017 16:19
    Tende a reduzir os juros, com a contrapartida de aumentar a exposição do setor bancário...
  • Bruno Diniz  24/01/2017 16:28
    Incrível como os textos do IMB trazem consigo uma lucidez incomparável. Atualmente é o meu ponto de referência em matéria político-econômica. Muito feliz por existir sites assim!
  • Rafael Guimarães   24/01/2017 16:29
    Faço economia numa Federal, e posso dizer que tem muitas coisas que aprendo mais com os institutos liberal e mises do que com algumas disciplinas que deveriam dar esse suporte no meu curso.
  • Silvio  24/01/2017 19:39
    Ainda bem que você descobriu esse site durante a graduação. Pior seria tê-lo descoberto depois, pois assim você teria que desaprender todas as bobagens que aprendeu para dar espaço ao que realmente se aproveita.
  • Bryan  21/01/2022 15:55
    Ótimo artigo! Manifesto aqui meu apoio e ao mesmo tempo indignação com o Segundo 'Mandamento' das Finanças Públicas: "O governo não deve fazer nada que a iniciativa privada possa fazer melhor". Ora, se algum governo levasse isso a sério eles não fariam mais nada, pois como sabemos de praxe, o governo é inefeciente em tudo o que faz. Seria melhor simplesmente acabar com o governo de uma vez (e apoio totalmente essa medida). Porém como sou realista e sei que isso é algo inviável no momento, recomendo que o autor se atenha a dizer: "O governo não deve monopolizar nenhum setor da economia (salvo a criação de moeda, e talvez algum outro mercado que estou esquecendo e que tenha o potencial de comprometer todo o funcionamento da economia), permitindo e incitando a livre concorrência.
  • Qualquer um  21/01/2022 19:39
    ué... e porque o controle da moeda deve estar nas mãos do estado?
  • Evandro  24/01/2017 16:30
    O que dizer sobre as externalidades?
  • Taxidermista  24/01/2017 16:36
    Está dito aqui (em vários artigos):

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=41
  • Mesquita  24/01/2017 16:36
    Externalidades (positivas e negativas) só são um problema quando os direitos de propriedade não estão bem definidos. Quando há direitos de propriedade e estes são respeitados, todas as externalidades serão "internalizadas". E os custos ficarão exatamente com os responsáveis por gerá-los.

    Há artigos específicos sobre isso no site. Eis alguns:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1148
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1691
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=706
  • Felipe Menegazzo  24/01/2017 16:30
    Economia para leigos em UM princípio: "não existe almoço grátis".

    A partir do momento em que você entende isso já entende 95% da Economia.
  • Economista da FGV-SP  24/01/2017 18:08
    Discordo do item 15. Foi exatamente por causa da inação do Estado, ao não fazer uma reforma cambial, que estamos nessa crise.

    Empresas precisam de lucros, e ao deixar a taxa de câmbio se apreciar por conta da exportação de commodities, sufocamos essas empresas. Vivemos as consequências da doença holandesa.
  • Menezes  24/01/2017 19:10
    Reforma cambial?! O que seria uma "reforma cambial"?

    Outra coisa, foi exatamente a desvalorização do câmbio o que destruiu as empresas. E a explicação é simples.

    No mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores. Para fabricar, com qualidade, seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo. E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição.

    Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem — e irão aumentar —, então o exportador não mais terá nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional.

    Aliás, não deveria causar nenhuma surpresa o fato de a própria indústria automobilística ter vindo a público admitir que a desvalorização cambial — ao contrário do que pregam os economistas desenvolvimentistas — não apenas está encarecendo a produção, como também está gerando incertezas para o setor.

    Vale lembrar, adicionalmente, que a desindustrialização no Brasil chegou ao auge justamente no período em que a moeda mais se desvalorizou. A desindustrialização ocorreu justamente nestes últimos 3 anos, quando temos uma moeda fraca, inflação alta, e as maiores tarifas protecionistas da história do real.

    Exatamente ao contrário do que defendem os economistas desenvolvimentistas, é justamente quando o câmbio está se apreciando (como ocorreu de 2005 a 2008, e de 2010 a 2011 no Brasil), que a indústria fica mais forte. E é justamente quando o câmbio se desvaloriza (2009, e 2012 em diante), que a indústria encolhe. (Veja o gráfico 14 deste artigo).

    E o motivo é óbvio, o que nos leva ao segundo ponto: câmbio desvalorizado significa moeda com menos poder de compra. Moeda com menos poder de compra significa renda menor para a população e preços em contínua ascensão (o IPCA de 2015 fechou em 10,67% majoritariamente por causa da desvalorização cambial).

    E renda menor em conjunto com preços em contínua ascensão significa que a demanda por bens de consumo diminui.

    E isso afeta todo o setor industrial e atacadista. Afeta toda a cadeia produtiva, que entra em contração e gera o efeito contrário ao imaginado pelos desenvolvimentistas.

    No entanto, para sua turma, uma desvalorização cambial é algo perfeitamente possível de ser isolado do resto da economia. Não há efeito colateral nenhum. A desvalorização irá ajudar a indústria e não prejudicará mais ninguém. Todos ganham. Quanto mais desvalorizado for o câmbio — ou seja, quanto menor for o poder de compra da população —, mais rica será a economia. Faz sentido, não? Quanto mais pobre você está, quanto menos você consegue comprar, mais rico você é.

    "Destrua o poder de compra da moeda, e surgirão uma Apple, uma Microsoft e uma Google", parece ser o lema deles. Desvalorize o câmbio, e o país vira uma potência industrial.
  • Economista da FGV-SP  24/01/2017 20:45
    Caro ortodoxo, discordo totalmente, e para isso o faço embasado no fato de que a participação do setor industrial no PIB só faz cair desde o início da década de 90(22% nos anos 80 para míseros 10,8% no final de 2014). Ou seja, estamos ficando pra traz desde os início dos anos 90.

    Quanto o fato de que todo exportador é um importador, você se esquece que nós abandonamos a política de substituição de importações, corretamente iniciada nos anos 70~80 e destruída pelo Collor, o que nos deixa muito vulneráveis a volatilidades externas.
  • Humberto  25/01/2017 00:34
    Boa tentativa, mas não. O fato é que a participação da indústria em uma economia minimamente desenvolvida é decrescente. E ainda bem.

    Veja a Alemanha, por exemplo. Ninguém jamais disse que a Alemanha passa por uma desindustrialização, correto? No entanto, a participação da indústria no PIB alemão caiu de 32% em 1970 para 19% em 2010.

    O futuro da indústria - por que a participação da indústria no PIB sempre será declinante

    Indústria só tem grande participação na economia em países ainda pobres e que estão começando seu processo de enriquecimento. Ou em países comunistas ao estilo soviético. Economias ricas têm a esmagadora maioria da sua população voltada para o setor de serviços. Apenas países ainda pobres em termos per capita (como a China) têm boa parte da sua população fazendo trabalhos exaustivos e excruciantes em indústrias. Isso é o exato oposto das características de uma economia rica.
  • Eugenio  23/01/2022 13:21
    Se a moeda é uma ferramenta de troca,um equivalente de riqueza,
    Alterar artificialmente o cambio significa reprecificar,baratear e encarecer produtos, um SACRILEGIO!

    QUEM VAI QUERER PRODUZIR RIQUEZA SE PODEM MEXER NOS PREÇOS DA SUA PRODUÇÃO?

    Vi MAXI DESVALORIZACOES qie destruiram empresas pois suas dividas em outras moedas aumentaram e suas receitas diminuiram depois de ajustadas, conforme o mercado da ocasiao.

    Vem funca safado DOUTOR MAL INTENCIONA mentecapto e destroi o que com trabalho e suor foi construido, alterando artificialmente o cambio conforme seus interesses ou burrice


  • EUGENIO  23/01/2022 22:21
    .......A DDESVALORIZAÇÃO SÓ VAI AJUDAR A INDUSTRIA NÃO PREJUDICARA MAIS NINGUÉM..

    Ora, então o mundo vai começar agora? E os negócios já feitos, ex emprestimos para investimentos corrigidos em dólar? Podem tornar empresas inviáveis , eu vi isso, potentados foram ao chão pois a MAXIDESVALORIZAÇÂO feita por ministro do Brasil quebrou muitas empresas grandes e pequenas...suas dividas impagáveis seus produtos no merc interno impraticáveis...Um horror.
  • João Paulo  24/01/2017 19:13
    Calma, Menezes. Como o próprio nick dele deixa claro, ele está apenas zoando o discurso típico do economista da FGV paulista, conhecido por seu protecionismo e pela sua defesa do câmbio desvalorizado (algo que ele acha que irá ajudar a Fiesp).

    Mas a sua resposta foi excelente e praticamente encerrou o assunto.

  • Danilo  24/01/2017 20:13
    Leandro,

    Agora que o livre mercado x protecionismo veio à tona com Donald Trump, quais contra-argumentos o IMB usa para neutralizar os argumentos do protecionismo, como por ex, a proteção à indústria nascente?
  • Magno  24/01/2017 21:19
    O que o IMB mais fez recentemente foi publicar artigos exatamente sobre isso (ao ponto de até eu ter achado excessivo). Pelo visto, parece que ainda foi insuficiente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2325
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2459
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2481
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2507
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2518
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2550
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2607
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2609

    P.S.: "indústria nascente" nos EUA é um argumento sensacional.... Nem Trump chega ao ridículo de usar esse argumento.
  • Observador  24/01/2017 21:19
    Eu também achava que estava meio que em excesso. Pelo visto, está é precisando de ainda mais.
  • Taxidermista  24/01/2017 21:40
    The Rothbard Reader

    Chapter 13: The Infant-Industry Argument

    mises.org/library/rothbard-reader/html/c/381
  • Teófilo Cavalcanti Dioclécio Duarte da Silveira Cortéz  24/01/2017 21:15
    Excelente texto do grande Mark Skousen.
  • Milton Chicoli   24/01/2017 23:18
    Li certa vez que a magia da economia está em criar teorias cada vez mais complexas de forma que ninguém pudesse entender nada, prever nada. Assim, a ciência se transformava em algo esotérico, somente para poderosos iniciados, filtrando a possibilidade de "aventureiros" se darem bem e preservando o mercado dos grupos dominantes.

    Cada vez que vejo "economistas" dando entrevistas ou comentando algum movimento do governo, mais me lembro da "mágica" em si. Que é a arte de criar uma ilusão para esconder o real movimento do truque.
  • Sérgio  25/01/2017 15:38
    Realmente, todo economista que aparece na TV tem uma aura de exotérico, gurú clarividente. Eles parecem saber exatamente como os consumidores irão agir.
    Se um dia eu não tivesse entrado aqui neste site por acaso e descoberto que existem economistas que são realmente técnicos, estaria até hoje acreditando que a culpa da inflação no governo Dilma era do tomate, dos "empresários malvados" e claro do "Imperialismo norteamericano".
  • EUGENIO  23/01/2022 17:23
    PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

    DE JEITO NENHUM,DE MANHÃ,DE TARDE DE NOITE,FERIADOS, SABADO DOMINGO...

    Os paises do mundo em função da falsemia ou pandemia emitiram "os tubos" e estes dinheiros/creditos foram para a mão do povo o que ajuda a economia andar e socorre os menos favorecidos e rejeitados pela automação,pela modernização em todos os setores. Até ai todos sabem mas o que não se sabe é:

    O "QUANTA", o quanto emitiram e o que representa em cada economia esse QUANTA emitido, como se pode ,se é que se pode prever assuntos de cambio em função desta "ANOMALIA".

    Nos steites a emissão foi brutal e a diferença é que o "QUANTA" emitido agora esta ficando na economia interna causando inflação enorme, e não como em outras vezes os otarios do mundo compram os dolares e engavetam.Agora não,estes estão agindo na economia interna e não se sabe o que farão os gringos para "enxugar" sem causar estragos e para fazer os "credores" não criarem um efeito manada para vender seus dólares...

    Se alguem souber...


    Será que é uma situação semelhante a da parabola dos talentos,os povos receberam "talentos" para enfrentar situações determinadas e cada povo vai agir como aqueles personagens da parabola?
    - uns guardarão e não usarão
    -outros arriscarão e perderão
    - outros multiplicarão.

    O que farão após cessarem os recursos de emergencia?
  • Iniciante  25/01/2017 01:47
    O que acham do livro Economia para Leigos? Recomendam?
  • Vitor  25/01/2017 02:36
    Se você pouco sabe de economia, e procura alguma visão mais geral da matéria, eu recomendaria o livro "O Livro da Economia". Não é perfeito, obviamente, mas possui um bom e fácil formato de leitura, e indicação de autores e livros caso você queira se aprofundar em determinado assunto.
  • Empresa Pública  25/01/2017 05:43
    A companhia aérea LOT(Polonesa), é MARAVILHOSA!

    O governo polonês detêm mais de 60% das ações da empresa e é um exemplo de qualidade e profissionalismo.
    Os poloneses são orgulhosos dela!
    Inclusive famosa por um perigoso pouso de emergência sucedido com um 767 SEM TREM DE POUSO!!
    Inclusive já recebeu premios, uma básica pesquisa no google acha os bons resultados da empresa.

    Tem também a Aerolines Argentina, já utilizei o serviço e é MELHOR QUE AS BRASILEIRAS GOL E TAM!!!
    Um exemplo de empresa que deixa pra trás muitas empresas PRIVADAS!!!
    Mas isso vocês não falam... É possível sim ter uma empresa estatal de orgulho, do povo! Tão bom ou melhor que as privadas.
    Não que eu ache que tem que estatizar tudo, mas certas empresas são orgulho nacional e tem de ser preservadas.

    Que nem nossas riquezas na amazonia, onde ja se viu privatizar. Ai vem os gringos e produzem riqueza com nossos minérios e manda o dinheiro la pra fora... Como alguém pode defender isso?
    Nosso petroleo também, nego vem aqui explora e acaba com tudo, manda o dinheiro pra fora e a gente fica de maõs pro alto.


    A State Oil tem a gasolina cara por causa dos impostos, se não fosse isso seria mais barato.
    Mas ainda sim é uma empresa de exemplo, compete com as de mais mundo a fora e bate de frente!!!

    O que vocês tem a dizer? Contra fatos não há argumentos!!!

    Por enquanto é só, sem paciência de ficar digitando inumeros fatos que provam o contrário que vocês pregam.


    E não adianta, nossa C.F é democrata, preserva o estado democratico de direito, os direitos e a dignidade da pessoa humana.
    Desistem porque o Brasil NUNCA SERÁ NEOLIBERAL!!!

  • Evandro Tragancin  25/01/2017 18:06
    Bom, você disse sobre a empresa polonesa LOT. A LOT era uma empresa privada na maior parte até 2001 quando o governo decidiu expandir seu tamanho na empresa, porém, não deixa de ter uma parte privada. Mas, o mais importante é, quem paga pela compra da maior parte das ações? Ora, o governo, com dinheiro roubado das pessoas, inclusive de pessoas que não gostariam de pagar pelo aumento do estado na companhia. O governo não mandou um recibo na casa das pessoas com um valor "x" e dizendo "Se quiser que o governo expanda sua influência na LOT pague o valor X do boleto". Ele comprou as ações pela força, algo bem imprudente, não acha?
    Sobre a empresa argentina. Outra que era privada até 2008, afundou-se em dívidas e ao invés do governo deixar a empresa falir, ele comprou-a, volto ao exemplo do boleto, quem quis pagar pelas dívidas e quer pagar por uma companhia aérea estatal, que pague. Você esquece de citar que a empresa faz parte do grupo SkyTeam, um grupo que foi fundado por empresas privadas e que aloca vôos, portanto, este grupo é de suma importância para a estatal.
    Sobre a Amazônia, bom, primeiro que se tudo fosse privatizado, não haveria poluição, ou praticamente não haveria, pois seria considerado como crime contra a propriedade. Exemplo: Uma indústria da cidade faz muita fumaça, essa fumaça entra no meu apartamento, eu processo a empresa e ela tem duas alternativas, ou da um jeito na poluição, coloca um filtro ou faz outras coisas, ou ela paga uma taxa para mim, porém não sou só eu que me sinto mal pela poluição, outros indivíduos também entram na justiça, então ela dá um fim no problema e gasta menos do que gastaria pagando processos. A iniciativa privada solucionaria muito melhor o problema de desmatamento e de roubo de água que existe na Amazônia, coisa que o estado não sabe como solucionar.
    Qual o problema dos recursos irem para fora? Se nossas indústrias não usam, não há porque deixa-los parados sem uso, eles devem ser alocados de forma correta, seja para produção, pesquisa, inovação, etc. e não será dentro do Brasil (atual) que isso vai ocorrer.
    Quando o estado tem uma empresa, ele pode gastar da forma como bem entender, pois não é ele que paga a conta, ele manda a conta para os governados. Se você não acha que uma Shell da vida não é uma boa empresa, acorde para a realidade.
    E por último, mas não menos importante, você sabe o que é "NEOLIBERALISMO"?
  • Empresa Pública  25/01/2017 21:43
    Porque essas estatais dão certo?
    Essa você nem ninguém conseguiu me responder, independente se eram privadas antes ou não, elas continuam sendo de alto nível e melhor que muitas empresas privadas...
    São orgulho nacional e dão em troca muita coisa pro povo, muito mais que um simples orgulho..

    Sobre a amazonia, posso até entender esse pensamento, só não entendo como acham bom um americano vir aqui explorar tudo e mandar a grana e os recursos pra fora.... Vocês defenderem isso é a mais!
    Nego vem aqui arranca tudo e não da NADA EM TROCA! Quem ganha são os próprios americanos em nossas custas..GENIAL!

    PS: Não sou socialista, nem acho que tudo deve ser público...Assim como não acho que tudo deve ser privatizado.
  • João  25/01/2017 23:15
    Discordo de você. Acho que o Brasil precisa estatizar todas as empresas. É a única solução para esse país.
  • Kubica  25/01/2017 22:08
    Sim, a LOT é sensacional. Desde 2011, a empresa só tem prejuízos. Ao final de 2016, segundo a imprensa polonesa, a situação estava desesperadora:

    www.poselska.nazwa.pl/wieczorna2/bankowosc/lot-polish-airlines-deep-losses-about-pln-300-million-predicted-losses-2015

    A situação é tão calamitosa que nem a Turkish Airlines -- para quem o governo polonês tentou vender a LOT quase de graça -- aceitou a estrovenga.

    Enquanto isso, o pagador de impostos da Polônia vai sustentando a farra, os empregados da empresa e, principalmente, os sindicatos.

    Ai, que saudades da VASP estatal...

    Ah, sim, aproveitando a deixa: aqui vai um artigo bem curtinho que fala exatamente sobre este assunto: o fato de as estatais aparentarem prestar serviços baratinhos.

    Minha querida estatal - e como os pobres subsidiavam meus passeios de trem
  • Fernando Calazans  26/01/2017 01:00
    "[...] à frente da Aerolineas Argentinas, que acumula prejuízos na ordem de US$ 340 milhões. A companhia continua operando graças a um subsídio do governo de US$ 1,2 milhão por dia. Na previsão orçamentária apresentada pelo Ministério da Economia da Argentina, a empresa receberá um investimento de US$ 440 milhões em 2016."

    airway.uol.com.br/brasileira-assume-comando-da-aerolineas-argentinas/

    Isso deveria ser considerado crime. Os pagadores de impostos argentinos têm de pagar 1,2 milhão de dólares por dia para manter esse cabide de empregos. São os pobres subsidiando as viagens dos ricos. (Aliás, já voei pela Aerolineas e me impressionei com a ruindade do serviço. Pudera, são funcionários públicos).

    E tem otário "a favor do social" defendendo isso.

    O texto linkado acima pelo Kubica realmente é excelente.
  • Ronaldo da Silva Alves  25/01/2017 11:37
    Prezado Leandro. Sou novato no site estou gostando muito inclusive faço propaganda do mesmo. Sempre interessei por economia. A inflação sempre foi o tema que tenho a coragem de refletir. Quando a mesma não é ocasionada por demanda, mas pelo aumento das tarifas públicas como luz, água, gás de cozinha, tarifas de ônibus e combustíveis. Qual a terapia a EAE sugere ? Quais artigos tem no site sobre este tema ? Livros que explicam esta área da economia ?
  • Leandro  25/01/2017 12:17
    "Quando a mesma não é ocasionada por demanda"

    Não é correto dizer que "a inflação é causada por demanda". Comecemos pelo básico.

    A definição correta de inflação é "aumento da oferta monetária". O próprio termo 'inflação' denota que a quantidade de dinheiro na economia foi 'inflada'. Quando a quantidade de dinheiro na economia aumenta, isso, por si só, já é uma 'inflação'.

    Essa inflação da oferta monetária é o que pressiona os preços para cima. Quando a quantidade de dinheiro na economia aumenta, o valor de cada unidade monetária diminui. A moeda perde poder de compra. Se a moeda perde poder de compra, então, por definição, você precisará de mais moeda para comprar o mesmo tanto de antes.

    Portanto, eis a conclusão crucial: o aumento de preços é uma consequência da inflação monetária.

    Inflação não é sinônimo de aumento de preços. O aumento de preços é uma consequência da inflação monetária.

    Isso não se trata de uma mera pendenga semântica. É algo muito mais sério do que isso. Se você não define exatamente qual é o problema, você não tem a menor chance de resolvê-lo corretamente.

    Se inflação é "aumento de preços", então a solução para este problema não tem nada a ver com a quantidade de dinheiro na economia, mas sim com coibir o comportamento "maldoso" de empresários, que insistem em elevar seus preços sem nenhum motivo, levados apenas pela ganância. Se inflação é "aumento de preços", então a solução para este problema pode perfeitamente ser o congelamento de preços ou a imposição de um teto para os preços de qualquer bem.

    Saber a diferença entre inflação e aumento de preços é tão importante quanto compreender corretamente as causas de uma doença. É a diferença entre saber o que causa todos os seus sintomas desta doença e o que deve ser feito para eliminar a fonte dos sintomas, versus tentar lidar diretamente com os sintomas.

    Definir inflação como aumento de preços é o mesmo que pensar que 'doença' significa um aumento da temperatura do corpo apontada pelo termômetro, o que implicaria que a solução seria simplesmente colocar o termômetro na geladeira.

    Prossigamos.

    "mas pelo aumento das tarifas públicas como luz, água, gás de cozinha, tarifas de ônibus e combustíveis."

    O aumento das tarifas não foi obra do acaso. As tarifas não subiram por desígnio divido. As tarifas subiram porque houve expansão da oferta monetária. Mais especificamente no caso do Brasil, elas ficaram congeladas enquanto a oferta monetária se expandia (e, consequentemente, a moeda era desvalorizada), e em seguida tiveram de ser corrigidas à luz dessa desvalorização da moeda.

    A causa do aumento das tarifas, no final, foi a mesma de sempre: inflação monetária (causada tanto pela expansão do crédito dos bancos estatais quanto pelos déficits orçamentários do governo).

    Há vários artigos sobre esse tema no site, mas se eu tivesse de sugerir apenas um, que seja bem completo, seria este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466

  • SRV  25/01/2017 14:09
    Ronaldo da Silva Alves,

    A resposta do Leandro foi completíssima. Eu acrescento apenas que você vai ouvir muito as expressões "inflação de demanda", "inflação de oferta", "inflação de custos". São expressões usadas pelas escolas keynesianas e suas vertentes.

    Como você verá ao estudar mais profundamente, essas diferenciações de "tipos" de inflação são apenas mais erros e levam a muitas conclusões equivocadas sobre as soluções. É por isso que sempre há problemas com as economias Keynesianas.

    Bons Estudos!
  • Gustavo Franco  25/01/2017 15:11
    Cuidado com os estruturalistas, meu caro. Esses aí são os ''amigos da inflação'' como Gustavo Franco bem definiu. Para os iluminados, a inflação sempre tem uma mística que a impede de ser combatida com as políticas convencionais. Uma hora é a inflação inercial, outra hora é a inflação do tomate e agora é a inflação dos preços administrados.

    Inflação é o aumento da quantidade de dinheiro na economia, mas se for seguir a lógica do mainstream, a suposta ''inflação dos preços administrados'' nada mais é do que uma inflação de demanda que foi represada e está estourando agora...
  • SRV  25/01/2017 16:12
    Exatamente caro Gustavo Franco,

    Cada hora surge uma desculpa diferente pra inflação, e um remédio "novo" com efeitos colaterais muitas vezes piores do que a doença.
  • End the FED  25/01/2017 17:14
    O Leandro foi no ponto quando disse que não podemos considerar "inflação" e "aumento de preços" como sinônimos, apesar de hoje em dia até os economistas fazerem isso.

    Uma das primeiras coisas que aprendi aqui no IMB é que quando se fala em "inflação" esta se falando em "inflação monetária", e o "aumento de preços" é mera consequência dessa "inflação monetária".
  • marcela  25/01/2017 13:45
    O Trump diz que quer fazer a américa grande de novo,porém, tanto ele como seus secretários já disseram que vão enfraquecer o dólar.Eu trago aqui trecho de artigo do IMB que diz o seguinte:"De 1983 a 2000, o preço do dólar se manteve relativamente estável em relação ao ouro.  Naturalmente, esses foram os anos da pujança americana.  Alto crescimento, fartos investimentos, baixa inflação de preços, padrão de vida inigualável, pujança tecnológica, domínio econômico global.  A quantidade de pessoas empregadas em relação à população total alcançou um nível que não mais foi superado. Vale observar que grandes empresas tecnológicas como Microsoft, Intel e Apple, embora tivessem sido criadas em décadas anteriores, só realmente se expandiram forte na década de 1980, quando abriram seu capital.  Adicionalmente, a Cisco foi criada na década de 1980, e a Google, em 1998.  E não nos esqueçamos da incrível Amazon, fundada em 1994".Assim sendo, se o Trump realmente quer fazer a américa grande de novo ele deveria apreciar o dólar frente ao ouro,pois depreciando a moeda americana ele vai é levar o país para a recessão.O Bush deixou o país à beira da recessão justamente por causa do dólar fraco,então essa questão é de primordial importância não apenas para americanos,mas também para nós brasileiros,visto que foi o dólar barato que causou o boom das commodities e a pujança do governo do molusco que não fez nada além de discursos patéticos.Foi o FHC que saneou os bancos e foi o Bush que deu o dólar barato,então o molusco surfou na onda gerada pelo FHC-BUSH.É consolador para antipetistas saberem que o crescimento na década de 2000 não foi por causa do PT,mas aconteceu "apesar do PT".Aliás,se não fosse o PT teríamos crescido até mais naquela época,e a prova disso é que nossos vizinhos ,exceto o México, cresceram bem mais que a gente,sendo que a Colômbia e o Chile,não sofreram recessão e estão aí de pé.Evidentemente nós só vamos nos levantar por que nos livramos do PT.
  • Carlos Felipe  25/01/2017 13:46
    Bom sou novo no estudo de economia e li alguns livros por exemplo "Não Sr. Comuna", mais uma coisa que não me deixou claro a cerca da inflação e o seguinte:

    Se não houver aumento de produtividade e muito dinheiro no mercado ou seja "crédito" gera escassez e crise certo?!

    Agora uma duvida se o governo injeta muito dinheiro no mercado conseguintemente o empreendedor vai vender mais, ou seja vai acumular capital e reinvestir, então me fica a dúvida porque o aumento de dinheiro e ruim?? se o empreendedor vender tudo que tem, ou alugar todos seus prédios, e só com o lucro que teve aumentar a produtividade, comprar mais casas etc...

    Alguém pode por favor me ajudar nesta dúvida abraço!!!
  • Evandro Tragancin  25/01/2017 18:13
    Boa tarde Carlos. Imagine a moeda (dinheiro) como qualquer outro bem da economia, ele é escasso, essa é a primeira regra da economia, que os políticos costumam não respeitar. Quando você aumenta a quantidade de uma produto na economia, o preço dele cai, com a moeda não é diferente. Esse "dinheiro novo" que os investidores terão não valerá a mesma coisa que valia antes da inflação ter subido, por isso aquela piada dos 50 reais "Javali". A medida que o consumo aumenta, os salários aumentam, os preços dos serviços sobem, o preço das mercadorias sobem, e assim vai, e se a expansão da base monetária não parar, isso vira uma bola de neve e consequentemente hiperinflação. Moeda fiduciária não é garantia de progresso. Espero ter ajudado. Leia Mises e Hayek, ajudará a entender os perigos da inflação. Abraço.
  • Carlos Felipe   26/01/2017 01:10
    Obrigado evandro e SRV, Pelos comentarios ajudou bastante....comprei o livro as seis liçoes do mises qui mesmo to esperando chegar espero que no livro ele deixe mais claro ainda isso.

    Bom então pelo que entendi o certo para combater a inflação de preços e menos dinheiro na economia certo?!
  • SRV  25/01/2017 19:56
    Carlos Felipe,

    Completando a resposta do nobre amigo Evandro Tragancin, você precisa lembrar que a moeda emitida pelo governo não entra na economia de maneira uniforme. Ela entra através do sistema financeiro. Os bancos, em posse do novo dinheiro, são beneficiados pois irão comprar bens e serviços e realizar investimentos ANTES dos preços começarem a subir em decorrência do excesso de dinheiro.

    Conforme o dinheiro começar a circular e afetar os preços, a população enfrentará preços mais altos mas sem ter ainda recebido aumentos salariais. Ou seja, além de causar inflação/hiperinflação, o dinheiro injetado pelo governo traz benefícios aos que podem usá-lo primeiro, e prejuízos aos que acabam recebendo por último esse dinheiro. Funciona como um concentrador de renda, já que os primeiros a usar são os bancos, e os últimos são os trabalhadores em geral.

    Espero ter contribuído. Abraços.
  • Ronaldo da Silva Alves  25/01/2017 18:42
    Muito obrigado Leandro pela gentileza. Faltou apenas obras que a EAE indica referente ao tema.
  • David   26/01/2017 03:48
    estou lendo muito sobre economia nesse site e minha cabeça esta abrindo...Muito obrigado para todos que colaboram com postagens, perguntas e respostas, aprendo bastante com as explicações!!!
  • Rafael  26/01/2017 07:32
    Muita imaginação, muito irrealismo, não é à toa que a Escola Austríaca não é levada a sério na academia:

    "Mises fez importantes contribuições à economia monetária, teoria dos ciclos de negócios e obviamente economia socialista; porém, seus escritos posteriores sobre os fundamentos da ciência econômica são tão idiossincráticos e dogmaticamente enunciados que temos até dúvida que tenham sido levados a sério por alguém. Como Paul Samuelson (1972, p. 761) disse certa vez:

    'No que diz respeito à escravidão, Thomas Jefferson disse que, quando ele considerava que havia um Deus justo nos céus, ele temia por seu país. Bem, no que diz respeito às colocações exageradas que costumavam ser feitas na economia com relação ao poder da dedução e do raciocínio a priori - pelos escritores clássicos, por Carl Menger, pelo Lionel Robbins de 1932 (...) por Ludwig von Mises -, eu tremo pela reputação de minha disciplina. Felizmente, deixamos isso para trás'" BLAUG, M. (1980) Metodologia da Economia, p. 130. Edusp.

    - Mark Blaug é uma das referências em história do pensamento econômico e metodologia econômica.
    - Paul Samuelson foi o primeiro americano a ganhar um Nobel de Economia.?
  • Donatello  26/01/2017 10:17
    Sim, Paul Samuelson é "sensacional". Na edição de 1989 de seu livro-texto, Samuelson escreveu: "A economia soviética é a prova cabal de que, contrariamente àquilo em que muitos céticos haviam prematuramente acreditado, uma economia planificada socialista pode não apenas funcionar, como também prosperar".

    https://utopiayouarestandinginit.com/2015/01/24/paul-samuelsons-repeated-predictions-of-the-soviet-union-economy-catching-up-with-the-usa/

    Exatamente no mesmo ano, o comunismo começou a desabar. Dois anos depois, toda URSS implodiu.

    Taí um homem de visão.

    Quanto a Mark Blaug, ele é famoso por fazer ad hominens. Essa afirmação dele é um clássico exemplo. Cadê a argumentação?


    Certa vez perguntaram a Bobby Fischer do que ele mais gostava quando jogava xadrez. Ele respondeu: "Adoro ver meus oponentes gemerem".

    Austríacos são o Bobby Fischer da economia: quanto mais acertam suas previsões, mais seus oponentes gemem.
  • Cláudio Santos  27/01/2017 11:24
    Fantástico artigo que promove a compreensão de um tema não muito comum ou simples para maioria dos cidadãos de nosso país, abriu muitos horizontes em minha mente e espero que outros tantos possam se beneficiar dos mesmos valores, desde já agradeço e deixo aqui o site que tem me ajudado bastante a investir de forma consciente e precisa para outros que se interessam pelo tema. Um forte abraço a todos e muito sucesso!

    melhorinvestimentohoje.com/
  • Emerson Luis  01/04/2017 13:45

    Compreenda esses pontos e entenderá mais de Economia do que certos especialistas.

    * * *
  • Adão  21/01/2022 15:36
    Imaginem um sistema em que todos são "iguais" perante os demais, e cada um tem direito a voto para eleger os seus representantes os quais, supostamente, devem atuar de acordo com os interesses de seus eleitores.
    Esses eleitos, supostamente, tem o interesse em atuar no melhor interesse de seus eleitores pois, se não agirem assim, os eleitores os tiram na próxima eleição.

    Assim, esse pessoal que se elegeu não vai aumentar seus próprios salários demasiadamente pois sabem que seus eleitores não gostarão disso.
    Esses eleitos vão escolher outros funcionários pra trabalhar consigo, e terão que escolher os melhores ao custo mais baixo possível, pois novamente, se não fizerem assim, o mal trabalho ou o trabalho muito caro, sai do bolso dos seus eleitores que não irão reeleger tais eleitos se não estiverem satisfeitos com os seus trabalhos.

    Muitos aqui poderiam pensar que eu estava falando da democracia, do sistema político atual é mais aclamado de todos os tempos e que é também alvo de pesadas críticas dos libertários.

    Pois bem, o que eu descrevi na verdade eh o funcionamento de uma sociedade por ações. O supra sumo do capitalismo liberal. Curiosamente, esses sistema se espelha nas sistemáticas das democracias liberais… mas adivinha qual sistem os libertários criticam?

    Se os governantes se tornam tiranos, por que os conselheiros de companhias abertas também não agem como tiranos?
  • Marcos  21/01/2022 16:59
    Conselheiros de empresas vivem à custa dos cidadãos, ao contrário dos governantes, que vivem à custa dos pagadores de impostos.

    Mais ainda: conselheiros de empresas não impõe leis e regulações vinculantes, ao contrário de políticos e burocratas, que têm o poder de mandar na vida de todos.

    Diferenças cruciais.
  • Adão  22/01/2022 02:05
    "Conselheiros de empresas vivem à custa dos cidadãos, ao contrário dos governantes, que vivem à custa dos pagadores de impostos."

    Conselheiros vivem as custas da empresa, logo, de seus acionistas. Mesma lógica do políticos que vivem as custas dos impostos dos cidadãos.

    —————————-
    "Mais ainda: conselheiros de empresas não impõe leis e regulações vinculantes, ao contrário de políticos e burocratas, que têm o poder de mandar na vida de todos."

    Impõem sim. Impõem regras de funcionamento da empresa, direcionamento do planejamento estratégico DA SOCIEDADE e do funcionamento e relação da empresa com o dinheiro dos acionistas da mesma forma que os políticos fazem nas vidas dos cidadãos

    ———————————————
    "Conselheiros de uma S.A. podem criar privilégios para si mesmos ? Políticos podem, praticamente sem limite."

    Claro que podem. Os conselheiros aprovam o funcionamento da empresa e os gastos que os mesmo tem para o "funcionamento da maquina". Igual os políticos fazem!

    —————————
    " Conselheiros são eleitos por gente que não investiu nada na empresa ? Políticos são eleitos por gente que vive de dinheiro tomado à força dos outros."

    Em tese todo cidadão é dono de uma parte do patrimônio do Brasil.
    Se eu sou acionista do Itaú, e o banco contrata uma empresa minha pra prestar serviço, eu não passo a ter menos direito na SA por eles contratarem minha empresa.
    Conclusão errada a sua!

    ———————————
    "Conselheiros podem roubar dinheiro alheio para tampar os rombos causados por suas decisões erradas ? Políticos podem, e fazem isso constantemente."

    Tem conselheiro que também faz isso por aí. Pegam financiamento para cobrir os rombos que fazem na empresa.
    Se os acionistas acham isso ruim, eles tiram os conselheiros na AGO seguinte!
    Se os políticos fazem besteiras, os cidadãos os eliminam na eleição seguinte!
    O paralelo é idêntico!
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  22/01/2022 21:52
    "Conselheiros vivem as custas da empresa, logo, de seus acionistas. Mesma lógica do políticos que vivem as custas dos impostos dos cidadãos."

    Conselheiros vivem dos CLIENTES que VOLUNTARIAMENTE compram da empresa. Eu não votei em NENHUM daqueles políticos que estão no congresso hoje, mesmo assim, tenho de pagá-los.

    "Impõem sim. Impõem regras de funcionamento da empresa, direcionamento do planejamento estratégico DA SOCIEDADE e do funcionamento e relação da empresa com o dinheiro dos acionistas da mesma forma que os políticos fazem nas vidas dos cidadãos"

    É. Mas essas regras afetam apenas quem está lá na empresa onde eles trabalham. Regras inventadas por nababos públicas afetam todo mundo.

    "Claro que podem. Os conselheiros aprovam o funcionamento da empresa e os gastos que os mesmo tem para o "funcionamento da maquina". Igual os políticos fazem!"

    Aprovação do orçamento de uma empresa, seja lá como for feito, afeta só a empresa. Orçamento feito por políticos afetam todo mundo.

    "Em tese todo cidadão é dono de uma parte do patrimônio do Brasil.
    Se eu sou acionista do Itaú, e o banco contrata uma empresa minha pra prestar serviço, eu não passo a ter menos direito na SA por eles contratarem minha empresa.
    Conclusão errada a sua!"

    Legal. Ja que sou dono do patrimônio do Brasil, acho que vou arrendar as cataratas do Iguaçu para a Disneylândia.

    "Tem conselheiro que também faz isso por aí. Pegam financiamento para cobrir os rombos que fazem na empresa.
    Se os acionistas acham isso ruim, eles tiram os conselheiros na AGO seguinte!
    Se os políticos fazem besteiras, os cidadãos os eliminam na eleição seguinte!
    O paralelo é idêntico!"

    Sim. Mas se conselheiros escorregam no tomate, só a empresa deles é afetada. Ah, se você acha que políticos ruins podem ser tirados do altar assim, nos explique o que Sarney, Collor, Renan Calheiros e afins estão fazendo lá no congresso.
  • Adão  23/01/2022 02:46
    Seus argumentos se resumem a dizer que as besteiras ocorridas na democracia das empresas diz respeito só a elas, e quem se sente lesado que venda sua participação.

    Achou que os conselheiros de Petrobras fizeram besteira? Vende Petrobras e Compra Vale ou Itausa… JBS teve roubo? Vende e compra BRF!

    Analogamente, você pode falar isso a nível de pais. Não gostou dos políticos do Brasil? Mete o pé e vai Uruguai, Suriname, Indonésia, Arábia Saudita etc. tem muito roubo na Venezuela? Vai pro México ou Islândia?

    E mais, sou acionista de uma empresa da bolsa e o conselheiro que votei não ganhou a eleição, mesmo assim ainda estou nela!
    Sou acionista de banco, mas mesmo assim passo por constrangimento na porta giratória… sou acionista da Azul mas nem por isso tenho direito a "pegar minha parte" em aviao…

    O sistema capitalista das empresas é absurdamente similar ao de um governo !
  • Evandro  23/01/2022 12:49
    Essa sua comparação é séria?

    Se uma empresa faz merda, eu vendo suas ações (e o prejuízo é exclusivamente meu e dos acionistas).

    Se o governo de um país faz merda, a vida de toda a população é afetada, a moeda se esfacela e ninguém mais sequer tem patrimônio para bancar uma mudança para outro país.

    E detalhe: nem sempre é permitido você se livrar da nacionalidade original para fins tributários (um americano continua sendo obrigado a pagar impostos para o governo americano mesmo que ele passe a viver para sempre em outro país com outra nacionalidade), nem sempre você pode entrar em outro país e nem sempre é permitido você sair do seu próprio país.

    E em 100% dos casos seu patrimônio é dizimado.

    Sim, sim … a administração da Magazine Luiza fazer merda é igualzinho aos governos federal e estaduais fazerem merda.
  • anônimo  23/01/2022 16:40
    Evandro, se os conselheiros e diretores (eleitos pelos conselheiros) fazem merda, suas ações caem E SEU PATRIMÔNIO TAMBÉM DEAVALORIZA.

    Vc pode, sim, vender suas ações e se livrar dos micos.

    Assim como vc pode sair do país e se livrar das agruras desse país, se eles estiverem fazendo besteira.

    Dessa maneira, as melhores mentes saem e vão pagar impostos em outro país.
    Esse mecanismo dos EUA praticamente é inócuo! Manda o tio SAM ir lá buscar os impostos dos americanos que vivem na China ou na Coreia do Norte pra ver a banana que ele receberá! Seria até cômico.

    E tantos os conselheiros das empresss quanto os políticos estão sujeitos a eleições periódicas, se fazem besteiras, os eleitores, sejam cidadãos ou sejam acionistas, cortam a cabeça dos maus gestores. Simples assim.
    E se tais gestares ruins permancem nas empresas ou nos governos dos países, os acionistas ou cidadãos pulam fora!
  • Ex-microempresario  21/01/2022 17:08
    Conselheiros de uma S.A. podem criar privilégios para si mesmos ? Políticos podem, praticamente sem limite.

    Conselheiros podem criar milícias armadas para impor à força suas vontades ? Governadores têm as PM´s, prefeitos têm a Guarda Municipal, deputados têm a Polícia Legislativa.

    Conselheiros são eleitos por gente que não investiu nada na empresa ? Políticos são eleitos por gente que vive de dinheiro tomado à força dos outros.

    Conselheiros podem roubar dinheiro alheio para tampar os rombos causados por suas decisões erradas ? Políticos podem, e fazem isso constantemente.

    Então, os seus três primeiros parágrafos são válidos para falar de uma S.A., mas são apenas mentiras recorrentes quando se trata do governo.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  21/01/2022 21:49
    "Se os governantes se tornam tiranos, por que os conselheiros de companhias abertas também não agem como tiranos?"
    Simples. Se conselheiros tiranizarem demais, seus funcionários pedem as contas, os acionistas liquidam suas partes da empresa e os clientes vão comprar em outro lugar.
  • Necati   22/01/2022 16:06
    Nunca tinha pensado por esse prisma.
    Na verdade essas empresas listradas em bolsa funcionam como mini democracias.
    Mas sempre tem briga entre os socios
  • xerer  27/01/2022 01:59
    Sua comparação só faria sentido se apenas os pagadores de impostos fossem autorizados a votar. Enquanto metade da população produz e paga impostos outra metade parasita e recebe impostos, não faz o menor sentido a comparação de uma S.A com a nossa fake democracia. Seria como se a decisão de um diretor de uma determinada S.A criasse vínculos jurídicos a outra S.A ou a outros acionistas de outra S.A.
  • Peter é o Papai Noel Ancap  21/01/2022 17:11
    Alguém aqui já pegou alguma matéria de História Econômica do Brasil na faculdade? A maioria dos professores usa como livro-texto "Formação Econômica do Brasil", de Celso Furtado. O que acham desse livro? Existe algum contraponto, mais ligado à Escola Austríaca, que fale sobre a evolução da economia brasileira?
  • Felipe  21/01/2022 20:49
    Esse livro eu não li, mas o Celso Furtado é do cepalismo, de vertente desenvolvimentista (até hoje o Brasil é amaldiçoado por essa ideologia).

    Um livro que, de maneira básica, aborda a história econômica do Brasil, é o livro "História da riqueza do Brasil", do Jorge Caldeira. Vai do Brasil Colônia (que eu penso ser a melhor parte) até o Brasil das últimas décadas. Apesar que nesse livro ele erra, tentando amenizar o desastre que foi o chamado encilhamento.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  21/01/2022 21:40
    Academia brasileira é autores de viés socialista ou cai nos cepalinos Furtado e Prebisch. Particularmente, seus livros como fonte histórica de como se deu a evolução da economia nacional não são ruins. Mas como receita e solução para os problemas econômicos já não são grande coisa, visto que as políticas cepalinas foram largamente adotadas no Brasil e em outros países latino-americanos.
  • Felipe  21/01/2022 20:47
    O que pensam desse artigo do Joaquim Levy? Mostrou alguns pontos de otimismo sobre a economia brasileira.
  • thiago  22/01/2022 04:03
    Com a mudança constitucional, o governo não seria obrigado a compensar a redução dos impostos sobre combustíveis com a elevação de outros tributos, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O governo não deu estimativa sobre quanto custaria zerar os tributos federais sobre os combustíveis.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/01/governo-ja-teme-pico-de-inflacao-na-campanha-e-ve-saida-em-pec-de-combustiveis.shtml

    Esse trecho da reportagem deixa claro que o governo está abrindo mão de arrecadação, ou seja, está diminuindo pelo menos nominalmente a carga tributária, qual o motivo da crítica? existe alguma razão para que isso não seja positivo?

    Toda redução de impostos nunca devia ser acompanhada de aumento de impostos de outro setor econômico, quem defende isso é um imbecil completo...
  • Ronald ''Ronnie'' McCrea  23/01/2022 02:33
    Quem aumenta os impostos lá na estratosfera são os governadores estaduais. Tudo por birra política. Sempre foi assim desde março/2020. E o povo só se ferra.
  • Estudante  22/01/2022 04:57
    Pessoal das Criptos, o que será de 2022? Ano de inflação alta e alta de juros aqui e nos EUA, como ficará as criptos?
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  23/01/2022 03:37
    Creio que as criptos vão entrar em um período de baixa este ano. Governos estão tentando reverter a desvalorização de suas moedas com o aumento de juros, assim sendo, vão atrair as pessoas para investimentos baseados nelas. Quem estava esperando uma oportunidade para comprar criptos, a hora é boa.
  • Estudante 2  22/01/2022 22:32
    É verdade que o Bolsonaro pode reduzir os impostos de importação e liberar a importação de produtos e carros usados, só em uma canetada? Revogando portaria, é verdade?
  • Yuri  23/01/2022 02:14
    Ele fez exatamente isso com as tarifas de importação de pistolas.

    O que houve em seguida? O STF imediatamente vetou a medida.

    E adivinhe só? O ministro Fachin alegou que a zeragem de tarifas de importação prejudicaria a Taurus. Ou seja: o STF simplesmente passou a fazer política industrial no país.

    Um tiro no nosso pé: agora, o STF também faz política industrial

    Quem manda no país é o STF, meu caro. Em tudo. Em todas as áreas. Votar é apenas uma formalidade cumprida por otários. Bolsonaristas já entenderam isso há muito tempo (e enfiaram o ratinho entre as pernas). Petistas vão entender daqui a dois anos.
  • Ronald ''Ronnie'' McCrea  23/01/2022 19:52
    O que mais estou vendo é que se instalou uma atmosfera de medo no Brasil. Vejo grupos no telegram xingando Bolsonaro a rodo dizendo que ele é impotente, não manda em nada, chamando ele de genocida pois tem a absoluta certeza de que ele não fará absolutamente nada em represália pois é um direito da liberdade de expressão, como tambem outros grupos do telegram difamando pessoas que comem carne e tomam café e refrigerante dizendo que são automaticamente inimigos de Deus sabendo também que não haverá represálias por parte desses ditos comedores de carne e bebedores de café, mesmo sabendo que eles se sustentam economicamente por isso. Mas o que mais estou reparando é que, absolutamente ninguém está xingando os ministros do Supremo Tribunal Federal com medo de represálias(talvez com exceção xingando os governadores estaduais e prefeitos, mas acho que até isso é raro.) Conhecido como UBER black na porta da casa de vossas senhorias as 6h da manhã em pleno domingo, especialmente depois de uma noite de sábado, eu diria, bem merecida com as suas esposas. Ninguém quer ir em cana nessas condições. Lembram da Sara Winter que só soltou fogos de artifício as 3h da madrugada de domingo no predio do STF? E depois disso ela foi em cana. Dá para perceber, mas se ficarem sem fazer absolutamente nada, nem mesmo protestos, e se o lula voltar, é paredon na certa.
  • Ronald ''Ronnie'' McCrea  23/01/2022 02:31
    ''Petistas vão entender daqui a dois anos.''

    Acho que não. Se o lula voltar, vão querer fingir amnésia e que os 4 anos de Bolsonaro no palácio do planalto nunca aconteceram e pra eles tudo vai voltar ao que era. Talvez não.
  • Ronald ''Ronnie'' McCrea  23/01/2022 02:38
    ''O que houve em seguida? O STF imediatamente vetou a medida.''

    Enquanto isso o STF tá mandando seus seguranças se armar comprando armas. Eles temem uma possível revolta geral no Brasil.
  • Felipe  23/01/2022 16:21
    "México retira todas as exigências referentes à pandemia"

    Andrés Manuel López Obrador fazendo o que o Bolsonaro não foi capaz de fazer. Antes nem teste negativo se exigia. Agora nem formulário irão mais exigir.

    O México já dava uma pancada no Brasil em questão de turismo, agora tomaremos mais uma.

    Parabéns aos envolvidos.
  • Felipe  23/01/2022 20:09
    Não sei vocês, mas acho curioso agora o Paulo Guedes falar que os outros bancos centrais estão"dormindo no volante", sendo que o daqui dormiu por bastante tempo também. O daqui foi um dos que mais exageraram na queda dos juros e o próprio Guedes falou em "chuveirar dinheiro na economia". Tanto é que aqui o índice de preços explodiu antes de muitos locais do mundo.

    O que pensam sobre?

    O BCB deveria ter acendido o sinal amarelo lá em dezembro de 2020, quando já tinha estourado o centro da meta. É obra do sistema de metas (altas) de inflação. É ilógico alguém perseguir uma meta de perda de poder de compra anual.
  • Trader  24/01/2022 00:40
    Antes tarde do que....

    Mas agora o estrago já está feito, inclusive em termos políticos. A insana barbeiragem de 2020 causou o IPCA de 2021, e agora causará os juros altos (necessários) e a recessão (inevitável).

    Por causa de uma única barbeiragem monetária, vão entregar tudo de volta para o PT. (Povão vai votar no Lula porque está compreensivelmente puto com os preços da carne e da gasolina).

    Eu sempre insisto (com quem converso) que a questão mais crucial da economia é a moeda e a sua gestão. Se um político cagar na moeda, um abraço. Pode esquecer qualquer chance de reeleição.
  • Felipe  24/01/2022 01:28
    Calma, muita coisa pode acontecer.

    O Lula sabe que tem pouca chance de ganhar, por isso o seu desespero em se aliar a Alckmin (se é que PT e PSDB tenham firmado o Pacto de Princeton). A parte econômica beneficiou ele, mas esse monte de coisa de corrupção dele e do partido mancharam a sua reputação, tanto é que nem consegue sair na rua sem ser xingado, que é o diferente do que acontece com o Bolsonaro. Em 2006 sim, houve o Mensalão, mas de 2006 para 2022, muitas outras coisas foram descobertas.

    Economia importa muito, mas corrupção também. Peter Turguniev acertou quase todas as suas previsões sobre o cenário político brasileiro.

    A Dilma foi reeleita num ano de recessão...
  • Ronald ''Ronnie'' McCrea  24/01/2022 06:36
    Se lula voltar, vão comer cocô. O dele.
  • Robson Santos   24/01/2022 12:32
    É isso aí, foi uma armadilha perfeita, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Ou seja, se baixar na caneta da agora o preço da gasolina, não terão moral nenhuma pra criticar o que o PT fez com a Petrobras, e absolve o maior crime econômico praticado pelos socialistas.
  • anônimo  24/01/2022 18:19
    O problema nem é s inflação.
    O problema é a inflação COMBINADA com baixo crescimento, alto desemprego, e queda REAL dos salários.

    Se o país crescesse, os salários subissem um pouco mais que a inflação e o desemprego estivesse baixo, aí não teria problema algum a inflação de menos de 10%
  • Poubel  24/01/2022 23:42
    Deu aula!
  • Carlos Eduardo  24/01/2022 19:13
    O bitcoin vem caindo por causa da perspectiva de alta dos juros americanos.
    Isso não seria um sinal de fragilidade da criptomoeda?
    Pois se fosse forte, ela resistiria até a isso.
    Todo mundo que juros baixo fazem os investidores migrarem para investimentos especulativos. Até os austríacos tem essa percepção.
    E querendo ou não, o bitcoin, na sua curta vida, somente viveu em períodos de baixíssimos juros. Não sabemos o comportamento que tomará quando os juros subirem.
    Poderiam ser as criptomoedas malinvestments?
  • anônimo  24/01/2022 22:49
    nao confunda o bitcoin , que tem fundamento e é moeda, com outras promessas que algum fabricam e chamam de criptomoedas. isso é enganativo. ja ouviu falar da febre das tulipas na holanda?
    um dia o preço das tulipas subiu 60 vezes num dia , e o cara que investiu milhoes no negocio recebeu por sorte o retorno de 60 vezes e ficou muito mais milionario. a historia se espalhou e logo vieram os espertos que sempre existiram desde que inventaram o dinheiro: eles vendem promessas em troca do dinheiro das pessoas.
    prometiam retornos iguais ao da primeira vez e tudo que as pessoas tinha que fazer era lhes dar dinheiro. isso virou especulação. mas era provocada inicialmente pelo excesso de ouro que stava na holanda na epoca. por isso os titulos se valorizaram muito em pouuco tempo. mas não tinha mada que garantisse que as tulipas iriam continuar se valorizando par sempre.
    os especuladores vendiam para o povo os titulos de investimentos em tulipas. e a procura fazia subir . era so promessa. no papel.
    muito semelhante aos efeitos da expansao monetaria provocada pelos bancos centrais. o problema não era a tulipa. era o dinhero farto(0 ouro em excesso). tanto é que ate hoje a holanda continua produzindo tulipas e continua vendendo pro mundo todo ate hoje.
    o problema não é o bitcoin. ele é um ativo real. mas pessoas querem dinheiro farto, ficar ricas sem esforço. e começaram as promessas das outras moedas lixo. o bit coin serviu como trampolim, pois teve valorização boa, e os que perferam o bonde acreditam que as moedas lixo vao ter o mesmo destino(sao puras promessas e promessas nas maãos de quem faz é garantia de calote)
    ja malinvstments sao outra coisa. é quando vc compra um terreno por mil reais e planta tomate, cujo faturamento ia ser de 800 reais( um prejuizo que vc iria ver na sua contabilidade na venda).
    mas o gov imprimiu dinheiro e os preços dobraram. agora seu faturamento nomiral é 1600 e vc pensa que esta no lucro. e compra mais terrenos achando que esta ganhando e se endividando. mas quanto maior a taxa de inflação , mais vc pensa que esta tendo lucro e essa distorção faz vcc continuar investindo npos tomates e perdendo dinheiro. vc so per ebe o erro quando o gov interrompe a expansao monetaria. no exemplo vc esta perdendo 20 por cento a cada mil reais investido. mas devido ao aumento dos precos nominais vc acha que esta ganhando 600 a cada mil. se não tivesse tendo a expansao voce veria o erro e não investiria mais em tomates.
    isso é um malinvestiment. ja
    ja o bitcoin é moeda. não é investimento. vc esta trocando bens por dinheiro. se vc se engana com a moeda que vc compra é ' especulação', promessa de quem vende. o problema não é a moeda, mas " quem a vende". essas moedas lixo que surgem sem nenhum fundamento não sao comparaveis ao bitcoin, mas seus preços hoje so se sustentam pelas promessas dos seus realizadores
  • anônimo  24/01/2022 23:21
    Uma bolha não significa que o ativo em questão não tenha valor, apenas o preço pode cair
  • Investidor Cauteloso  24/01/2022 20:31
    Esse ano teremos crescimento econômico na faixa de 2%, talvez até mais.
    As pessoas que se baseiam pelo boletim Focus que prevê estagnação ou recessão estão vivendo em realidade paralelas.
    Esse ano a formação bruta de capital privado está bem alta. A taxa de investimentos no PIB já chegou a 20%
    O Brasil continua oferecendo juro real tanto no CDI quanto em títulos longos, a inflação não vai durar muito tempo.

    As empresas brasileiras estão com múltiplos muito baixos, precificando um risco não condizente com a economia atual.
    Foi liberado investimento em Saneamento, gás natural e ferrovias.
    As empresas estão bem mais cautelosas, menos endividadas e mais eficientes.
    Petrobras foi ano passado a décima empresa mais lucrativa do planeta.
    Só esse ano 18 bilhões de investimento entrou na B3

  • Felipe  24/01/2022 23:27
    Apesar do desastre na política monetária e fiscal, não dá para negar a postura pró-mercado do Bolsonaro, ainda que de maneira discreta.

    Marcelo Queiroga parece (eu não sei) estar com ideia de aumentar a oferta de planos de saúde privados no país com o sistema open health. O Wentraub eu lembro que pensou em cortar impostos sobre o ensino privado.

    Bolsonaro quer incluir ICMS em uma PEC para zerar impostos de combustíveis. São R$ 100 bilhões (só de ICMS em combustível) todos os anos para sustentar essas máquinas estaduais intocáveis. Se estivéssemos nos anos 1980, o governo federal iria congelar os preços dos combustíveis ou, na melhor das hipóteses, congelar os preços e subsidiar. O Lasso congelou os preços de alguns combustíveis (a gasolina de melhor qualidade continua com preços livres), não tenho a mínima ideia se ele fez isso igual a Dilma ou se foi igual ao Sarney. Sindicatos de lá são muito briguentos. O Rafael Correa também comprou briga com sindicatos, por ele ter passado uma lei para tirar privilégios do funcionalismo.

    Quando o Jamil Mahuad passou a lei de dolarização, teve protesto de sindicato também (os sindicatos preferiam a hiperinflação?).
  • Raphael  25/01/2022 00:38
    Sindicato sempre defende o que não presta e é ruim para os pobres. Pode olhar. Sem exceção.

    Hiperinflação é péssima para trabalhadores, mas ótima para o alto baronato sindical. Quanto mais alta a inflação, mais desesperado fica o trabalhador, mais poder entrega aos sindicatos que ele pensa que irá defendê-los. Com efeito, a própria hiperinflação aumenta as receitas dos sindicatos, cujos líderes utilizam esse dinheiro para comprar dólares, imóveis (vide Brasil na década de 1980) e outros ativos caros, como relógios de ouro.
  • capitalista chinês  25/01/2022 11:05
    Felipe, para você, postura pró-mercado significa atos orais, simbólicos e uma meia dúzia de decreto presidencial meramente cosmético? Qual é a sua base de comparação, um partido socialista radical? Você é um cara inteligente e participativo, mas parece suscetível à chicana demagógica do bolsonaro.

    Se bolsonaro realmente se prestasse a consertar as máquinas estaduais, teria aderido ao plano Mansueto em 2020, no qual estados e municípios endividados teriam acesso a empréstimos com garantias da União desde que fizessem um ajuste fiscal para recuperar as suas finanças (extinção de estatal, reforma previdenciária, demissão de funcionalismo etc). O plano era simples e óbvio: ajeite as suas contas, me apresente um equilíbrio financeiro e fiscal e eu te dou dinheiro para investimentos; caso contrário, amargue as consequências com a sua gastança.

    Mas, tudo que REALMENTE é pró-mercado é sistematicamente sabotado por bolsonaro, ele atropelou o plano e transferiu dinheiro SEM QUALQUER CONTRAPARTIDA. Mansueto pediu demissão tão logo depois, já que percebeu que naquele mato não havia coelho.

    Além disso, já foi falado dezenas de vezes por aqui. Reduzir imposto sem reduzir a máquina é populismo alá Dilma Rousseff. Se estivesse preocupado em reduzir o preço das coisas, já teria enviado uma razoável reforma administrativa e tributária ao congresso, NÃO teria dado aumento aos servidores públicos e a si mesmo, NÃO teria aberto mais concursos públicos, NÃO TERIA SANCIONADO mais outra estatal este ano, NÃO estaria distribuindo emendas parlamentares com verbas recordes, NÃO teria ampliado o programa social de transferência de renda. NÃO teria aprovada aquele pavoroso orçamento. Ah, mas ele não pode fazer nada, né? o congresso e o stf não o deixam.

    Felipe, qual a consequência entre congelar o preço dos combustíveis ou subsidiar-lhe com dívida pública?
  • Trader  25/01/2022 14:10
    O Felipe está certo. Houve sim várias medidas pró-mercado (mas você, que mora na China e depende da imprensa para se informar, compreensivelmente não sabe).

    Hoje mesmo saiu esta:

    Mesmo sob a pandemia, pedidos de recuperação judicial caem em 2021 ao menor nível desde 2014

    Números não representam uma recuperação econômica, mas melhora artificial no ambiente de negócios promovida por políticas públicas pontuais

    www.infomoney.com.br/negocios/sob-a-pandemia-pedidos-de-recuperacao-judicial-caem-em-2021-ao-menor-nivel-desde-2014/

    Isso é por causa de medidas de desburocratização e também da Lei de Liberdade Econômica.

    O atual governo tomou muitas medidas corretas, mas, infelizmente, o Banco Central cagou tudo em 2020. E, como eu disse lá em cima, essa insana barbeiragem de 2020 causou o IPCA de 2021, e agora causará os juros altos (necessários) e a recessão (inevitável).

    Por causa de uma única barbeiragem monetária, vão entregar tudo de volta para o PT. (Povão vai votar no Lula porque está compreensivelmente puto com os preços da carne e da gasolina). A questão mais crucial da economia é a moeda e a sua gestão. Se um político cagar na moeda, um abraço. Pode esquecer qualquer chance de reeleição.

    Paciência, não se pode ter tudo.
  • Ex-microempresario  25/01/2022 18:39
    Trader, depois de tudo que o Leandro vêm dizendo sobre a política econômica, achei estranha sua frase "O atual governo tomou muitas medidas corretas, mas, infelizmente, o Banco Central cagou tudo em 2020." Dá a impressão que o Campos Neto fez o que fez contra a vontade do Guedes e do governo. É isso mesmo?
  • Trader  25/01/2022 19:46
    Aí você está me pedindo para interpretar o cérebro de terceiros. Eu não tenho capacidade nenhuma de saber se o Campos Neto seguia ou não ordens do Guedes.

    Eu estou analisando as ações efetivamente implantadas, e não o que os agentes que implantaram essas ações efetivamente pensavam.

    Dito isso, é sim minha crença (embora eu não possa prová-la) que o Campos Neto fez exatamente o que o Guedes pediu em termos de política monetária.

    Agora, não há contradição nenhuma em eu pensar isso e, ainda assim, fazer elogios.

    De minha parte (e eu sempre deixei isso claro aqui), digo que o Guedes sobre foi bom em termos de medidas desburocratizantes e pró-livre concorrência. Sobre equilíbrio fiscal, ele sempre defendeu (o que é bom), mas sempre falava em aumentar imposto (o que é péssimo). Ele é tarado com CPMF.

    Agora, sobre moeda, ele é chicaguista. Só fala bobagem sobre o tema. E nem me refiro à patacoada sobre "empregada doméstica ir pra Disney", não. Em específico, sua afirmação de que "moeda desvalorizada causaria reindustrialização do país e substituição de importações" é ridiculamente cepalina.

    Sua crença de que é possível desvalorizar a moeda sem que isso afetasse os preços dos itens básicos (consumidos por todos, mas que pesam mais sobre os mais pobres) demonstrava uma ignorância sobre questões essenciais de economia.

    Por isso, jamais vou entender a tese dele de que "mudar o mix" (câmbio desvalorizado e juros reais baixos) seria algo bom para a economia. Qualquer estudante de primeiro ano de ciências econômicas sabe que o resultado disso seria inflação de preços. Nem é necessário ser austríaco para se prever isso. Basta entender o básico de economia.
  • capitalista chinês  26/01/2022 13:07
    "mas você, que mora na China e depende da imprensa para se informar, compreensivelmente não sabe"

    eu não moro na China. E, em relação à imprensa, aquilo que eu leio, eu procuro racionalizar, atento à fonte de informação primária da notícia e a sequência lógica do jornalista. Não tendo vínculo emocional com um político, é raro eu ser vítima do viés da confirmação, assim como você acabou de ser. Tentou utilizar uma reportagem para argumentar. Sublinhou aquilo que te interessa, omitiu aquilo que não te interessa (o mais importante) e concluiu equivocadamente.

    De acordo com as suas próprias palavras: "Isso é por causa de medidas de desburocratização e também da Lei de Liberdade Econômica. "

    Porém, a sua conclusão está em desacordo com a fonte primária da reportagem:
    1. Macêdo e Wainberg explicam que, mesmo na pandemia, os empresários recorreram menos ao Judiciário em 2021 porque, entre outros fatores, foram renegociadas dívidas, realizados acordos extrajudiciais e novas linhas de crédito foram disponibilizadas.. Nenhum desses mecanismos utilizados tem algo a ver com a desburocratização e a LLE.

    2. Além disso, de acordo com os especialistas, as leis trabalhistas se tornaram mais flexíveis, o auxílio emergencial ajudou a manter o consumo e o advento da Lei nº 14.112/20 (nova lei de recuperação judicial e falências), que entrou em vigor em janeiro de 2021 e reformou a Lei nº 11.101/05, também contribuiu para a queda dos pedidos de recuperação. Isso porque a nova legislação traz uma certa insegurança aos atores sobre como ela será aplicada.. Concordo, houve uma singela desburocratização com a lei 14.112, mas esse lei nada tem a ver com a LLE como você concluiu

    Para deixar claro, a LEE é a lei n 13.874, em nenhum momento é mencionada na reportagem. Isso foi coisa tirada da sua cabeça às pressas para valer o seu ponto de vista. Além disso, se quiser debater sobre a eficácia da LEE, que, em quase sua totalidade é apenas um wishlist, podemos fazer.

    Francamente, eu nem faço ideia do porquê mencionar essa reportagem. É um argumento muito fraco para defender um governo supostamente pró-mercado: "governo facilita empresas a quebrarem".

    Não seria melhor? "governo fecha estatais e agências reguladores, demite funcionários públicos , elimina cargos políticos de confiança, não da aumento para o funcionalismo público, não abre concurso público", e, portanto reduz o imposto para a população.

    Vou aguardar aqui alguém me apresentar algo verdadeiramente pró-mercado do governo bolsonaro.
  • Trader  26/01/2022 16:11
    "Não seria melhor? "governo fecha estatais e agências reguladores, demite funcionários públicos , elimina cargos políticos de confiança, não da aumento para o funcionalismo público, não abre concurso público", e, portanto reduz o imposto para a população.""


    Entrou pesado em Nárnia. E ficou em Nirvana.

    Mas, estranhamente, acredita piamente em tudo que jornalistas dizem.

    Meu caro, eu citei um fato. E interpretei este fato (desburocratização e LLE, mas deveria ter incluído também a crucial reforma trabalhista, do saudoso Temer).

    Já você se apegou estritamente ao que diz o jornalista, que nem sequer é da área.

    Nada posso fazer.


    P.S.: é proibido o governo demitir funças (a menos que sejam pagos em contravenções).

    Quanto a concursos, este aqui vale?

    oglobo.globo.com/economia/sem-concursos-reajustes-governo-reduz-gasto-com-pessoal-pela-primeira-vez-em-mais-de-uma-decada-25054606
  • Felipe  26/01/2022 22:28
    Falando nisso, quero ver se alguém aqui dá depoimentos sobre isso aqui no IMB, quanto a tempo de abertura de empresa. O site Gov até que é decente. Tem um mapa interativo onde dá até para saber o tempo médio de abertura por cidade, por estado, quais tipos de empresas são mais comuns, natureza do negócio...

    Claro, isso não quer dizer que foi um choque como em Singapura ou Nova Zelândia, mas tem que ser comemorado sim.
  • Felipe  27/01/2022 23:38
    Com tantos lockdowns e distúrbios econômicos por causa disso, como que as recuperações judiciais em 2020 não superaram as dos anos 2015 e 2016?

    Segundo o texto ali do Info Money, isso vai cobrar seu preço em breve e que isso é artificial. Hum... será que eles poderiam talvez falar dos juros artificialmente baixos em 2020, que tornaram os empréstimos menos onerosos? Porque, de fato, os juros nesse patamar criam investimentos artificiais, embora seja difícil para mim ver se poderia se criar um ciclo econômico em meio a lockdowns. Os primeiros problemas desses juros já vimos (tais como desvalorização cambial, inflação monetária e inflação de preços), agora falta ainda ver a liquidação dos malinvestments.

    Vendo o gráfico histórico, por que mesmo em 2019, onde alegadamente houve crescimento econômico, os empréstimos para o setor privado continuaram em queda livre? Foi apenas por causa da queda do crédito estatal?
  • Trader  09/02/2022 19:24
    Mais uma:

    Brasil quebra recorde ao registrar 4 milhões de empresas abertas em 2021

    valor.globo.com/brasil/noticia/2022/02/09/brasil-quebra-recorde-ao-registrar-4-milhoes-de-empresas-abertas-em-2021.ghtml

    Detalhe:

    "O levantamento também aponta que o tempo médio de abertura de empresas diminuiu quase um terço em relação ao registrado no início de 2019 – caiu de 5 dias e 9 horas para 2 dias - e 57% dos novos negócios são abertos em menos de 1 dia.""

    Pergunto de novo ao "capitalista chinês": essa vale?

  • capitalista chinês  10/02/2022 00:57
    você me acusa de acreditar tudo em que jornalista diz e, ao mesmo tempo, é o único até agora trazendo notícias como fonte de informação para o debate.

    Para ser sincero, eu não vejo problema algum com notícias, contanto que a fonte primária da informação possa ser checada.

    Você citou, mais uma vez, na ânsia em validar o seu ponto de vista, uma notícia referente aos concursos públicos, datada em 10/06/2021. Todvia, convenientemente, esqueceu que o presidente da república assinou o orçamento de 2022 em janeiro deste ano, com abertura de 43mil vagas de concurso público, das quais 2.475 já entraram em execução.

    você diz que fechar estatais, agências reguladores e etc são coisas de narnia, porém os maiores processos de privatização e enxugamento da máquina pública brasileira ocorreram curiosamente num governo notadamente social-democrata antiprivatização, a contragosto dos presidentes em exercício a época: Itamar Franco e Fernando Henrique.

    Não apenas isso, o Fernando Henrique deixou um presente para os sucessores: Lei 9.491/1997 - O Programa Nacional de Privatização, que, em resumo, regulamenta a privatização/extinção das estatais criadas por decreto serem encerradas sem autorização do congresso nacional. Basta o presidente da repúbica em exercício querer. Agora, me diga, das cerca de 100 estatais hoje existentes e habilitadas para entrar no PNP que foram craidas por decreto, você consegue encontrar alguma que foi privatizada ou extinta no seu "acervo de medidas liberais do Bolsonaro"?

    Veja que curioso, o STF (aquele mesmo que não deixa o bolsonaro fazer nada), confirmou entendimento da Lei 9.491/1997 que não há necessidade de autorização legislativa prévia e específica para cada empresa pública cuja instituição foi feita, também, por lei específica. Com esse entendimento, o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal confirma a validade da inclusão de empresas estatais no plano de desestatização. A decisão foi por maioria de votos, em julgamento encerrado em 05/02/2021.

    Você propaga uma falácia que funcionários públicos não podem ser demitidos, sem se notar que existe há muito tempo previsão legal no art. 169 , § 4º , CF : quando a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, após adotarem as medidas de contenção de despesas com pessoal ativo e inativo como a redução de 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exoneração dos não estáveis, essas não forem suficientes para adequar os gastos dentro dos limites estabelecidos na lei complementar nº. 101 /2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal). Desta forma, após a adoção das medidas acima dispostas, não havendo readequação dos gastos (não sendo suficientes), os servidores estáveis podem, sim, perder o cargo.

    Além disso, o presidente da república pode enviar ao congresso nacional neste exato momento lei regulamentar para definir os critérios para a avaliação e demissão dos funcionários públicos de todas as esferas: Art. 41, III, CF : mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa. Novamente, eu pergunto, você consegue achar algo no seu "acervo de medidas liberais do Bolsonaro"?

  • Intruso  10/02/2022 02:39
    Rapaz…. Você fez esse textão todo só porque o cara postou uma notícia sobre abertura de empresas?!

    Eu odeio clichês e frases de rede social, mas não há alternativa a não ser recorrer a uma:

    "Sentiu!"


    P.S.: Dica: privatizar é vender estatal e retirar o governo do setor. Privatizar não é fazer concessão e criar agências reguladoras para impor cabrestos e deixar tudo ao gosto de políticos.

    Collor e Itamar fizeram privatizações (Siderúrgicas, petroquímicas e Embraer). FHC fez só uma (a Vale, e com BNDES). O resto tudo foi concessão (sim, as telefônicas são concessão com data para acabar, por mais bizarro que pareça).

    Fazer concessão é coisa de social-democrata pró-estado. Exatamente o que FHC era. Estranheza nenhuma. Estranho é você dizer que isso sim é que é modelo a ser copiado. Aliás, não é estranho. É ignorância.
  • capitalista chinês  10/02/2022 13:35
    Você realmente chegou a ler a discussão? Parece que é um hábito neste fórum, por parte de alguns membros, ignorarem o que foi escrito, quererem raivosamente lacrar, criando um espantalho como argumentação para distorcer e atribuir coisas ao debatedor que nunca foram ditas. Parece que ficam enfurecidos ao serem desafiados ou criticar o seu político de estimação.

    Aponte no texto aonde eu sugeri que o modelo social-democrata de desestatização seja copiado? Você criou esse espantalho. Além disso, você discorda que o maior programa de enxugamento da máquina pública brasileira foi realizado pelos sociais-democratas? Você é livre para apresentar contraprova.

    O texto em resposta visa em esclarecer o mito de que funcionário público (concurso e comissão) não podme ser demitidos e que o bolsonaro só não desestatiza porque o STF não deixa. Novamente, você é livre para apresentar contraprova, mas dessa vez, leia o texto e tente refutar os pontos em discussão, em vez de criar espantalhos.

  • Intruso  10/02/2022 13:51
    Acho que você tá meio mal de heróis. Normal. Não há muitos heróis no Brasil (no setor público).

    Quando FHC assumiu, os gastos do governo em relação ao PIB eram de 13%. Quando ele saiu eram de 16%. Quando Dilma saiu eram de 19%.

    Os social-democratas, portanto, aumentaram o parasitismo do estado sobre a economia.

    Quem realmente conteve o estado foi um homem chamado Michel Temer. Sob ele, os gastos do governo começaram a cair em relação ao PIB. Não é à toa que ele é odiado pelos parasitas.

    Bolsonaro está dando continuidade, o que é absolutamente louvável. Mas como você dá chilique à simples menção do nome dele, vamos fechar com Temer então. A coisa mais deprimente que tem é marmanjo dando faniquito.

    www.brasil-economia-governo.org.br/2015/09/28/os-desafios-para-sair-da-crise/

    abime.com.br/2020/01/31/gastos-do-governo-com-educacao-sao-os-menores-desde-2010/

    www.gazetadopovo.com.br/instituto-politeia/gasto-publico-crescimento/
  • Felipe  10/02/2022 13:47
    O FHC também participou da privatização do Banespa, ainda que de forma indireta. Corrijam-me se estiver errado, mas houve também a venda de outros bancos estaduais sob gerência da União.
  • Intruso  10/02/2022 13:55
    Sim, e foram muito boas. Mas justiça seja feita: as vendas dos bancos estatais foram feitas majoritariamente pelos governos estaduais. Os bancos federais, mesmo, praticamente não foram tocados.
  • Felipe  25/01/2022 22:42
    Esqueci de perguntar uma coisa: como Singapura controla a taxa de câmbio? Seria por operações cambiais, com venda e compra de moeda doméstica? Operações de mercado aberto?
  • Leandro  26/01/2022 00:46
    Ele compra e vende ativos (qualquer ativo) no mercado interbancário. Ao fazer isso, ele altera a base monetária. Ao alterar a base monetária, ele altera a demanda por moeda estrangeira. Logo, ele afeta o câmbio.

    Obviamente, ao seguir esta política ele perde totalmente o controle sobre juros e oferta monetária, que passam a ser determinados pelo mercado em consequência das intervenções feitas.
  • Felipe  25/01/2022 22:53
    Singapura ainda mostra alguma sanidade monetária.

    Já que o país controla a taxa de câmbio, como e por que o M1 teve uma taxa de crescimento alta após 2020? Por outro lado, o M2 teve uma leve queda recentemente.

    O interessante é quando vemos no site deles, vendo o funcionamento da política monetária, eles afirmam que a taxa de câmbio é a melhor forma de garantir a estabilidade de preços, ressaltando a sua importância para um país extremamente dependente do comércio internacional.

    Apesar da alta do dólar, o dólar singapuriano segue uma tendência de apreciação. Uma reencarnação do marco alemão. Gustavo Franco deveria ter apostado nisso.
  • Leandro  26/01/2022 00:57
    Quem opta por interferir no câmbio abre mão de controlar juros e oferta monetária. Vide acima.
  • Felipe  26/01/2022 03:20
    Por que houve essa forte subida no M1?
  • Leandro  26/01/2022 12:59
    Ao que tudo indica é porque a Autoridade Monetária comprou muita divisa estrangeira (afinal, é assim que ela atua).

    Veja a forte subida das reservas internacionais neste mesmo período:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/singapore-foreign-exchange-reserves.png?s=singaporeforexcres&v=202201070901V20200908&d1=20120129
  • Felipe  26/01/2022 13:16
    Interessante. Se fosse feito isso no BCB, talvez nunca tivéssemos tido problema com ataques especulativos.
  • Felipe  26/01/2022 22:24
    Na minha opinião, o banco central de Singapura é melhor que o da Suíça. O banco central de Singapura ignora pressão de mercantilistas, o da Suíça não muito, embora o banco central suíço é mil vezes melhor que o brasileiro.
  • Felipe  26/01/2022 00:18
    O que mudaria na prática se o Brasil entrasse na OCDE? Tenho minhas dúvidas se é um bom parâmetro, já que foi a mesma OCDE que impôs o medonho imposto corporativo mínimo global.

    Pelo menos agora o governo se vê obrigado a zerar a porcaria do IOF (até 2029? Por que não antes?).
  • Bruno  26/01/2022 01:34
    Ao menos as medidas exigidas (mais liberdade cambial e redução do IOF) foram positivas para a liberdade.
  • Bruno  03/02/2022 23:29
    Ao menos as medidas exigidas (mais liberdade cambial e redução do IOF) foram positivas para a liberdade.
  • Felipe  27/01/2022 02:38
    "REACTION: Boric Taps Mario Marcel as Finance Minister"

    O atual presidente do banco central chileno é Mario Marcel, indicado no governo Piñera.

    Gabriel Boric escolheu ele para ser o ministro das finanças.

    Curioso isso. É como se o Lula escolhesse o Roberto Campos Neto para ser o ministro da Economia.

    Peso chileno se valorizou perto de 6 % no acumulado desse ano.
  • Felipe  27/01/2022 03:07
    Corrigindo: na verdade o Mario Marcel foi nomeado no governo Bachelet.
  • Felipe  30/01/2022 21:09
    Pessoas, saiu o resultado fiscal de 2021:

    - Relatório mensal da dívida pública, dezembro de 2021;

    Na página 10 do relatório, a dívida em dezembro ficou em R$ 5.613.660.000.000. Essa seria a dívida bruta total, correto?

    "Queda do déficit primário deve-se a controle de gastos, diz ministro"

    Será que foi? Porque a inflação aumenta as receitas do governo, por isso que os governos detestam o padrão-ouro.

    "Governo central tem menor déficit primário desde 2014"

    Pelo que vi, o déficit primário foi de 0,4 % do PIB em 2021 (ou R$ 35 bilhões).

    O déficit nominal, que é bom, não achei. Nem nesse relatório. Pelo jeito terá de esperar pela nota do BCB.

    De qualquer forma, isso deve melhorar na taxa de câmbio.

    No México, os resultados fiscais continuam bons: apesar do déficit primário de - 0,3 % do PIB em 2021 (ante superávit de 0,1 % do PIB em 2020), o déficit nominal ficou igual ao de 2020, em - 2,9 % do PIB. A dívida bruta caiu: 53,3 (% do PIB) em 2020 para 51,5 em 2021.
  • Trader  30/01/2022 22:10
    É a dívida líquida. A bruta é muito maior, e está em R$ 7,25 trilhões.

    ibb.co/y5YK9Yp


    Quanto ao aumento da arrecadação, sim, foi por causa da expansão monetária. Em um ano, a quantidade de dinheiro na economia aumentou 50%. Mais dinheiro circulando, maior a arrecadação do governo.
  • Felipe  31/01/2022 15:56
    Você sabe se é possível obter dados históricos da dívida bruta (em % do PIB) e do orçamento (em % do PIB), de cada ano? Eu falo de dados pelo menos desde 1994. Porque mensais é até possível, não sei se seria possível calcular o acumulado daquele ano com base nesses dados mensais.
  • Trader  31/01/2022 19:51
    A dívida/PIB tem aqui:

    tradingeconomics.com/brazil/government-debt-to-gdp

    E aqui tem o déficit em relação ao PIB:

    tradingeconomics.com/brazil/government-budget
  • Felipe  31/01/2022 21:01
    Pois é, aí eu achei. Será que não tem de outros anos?
  • Felipe  31/01/2022 22:50
    Existe algum artigo que explica, em detalhes, o motivo de a inflação causar esse aumento nas receitas do governo?
  • Gustavo  31/01/2022 23:59
    Mais dinheiro na economia, maior o volume de gastos, maior o consumo, maior a renda nominal dos produtores (de serviços e de mão-de-obra).

    Maior consumo = maior a arrecadação de impostos indiretos
    Maior renda nominal = maior arrecadação de imposto de renda
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  01/02/2022 01:01
    o gov arrecada uma porcentagem de tudo o que é vendido através de imposto sobre como consumo.
    ao criar dinheiro ele desvaloriza a moeda, o que obriga as pessoas a corrida pra gastar.
  • anônimo  01/02/2022 13:18
    finalmente o dolinho ta cedendo
    5,25 reecas.
    muito alto ainda
  • Felipe  05/02/2022 22:53
    Pessoas da rede, decidi ler o artigo do Economia Mainstream (esse), que fala sobre a relação entre SELIC e câmbio. O que pensam? Como analisam?
  • Trader  05/02/2022 23:14
    Qual a conclusão dele? Resume aí pra mim, pois eu li e não consegui entender. Murista demais.

    Quanto ao câmbio, obviamente que não é só juros o que define. E isso já foi explicado aqui várias vezes. Câmbio é definido, no longo prazo, pelo poder de compra da moeda. No curto prazo, é majoritariamente definido por evolução da oferta monetária, juros reais, preços da commodities, situação fiscal e cenário político. Em menor intensidade, depende também da internalização de dólares dos exportadores.

    Quem diz que apenas a Selic faz o câmbio ir para onde o BC quer não entende o básico de economia.


    P.S.: e detalhe importante: como o Leandro sempre ressalta aqui, você não tem de olhar só o dólar. Tão importante quanto é ver o real em relação ao índice DXY. E, por esse indicar, o real se fortaleceu bastante este ano de 2022, exatamente quando o aperto monetário realmente se intensificou.
  • Felipe  05/02/2022 23:53
    Eu não consegui entender também, muitos nadas.

    Quando você fala do real em relação ao DXY, seria aquela metodologia que o Leandro sugeriu em usar?
  • anônimo  06/02/2022 02:06
    Existe essa relação, mas seu peso não é predominante.
  • anônimo  06/02/2022 12:32
    "Nessa especificação, estamos assumindo que a diferença percentual (aproximada pela diferença dos logaritmos naturais) do câmbio é conduzida pela variação do câmbio em período anterior, pela variação do diferencial de juros da taxa Selic e da Fed fund rate, da variação de uma medida de risco-país, da variação de um índice de commodities e do diferencial de inflação especificado por uma condição de verticalidade, que garante que no longo prazo o câmbio nominal seguirá a paridade do poder de compra Brasil vs Estados Unidos."
    Aqui ele tenta fazer a análise dele baseada nesses fatos acima.

    Eles afetam o câmbio sim. Mas como tá no artigo, não dá pra entender nada. E é mal explicado o "peso" de cada um desses fatores pra chutar o câmbio. As fica difícil entender o artigo.
  • Analista de Risco  07/02/2022 14:35
    Ele fez uma análise econométrica, partindo da hipótese da que tais fatores ajudam a explicar o movimento do câmbio.
    Eu sei que austríacos não ligam muito para econometria, mas o que importa é o coeficiente do diferencial de juros, que ele calcula como sendo aproximadamente -1.5, ou seja, a cada subida de 1% na Selic, o dólar cai 1.5%.

    O modelo parece bem aderente, mas a conclusão, de que o impacto no câmbio do aumento dos juros é desprezível, é completamente descabida.
    Em tempo, o juro subiu de 2% para 10.75%, o que implicaria uma queda do dólar de 5.40 (valores em meados de Jan/21), para 4.70, algo bastante em linha como as estimativas do mercado e do IMB. Como eu disse, bastante aderente.
  • Leandro  07/02/2022 15:28
    Adendo: olhar exclusivamente o dólar é incompleto. Tem também de olhar o desempenho do real em relação às principais moedas do mundo.

    A melhor maneira de fazer isso é olhando o desempenho do real em relação ao índice DXY, que mensura o dólar em relação às principais moedas do mundo (euro, libra esterlina, franco suíço, iene, dólar canadense e coroa sueca)
    O indicador de que eu gosto é USDBRL/DXY. É o preço do dólar (em reais) dividido pelo índice DXY.

    Esse gráfico (USDBRL/DXY) é bom porque, se o dólar está barateando em reais (USDBRL caindo), mas o DXY também está caindo, isso significa que não é o real que está forte, mas sim o dólar que está fraco. Neste caso, o gráfico não acusará um fortalecimento do real.

    Entretanto, se o dólar está barateando em reais (USDBRL caindo), e o DXY está encarecendo, então aí sim é sinal de que o real está de fato se fortalecendo.

    Igualmente, se o dólar está encarecendo em reais (USDBRL subindo), e o DXY também está encarecendo, então o dólar está se fortalecendo mundialmente, de modo que não necessariamente o real está se enfraquecendo.

    Por fim, se o dólar está encarecendo em reais (USDBRL subindo), mas o DXY está barateando, então, aí sim, o real está se esfacelando.

    O gráfico mostra tudo isso automaticamente. Digite USDBRL/DXY no TradingView e deixe-o marcado. O valor do gráfico não importa; o que interessa é acompanhar a evolução.

    www.tradingview.com/chart/hezX4Es5/


    Eis a situação atual:

    ibb.co/wsnWDFf

    Quanto menor o número, mais forte está o real. Acompanhar exclusivamente o preço do dólar pode ser enganoso.

    E, como mostra o gráfico, a elevação da Selic fez MUITA diferença em termos do fortalecimento mundial do real.
  • Felipe  09/02/2022 00:21
    Em 2022, os juros longos alemães dispararam e foram para cifras positivas, primeira vez em três anos.

    Além das expectativas de maior alta de juros do BCE, a gente pode afirmar que a alta nos juros alemães é pelo mesmo motivo do que na alta dos juros americanos, ou seja, de que indica que os investidores estão confiantes com as perspectivas da economia, com venda dos títulos (os preços deles caem e os juros sobre eles sobem), para investirem em ações e em investimentos na economia real? O euro se valorizou nesse ano.

    O que acontece com as dívidas dos países do Euro, se o BCE decide aumentar os juros de 0 para 5 %?

    Juros de dez anos nos EUA estão em quase 2 %.
  • Trader  09/02/2022 00:30
    Não. Nesse caso é temor inflacionário mesmo.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.